scholarly journals Reflexões Introdutórias sobre as Características do Pensamento Científico na História Ocidental

2021 ◽  
Vol 4 (1) ◽  
pp. 35-51
Author(s):  
Rúbia Wanessa Dos Reis Cruz ◽  
Anna Elizabeth Galvão Coutinho Correia ◽  
Alberto Santos Arruda
Keyword(s):  

A história da ciência busca compreender o processo de estruturação e de transformação do pensamento científico ao longo do tempo, em meio a uma sucessão interminável de cenários matizados por eventos culturais, econômicos e políticos, que não serão, aqui, abordados. Dentre outras abordagens possíveis, o objetivo desta reflexão qualitativa, bibliográfica e exploratória é destacar, de forma não exaustiva e não universal, as características dos pressupostos epistemológicos que emergiram na ciência em diferentes eras históricas. Adotando-se a concepção da estrutura das revoluções científicas proposta por Thomas Kuhn como componente sustentador, o trabalho apresenta as perceptíveis transformações do pensamento científico desde o classicismo racional até a complexidade requerida pela ciência atual. Termina-se por assumir que a complexificação anunciada pela pós-modernidade não faz dela um modelo ideal de se fazer ciência, que outras transformações vieram a reboque e que a própria noção de complexidade admite a coexistência dos diferentes paradigmas historicamente apresentados.

Author(s):  
Paula Simone Busko
Keyword(s):  

A importância de explanar a relação entre os estudos da epistemologia à educação científica e tecnológica revela a necessidade de se promover um entendimento mais aprofundado da natureza da ciência e suas múltiplas dimensões. A incomensurabilidade da teoria de Kuhn aponta que não é possível traçar pontos comuns entre teorias divergentes, não há como direcioná-las para um mesmo ponto, há termos diferentes e linguagem específica de cada comunidade científica. Trabalhar o ensino de ciência sob alguns aspectos como o da investigação científica através de atividades que levem os alunos a questionar os conhecimentos estabelecidos como verdade única e argumentar que a transmissão de conhecimentos está relacionada a fatores históricos, sociais, culturais e políticos, por exemplo, poderão caracterizar as múltiplas faces da natureza da ciência.


2019 ◽  
Vol 40 (81) ◽  
pp. 105-130
Author(s):  
Renata Albuquerque Lima ◽  
Atila De Alencar Araripe Magalhães ◽  
Gina Vidal Marcílio Pompeu
Keyword(s):  

A Ciência passa por constantes refutações. Geralmente, essas refutações acabam por fazer com que a Ciência evolua. Ocorre que não há evolução sem superação do que Bachelard denominou de “obstáculos epistemológicos”. Quando o Poder Judiciário modifica a sua jurisprudência ocorre uma quebra de paradigmas. Logo, o Direito evolui. O artigo que se segue versa justamente sobre a necessidade de se superar constantemente os preditos obstáculos epistemológicos, correlacionando-os com a mudança de jurisprudência do Poder Judiciário. Para tanto, estudou-se também os constructos de Thomas Kuhn. A metodologia utilizada é bibliográfica e analítica.


Revista Thema ◽  
2019 ◽  
Vol 16 (1) ◽  
pp. 24
Author(s):  
Marcos Gervânio de Azevedo Melo ◽  
Marcos Cesar Danhoni Neves ◽  
Sani De Carvalho Rutz da Silva
Keyword(s):  
De Se ◽  

Este trabalho tem o objetivo de analisar excertos de músicas que possam refletir visões de ciências e proporcionar contribuições ao processo de Alfabetização Científica e Tecnológica (ACT) no Ensino de Ciências. Foram contempladas duas músicas do Raul Seixas, cuja análise buscou seguir as recomendações de Bardin (2011). A oportunidade de se refletir sobre visões de ciências, com a utilização de músicas, entremostra uma possibilidade incomensurável ao Ensino de Ciências, pois o conteúdo epistemológico pode ser valorizado e proporcionar uma visão mais ampla e mais adequada do conhecimento científico, contribuir para o entendimento da produção e evolução da ciência, mitigar as imagens estereotipadas sobre a figura dos cientistas e favorecer, assim, a ACT dos estudantes.


