Psicanálise & Barroco em Revista
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Published By Universidade Federal Do Estado Do Rio De Janeiro UNIRIO

1679-9887

2020 ◽  
Vol 18 (2) ◽  
pp. 236-253
Author(s):  
Felipe Akira Miasato

Na busca tradicional pela articulação entre cinema e psicanálise, o filme Pontypool é utilizado neste ensaio teórico como interlocutor entre a monografia de Freud sobre a concepção das afasias, de 1891, e a epidemia causada por uma infecção disseminada através da linguagem, ilustrada pelo filme. As ideias de Freud sobre os distúrbios da linguagem, especialmente sobre sua construção do aparelho de linguagem (Sprachapparat), são utilizadas para refletir e interpretar sobre o possível mecanismo pelo qual se dá a infecção fictícia que atinge os moradores de Pontypool. O contágio pela palavra, através de uma involução do aparelho de linguagem que anula sua função de significação, bem como a possível cura pela palavra, nos remetem à uma relação íntima com a psicanálise, ao resgatar um texto freudiano por  vezes esquecido.


2020 ◽  
Vol 18 (2) ◽  
pp. 31-45
Author(s):  
Renata Mattos Avril
Keyword(s):  

O jongo, como manifestação cultural, social e artística, apresenta-se como um espaço vivo e contínuo de (re)criação da representação identitária da cultura afro-brasileira, transmitindo em sua prática uma história de resistência e inscrição de alteridade que se atualiza no estabelecimentos de laços sociais. Nestes laços, abre-se, pela via estética – que pode ser lida como uma via política – a possibilidade de convivência das diferenças e de releituras e transformações daquilo que é transmitido. O jongo pode, assim, ser tomado como ponto de criação de um novo em torno da memória social e do objeto voz.


2020 ◽  
Vol 18 (2) ◽  
pp. 254-260
Author(s):  
Rafael Da Silveira
Keyword(s):  

O poder do discurso materno: Introdução à metodologia de construção da biografia humana. GUTMAN, Laura. Trad. Lizandra Magon de Almeida. 4. ed. São Paulo: Ágora, 2013


2020 ◽  
Vol 18 (2) ◽  
pp. 207-235
Author(s):  
Marceli Ricardo Nolli

Trata-se neste artigo de discutir a relação entre modernidade e feminilidade, a partir de Freud. O objetivo reside em delimitar a psicanálise como uma teoria e uma prática clínica que surgem propriamente devido às estruturas sociais da modernidade, tendo como uma de suas pedras fundantes a sexualidade feminina. Lança-se mão, para isso, de W. Benjamin, no campo da Teoria Crítica, e de Flaubert, Klimt e Baudelaire, no campo da produção estética. De cunho interpretativo-hermenêutico, busca-se estabelecer uma leitura crítica entre os textos de Freud e sua época, de modo a tentar compreender como sua teoria é produto de seu tempo, ao passo que também está à frente dele, produzindo novas formas de compreensão sobre a subjetividade moderna.


2020 ◽  
Vol 18 (2) ◽  
pp. 46-57
Author(s):  
Claudia Aparecida de Oliveira Leite

O livro Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, impactou a sociedade por revelar a realidade da favela. Sendo assim, aquilo que deveria permanecer escondido vem à luz revelando um “fruto estranho”. Recuperamos o primeiro anúncio que Freud nos traz em seu trabalho Das Unheimliche (1919), quando ele ressalta que estamos na fronteira da estética ao nos ocuparmos do tema do estranho. Porém, o modo como a Psicanálise se aproxima desse tema revela seu aspecto fugidio e radicalmente intraduzível. O presente trabalho circula entre o que Freud nos ensina sobre o estranho e o que Carolina denuncia com sua letra: a estreita relação entre a escrita e o corpo. Nesse sentido, articulamos o estranho em três tempos: Tempo de ler, Tempo de escrever e Tempo de estranhar.


