Revista ADSO
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Published By Associacao Dos Docentes E Orientadores De Medicina Geral E Familiar

2183-9247

Revista ADSO ◽  
2020 ◽  
Vol 7 (11) ◽  
pp. 26-29
Author(s):  
Catarina Isabel Dias Rosa
Keyword(s):  

Introdução:A Esclerose Sistémica Difusa (ESD) é uma doença autoimune, de causa desconhecida, que pode afetar múltiplos sistemas de órgãos, condicionando gravemente a qualidade de vida dos doentes afetados. Embora não sejam conhecidos os agentes que modifiquem a evolução da doença, a terapêutica imunossupressora deverá ser iniciada numa fase precoce, sendo por esse motivo primordial o seu reconhecimento nas fases mais iniciais. Inevitavelmente a ESD condiciona elevado impacto a nível físico e psicológico do doente, devendo ser considerados fatores como o estado nutricional, a dor, o descondicionamento físico, a atrofia muscular, comorbilidades, o impacto psicológico da doença e o isolamento social. A abordagem dos doentes com ESD deve ser por isso baseada numa visão global e multidisciplinar. Descrição do caso:Apresenta-se um caso de uma mulher de 50 anos, sem antecedentes pessoais ou familiares de relevo para a doença atual. Apresentava edema e rubor de ambas as mãos associado a rigidez matinal de 30 minutos com duas semanas de evolução, sendo objetivável ao exame objetivo edema em todos os dedos de ambas as mãos, rubor ligeiro nas articulações metacarpicofalâncias, interfalângicas distais e interfalângicas proximais, ausência de dor à palpação ou mobilização das articulações e ligeira limitação na flexão. Foi orientada a nível hospitalar inicialmente pela especialidade de Medicina Interna tendo sido colocada a hipótese diagnóstica de ESD após realização de meios complementares de diagnóstico. Por se tratar de uma doença que multiorgânica mantem seguimento atualmente em consultas de Reumatologia, Dermatologia, Medicina Física e de Reabilitação e Pneumologia. Comentário:Embora a ESD seja uma doença extremamente rara, o relato deste caso realça a importância do conhecimento por parte do médico de família dos sinais de alarme da doença reumatológica. Alem disso o médico de família tem ainda papel na gestão da multimorbilidade associada e de suporte aos cuidadores do doente.


Revista ADSO ◽  
2020 ◽  
Vol 7 (10) ◽  
pp. 27-31
Author(s):  
Margarida Baldaque Silva ◽  
Joana Nogueira Teixeira ◽  
Rosa Pires
Keyword(s):  

Descrição do caso:Homem de 60 anos, psicólogo. Antecedentes pessoais e familiares irrelevantes. Sem medicação habitual. Assintomático.Na consulta anual de Medicina do Trabalho, foi-lhe pedido estudo analítico com PSA. Por elevação do PSA, foi encaminhado para consulta de Urologia. Aí realizou biópsia prostática, cujo resultado foi inconclusivo.Um mês depois, recorre ao SU por febre, hematúria macroscópica e artralgias migratórias. Diagnosticada prostatite com artrite reativa e lesão renal aguda (atribuída ao consumo de AINEs). Iniciou ciprofloxacina (urocultura estéril). O estudo analítico efetuado mostrou anemia, elevação dos marcadores inflamatórios e ANAs positivos. Na reavaliação em consulta de Medicina Interna, mantinha poliartralgias e referia náuseas, epigastralgia e anorexia, com perda de 10% do peso corporal, bem como anedonia, apatia, preocupação e insónia. Foi pedido novo estudo analítico, EDA, TC-TAP, orientado para consulta de Doenças Auto-Imunes e medicado com domperidona e trazodona.Por agravamento da função renal, foi convocado para internamento, onde ocorreu melhoria espontânea da mesma. Manteve anemia com necessidade de transfusão. Iniciou corticosteróide e ciclosfosfamida. Realizou biópsia renal e RMN abdominal (para caraterização de micronódulos hepáticos encontrados na TC, mas foi inconclusiva devido à impossibilidade de administrar contraste dada a função renal). Teve alta com o diagnóstico de poliangeíte microscópica e medicado com epoetina, prednisolona, cotrimoxazol, nistatina e ranitidina. Ficou com sessões em Hospital de Dia agendadas durante 5 meses e foi encaminhado para consulta de Nefrologia. Comentário:Este caso constitui um exemplo de sobrediagnóstico (deteção clínica de patologias que sem investigação médica permaneceriam silenciosas e nunca derivariam num quadro sintomático ou em morte). Como fica demonstrado, a solicitação do PSA sérico pode iniciar uma cadeia diagnóstica danosa para o doente. Recomenda-se uma decisão partilhada e informada entre o médico e o utente. Palavras-chave: PSA, consentimento informado, poliangeíte microscópica.


