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Published By Universidade Federal Do Para

1516-9111

2021 ◽  
Vol 1 (2) ◽  
Author(s):  
Jaqueline Portal Silva ◽  
Márcia Aparecida Pimentel ◽  
Mário Augusto Jardim

Nos grandes centros urbanos de países em desenvolvimento intensificação da migração do campo para cidade, o aumento da densidade demográfica, a urbanização desordenada, a pobreza urbana, as condições sanitárias precárias, a ineficiência das políticas públicas de saúde tem favorecido a emergência das arboviroses. O presente estudo tem o objetivo de analisar as condições de renda e densidade populacional sobre as ocorrências de febre Chikungunya em Belém do Pará, no período de 2016 a 2018. As variáveis foram analisadas com base em estatísticas descritivas, a partir das quais foram determinadas média, desvio padrão, coeficiente de variação, mediana, mínimo e máximo. A análise temporal identificou aumento no número de ocorrências ao longo do período avaliado. Quanto à distribuição espacial observa-se a expansão e a manutenção de focos da doença em determinados bairros. A correlação de Pearson identificou associação entre as ocorrências de febre Chikungunya e a variável de densidade demografia, em 2017, que resultou em uma regressão linear fraca, porém significativa.Palavras-chave: Febre Chikungunya. Infecções por arbovírus. Doenças tropicais negligenciadas.


2021 ◽  
Vol 1 (2) ◽  
Author(s):  
Rodrigo Corrêa Diniz Peixoto ◽  
Suelen Reis Da Conceição ◽  
Fabrício Tavares De Moraes

Um movimento popular no município de Marituba, na Região Metropolitana de Belém (PA), reivindica a retirada de um aterro sanitário que funciona nos moldes de um fétido lixão. O problema do lixão põe a nu o desprezo que empreendimentos econômicos e governos reservam a populações localizadas em periferias de cidades amazônicas. As condições pelas quais o chamado “Aterro Sanitário de Marituba” foi licenciado - em 2015 - e opera hoje exibem evidentes irregularidades ambientais e sociais. O “Fórum Permanente Fora Lixão” (FPFL) tem denunciado o empreendimento e exercido importante pressão popular em busca de soluções para o problema. A questão tem repercutido: dois diretores da empresa responsável pelo empreendimento foram presos, e o governo do estado, responsável pela licença ambiental, é apontado, no mínimo, como omisso. O lixão de Marituba é um exemplo de uma forma colonial na relação entre empresas e poderes públicos, na medida em que estes permitem o licenciamento e a operação de empreendimentos em flagrante desrespeito à legislação ambiental e, no caso do lixão de Marituba, da Lei Nº 12.305, que orienta a instalação e a operação de projetos de aterros sanitários para o tratamento de resíduos sólidos. O FPFL lidera uma ação coletiva que tem conquistado adesões importantes, entre as quais a de entidades da sociedade civil e a Universidade Federal do Pará, além de políticos e outros atores locais. O movimento carrega um forte componente de subjetividade, posto que o lixão afeta dramaticamente a vida das pessoas que expressam suas emoções no espaço público. O objetivo do artigo é analisar uma ação coletiva cuja luta é pelo direito ao lugar.Palavras-chave: Fórum Permanente Fora Lixão. Ação coletiva. Marituba. Movimentos sociais. Lugar.


2021 ◽  
Vol 1 (2) ◽  
Author(s):  
Luis E. Aragón

Este artigo apresenta um panorama geral da mobilidade interdepartamental da população para e desde a Amazônia colombiana, segundo o censo de 2018. Busca-se identificar e ilustrar as diversas possibilidades de pesquisa em nível departamental, que os microdados desse censo oferecem; trata-se de introduzir o sistema de migração interna da Amazônia colombiana de tal forma que se possa avançar em estudos mais aprofundados que permitam explicar os diversos movimentos do sistema. Define-se migração interna como a mobilidade populacional entre diferentes departamentos do país. Tomando como critério o departamento de nascimento, os microdados permitem identificar o sistema da migração interna da Amazônia colombiana integrado por quatro componentes: 1) não migrantes, 2) imigração, 3) emigração, e 4) migração de retorno. Este estudo limita-se a identificar os espaços de movimento dos diversos componentes do sistema de migração interna da Amazônia colombiana. Trata-se, portanto, mais de identificar lugares que caracterizar pessoas.Palavras-chave: Colômbia. Amazônia Colombiana. Migração Interna. Migração Acumulada. Migração Recente. Migração de Retorno.


