Cadernos Arendt
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Published By Universidade Federal Do Piaui

2675-4835

2021 ◽  
Vol 2 (3) ◽  
pp. I-II
Author(s):  
Fábio Abreu Passos ◽  
Elivanda Oliveira Slva

2021 ◽  
Vol 2 (3) ◽  
pp. 98-111
Author(s):  
Newton Bignotto De Souza
Keyword(s):  

O objetivo desse artigo é estudar as referências ao tema do totalitarismo que aparecem nos Diários Filosóficos de Hannah Arendt entre 1950 e 1970.  Procuramos mostrar que, mesmo depois de ter publicado Origens do totalitarismo em 1951, a autora continuou a refletir sobre pontos essenciais da obra, à luz das novas questões que passaram a inquietá-la e que estão no centro de suas obras posteriores. Um dos pontos essenciais de sua démarche é sua preocupação com a natureza do marxismo e seu significado para a política. 


2021 ◽  
Vol 2 (3) ◽  
pp. 42-52
Author(s):  
Rodrigo Ribeiro Alves Neto

O artigo explicita e discute a análise político-filosófica arendtiana do papel da propaganda nos movimentos e regimes totalitários, tendo em vista compreender de que modo um dos seus aspectos essenciais foi a centralidade da propagação da mentira como forma de comunicação política, organização da opinião pública e doutrinação ideológica das massas.


2021 ◽  
Vol 2 (3) ◽  
pp. 18-41
Author(s):  
Marcela Da silva Uchôa
Keyword(s):  

A fim de diagnosticar as origens do totalitarismo, em seu livro Origens do totalitarismo – publicado originalmente em 1951 –, na secção sobre o imperialismo, Hannah Arendt reflete como a emancipação política da burguesia se estabeleceu através da dinâmica política entre colónias de colonos, centros imperiais e grupos nativos. A partir do estudo do imperialismo colonial europeu, explica como se deu a desintegração dos Estados-nacionais que continham os artifícios necessários para o surgimento posterior de movimentos e governos totalitários. Este nos coloca diante de um novo formato de governo, que, ao passo que desafia as leis positivas, não age sem a orientação de uma lei, nem é arbitrário, pois afirma seguir as leis da natureza, ou da história; recorre à autoridade a que as leis positivas recebem sua legitimidade final.  


2021 ◽  
Vol 2 (3) ◽  
pp. 1-17
Author(s):  
Lucas Barreto Dias
Keyword(s):  

Neste texto, proponho o conceito de mundo de semblâncias para pensar elementos antipolíticos que afastam a pluralidade humana do mundo comum e da vida pública. Para tanto, faço uma interpretação sobre Origens do totalitarismo a partir de conceitos elaborados por Arendt em A condição humana e A vida do espírito. Penso que as reflexões da autora sobre o espaço público junto às noções de aparência, pluralidade e mundo iluminam a sua teoria sobre a novidade que o totalitarismo representou na nossa história. Inicio o percurso relacionando a política com o tema da aparência e da pluralidade. Em seguida, exponho como Arendt diferencia aparência e semblância a fim de usar este último em uma chave antipolítica de ocultamento da realidade. Demonstro como a propaganda inicia a organização deste mundo de semblâncias promovendo uma alienação da vida pública e uma desmundanização por meio da mentira. A pretensão totalitária de dominação total, todavia, só encontraria sua forma mais aprofundada no terror e nos campos de extermínio, o que, caso levado às últimas consequências, pensa a autora, significaria o fim do mundo e dos seres humanos. Por fim, faço uma breve leitura sobre como o mundo de semblâncias persiste em nossa contemporaneidade.Palavras-chave: Totalitarismo. Espaço público. Aparência. Mundo de Semblâncias. Propaganda.


2021 ◽  
Vol 2 (3) ◽  
pp. 92-97
Author(s):  
Adriano Correia
Keyword(s):  

Neste texto busco articular a análise do imperialismo e da emancipação política da burguesia realizada por Hannah Arendt na segunda parte (Imperialismo) de Origens do totalitarismo. Em uma crítica direta à concepção liberal de política, Arendt estabelece um vínculo estreito entre a emancipação política da burguesia, a compreensão da política como dominação e exploração e o processo de acumulação ilimitada de riqueza.


2021 ◽  
Vol 2 (3) ◽  
pp. 59-69
Author(s):  
Geraldo Pereira
Keyword(s):  

O texto revisita, de maneira breve, os conceitos de ideologia e solidão presentes em Origens do totalitarismo. Avança pela demonstração da atualidade das reflexões da autora em torno desses conceitos e aponta para o fato de que eles ainda figuram como categorias importantes para se pensar os desafios do nosso tempo.  Sobre a ideologia, coloca-se destaque na definição arendtiana de lógica de uma ideia, isto é, sobre a forma fria e procedimental de dedução desvinculada das contradições da realidade dos fatos. No caso da solidão, quando pensada na relação política que ela possui no texto de Arendt, o destaque recai sobre a figura, explorada pelos regimes totalitários, de um não lugar.


2021 ◽  
Vol 2 (3) ◽  
pp. 112-120
Author(s):  
Roger Berkowitz
Keyword(s):  

Hannah Arendt decidiu responder à pergunta “O que é o totalitarismo?” olhando para o nazismo e o bolchevismo, os dois movimentos totalitários que marcaram a primeira metade do século XX. Ela entendia que o totalitarismo pretendia a evisceração total da liberdade. O governo totalitário visa o “domínio total de toda a população da terra, a eliminação de toda realidade rival não-totalitária”3. Uma vez que uma pessoa que pode pensar e mudar de ideia romperia o controle totalitário da realidade, a dominação total deveria obliterar a espontaneidade e a liberdade. O esforço totalitário é por transformar a pluralidade de pessoas em uma unidade; é “fabricar algo que não existe, isto é, um tipo de espécie humana que se assemelhe a outras espécies animais, e cuja única ‘liberdade’ consista em ‘preservar a espécie’“4. A perda total da liberdade externa e interna é o motor da dominação total


2021 ◽  
Vol 2 (3) ◽  
pp. 70-91
Author(s):  
Mariana Mattos Rubiano ◽  
Alexandrina Paiva Rocha ◽  
João Batista Farias Junior
Keyword(s):  

O objetivo deste artigo consiste em discutir o conceito de temporalidade de exceção. A partir da leitura de Origens do Totalitarismo notamos o surgimento de uma temporalidade petrificada nos campos de concentração. Mesmo com o fim do regime nazista, os elementos totalitários não desapareceram de nossa sociedade democrática. Eles persistem também como temporalidade de exceção, a qual envolve algum processo de desumanização que desconecta passado, presente e futuro, impossibilitando a experiência da liberdade. Em nossos dias a exceção permanece para milhões de pessoas que vivem na extrema pobreza e encarceradas, numa temporalidade desértica ou embotada que afetam suas atividades da vida ativa e espirituais. Levando isso em consideração, com base no pensamento de Hannah Arendt e também com apoio de outros autores, refletiremos sobre a relação entre a temporalidade, condição e atividade humanas.Totalitarismo; Campos de concentração; Miséria; Prisões; Hannah Arendt.


2021 ◽  
Vol 2 (3) ◽  
pp. 121-135
Author(s):  
NUPHA Núcleo de Pesquisa Hannah Arendt NUPHA

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