Revista ADSO ◽  
2020 ◽  
Vol 7 (11) ◽  
pp. 38-45
Author(s):  
Joana Rita Marinho
Keyword(s):  

Introdução: Atualmente, vivemos num mundo globali-zado. A migração populacional é cada vez maior, compredomínio do fluxo de pessoas de países desfavore-cidos, para países com maior estabilidade socioeconó-mica. Nos últimos anos, a população migrante oriundado Brasil tem aumentado em Portugal, particularmenteem Lisboa. Na minha prática diária, tenho-me depara-do frequentemente com emigrantes brasileiros, com assuas particularidades clínicas, crenças e cultura, quetêm impacto na sua saúde individual. Assim, senti ne-cessidade de conhecer melhor a realidade do Brasil,em termos dos cuidados de saúde e da sua cultura. Poroutro lado, tinha como objetivo o conhecimento no ter-reno da forma de organização dos Cuidados de SaúdePrimários de outro país – experiência enriquecedorapara a prática clínica de um futuro médico de família.Objetivo(s) e Métodos: Realizar um estágio num cen-tro de saúde do Rio de Janeiro (Brasil) em setembrode 2018, orientado por um médico de medicina dafamília e da comunidade, para conhecer melhor a rea-lidade brasileira, em termos culturais, a organizaçãodos cuidados de saúde, e melhorar a minha práticaclínica futura.Resultados: O estágio possibilitou conhecer aprofunda-damente o sistema de saúde brasileiro, em particularos cuidados de saúde básicos do RJ, assim como aspe-tos da cultura, organização e funcionamento social dapopulação. Conclusão: Foi um estágio muito enriquecedor em ter-mos profissionais, tendo possibilitado conhecer umsistema de saúde em cuidados básicos diferente, ino-vador, que superou as minhas expectativas. Tambémpossibilitou o treino e aumento do conhecimento médico,principalmente de patologias menos frequentes em Por-tugal. Por outro lado, houve um crescimento pessoal coma integração temporária na comunidade do Rio de Janeiroe vivência sociocultural. Em última análise, permitiu-meconhecer melhor uma população migrante e adequar oscuidados de saúde e abordagem médica a esta popula-ção crescente no meu país.Palavras-chave: medicina geral e familiar, Brasil, edu-cação médica


Revista ADSO ◽  
2020 ◽  
Vol 7 (11) ◽  
pp. 30-37
Author(s):  
Teresa Tomaz ◽  
Ana Marta Neves ◽  
Benvinda Barbosa ◽  
Francisco Fachado ◽  
Pedro Fonte
Keyword(s):  

