maria graham
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2021 ◽  
Vol 31 (2) ◽  
pp. 91-112
Author(s):  
Júlia Braga Neves

Este artigo tem o objetivo de discutir como Maria Graham articula fato e ficção em Journal of a Voyage to Brazil, comparando a sua narrativa de viagem com aspectos históricos e ficcionais de Robinson Crusoé de Daniel Defoe. A partir de questões referentes à literatura de viagem e de reflexões sobre as relações entre história e ficção de Reinhart Koselleck, busca-se entender como Graham emprega elementos ficcionais em seu diário de viagem para representar a política e a história do Brasil, bem como a sua própria vivência no país. Por último, o artigo considera os aspectos de gênero nos relatos de Graham, argumentando que sua credibilidade e autoridade são dificultadas pelo fato de ela ser mulher.


Author(s):  
Julia Braga Neves
Keyword(s):  
Pedro I ◽  

Este artigo tenciona analisar o manuscrito não finalizado de Lady Maria Callcott, intitulado Escorço biográfico de Dom Pedro I e a exposição da violência sofrida por Maria Leopoldina no palácio. Comparando o manuscrito com o Journal of a Voyage to Brazil, publicado pela mesma autora em 1824, argumenta-se que o diário de 1824 representa Dom Pedro como um político e estadista, enquanto seu esboço biográfico, publicado postumamente, revela a crueldade, possessividade e perversidade de Dom Pedro a partir da descrição minuciosa de seu casamento com dona Leopoldina, que se tornou amiga de Callcott. Disputando o argumento da biógrafa de Callcott, Regina Akel, de que o retrato construído pela viajante seria uma forma de autopromoção e, comparando o relato de 1834-1835 com as respectivas biografias sobre Dom Pedro I e Maria Leopoldina, conclui-se que o manuscrito sobre o imperador é um documento histórico que denuncia os maus tratos vivenciados pela austríaca.  


Author(s):  
Juliet Simpson

During the early nineteenth century, the voyage to the past was to become a central destination for the discerning art tourist as for artists and writers. Yet, such voyages were as much ephemeral as actual, virtual creations of burgeoning antiquities tours in print and image. This chapter explores the pivotal, yet neglected significance of Northern European Gothic ‘tours’ flourishing between Britain and the Low Countries from the 1830s–1860s. It sheds new light on trailblazing accounts by Romantic tourists, Maria Graham (Lady) Callcott, Johann David Passavant, and the Gothic revivalist, W.H. James Weale, examining their fascination with Northern medieval Gothic architectures, art, and spaces of unseen heritage, constructed via ephemeral tour experiences as complex palimpsests of memory, modernity, and its other.


MODOS ◽  
2021 ◽  
Vol 5 (2) ◽  
pp. 59-85
Author(s):  
Maria de Fátima Medeiros de Souza
Keyword(s):  

A produção visual de Maria Graham se relaciona com as redes de sociabilidade estabelecidas com naturalistas, colecionadores, viajantes, artistas e antiquarianistas. Os acervos da viajante britânica indicam negociações com editores de seus livros de viagem, aspectos da configuração das ilustrações dos livros, assim como trocas de coleções naturais e de informações sobre a paisagem e a flora brasileira. Graham viajou por países como Índia, Brasil, Chile e Itália, e publicou diários sobre esses percursos. Paralela à escrita dos livros, ela produzia cadernos de viagens e ilustrações científicas que ainda são pouco conhecidos e estudados pela literatura especializada. Como uma das poucas mulheres de seu tempo a se destacar na literatura de viagem e a possuir um trabalho botânico consistente, a trajetória de Graham mostra como as mulheres se articularam com figuras chave nas artes e nas ciências.


Cadernos Pagu ◽  
2021 ◽  
Author(s):  
Maria de Fátima Medeiros de Souza ◽  
Emerson Dionisio Gomes de Oliveira

Resumo Ao longo do século XIX, houve mudanças marcantes na produção científica ilustrada, e a participação das mulheres nesse gênero editorial ocorreu de diferentes modos. Muitas mulheres contribuíram ativamente com as pesquisas científicas. Eram coletoras de plantas, artistas viajantes que percorreram lugares distantes, ilustradoras que estudaram os rígidos postulados da produção científica e que, muitas vezes, exploraram novos métodos de produção de imagens para livros de história natural. Aqui trataremos de três artistas britânicas, Maria Graham, Anna Atkins e Matilda Smith, que viveram em períodos distintos do século XIX e que colaboraram com a produção científica ilustrada alcançando postos de trabalho em periódicos renomados e publicando livros para tradicionais casas editoriais do período.


2020 ◽  
pp. SP506-2020-22
Author(s):  
Carl Thompson

AbstractThis chapter explores the background to the first female-authored article in the Transactions of the Geological Society (published in 1824) and outlines the controversy later caused by the article. The author, Maria Graham (1785–1842), has generally been assumed not to have been a geologist herself, and is therefore often excluded from discussions of women's early contributions to geology. This chapter demonstrates that this was not the case, and that Graham had a strong interest in geology and some competence in the discipline. It further situates Graham in a flourishing culture of early nineteenth-century ‘polite science’, and argues that the episode, when parsed correctly, demonstrates the perhaps surprising extent to which women were able to participate in contemporary geological enquiry and debate, even as they undoubtedly laboured under considerable disadvantages compared with their male counterparts.


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