1999 ◽  
Vol 5 (3) ◽  
pp. 565-581 ◽  
Author(s):  
Simone Petraglia Kropf ◽  
Nísia Trindade Lima
Keyword(s):  

Este trabalho pretende desenvolver uma análise comparativa entre as concepções de Robert Merton e Thomas Kuhn a respeito da natureza social da ciência. Uma aproximação entre as perspectivas desses autores pode ser traçada em função da importância que ambos atribuem à questão da adesão a valores como um elemento fundamental para a compreensão da atividade científica. Conferindo centralidade à noção de comunidade científica, convergem para a análise da ciência como prática que se define a partir de um conjunto de crenças, princípios e normas compartilhados por uma determinada coletividade. Ainda que apontando algumas diferenças substantivas entre as perspectivas em questão - como as maneiras distintas pelas quais esses autores concebem o sentido de ‘social’ na ciência - este contraponto entre Merton e Kuhn pretende destacar a relevância de se considerar as crenças e os valores institucionalizados como uma dimensão essencial a orientar as ações concretas dos cientistas.


2016 ◽  
Vol 9 (1) ◽  
pp. 126-138
Author(s):  
Amélia de Jesus Oliveira
Keyword(s):  
De Se ◽  

George Sarton tem sido sempre lembrado como um dos responsáveis pela institucionalização da disciplina de História da Ciência. Até o início dos anos 60, a crítica lhe é extremamente favorável e elogiosa, cedendo lugar a considerações restritivas que enfatizam a ausência de uma abordagem filosófica e analítica em seus escritos. Essas restrições se intensificam no contexto da nova historiografia da ciência, tal como anunciada por Thomas Kuhn. Procuramos, neste artigo, refletir sobre as considerações de alguns intérpretes de Sarton, analisando seu projeto grandioso em prol da criação da disciplina de história da ciência. Ao fazê-lo, buscamos mostrar como as críticas de alguns desses intérpretes são reveladoras da mudança ocorrida na história da ciência ao mesmo tempo em que suscitam a necessidade de se revisar seu papel na constituição da disciplina.


2020 ◽  
pp. 30-33
Author(s):  
Keyword(s):  

Depuis le début de la crise sanitaire, la filière nucléaire ainsi que les autorités de contrôle ont modifié leur façon de travailler et d’inspecter, car il n’est pas toujours possible aux inspecteurs de se rendre sur les sites nucléaires ou dans les usines. La mise en oeuvre de nouvelles solutions d’inspections à distance s’inscrira probablement parmi les pratiques usuelles post-épidémie, pour une part des contrôles, l’inspection physique demeurant de toute façon incontournable pour un certain nombre d’opérations.


1972 ◽  
Vol 27 (03) ◽  
pp. 559-572 ◽  
Author(s):  
L Pouit ◽  
G Marcille ◽  
M Suscillon ◽  
D Hollard

RésuméNous avons étudié en microscopie électronique par la technique de coloration négative : la molécule de fibrinogène, les étapes intermédiaires de la fibrinoformation et la fibre de fibrine. Nous avons constaté que la molécule de fibrinogène se présentait sous forme d’éléments globulaires, à pH 8,3 et pour une force ionique de 0,2, le diamètre moyen mesure 240 Â. L’observation des molécules de taille variable (entre 180 Å et 420 Å) et de filaments très minces nous a conduit à émettre l’hypothèse d’une molécule capable de se dérouler sous certaines conditions physiques. L’ensemble des clichés observés suggère qu’au cours de l’organisation périodique de la fibre, le matériel protéique change de structure. Ce phénomène se manifeste par une diminution des éléments globulaires qui constituent les bandes transversales (de 280 Å à 30 Å) et le développement à partir de ces éléments d’un réseau de filaments longitudinaux, très denses, porteurs de fins granules dont l’alignement forment des sous striations transversales. Il se produit aussi une diminution de la période qui passe de 300 Å à 230 Å.


