joao guimaraes rosa
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2021 ◽  
Vol 21 (2) ◽  
pp. 73-83
Author(s):  
Juliano Da Silva Lira
Keyword(s):  

Publicada pela primeira vez em 1946, Sarapalha é uma das nove narrativas compiladas no livro Sagarana, do autor João Guimarães Rosa. No conto, dois primos enfermos definham em meio a uma região devastada pela malária. À espera da morte, Ribeiro e Argemiro abrandam suas dores compartilhando lembranças em torno do passado. Sobre este, contudo, descobrem possuir desavenças significativas no que se refere a uma perda amorosa. As reações à perda aparecem como um luto que chega a rivalizar com outro luto em curso, este devido à iminência da morte das personagens pela enfermidade da malária. Neste artigo, pretendemos analisar como se caracterizam esses lutos, especificamente suas conexões com o modelo proposto por Elisabeth Kübler-Ross, buscando identificar a importância desse elo para novas percepções acerca da narrativa.  


2021 ◽  
Vol 32 (63) ◽  
pp. 325-345
Author(s):  
Jander De Melo Marques Araújo

RESUMO: O artigo analisa a correspondência entre João Guimarães Rosa e seu primeiro tradutor alemão, Curt Meyer-Clason, destacando trechos que exponham a concepção de tradução e linguagem dos dois missivistas. Ao longo da análise, o texto dialoga com reflexões sobre tradução de Walter Benjamin, Haroldo de Campos, Antoine Berman e Márcio Seligmann-Silva. Por fim, há um breve comentário sobre algumas soluções de Meyer-Clason, em alemão, para a ficção de Rosa, desde exemplos lexicais até um trecho já em forma de parágrafo.   Palavras-chave: Carta. Tradução. Alemão. Guimarães Rosa. Curt Meyer-Clason.


2021 ◽  
Vol 35 (103) ◽  
pp. 81-92
Author(s):  
Belinda Mandelbaum
Keyword(s):  

RESUMO O artigo desenvolve uma reflexão sobre as “cadeias de transmissão” implicadas nas narrativas de Guimarães Rosa. Trata, nesta perspectiva, dos “causos” narrados oralmente pelos viajantes sertanejos na venda do sr. Florduardo Rosa, pai do romancista, que foram transmitidos a ele através da correspondência trocada entre os dois e posteriormente refundidos em suas estórias. Os processos de permanência e mudança nessa cadeia de transmissão das narrativas que inclui o trabalho literário e os leitores são aproximados dos transtornos da transmissão entre o pai, o filho, a estória e seus leitores no conto “A terceira margem do rio”. A argumentação utiliza-se de um referencial tomado à “psicanálise dos vínculos”, que pensa a família como espaço privilegiado da transmissão de mensagens entre as gerações. Com base nesse referencial teórico, a autora considera que a mensagem indecifrável legada pelo pai - o motivo de ele abandonar a família e isolar-se na canoa, sem efetivamente partir para lugar nenhum - teria calado o filho, mas se tornado narrativa, deslocando a cadeia de transmissão do filho para o texto literário e seus leitores.


Author(s):  
Josemar de Campos Maciel ◽  
Marcelo Marinho
Keyword(s):  

No território corrediço e intervalar das teotopias, um encontro utópico entre paisagens simbólicas, verbo sagrado e poesia demiúrgica poderia abrir extensas linhas de mútua fecundação entre literatura e teologia. É o que se apresenta na hipótese que norteia este ensaio interpretativo do conto “Sequência” (1962), de João Guimarães Rosa (1908-1967). Partimos do pressuposto hermenêutico de que essa narrativa se ambienta no entrelugar de convergência de práticas culturais oriundas de diferentes tradições religiosas, sobretudo do judaísmo e cristianismo, para traçarmos possíveis linhas de interpretação, no que se refere às relações de seres humanos com suas divindades e o além, mas também com os demais entes da Natureza. O percurso dos signos religiosos espelha-se metaforicamente, em palimpsesto, por sob outro percurso — agora para dentro do sertão, do país e de suas conflitivas paisagens culturais. Por esses caminhos concomitantes e sobrepostos, o leitor é conduzido para muito além da escrita, é levado para a urgente necessidade de decidir no decurso da própria indecidibilidade dos signos, da própria indizibilidade de fenômenos como vida e morte, essa sutil matéria com que se levanta, feito uma esfinge, o irrecusável Mistério da existência, na figura de uma mistagógica “novilha pitanga”.