2020 ◽  
Vol 29 (3) ◽  
Author(s):  
Laura Rudzewicz ◽  
Antonio Carlos Castrogiovanni ◽  
Véronique Peyrache-Gadeau

O artigo aborda a relação entre os temas paisagem, patrimônio e água, para refletir a renovação do interesse social pelas práticas turístico-recreativas nos espaços lacustres. Com base na abordagem geográfica do Turismo, parte-se das práticas espaciais dos indivíduos nos locais turísticos, e de uma noção integradora da paisagem, para interrogar: qual é o papel que as paisagens lacustres ocupam nos processos de ativação turística? O objetivo é refletir sobre a valorização do patrimônio paisagístico lacustre pelo turismo nas sociedades contemporâneas, e identificar os desafios atuais à gestão pública. É realizado um estudo comparativo, de base empírica, entre dois corpos lacustres: a Laguna dos Patos, no Brasil e o Lago de Aiguebelette, na França. A pesquisa tem abordagem qualitativa, de caráter exploratório-descritivo, com dados coletados durante o período 2016-2017, através da observação em campo, entrevistas e pesquisa em materiais turísticos e sites oficiais. Os resultados permitem tecer aproximações e divergências nos processos de valorização do patrimônio paisagístico lacustre pelas sociedades e sua representação pelo turismo nos contextos estudados. A emergência de conflitos, reinvindicações e problemáticas acerca da função turístico-recreativa das paisagens lacustres permite repensar as relações entre natureza e cultura, cidadãos e paisagens de água na contemporaneidade.Palavras-chave: Turismo. Paisagem. Lago. Laguna. Gestão Pública.


2020 ◽  
Vol 1 (2) ◽  
Author(s):  
Larissa Latif

A crítica decolonial tem, nestas primeiras décadas do século XXI, encontrado expressão entre pesquisadores do campo das artes. Práticas performativas não hegemônicas que acionam múltiplas motrizes culturais revelam a localidade de formas naturalizadas como modelos universais, bem como as potências poéticas e políticas das formas periféricas e híbridas.  Propomos uma reflexão sobre duas formas de teatralidades performativas amazônicas, a corda dos promesseiros do Círio de Nazaré e o movimento das drags themônias, analisados como táticas de desestabilização do sujeito universal moderno e das ordens classificatórias tradicionais da modernidade no que tange à produção das artes da cena na Amazônia brasileira por meio de um desligamento da estética dominante. Articulamos um conjunto de contribuições conceituais do campo dos estudos decoloniais, dos estudos da performance e da crítica transfeminista para refletir sobre as motrizes culturais diversas acionadas na práticas performativas analisadas, constituindo-se corpos que performam na fronteira, na encruzilhada, recriados, redimensionados e ressignificados, capazes de instaurar estéticas e epistemes decoloniais que desafiam as normatividades hegemônicas e o regime de neoescravização do capitalismo avançado.  Palavras-chave: Estéticas decoloniais. Práticas performativas amazônicas. Corda dos promesseiros. Drags themônias.


2020 ◽  
Vol 29 (2) ◽  
Author(s):  
Sebastião Aluizio Solyno Sobrinho

Nesse artigo, desenvolve-se uma metodologia de espacialização de dados sociais e econômicos em imagens de sensoriamento remoto, orientada pelo conceito de trajetórias tecnológicas aplicado em dinâmicas agrárias na Amazônia, tendo por objetivo contribuir com os estudos sobre desmatamento e mudanças no uso da terra. O trabalho se realiza a partir do mapeamento fundiário de uma grande região agrícola no estado do Pará e da integração de estatísticas do Censo Agropecuário do IBGE com imagens do satélite LANDSAT nos anos agrícolas 1995-1996 e 2005-2006. Como resultado, verifica-se que a integração de dados sociais em imagens de sensoriamento remoto possibilita uma leitura mais detalhada da vegetação com a integração dos dados espectrais aos vetores econômicos que determinam a exploração agropecuária. Com isso, concluiu-se que a aplicação do conceito de trajetórias tecnológicas com referência espacial explícita facilita uma maior compreensão das forças motrizes do desmatamento e das mudanças no uso da terra na Amazônia.Palavras-chave: Trajetórias Tecnológicas. Sensoriamento Remoto. Mudanças no Uso da Terra.


2020 ◽  
Vol 1 (2) ◽  
Author(s):  
João Pedro Jacques Soares ◽  
Elis De Araújo Miranda

O objetivo do presente trabalho, nos apoiando na fenomenologia que orienta o pensamento da corrente da geografia humanista e cultural renovada, é estudar a relação entre ciência e arte, neste caso geografia e música. Para isso apreendemos as representações que um grupo artístico faz da paisagem de sua região, mais especificamente do Pantanal Mato-grossense, no Centro-Oeste do Brasil, a fim de estabelecer um quadro das representações da paisagem desta região geográfica. Percebendo assim seu mundo vivido, produzidos pelas experiências que exercem ao lugar que estão inseridos, carregando dessa forma sentido a paisagem que é representada pelos sujeitos que vivenciam o lugar e expressam suas vivências por meio das letras das músicas, dos instrumentos utilizados e das sonoridades criadas.Palavras-chave: Representações. Música. Paisagem. Pantanal. Grupo ACABA.


