ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE AGROECOLOGIA
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Published By Associacao Brasileira De Agroecologia

1980-9735

2021 ◽  
Vol 15 (4) ◽  
pp. 220-232
Author(s):  
MARCIA MARIA TAIT TAIT ◽  
Carla Ladeira Pimentel Águas

Neste artigo analisamos como a Covid-19 expõe as fragilidades do paradigma hegemônico agroalimentar e em que medida este é um chamado à proposição de outros paradigmas que se apoiem em novas premissas epistêmicas. Propusemos a conexão entre terra e água, sublinhando a produção agroecológica de alimentos, que explora aspectos de sociabilidade e geração de conhecimentos a partir de dois contextos: as hortas urbanas de São Paulo e a relação água/agricultura nos quilombos de Capela e Moinho (Chapada dos Veadeiros-GO), cujas discussões são entrelaçadas pelas noções teórico-políticas de “comum” e Agroecologia. O diálogo entre conceitos e contextos mostra a potência de uma diversidade convergente para entender cenários complexos de crise socioambiental - e sua interface com alimentação - e apontar caminhos ainda pouco contemplados de gestão dos territórios. O “comum”, materializado em práticas comunitárias, aponta para um mundo pós-pandemia que supere a cisão vida/economia e humano/natureza.


2021 ◽  
Vol 15 (4) ◽  
pp. 209-219
Author(s):  
Janine Beatriz Torres ◽  
Alexandre de Oliveira Lima ◽  
Ivi Aliana Carlos Dantas ◽  
José Edson de Albuquerque Araújo
Keyword(s):  

O presente artigo tem por objetivo discutir os principais avanços decorrentes da compra do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) utilizando como referência a experiência da aquisição emergencial de produtos da agricultura familiar de base agroecológica do Rio Grande do Norte (RN), durante a pandemia do COVID-19. Por meio do levantamento bibliográfico sobre políticas públicas de compras governamentais da agricultura familiar e de dados levantados junto à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (SEDRAF-RN) e da Secretaria da Cultura do Esporte e Lazer (SEEC), o artigo traz como resultado a compra de mais de 300 toneladas de produtos agroecológicos e a distribuição de 215 mil kits em mais 600 escolas da rede estadual. As políticas públicas de incentivo à agricultura familiar contribuíram para a valorização dos produtores familiares e dos produtos agroecológicos, mostrando que é possível um novo paradigma centrado no desenvolvimento sustentável.


2021 ◽  
Vol 15 (4) ◽  
pp. 141-152
Author(s):  
Eguinaldo dos Santos Guimarães ◽  
Bernardo Tomchinsky

As relações humanas com a natureza são elementares para problematizarmos os caminhos que queremos seguir enquanto sociedade e se nos consideramos ou não parte da natureza.  A sobreposição ser humano-natureza na cultura ocidental, diferentes dos povos da floresta com seus saberes tradicionais e suas matrizes culturais, arrastaram a sociedade moderna para crises atrás de crises, no meio ambiente e nas relações socioeconômicas, com um modelo social hegemônico, que produz desordens como a doença Covid-19, favorecedor de sua rápida disseminação, tornando-a uma pandemia. A Amazônia, com sua biodiversidade, possibilitou aos povos tradicionais que nela vivem integrarem-se e, assim, eles se enxergam nos processos complexos desse grande sistema. Os saberes locais e tradicionais produzidos nesta interação biodiversa possibilitaram modos de vida, onde a floresta e as economias são reflexos, mesmo que em microcosmos econômicos, da diversidade intrínseca da Amazônia. Em um período de reflexão sobre o que nos trouxe até aqui, como os saberes amazônicos podem nos ajudar a pensar o antigo e o novo, em meio à pandemia da Covid-19? É o que discutiremos nesta obra.


2021 ◽  
Vol 15 (4) ◽  
pp. 167-173
Author(s):  
Sueny Pinhel Miranda ◽  
Vitor Cezar Zonzini Borin ◽  
Juliana Borges De Souza ◽  
Juliana Ferreira Brasil ◽  
Elines Tatianes Pereira Dos Santos Petine

 O objetivo deste trabalho é relatar a experiência do curso “PANC, uma Alternativa na Quarentena”, que foi composto por 115 estudantes de diversas regiões do Brasil. A metodologia utilizada foi a pesquisa-ação, subsidiada por uma revisão bibliográfica, aplicação de um formulário eletrônico e depoimentos coletados durante o curso, que foram utilizados para gerar discussões e contribuir para uma conclusão sobre a importância de valorizar os saberes tradicionais.


2021 ◽  
Vol 15 (4) ◽  
pp. 196-208
Author(s):  
Javier Augusto Abi-Saab

Desde a antropologia ontológica, este artigo apresenta como a pandemia COVID-19 se experimenta como uma oportunidade para a comunidade Avié de nacionalidade ai’cofán da Amazônia Equatoriana, para o fortalecimento do território através das práticas agroecológicas que retomam valores tradicionais e ações de relacionalidade com a selva. A agroecologia, enmarcada no contexto da mutação ecológica, constitui uma resposta ao novo coronavírus ao estabelecer práticas que cuidam da nossa saúde, dos nossos corpos e do nosso alimento, temas que estão no centro dos impactos da pandemia.  COVID-19 emerge para a comunidade Avié e para os coletivos ecologistas como um sintoma do desequilíbrio e desconexão do mundo urbano e industrial moderno com os seres da natureza. Ao longo do texto se analisa por que as práticas e valores agroecológicos relacionados à vida são uma resposta contundente e sistêmica à pandemia e à mutação ecológica que experimentamos.