2019 ◽  
pp. 110-112
Author(s):  
Aron José Pazin de Andrade

Foi com grande satisfação que aceitei escrever este editorial para a revista científica “The Academic Society Journal”, um novo e importante meio de divulgação dos trabalhos científicos sul-americanos e até mesmo de outros países, uma vez que é possível a publicações em português, espanhol e inglês. Esta revista é também um meio importante para a divulgação dos trabalhos apresentados nos Congressos de Engenharia e Ciências Aplicadas nas Três Fronteiras (MEC3F), evento anual que acontece na cidade de Foz de Iguaçu, Paraná, Brasil, com apoio do Parque Tecnológico Itaipu, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Este editorial tem a função de informar os leitores desta revista que o MEC3F conta desde já com o apoio da Sociedade Latino Americana de Biomateriais, Órgãos Artificiais e Engenharia de Tecidos a SLABO, tornando-se um evento satélite da SLABO. Este apoio se dará através da divulgação dos eventos entre os sócios da SLABO, participação dos pesquisadores em palestras ou aulas nas áreas científicas específicas da SLABO, envio de trabalhos científicos de seus membros ao MEC3F além de receber trabalhos científicos dos leitores desta revista para serem apresentados nos congressos organizados pela SLABO. Informações sobre atuação da SLABO podem ser encontradas no site: www.slabo.org.br. O que é a SLABO: Ela é uma sociedade civil sem fins lucrativos que reúne profissionais ligados à pesquisa, ao desenvolvimento, teste e utilização de biomateriais e órgãos artificiais em diferentes aplicações clínicas, incluindo aqueles que utilizam engenharia de tecidos para sua construção. Na sua relação de membros constam os nomes dos principais pesquisadores e profissionais das áreas biológicas e tecnológicas, atuantes no campo da Engenharia, Medicina, Odontologia, Farmácia, Biologia, Veterinária e de Química ligados à área de biomateriais e órgãos artificiais, dos países latino americanos, dos Estados Unidos, Canadá e até países europeus. Contando um pouco da história da SLABO: A necessidade de profissionais que atuavam em Biomateriais e Órgãos Artificiais em se organizarem de modo a propiciar melhores oportunidades de contato, de discussões técnicas, de troca de idéias e de opiniões culminou na organização de alguns eventos científicos no Brasil. Esses encontros revelaram a necessidade de se congregar toda essa massa crítica em uma Sociedade, que intermediasse de forma sistemática e em ambiente favorável essas interações. Nesse contexto, como oportunidade para a concretização desse objetivo, foi sugerida a realização em Belo Horizonte, do I Congresso Latino Americano de Órgãos Artificiais e Biomateriais (1º COLAOB), entre os dias 10 e 13 de dezembro de 1998, ocasião em que foi realizada uma assembleia geral de fundação da SLABO e o presidente do 1º Colaob se tornou o presidente da SLABO. Os congressos foram acontecendo e, em suas assembleias gerais, novas diretorias da SLABO foram empossadas. Veja uma relação desses eventos e os novos presidentes da SLABO: 1º COLAOB, 1998, Belo Horizonte, MG – Presidente: Leonardo Lanna Wykrota; 2º COLAOB, 2001, Belo Horizonte, MG – Presidente: Aron José Pazin de Andrade; 3º COLAOB, 2004, Campinas, SP – Presidente: Cecília Amélia de Carvalho Zavaglia; 4º COLAOB, 2006, Caxambú, MG – Presidente: Glória Dulce de Almeida Soares; 5º COLAOB, 2008, Ouro Preto, MG – Presidente: Marivalda de Magalhães Pereira; 6º COLAOB, 20010, Gramado, RS – Presidente: Luís Alberto Loureiro dos Santos; 7º COLAOB, 2012, Natal, RN– Presidente: Clodomiro Alves Júnior; 8º COLAOB, 2014, Rosário, Argentina – Presidente: Marcos Pinotti Barbosa; Em 2015, devido ao falecimento do Prof. Marcus Pinotti, seu Vice-presidente se tornou Presidente: Marcus Vinicius Lia Fook 9º COLAOB, 2016, Foz do Iguaçu, PR – Presidente: Carlos Roberto Grandini; 10º COLAOB, 2018, João Pessoa, PB – Presidente: Marcus Vinicius Lia Fook; Alguns dos trabalhos apresentados nestes congressos foram selecionados e seus autores foram convidados a enviarem uma versão completa de seus trabalhos para serem revisados e publicados em números especiais da revista Artificial Organs, vejam os editoriais escritos nestas revistas em referências 1, 2, 3 e 4. Como a SLABO está comemorando este ano seus vinte anos de sua fundação, ela ganha um presente, está podendo participar dessa importante iniciativa de grupos de grande relevância para a pesquisa e ensino da América dos Sul, o evento Mec3F e a revista “The Academic Society Journal”. O que nos faz ficar muito agradecidos. Obrigado em nome da SLABO.


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