scholarly journals ALOE VERA NAS QUEIMADURAS CUTÂNEAS: UMA MODA OU UMA EVIDÊNCIA?

1970 ◽  
Vol 73 (2) ◽  
pp. 193-197
Author(s):  
Carina C. Pereira ◽  
Ana Rita Reis ◽  
Diana Pinho Cruz ◽  
Sarah Cardoso

Introdução: Desde a antiguidade que o aloe vera é uma planta utilizada para fins medicinais e cosméticos, pelas suas diversas propriedades. Actualmente, em muitos países, o tratamento das queimaduras é uma das principais indicações para a sua utilização. Contudo, a sua evidência clínica ainda é pouco clara.Objetivo: Rever a evidência existente quanto à eficácia do aloe vera no tratamento de queimaduras cutâneas.Fontes de dados: Medline, sítios de medicina baseada na evidência (National Guideline Clearinghouse, Guideline Finder, Canadian Medical Association, The Cochrane Database, DARE e Bandolier), Índex de Revistas Médicas Portuguesas e referências bibliográficas dos artigos seleccionados.Métodos de revisão: Pesquisa bibliográfica nas bases de dados referidas, utilizando a seguinte combinação de termos MeSH: “burns” e “aloe”, de artigos publicados até junho de 2014, em português, inglês, francês ou espanhol. Utilizou-se a escala Strength of Recommendation Taxonomy para atribuição dos níveis de evidência e forças de recomendação.Resultados: Foram encontrados 236 artigos e seleccionados, por cumprirem os critérios de inclusão, 1 revisão sistemática com meta-análise e 2 artigos originais. Após análise dos artigos, verifica-se globalmente uma cicatrização mais rápida das queimaduras com a utilização do aloe vera, quando comparado com o controlo.Conclusão: A evidência existente parece apontar para a eficácia do aloe vera no tratamento das queimaduras cutâneas (SOR B). Contudo, devido à heterogeneidade das formulações de aloe vera e do controlo utilizados nos diferentes estudos, não é possível tirar uma conclusão inequívoca sobre o seu benefício. São necessários mais estudos, de boa qualidade, que comprovem a eficácia do aloe vera no tratamento das queimaduras.

2021 ◽  
Vol 37 (1) ◽  
pp. 44-48
Author(s):  
Luciana Ornelas ◽  
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Raquel Andrade ◽  
Isabel Abreu ◽  
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Objetivo: Rever a evidência existente acerca da eficácia da suplementação com fórmulas hidrolisadas na prevenção de doença alérgica em crianças de termo. Fontes de dados: The Cochrane Database, MEDLINE/PubMed, National Guideline Clearinghouse, Guideline Finder e Canadian Medical Association. Métodos de revisão: Pesquisa de normas de orientação clínica, meta-análises, revisões sistemáticas e ensaios clínicos aleatorizados e controlados, entre janeiro de 2009 e janeiro de 2019, em inglês e limitado a estudos em humanos. A query de pesquisa incluiu os seguintes termos MeSH: Protein Hydrolysates; Hypersensitivity; Allergy and Immunology; Rhinitis; Allergic, Seasonal; Asthma. Para a atribuição dos níveis de evidência e forças de recomendação utilizou-se a Strenght Of Recomendation Taxonomy (SORT), da American Academy of Family Physicians. Resultados: Foram encontrados 23 artigos, dos quais três cumpriram os critérios de inclusão: duas meta-análises e um estudo de coorte. Apenas um dos estudos incluídos apresentou resultados estatisticamente significativos na redução da doença alérgica. Os restantes estudos não demonstraram evidência na redução da doença alérgica. Conclusões: Após a análise dos artigos concluiu-se que não existe evidência científica na utilização de suplementação com leite hidrolisado para a prevenção da doença alérgica (força de recomendação B). Considera-se que são necessários mais estudos, com qualidade superior, que validem a evidência encontrada e auxiliem na formulação de hipóteses.


