scholarly journals TOTALITARISMO E MUNDO DE SEMBLÂNCIAS A PARTIR DE HANNAH ARENDT

2021 ◽  
Vol 2 (3) ◽  
pp. 1-17
Author(s):  
Lucas Barreto Dias
Keyword(s):  

Neste texto, proponho o conceito de mundo de semblâncias para pensar elementos antipolíticos que afastam a pluralidade humana do mundo comum e da vida pública. Para tanto, faço uma interpretação sobre Origens do totalitarismo a partir de conceitos elaborados por Arendt em A condição humana e A vida do espírito. Penso que as reflexões da autora sobre o espaço público junto às noções de aparência, pluralidade e mundo iluminam a sua teoria sobre a novidade que o totalitarismo representou na nossa história. Inicio o percurso relacionando a política com o tema da aparência e da pluralidade. Em seguida, exponho como Arendt diferencia aparência e semblância a fim de usar este último em uma chave antipolítica de ocultamento da realidade. Demonstro como a propaganda inicia a organização deste mundo de semblâncias promovendo uma alienação da vida pública e uma desmundanização por meio da mentira. A pretensão totalitária de dominação total, todavia, só encontraria sua forma mais aprofundada no terror e nos campos de extermínio, o que, caso levado às últimas consequências, pensa a autora, significaria o fim do mundo e dos seres humanos. Por fim, faço uma breve leitura sobre como o mundo de semblâncias persiste em nossa contemporaneidade.Palavras-chave: Totalitarismo. Espaço público. Aparência. Mundo de Semblâncias. Propaganda.

2020 ◽  
Vol 65 (Special Issue) ◽  
pp. 87-103
Author(s):  
Noémi Bíró

"Feminist Interpretations of Action and the Public in Hannah Arendt’s Theory. Arendt’s typology of human activity and her arguments on the precondition of politics allow for a variety in interpretations for contemporary political thought. The feminist reception of Arendt’s work ranges from critical to conciliatory readings that attempt to find the points in which Arendt’s theory might inspire a feminist political project. In this paper I explore the ways in which feminist thought has responded to Arendt’s definition of action, freedom and politics, and whether her theoretical framework can be useful in a feminist rethinking of politics, power and the public realm. Keywords: Hannah Arendt, political action, the Public, the Social, feminism "


2010 ◽  
Vol 2010 (2) ◽  
pp. 303-318
Author(s):  
Mechthild Hetzel ◽  
Andreas Hetzel
Keyword(s):  

2018 ◽  
Vol 2018 (1) ◽  
pp. 169-190

Rico Gutschmidt: Sein ohne Grund. Die post-theistische Religiosität im Spätwerk Martin Heideggers; Jens Bonnemann: Das leibliche Widerfahrnis der Wahrnehmung. Eine Phänomenologie des Leib-Welt-Verhältnisses; Hannah Arendt: Wir Flüchtlinge; Verena Rauen: Die Zeitlichkeit des Verzeihens. Zur Ethik der Urteilsenthaltung; Joachim Fischer: Exzentrische Positionalität. Studien zu Helmuth Plessner


Sign in / Sign up

Export Citation Format

Share Document