chaim perelman
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2021 ◽  
Vol 23 (1) ◽  
Author(s):  
Raquel Satiro ◽  
André Rubião
Keyword(s):  

Este artigo trata da teoria da argumentação de Chaïm Perelman e seus princípios fundamentais, para demonstrar sua influência no campo jurídico contemporâneo. Valendo-se do método dedutivo, numa pesquisa bibliográfica diversificada, visando realizar um estudo comparado entre a teoria de Perelman, a redação do artigo 489 do Código de Processo Civil brasileiro e as decisões dos Tribunais Superiores. O objetivo foi demonstrar que os órgãos jurisdicionais não realizam a devida fundamentação de suas decisões judiciais, não permitindo às partes concretizarem o que Perelman chamou de adesão e, consequentemente, impedem a realização do contraditório efetivo, basilar no Estado Democrático de Direito.


2021 ◽  
pp. 26-42
Author(s):  
I. V. Semenikhin

The article deals with the process of founding and further development of the new rhetoric, a theory of argumentation developed by the Belgian philosopher Chaïm Perelman (1912-1984) and his co-worker Lucie Olbrechts-Tyteca (1899-1987). The intellectual and philosophical backgrounds of the authors and some key characteristics of their theoretical approaches are described. The new rhetoric: (а) is primarily concerned with argument or practical reasoning, (b) suggests that figures of speech may be arguments instead of merely ornaments, (c) with its goal to influence minds, new rhetoric is a dynamic field of study, (d) it is complimentary rather than in opposition to formal reasoning. According to Perelman, the theory of argumentation conceived as a new rhetoric or dialectic, covers the whole range of discourse that aims at persuasion and conviction, whatever the audience addressed and whatever the subject matter. Perelman presents his new rhetoric as a much better form of logic than Cartesian deductive, stringent reasoning, at least where law and other values-based systems are concerned. Perelman challenged the unwholesome assumption that what we cannot know with mathematical certainly is necessarily arbitrary, irrational, and subjective. Perelman recognized "reasoned conviction" as a bridge to knowledge, although he was aware that it was a less perfect source of cognition than verified certainty. It is explained how the idea of developing the new rhetoric was born out of dissatisfaction with logical positivism or neopositivism (The Vienna Circle’s theories and ideas) and which classical and modern sources inspired the authors in developing a specific logic of value judgments that could deal with argumentation about actions, choices, decisions and without dismissing such argumentation as irrational. The rhetorical framework of the theory is expounded and an overview is provided of the key notions and concepts of Perelman’s ‘new rhetoric’ – the notions of adherence, audience (particular and universal audience), persuasion are explained. According to Perelman, the new rhetoric is based on the idea that since argumentation aims at securing the adherence of those to whom it is addressed, it is, in its entirety, relative to the audience to be influenced. Рerelman's position on the difference between formal logic and argumentation is analyzed.


Dispositiva ◽  
2021 ◽  
Vol 10 (18) ◽  
pp. 3-19
Author(s):  
Ricardo Tesseroli ◽  
Luciana Panke
Keyword(s):  

O presente trabalho se propõe a criar uma metodologia para categorização de argumentos para a classificação da propaganda eleitoral negativa, baseada nas técnicas argumentativas apresentadas por Chaïm Perelman e Lucie Olbrechts-Tyteca na obra Tratado da Argumentação: a Nova Retórica. Para isso, partimos dos conceitos clássicos de Retórica e Persuasão de Aristóteles, e de estudos a sobre Propaganda Eleitoral Negativa ou de Desqualificação para fazer uma ponte com a obra que trata da Nova Retórica. Desta forma, chegamos a classificação de dez técnicas argumentativas:  Argumento de autoridade; Comparação; Divisão do todo em partes; Exemplo; Grupo e seus membros; Inclusão da parte no todo; Justiça; Pessoa e seus atos; Probabilidade e do argumento baseado no Ridículo. Essas técnicas foram analisadas e adaptadas à análise da propaganda eleitoral com o intuito de colaborar e aprofundar os estudos em comunicação eleitoral e posteriormente aplicá-las às tentativas de desqualificação dos candidatos a seus adversários na propaganda eleitoral, entre elas no HGPE.


2021 ◽  
pp. 126-134
Author(s):  
Camilo Fernández Cozman

Un aspecto que se viene discutiendo en el ámbito de los estudios literarios es la dimensión argumentativa de algunos textos poéticos. El propósito de este artículo es reconocer y analizar la estructura argumentativa de algunos poemas de Blanca Varela en Valses y otras falsas confesiones (1972), por ejemplo, “Vals del ángelus”. La idea es segmentar el poema de Varela tomando en cuenta el exordio, la argumentación y la peroración final; luego distinguir las provincias figurales ligadas a técnicas argumentativas a partir de los enfoques de Giovanni Bottiroli, Chaïm Perelman y Lucien Olbrechts-Tyteca. Por último, se trata de enlazar la estructura argumentativa del texto poético con la perspectiva de Walter Benjamin para poner de relieve cómo Varela cuestiona la invisibilización de la mujer en el mundo contemporáneo.