2021 ◽  
Vol 15 (4) ◽  
pp. 114-126
Author(s):  
Eliana Teles Rodrigues Teles Rodrigues ◽  
Juliane Gomes de Souza ◽  
Gean Almeida ◽  
Marcelle Di Paula da Costa Lobato ◽  
Elizayne Yza Xavier Farias ◽  
...  
Keyword(s):  

Neste trabalho buscamos trazer ao conhecimento, a importância dos recursos vegetais como parte do acervo de saberes e práticas dos povos e comunidades tradicionais na região do Baixo Tocantins, nordeste do Pará, Brasil. No estudo, abordamos uma situação concreta na qual se verificam as estratégias de enfrentamento aos sintomas da Covid-19, por meio do uso de recursos vegetais e alimentação. A pesquisa se insere num projeto maior, iniciada em 2018, cujo objetivo é entender como grandes empreendimentos e os desastres ambientais que eles provocam, afetam a autonomia e qualidade alimentar de ribeirinhos, pescadores artesanais, extrativistas e quilombolas, distribuídos em áreas de várzeas e terra firme da referida região. Para desenvolver o objetivo realizamos pesquisa etnográfica, com abordagem quanti-qualitativa em 24 comunidades dos municípios de Abaetetuba, Igarapé Miri, Limoeiro do Ajuru e Moju, nos quais selecionamos 86 pessoas com sintomas da doença. Os dados da análise permitem conhecer a sociobiodiversidade e confirmam a importância da mandioca e demais recursos vegetais na dieta alimentar e na saúde coletiva, os quais contribuem para a sustentabilidade e atualização de uma cultura ecológica, coerente com suas necessidades.


2021 ◽  
Vol 15 (4) ◽  
pp. 185-195
Author(s):  
Adilson Anacleto ◽  
Emmanuel Lehn Frare ◽  
João Vitor Batista das Neves

Visando subsidiar uma melhor compreensão do cenário atual da crise instalada pelo Novo Coronavírus no campo, apresenta-se o resultado de uma pesquisa exploratória descritiva junto a 21 pequenos produtores rurais no litoral do Paraná. Os resultados evidenciaram que a pandemia gerou uma redução na renda familiar na ordem de 63,4%. O temor pelo futuro gerou implicações psicológicas, tendo sido registrados quadros marcados pelo medo, tensão e desconfiança, porém não houve evolução para quadros depressivos. A provável explicação para essa situação pode residir no fato de que as famílias mantiveram suas atividades laborais, o que pode ter contribuído para o combate aos efeitos psicológicos. Ademais, as novas tecnologias e redes sociais se apresentaram como as principais formas de atingir o distante consumidor, tendo as novas gerações assumido um papel comercial nas vendas, sendo essas medidas apontadas como a principal ação de enfrentamento à pandemia. A partir desse contexto, urge que seja pensado pelos produtores rurais o fortalecimento da classe, o que pode conferir maior poder de barganha, e que se façam ter visibilidade, visto que essa é uma situação ainda não percebida pelo poder público nesse período de pandemia causado pelo Novo Coronavírus.


2021 ◽  
Vol 15 (4) ◽  
pp. 127-140
Author(s):  
Alketa Bestaku ◽  
Marccella Lopes Berte ◽  
Lucimeire Alves de Toledo Pereira

Os agricultores e agricultoras familiares, que integram a Associação dos Produtores Agroecológicos de Cunha – Amigos da Terra, APAC, no município de Cunha-SP, diante da pandemia da COVID – 19, decidiram interromper voluntariamente, antes do Decreto Estadual, o seu principal canal de venda direta, a feira. Passaram a comercializar cestas agroecológicas com o intuito de manter a comercialização de seus produtos no período da pandemia. Por meio desse estudo, buscou-se analisar essas mudanças, principalmente no que se refere às dimensões econômicas e sociais, em especial às dinâmicas de solidariedade e cooperação, tendo como foco a reorganização da comercialização de produtos agroecológicos dos agricultores e agricultoras, durante o isolamento social. Os resultados mostram que o faturamento cai, mas crescem as práticas coletivas. A comercialização das cestas trouxe resultados econômicos positivos no faturamento, porém não retoma os patamares de faturamento do período anterior ao início da pandemia. O grupo também avançou com o uso de novas tecnologias de vendas digitais e as novas estratégias da comercialização permanecerão, mesmo após o término da pandemia.


2021 ◽  
Vol 15 (4) ◽  
pp. 101-113
Author(s):  
Gerson José Yunes Antonio ◽  
Renato Linhares De Assis ◽  
Adriana Maria de Aquino

No atual contexto da pandemia de COVID-19, as populações em condições sociais desfavoráveis são mais frágeis. A agroecologia, o consumo responsável e o comércio justo são estratégias para reduzir essa vulnerabilidade. Experiências na Região Serrana Fluminense, relativas ao meio rural para mitigar as consequências de tragédia ambiental ocorrida em 2011, bem como o cenário produtivo e de mercado da agricultura orgânica podem ser referência para reversão dos efeitos decorrentes da pandemia. Utiliza-se entrevistas, revisão bibliográfica, análise documental e conhecimento da realidade agrícola local. Conclui-se que sociedades sustentáveis demandam uma agricultura com sistemas de produção diversificados e políticas públicas voltadas para o fortalecimento das organizações sociais, que reconheçam a importância das questões de gênero, contribuam para processos coletivos de construção de conhecimentos adequados, e favoreçam estratégias de mercado justo, aproximando agricultores e consumidores.


2021 ◽  
Vol 16 (3) ◽  
Author(s):  
Rosy Katia Souza Goncalves ◽  
Helder Ribeiro Freitas ◽  
Braz José do Nascimento Júnior

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