Cuerpo, historia y textualidad en Augusto Roa Bastos, Fernando del Paso y Gabriel García Márquez by Olivia Vásquez-Medina

2015 ◽  
Vol 49 (2) ◽  
pp. 410-413
Author(s):  
Brian L. Price
Author(s):  
Gabriel dos Santos Lima

O presente artigo se propõe a repensar a categoria literária de “super-regionalismo”, elaborada por Antonio Candido em seu ensaio “Literatura e Subdesenvolvimento” (1970). Para isso, em primeiro lugar, recordaremos a linha argumentativa de tal texto, segundo a qual as obras de escritores latino-americanos dos anos 1960 – notadamente Augusto Roa Bastos, Gabriel García Márquez, João Guimarães Rosa e José María Arguedas - representariam pontos de síntese entre matéria regional e técnicas artísticas modernistas, constituindo uma literatura universalmente significativa. Em seguida, buscaremos demonstrar como esse projeto de modernização literária “super-regionalista” se associava, na obra candidiana, à ideologia desenvolvimentista da década de 1960 e a determinadas expectativas em relação aos rumos da revolução cubana. Por fim, sugeriremos repensar o conceito de “super-regionalismo” à luz do processo histórico dos anos 1970 em diante, que se caracterizou, em toda a América Latina, por um desenvolvimento capitalista concomitante ao massacre das esquerdas, ao aumento da desigualdade social e ao extermínio de culturas locais. Para tal, consideraremos também aspectos da obra Los Ríos Profundos (1958) de Arguedas, que já na década de 1950 parece assinalar tensões em relação à leitura sugerida por “Literatura e Subdesenvolvimento”, antecipando problemas que ficariam mais claros nos anos seguintes.


2019 ◽  
Author(s):  
Jan-Henrik Witthaus

The dictator novel is a central genre of political literature in Latin America. But what does the term "political literature" mean in this case? The narrative texts considered here not only criticize the machinations of criminal autocrats; they also display the procedures of political staging and the way in which the dictator is drawn into a field of political visibility. He not only observes himself, he is also observed by others. The calculations and accidents of such forms of staging refer to the person of the autocrat, in particular to his body. This can be understood as a symbolic point of reference for regimes, and its endangerment by illness, assassination or death represents an existential threat of destabilization for his regime. These connections are central themes in the dictatorial novels by Gabriel García Márquez, Alejo Carpentier and Augusto Roa Bastos, which are examined in this essay.


1990 ◽  
Vol 58 (3) ◽  
pp. 421
Author(s):  
Seymour Menton ◽  
Benjamin Torres

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