Introdução: A empatia é uma técnica essencial na relação clínica, podendo ser treinada e aferida. Pensa-se que a exposição dos profissionais de saúde a programas de arte possa melhorar a empatia clínica percecionada pelos utentes; porém, desconhece-se qual a sua influência na comunicação com os utentes. Objetivos: Avaliar a influência dum programa de arte na empatia percecionada pelos utentes relativamente aos profissionais de saúde duma unidade de saúde familiar e verificar a relação entre a empatia percecionada pelos utentes e as características sociodemográficas dos mesmos. Métodos: Estudo quase-experimental, com avaliação pré e pós-intervenção, conduzido numa unidade de saúde familiar entre janeiro e julho de 2018. Utilizaram-se amostras de conveniência calculadas a partir da população inscrita na unidade de saúde familiar com idade igual ou superior a 18 anos. A intervenção, aplicada aos médicos e enfermeiros, consistiu num programa de arte constituído por três sessões referentes a cinema, literatura e fotografia. Para determinar a influência da intervenção, avaliou-se a empatia pré e pós-intervenção através do questionário “The Consultation and Relational Empathy” e dum questionário sociodemográfico. As associações entre variáveis foram testadas com testes não paramétricos (Mann-Whitney e Kruskal-Wallis) e correlação de Spearman, com um nível de significância de 0,05.Resultados: Obtiveram-se 390 e 371 questionários antes e após a intervenção. Verificou-se um aumento estatisticamente significativo da empatia percecionada pelos utentes após a intervenção (p=0,001). As únicas associações estatisticamente significativas verificadas foram com a escolaridade (p=0,000) e situação profissional (p=0,0001) no período pré-intervenção.Discussão: Demonstra-se que um programa de arte aplicado a uma equipa de saúde pode apresentar impacto na empatia percecionada pelos utentes, alertando para a possibilidade de criação futura de espaços de integração artística orientados para o ensino da empatia clínica nos cuidados de saúde primários.  


Revista ADSO ◽  
2020 ◽  
Vol 7 (10) ◽  
pp. 18-26
Author(s):  
Luís de Pinho Costa ◽  
Elisabete Castro ◽  
Sónia Marques Moreira ◽  
Inês Valga Souto ◽  
Catarina Pinto Nogueira ◽  
...  
Keyword(s):  
E 92 ◽  

Introdução: A insatisfação dos Internos de Medicina Geral e Familiar (MGF) com o tempo despendido em atividades curriculares não clínicas encontra-se documentada na literatura, contudo não existem dados sobre o tempo efetivamente despendido nessas atividades.Objetivo: Caraterizar o tempo despendido pelos Internos de MGF da Zona Norte em atividades curriculares no período pós-laboral e pesquisar a associação com variáveis sociodemográficas.Métodos: Estudo observacional, transversal, descritivo e analítico; amostra de conveniência dos Internos de MGF da Zona Norte, respeitando o tamanho amostral mínimo de 122 participantes. Foram enviados convites para participação, bem como questionário sociodemográfico e folha de registo do tempo despendido em 2 períodos de 7 dias consecutivos. Foram aplicados testes estatísticos para exploração de associações, tendo-se adotado um nível de significância de 0,05.Resultados: A média de idades dos 122 participantes foi de 28 anos, sendo 84% do sexo feminino, 30% casados ou em união de facto e 92% sem descendentes a cargo. Cerca de 20% frequentavam o 1º ano, 35% o 2º ano, 20% o 3º ano e 25% o 4º ano de Internato. A mediana da carga horária despendida em semana típica foi de 18 horas. O estado civil demonstrou influenciar a carga horária semanal, sendo que os casados ou em união de facto despendem em média mais 4 horas e 30 minutos que os solteiros em atividades curriculares pós-laborais. A distribuição por tipo de atividade é liderada pela realização de trabalhos (4 horas), cursos (3 horas) e estudo (2 horas).Discussão: As 40 horas do contrato de trabalho são a ponta do icebergue do tempo de trabalho efetivo dos Internos de MGF. A confirmarem-se estes resultados, mediante estudos com uma metodologia mais robusta, importa realizar uma reflexão sobre os fatores causais e o seu impacto na valorização da trajetória de aprendizagem do Interno.


Revista ADSO ◽  
2019 ◽  
Vol 7 (11) ◽  
pp. 17-25
Author(s):  
Mélanie Freitas ◽  
◽  
Luiz Miguel Santiago ◽  
Inês Rosendo ◽  
José Augusto Simões ◽  
...  
Keyword(s):  

Revista ADSO ◽  
2019 ◽  
Vol 7 (9) ◽  
Author(s):  
Denise Alexandra Cunha Velho

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