2020 ◽  
Vol 1 (2) ◽  
Author(s):  
Alexandre De Brito Alves ◽  
Francisco Daniel Mota Lima

A pesquisa realiza um breve diagnóstico acerca dos impactos socioeconômicos e ambientais advindos do crescimento da pesca industrial em Bragança-PA, desde a década de 1980. Com efeito, analisa como os pescadores artesanais estão sendo afetados por aquela atividade pesqueira e como criam estratagemas para continuar utilizando a pesca como recurso tradicional à sobrevivência. Os procedimentos metodológicos aplicados consistiram em entrevistas semiestruturadas com 04 pescadores e 04 ex-pescadores habitantes em Bragança, além de pesquisas bibliográficas sobre a pesca local. Inclui-se na metodologia, igualmente, a observação direta na feira livre da cidade, principal polo de comercialização de pescados do lugar em foco. O crescimento da atividade pesqueira e o aumento da comercialização intensificaram a exploração dos espécimes às proximidades da costa estuarina bragantina, o que pode ter reduzido a quantidade e a biodiversidade de peixes. Interpretaram-se, também, outros fatores, tais como: a) maior dependência dos pescadores artesanais em relação aos atravessadores; b) mudanças nas práticas de trabalho: antigos pescadores artesanais transformam-se em “operários” das grandes embarcações; e c) o advento dos motores a diesel, que auxiliou no deslocamento e no aumento da exploração da fauna aquática.Palavras-chave: Pesca artesanal. Pesca Industrial. Impactos Socioeconômicos. Bragança-PA.


2020 ◽  
Vol 1 (2) ◽  
Author(s):  
Fredy Alexis Rivera Angel ◽  
Ligia Terezinha Lopes Simonian
Keyword(s):  

O exercício do Orçamento Participativo (OP) de Belém conseguiu ser levada a cabo entre os anos de 1997 e 2004. Pretende-se, neste artigo, analisar o desenvolvimento e a dinâmica do processo de OP de Belém, para aprofundar-se em algumas das limitações principais quanto ao alcance de processos contínuos e consistentes. Isto, por meio da auscultação das razões que fizeram com que o processo de orçamento participativo de Belém fosse descontinuado. Objetiva-se, também, a análise das implicações de se realizar OP somente em democracia direta, stricto sensu, através da descentralização territorial ou de fazê-lo mediante a delegação; e se, realmente, órgãos como os conselhos de OP e os conselhos distritais utilizados em Belém, foram democracia participativa, e se eles eram necessários. Além disso, procura-se avaliar os graus de participação popular alcançados pelo processo de OP na cidade de Belém. Para isto, neste estudo de caso, foram feitas pesquisas documentais e bibliográficas sobre o objeto de estudo, assim como a aplicação de entrevistas aos principais atores envolvidos. Conclui-se, que o a pororoca participativa em Belém desapareceu especialmente pela falta de fortalecimento cidadão, a falta de maiores estoques de capital social, a cooptação dos movimentos sociais, e o uso da delegação no processo.Palavras-chave: Orçamento Participativo. Participação Cidadã. Capital Social. Movimentos Sociais. Fortalecimento Cidadão. 


2020 ◽  
Vol 1 (2) ◽  
Author(s):  
José Nilberlanio Vieira ◽  
Hisakhana Pahoona Corbin

Este artigo procura analisar o Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), enquanto uma Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), e sua relação com a gestão pública no âmbito organizacional de programas de pós-graduação da Universidade do Pará (UFPA). Para tanto, realizou-se um estudo de caso, com utilização de métodos mistos (qualitativo e quantitativo) no Programa de Pós-Graduação em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia (PPGEDAM) Núcleo de Meio Ambiente (NUMA), da Universidade Federal do Pará, objetivando investigar a utilidade do SIGAA para o gerenciamento acadêmico e administrativo nesse curso na opinião de docentes, discentes e servidores técnico-administrativos. Os resultados do estudo apontaram que o SIGAA é um sistema que tem se mostrado útil para o gerenciamento acadêmico-administrativo dos cursos, sendo capaz de fornecer dados e informações que contribuem para o processo de tomada de decisão. No entanto, na visão de alguns discentes, o SIGAA tem sido subutilizado, haja vista a resistência de alguns docentes em explorar todas as potencialidades presentes no sistema. Desta forma, sugere-se que haja treinamento constante para todas as categorias de professionais avaliadas e a promulgação de uma política institucional para fortalecer o uso dessa ferramenta tecnológica conforme o mandato PPGEDAM/NUMA, UFPA.Palavras-chave: Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Gestão Universitária. Universidade Federal do Pará (UFPA). Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA). Núcleo de Meio Ambiente (NUMA). 


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