2021 ◽  
Vol 12 (2) ◽  
pp. 102-119
Author(s):  
Blake D. Scott

This paper argues that Ricœur’s philosophy operates on the basis of a more expansive conception of rhetoric than it first appears. To show this, I reread The Rule of Metaphor through the “new rhetoric” of Chaïm Perelman. First, I survey Ricœur’s understanding of rhetoric in the 1950s and 60s. Second, I examine Ricœur’s relation to Perelman within the context of the broader “rhetorical turn” of the 1970s. After examining their respective positions, I argue that Ricœur fails to appreciate the full significance of Perelman’s conception of audience. In doing so, I draw attention to the central role that Ricœur himself ascribes to the audience or reader in the “work of meaning.” I conclude by proposing that the rhetorical triad of logos/ethos/pathos may serve as a conceptual matrix with which the rhetorical aspects of Ricœur’s philosophy can be interpreted.


2021 ◽  
Vol 14 (04) ◽  
Author(s):  
Luiz Paulo Rouanet
Keyword(s):  
De Se ◽  

Um dos grandes problemas de nossa época parece ser a dificuldade, ou em muitos casos, a impossibilidade de se estabelecer um debate mediante argumentos. Na maior parte das vezes, o que se vê são opiniões não fundamentadas brandidas como se fossem verdades incontestáveis, de uma parte e de outra. É como se houvéssemos retrocedido a uma época na qual nem sequer se soubesse que é possível procurar a verdade – por exemplo, a Grécia na época de Sócrates. Os Diálogos de Platão mostram como boa parte dos interlocutores de Sócrates nem sequer entende sua busca pela verdade, a busca pela essência das coisas e dos conceitos: o que é o Belo? (Lísias); O que é a virtude? (Protágoras); O que é a coragem (Laques) e assim por diante. O que nos propomos aqui, no entanto, é abordar a questão da “dissonância comunicativa” que parece ser uma característica de nossa época: a multiplicidade de concepções teóricas, políticas, ideológicas e/ou religiosas torna cada vez mais difícil se pensar em termos de um “consenso por sobreposição”, como queria Rawls. É a fim de compreender melhor esse fenômeno, e buscar soluções, que nos voltamos para as obras de de Chaïm Perelman e de John Rawls. 


Keyword(s):  

El presente artículo tiene como finalidad identificar y analizar las reflexiones meta-poéticas expresadas en el poemario Casa nuestra (1965) de Marco Martos. Para ello, se interpretará un corpus de poemas a través de las herramientas metodológicas planteadas por Stefano Arduini respecto a los campos figurativos, así como las categorías respecto a la retórica y la argumentación propuestas por Chaïm Perelman, el concepto de ethos de Ruth Amossy y el concepto de estilo rescatado por García-Bedoya. De esta manera, se evidenciará cómo el corpus seleccionado presenta un locutor consistente que poetiza sus reflexiones íntimas y personales acerca de su oficio como poeta, sus motivaciones, su relación con el colectivo y las expectativas exteriores acerca de su labor poética.