2021 ◽  
Vol 12 (2) ◽  
Author(s):  
Taís Carpes Lanes ◽  
Mariane Albuquerque Lima Ribeiro ◽  
Daianny Seoni de Oliveira ◽  
Marcos Gabriel do Nascimento Junior ◽  
Filipe Reis Garcia ◽  
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Introducción: La enfermedad por coronavirus (Covid-19) es una patología infecciosa que afecta al sistema respiratorio, la cual se originó en China y se extendió rápidamente por todo el mundo. Objetivo: Evaluar la calidad metodológica y la transparencia de las guías de práctica clínica brasileñas para el tratamiento de la enfermedad por coronavirus (Covid-19). Materiales y métodos: Se realizó una revisión sistemática en 2020 en las bases de datos Medline (vía PubMed), Embase, Scopus, LILACS, National Guideline Clearinghouse y Guidelines International Network, además de consultas en los sitios web del Ministerio de Salud de Brasil, Asociación Médicas Brasileña, Consejo Federal de Medicina, Consejo Federal de Enfermería y Consejo Federal de Fisioterapia. La evaluación de la calidad metodológica y la transparencia de las guías se realizó con el instrumento Appraisal of Guidelines for Research and Evaluation (AGREE), segunda versión realizada por cuatro autores. Resultados: Se encontraron 33 guías, de las que se incluyeron 14 en el análisis. Hubo una sola guía que obtuvo una puntuación superior al 60% en todos los dominios. Entre los seis dominios, se presentaron puntuaciones más altas en los siguientes tres dominios: alcance y objetivo, participación de las partes interesadas y claridad de la presentación. Discusión: A pesar de la fragilidad metodológica, los autores se interesaron por presentar las recomendaciones de forma clara y concisa a través de información clave y opciones terapéuticas que faciliten la toma de decisiones. Conclusión: Las guías de práctica clínica brasileñas mostraron tener una baja calidad metodológica, de las que solamente una guía fue recomendada y clasificada como de alta calidad y transparencia metodológica. Como citar este artículo: Lanes, Taís Carpes; Ribeiro, Mariane Albuquerque Lima; Oliveira, Daianny Seoni de; Junior, Marcos Gabriel do Nascimento; Garcia, Filipe Reis; Melo, Jéssyca Maria França de Oliveira; Tiguman, Gustavo Magno Baldin. Diretrizes de prática clínica para o tratamento da Covid-19 no Brasil: uma revisão sistemática. Revista Cuidarte. 2021;12(2):e2025 http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.2025   


2020 ◽  
Vol 36 (6) ◽  
pp. 493-502
Author(s):  
Rita M. Oliveira ◽  
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Carina M. Pereira ◽  
Catarina Henriques da Silva ◽  
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Objetivo: Determinar a eficácia da utilização de estrogénios tópicos na prevenção de ITU recorrentes nas mulheres em pós-menopausa. Fonte de dados: MEDLINE, National Guideline Clearinghouse, Guidelines Finder, Canadian Medical Association Practice Guidelines, Cochrane Library, DARE (Database of Abstracts of Reviews of Effects) e Bandolier (pesquisa inicial) e referências bibliográficas dos artigos selecionados da pesquisa primária (pesquisa em cascata). Métodos de revisão: Foi feita uma pesquisa de normas de orientação clínica (NOC), meta-análises (MA), revisões sistemáticas (RS) e ensaios clínicos (EC) publicados entre janeiro de 2008 e abril de 2018, nas línguas inglesa, espanhola e portuguesa. Os termos MeSH utilizados foram Urinary Tract Infections, Postmenopause e Estrogens. Para a avaliação dos níveis de evidência e atribuição da força de recomendação foi utilizada a escala Strength Of Recommendation Taxonomy (SORT), da American Family Physician, e para a avaliação da qualidade dos EC foi utilizada a escala de Jadad. Resultados: Da pesquisa efetuada obtiveram-se 69 artigos tendo sido selecionados sete que cumpriam a totalidade dos critérios de inclusão: três NOC e quatro RS. Não foram encontrados EC publicados no período de estudo. Apesar da maioria das RS e NOC se sustentarem nas mesmas fontes bibliográficas, as recomendações e respetivas forças de recomendação são ainda assim divergentes, provavelmente refletindo as limitações da evidência disponível. Conclusões: Face à existência de poucos EC e de qualidade insuficiente que sustentam a evidência atual, é atribuída uma força de recomendação B, de acordo com a escala SORT da American Family Physician, relativamente ao uso de estrogénios tópicos na mulher em pós-menopausa para a prevenção de ITU recorrentes. São necessários mais estudos de elevada qualidade, de metodologia e com maiores amostras e período de seguimento, que suportem a evidência de melhoria de resultados orientados para o doente.


2003 ◽  
Vol 11 (1) ◽  
pp. 58-62 ◽  
Author(s):  
Maria Luiza L. Amatuzzi ◽  
Marco Martins Amatuzzi ◽  
Luiz Eugênio Garcez Leme

This paper aims to explain how to prepare a study project starting from literature evaluation and its critical analysis, how to choose study type as well as rating in levels according to Guidelines by AMB (Associação Médica Brasileira - Brazilian Medical Association) and CFM (Conselho Federal de Medicina - Brazilian Medical Council) approved and adopted by Education Ministry; also evaluates and comments each of these study types. Comments how to establish the question the study should answer and its importance in preparing all project items. Finally comments about the need of more studies performed with correct methodology being published in Brazil, in order to reach an international level.