2021 ◽  
Vol 48 (2) ◽  
pp. 313
Author(s):  
Juliana Santana ◽  
Roberto Antônio Penedo do Amaral
Keyword(s):  

O artigo tem o objetivo de verificar a possibilidade de estabelecer um diálogo entre os discursos apresentados no conto “Famigerado”, do escritor mineiro João Guimarães Rosa, e a perspectiva de Górgias de Leontini sobre o lógos, conforme o apresenta no Elogio de Helena. Para alcançar o objetivo proposto pelo estudo, iniciamos com a indicação das ambiguidades presentes no conto de Guimarães Rosa. Em seguida, essas indicações nos permitiram perceber as ambiguidades presentes igualmente na teoria exposta no Elogio de Helena, tomando lógos ora como discurso, ora como palavra, sempre na condição de um senhor poderoso. Essa constatação nos levou ao último movimento do estudo, no qual pudemos associar as perspectivas sobre os lógoi propostas por Górgias e aquelas do discurso e das palavras que compõem a trama do conto rosiano em apreço. Deste modo, o desenvolvimento da discussão por nós proposta ao longo deste artigo aponta para afirmativamente a possibilidade de diálogo entre os textos estudados, pois tanto a configuração de “Famigerado” quanto a do Elogio de Helena e dos testemunhos sobre o pensamento de Górgias permitem estabelecer o lógos como um senhor poderoso.  


Esferas ◽  
2021 ◽  
Vol 1 (21) ◽  
pp. 147
Author(s):  
Marcelo Cordeiro de Mello
Keyword(s):  

Tratamos aqui do roteiro cinematográfico não-filmado e inédito de A hora dos ruminantes, escrito pelo cineasta Luiz Sergio Person e pelo crítico e roteirista Jean-Claude Bernardet em 1967, adaptado da obra de José J. Veiga. Discutimos o caráter literário do roteiro a partir da aproximação intertextual com o conto Cara de Bronze de João Guimarães Rosa, e tratamos do problema do narrador, em especial do narradorcantador, em diálogo com o filme Deus e o Diabo na terra do sol de Glauber Rocha.


2021 ◽  
pp. 247-272
Author(s):  
Márcia Aguiar ◽  
Michel Riaudel
Keyword(s):  

Virtuajus ◽  
2021 ◽  
Vol 6 (10) ◽  
pp. 137-144
Author(s):  
Maria Luiza Rodrigues

O objetivo do artigo em questão é apresentar, por meio do clássico literário ‘Grande Sertão: Veredas’ de João Guimarães Rosa, uma análise das diversas faces do sertão de Minas Gerais, local quase sempre colocado à margem na historiografia. Neste sentido, parte-se de uma observação acerca do conceito de sertão nas produções intelectuais brasileiras ao longo dos séculos, tendo seu foco na escrita de Rosa, visto que o autor narra os atores e processos do espaço com uma singularidade inédita. Assim, este trabalho busca demonstrar como a narrativa roseana representa a região, contribuindo diretamente com a história e as vivências de Minas Gerais.


2021 ◽  
Vol 3 (8) ◽  
pp. 122-145
Author(s):  
Jocelito Zalla
Keyword(s):  

Este texto toma o problema da confluência formal entre as obras de João Simões Lopes Neto (1865-1916) e João Guimarães Rosa (1908-1967), através de uma fonte inédita: o exemplar anotado por Rosa da edição crítica de Contos Gauchescos e Lendas do Sul (1949), de Simões. Analiso a leitura particular do escritor mineiro e interpreto as suas condições históricas de realização, além de apontar para a nova recepção do autor gaúcho no campo literário nacional dos anos 1950. Como métodos, recorro a uma tipologia das marcas de leituras e suas funções, seguida de uma história comparada das formas e projetos literários. Os resultados apontam para as práticas de leitura como investigação de linguagem, nos anos que precederam à publicação de Grande Sertão: Veredas (1956), e afinidades estéticas regionalistas profundas, motivadas por problemas histórico-culturais semelhantes em tempos-espaços diversos, e ampliadas pela ressignificação modernista do regionalismo simoniano.


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