Alejandro Romualdo (1926-2008) es uno de los grandes poetas peruanos de la llamada generación del cincuenta del siglo pasado. Fue un autor polifacético que practicó diversos registros estéticos, pues hizo una poesía neosimbolista, una escritura comprometida con la transformación social y una lírica espacial muy cercana a la poética del caligrama de Guillaume Apollinaire. Por ello, en el sexto número de Metáfora, le dedicamos el dossier, un modesto homenaje a partir de los aportes de la denominada Retórica General Textual y de la literatura comparada. Miguel Sánchez pone en tela de juicio la oposición entre la poesía pura y la social, a la vez que explora los hilos temáticos y estilísticos de Edición extraordinaria (1958). Por su parte, Luis Balceda se centra en la dimensión figurativa y argumentativa de Poesía concreta (1952) a partir de la aplicación de la noción de modelo de mundo establecida por Manuel Asensi; asimismo, compara la poesía de Romualdo con la de César Vallejo (en particular, su célebre poema “Masa”). Adrián Mitma toma como punto de partida el abordaje de España elemental (1952) a partir de la categoría de campo retórico precisada por Stefano Arduini y moldea el contexto histórico y cultural en el cual surge la obra de Romualdo. Andree Villegas confronta la poesía de Scorza con la de Romualdo en función de los aportes de la retórica argumentativa de Chaïm Perelman y Lucie Olbrechts-Tyteca. Asimismo, en esta nueva entrega de Metáfora, tenemos el artículo de María de Lourdes Ortiz, quien explora el papel de los personajes femeninos en la narrativa mexicana decimonónica sobre la base de la dicotomía entre la mujer sumisa y la liberada en el ámbito de una sociedad patriarcal y androcéntrica. Álex Morillo indaga por la dimensión del espacio en la obra de unos de los grandes poetas de la generación del cincuenta en el Perú: Jorge Eduardo Eielson. Por su parte, Elton Honores estudia la narrativa fantástica de José Güich y se centra en el cuentario Año sabático (2000) para rastrear la concepción del tiempo que subyace a dicha obra. Distinta es la óptica de Luis Ávalos, quien aborda dos textos claves de la literatura del siglo XVIII: El lazarillo de ciegos caminantes (1777) de Alonso Carrió de la Vandera y Descripción historial de la provincia y archipiélago de Chilóe y Obispado de la Concepción (1791) de fray Pedro González de Agüeros; además, se sustenta en Foucault, Spivak y Bourdieu para analizar la construcción de la identidad en los dos discursos antes mencionados. En la sección de entrevistas, publicamos una conversación con el gran poeta ecuatoriano Iván Carbajal, quien recuerda sus primeras lecturas de los poemas de Walt Whitman, de César Vallejo y Vicente Huidobro, entre otros autores. Carbajal reflexiona, con tino y sindéresis, acerca del papel del lenguaje en la estructuración del poema como una aventura creativa. Finalmente, el número 6 de Metáfora se cierra con dos reseñas. La primera está dedicada a la importante compilación de artículos, realizada por el acucioso investigador Alejandro Susti, de los artículos de Abelardo Oquendo, uno de los grandes animadores de la escena cultural del Perú en el siglo XX. La segunda reseña comenta el reciente libro de Giancarla di Laura donde esta estudiosa aborda, con minuciosidad, el funcionamiento de la ironía en la novelística de Julio Ramón Ribeyro.


Celestinesca ◽  
2021 ◽  
Vol 31 ◽  
pp. 119
Author(s):  
Albert Lloret

Este trabajo examina las artes retóricas de Celestina en dos episodios de la obra: la persuasión de Pármeno, en palabras de María Rosa Lida, la piedra de toque de las artes celestinescas; y los momentos previos a su muerte, es decir, cuando se produce  el  fracaso  de  sus  capacidades  de  dominio  sobre  las  voluntades  ajenas. Desde una perspectiva retórica que parte de los modelos clásicos pero los adapta a maniobras argumentativas no codificadas por los tratadistas de la antigüedad, es decir, a la luz del tratado de argumentación de Chaim Perelman, se ponen de relieve puntos clave de las estratagemas celestinescas y el principal error retórico que la conduce a la muerte.


Author(s):  
Emerson Gabardo ◽  
Ana Cristina Aguilar Viana ◽  
Dione J. Wasilewski
Keyword(s):  

Na obra “Os onze”, Felipe Recondo e Luiz Weber retratam os bastidores do Supremo Tribunal Federal, no Brasil. Segundo os autores, os onze guardiões da Constituição fazem uso da opinião pública como fundamento, distanciando-se das razões substanciais que deveriam embasar as decisões. Esse problema se encaixa no que é denominado pela doutrina como “populismo judicial”. A hipótese do artigo é que mediante o uso “metapositivista” de teóricos da argumentação jurídica, a Corte brasileira realmente atua de forma populista. A metodologia do trabalho é descritiva e lógico-dedutiva. A investigação analisa a bibliografia a respeito do tema, abordando criticamente a teoria da argumentação jurídica. O artigo descreve a evolução do pensamento jurídico que conduziu à adoção do uso de argumentos persuasivos e das técnicas da razão prática na solução das questões jurídicas, em complemento à utilização dos postulados da razão teórica. O texto relata a defesa realizada por Theodor Viehweg e Chaïm Perelman do uso da tópica e da retórica no Direito para, em seguida, apresentar a temática desenvolvida por Robert Alexy concernente ao discurso jurídico como modalidade específica de discurso prático. Ao final, analisa a colaboração de Aulis Aarnio ao estudo da relação entre linguagem e Direito com o objetivo de interpretação do ordenamento jurídico e obtenção de uma resposta racional para o caso concreto. Ao fim, conclui que estas teorias podem ser utilizadas como parâmetro para uma crítica ao populismo judicial, encarnado nos “onze” do STF.


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