2020 ◽  
Vol 18 (2) ◽  
pp. 162-189
Author(s):  
André Fernando Gil Alcon Cabral

A pulsão foi certamente o conceito que mais trouxe questões para Freud e a psicanálise. Os motivos são inúmeros, mas o principal é que, conforme a interpretação dada, acaba-se por determinar uma localização do discurso freudiano em um campo de saber predeterminado. Assim, rompe-se com a ambiguidade inerente ao próprio conceito, traindo a concepção freudiana que o caracteriza pelo seu caráter fronteiriço. Deste modo, recolocaremos em jogo a abordagem da pulsão pela literatura e pela ciência para em seguida demonstrar a necessidade de interpretar o conceito de pulsão segundo o barroquismo da psicanálise. Eis a necessidade de apresentarmos Freud como um Nome Próprio.


2020 ◽  
Vol 18 (2) ◽  
pp. 263
Author(s):  
Joana Souza ◽  
Denise Maurano

Estamos fechando esse ano, totalmente atípico, com a sensação de termos saído de uma grande batalha, de uma guerra que ainda resta vencer. Sairemos desse ano, mas certamente ele não sairá de nós. A publicação desta edição, testemunha o esforço de tantas pessoas que fizeram da escrita, um meio para atravessar esse momento turbulento que vivemos. Não tem sido fácil, mas quem disse que seria? Vida é insistência, é teimosia pura! Diante de tantas percas, vamos juntando o que resta e ver o que é possível criar. Foi com esse espírito que fechamos esta edição, que conta com artigos interessantíssimos.


2020 ◽  
Vol 18 (2) ◽  
pp. 16-30
Author(s):  
David Bernard
Keyword(s):  

A questão se encaminha sobre por que, e em que, a música pode afetar os seres falantes. Marcel Proust, em sua Busca, respondeu a isto da sua própria maneira. Igualmente tomaremos como apoio o que ele nos ensina para questionar o que a psicanálise, por sua vez, poderia dizer a este respeito. Por fim, gostaríamos, assim, de precisar as relações entre a música e a linguagem e as repercussões destas na clínica.


2020 ◽  
Vol 18 (2) ◽  
pp. 190-206
Author(s):  
Beatriz de Oliveira Peixoto ◽  
Maycon Rodrigo da Silveira Torres

O objetivo deste artigo é apresentar a reflexão a respeito da abertura feita pelos analistas para a arte atuar na clínica com o sujeito neurótico. O método utilizado foi a revisão bibliográfica com descritores de “arte”, “neurose” e “psicanálise”. Artistas se comprazem da coisa-objeto para dar espaço ao real, de maneira que haja uma percepção sensível, e um compartilhamento daquilo que grita no sujeito, sendo na neurose, algo do perdido e indizível. A arte produz um espaço, ao que o sujeito se desprende da palavra circunscrita, e promove um alargamento desta para novas formas de palavras ou outras expressões do ser humano, que se traduzem em formas artísticas. A experiencia do real não se reduz ao simbólico, mas alarga as possibilidades de significação.


2020 ◽  
Vol 18 (2) ◽  
pp. 58-73
Author(s):  
Renato Tardivo

Lavoura arcaica foi o primeiro livro do escritor paulista Raduan Nassar a ser publicado. O romance reúne as memórias do narrador-protagonista, André, que após uma relação incestuosa com a irmã, Ana, foge da casa da família e parte para o exílio em um quarto de pensão interiorana. A narrativa divide-se em duas partes. A primeira, mais longa, intitula-se “A partida”; a segunda, mais curta, “O retorno”. Neste artigo, abordaremos os diferentes posicionamentos encampados pelo narrador-protagonista, bem como, por conseguinte, os elementos, por vezes antagônicos, do romance, entreeles: as condições assumidas por André – viver e evocar a tragédia –, as implicações do incesto consumado com a irmã, a temporalidade e a unidade pródiga em sentidos que compõem a narrativa.


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