2021 ◽  
Vol 37 (2) ◽  
pp. 133-144
Author(s):  
Ricardo Garcia Silva ◽  
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Sofia Piarali Remtula ◽  
Tiago Castelar Gonçalves ◽  
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Objetivo: Avaliar a evidência existente relativa à eficácia de canabinoides no tratamento da dor crónica. Fontes de dados: MEDLINE/PubMed, Cochrane Library, TRIP Database, National Guideline Clearing House, Canadian Medical Association Practice Guidelines. Métodos de revisão: Utilizando os termos MeSH cannabis e chronic pain fez-se, em agosto de 2019, uma pesquisa de meta-análises (MA), revisões sistemáticas (RS), estudos observacionais (EO), ensaios clínicos (EC) e guidelines, publicados em português e inglês, sem limite temporal. Incluíram-se estudos realizados em adultos com dor crónica, independentemente da causa, submetidos a terapêutica com canabinoides, excluindo-se aqueles com intervenção em dor aguda. Utilizou-se a escala Strength of Recommendation Taxonomy, da American Academy of Family Physicians, para atribuir níveis de evidência (NE) e força de recomendação (FR). Resultados: Dos 244 artigos encontrados, 16 cumpriram os critérios de inclusão: nove RS, quatro EC duplo-cegos aleatorizados e controlados com placebo, dois estudos retrospetivos de série de casos e um estudo prospetivo de série de casos. Todos os estudos selecionados abordavam dor crónica, mas de etiologia diversa (oncológica, neuropática, reumatológica, visceral). Os resultados entre os estudos não foram consistentes. Parece haver algum benefício na dor neuropática e na dor oncológica, embora haja consenso pelas revisões de que serão necessários estudos de maior dimensão e duração para que a utilização de canabinoides tenha evidência robusta. Podem verificar-se efeitos adversos gastrointestinais e nas funções cognitiva e motora, sobretudo com as preparações contendo maior dosagem de tetrahidrocanabinol. Não há evidência para utilização em dor de origem reumatológica ou visceral. Não se atribuiu NE 1 a qualquer estudo. Conclusões: A utilização de canabinoides, embora promissora e com eventual benefício identificado em pequenos estudos para alguns tipos de dor crónica (sobretudo a neuropática), tem evidência limitada (FR B) e requer a realização de ensaios de maior qualidade e dimensão. Devem ser considerados a eficácia e os possíveis efeitos secundários a longo prazo em estudos de maior duração, algo que poderá ser alcançado com a crescente utilização dos fármacos na prática clínica. Com base na evidência disponível, os canabinoides poderão ser uma solução de última linha em casos de dor refratária neuropática e oncológica.


2018 ◽  
Vol 69 (4) ◽  
pp. 235
Author(s):  
Hernando Gaitán-Duarte ◽  
Jorge Andrés Rubio-Romero ◽  
Carlos Fernando Grillo-Ardila

Las sociedades científicas tienen como uno de sus más nobles objetivos la promoción de la ciencia en los diferentes campos del conocimiento. La primera sociedad científica fue la Royal Society of London, fundada en 1660 en el Reino Unido, también conocida como la Royal Society of London for Improving Natural Knowledge. La sociedad fue creada como “un colegio para la promoción del aprendizaje físico-matemático experimental” que publicó, en el año de 1666, la primera revista científica, Philosophycal Transactions (1, 2) y fue la publicación científica más importante hasta el siglo XIX, cuando aparecieron las revistas científicas especializadas. En Philosophycal Transactions se publicaron inicialmente noticias, cartas y descripciones de informes experimentales sin un formato o estilo estandarizado (3). La primera entidad en publicar una revista médica fue el Edinburgh Medical School, que divulgó el Medical Essays and Observations en 1731, que se transformó dos años más tarde en el Edinburgh Medical Journal y contó con revisión por pares desde el año de 1733 (4). La primera revista médica en Estados Unidos fue la Medical Repository, que apareció en 1797 (5). En el Reino Unido aparecen The Lancet en 1823, para publicar el trabajo desarrollado en las escuelas médicas de Londres y el reporte de casos, y el British Medical Journal en 1853, como resultado de la creación de la British Medical Association (4). En el año 1887, Philosophycal Transactions se dividió en dos nuevas revistas: una dedicada a la publicación de temas de matemáticas y física, y la segunda a temas de biología. A partir de 1989 realizó una importante innovación: la revisión anónima de los contenidos por pares. Los hechos enunciados recuerdan que las revistas científicas médicas se han originado en las sociedades científicas y en las escuelas de medicina con el objetivo de presentar tanto la metodología como los resultados de las investigaciones realizadas, con la característica desde sus inicios de realizar un proceso anónimo y riguroso de revisión por pares.


2019 ◽  
Vol 170 (7) ◽  
pp. 480 ◽  
Author(s):  
J. Jane Jue ◽  
Sarah Cunningham ◽  
Kathleen Lohr ◽  
Paul Shekelle ◽  
Richard Shiffman ◽  
...  

2000 ◽  
Vol 46 (1) ◽  
pp. 141-142
Author(s):  
Garth Austin ◽  
John T Hindmarsh ◽  
Gerald J Kost

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