Revista de Comunicação Dialógica
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Published By Universidade De Estado Do Rio De Janeiro

2674-9246

Author(s):  
Inês Barbosa de Oliveira
Keyword(s):  

Paulo Freire formulou, dentre muitas outras, as noções de Educação Bancária e Educação Dialógica, opondo-as e esclarecendo os problemas que via na primeira e o potencial que percebia na segunda. Entendendo que a noção de transmissão de conhecimentos que está presente no modelo bancário de escola não resiste ao desafio de nenhuma perspectiva teórica sobre a comunicação, ou mesmo de educação, este texto defende que este modelo não se estrutura para a compreensão dos conteúdos, mas para impor aos destinatários da mensagem a consciência de sua ignorância. Por outro lado, baseada, portanto, na dialogia, a proposta freireana de uma educação problematizadora e libertadora se fundamenta na efetividade da comunicação, não mais numa perspectiva de emissor e receptor, mas numa perspectiva interativa dialógica. O texto busca, portanto, evidenciar a precariedade comunicacional do modelo de educação bancária e, em contraponto a ele, traz a perspectiva dialógica de educação, proposta por Freire, o que foi feito recorrendo-se a Habermas, principalmente, e a Maturana e Boaventura de Sousa Santos, que trazem contribuições relevantes ao debate, contribuindo para que o processo educativo seja repensado e inserido em uma lógica de sociedade democrática e participativa.


2021 ◽  
pp. 75-100
Author(s):  
Marcella Rodrigues Tovar da Silva ◽  
Carla Baiense Félix

A Comunicação Comunitária trata-se de um processo de luta popular não só por espaços de fala, mas por transformação social e influência política. Tendo em vista os avanços tecnológicos e a apropriação popular dos aparelhos de telefone móveis, é necessário  refletir sobre as novas maneiras de comunicar. Este artigo tem como objeto de pesquisa a autorrepresentação audiovisual tensionada pela atuação da Rede Mocoronga de Comunicação Popular. Parte-se da hipótese de que, ao olhar para si e para o cotidiano de suas próprias comunidades, produz-se subjetividades, que constroem e circulam mensagens a partir “de dentro”. Utilizando como aporte teórico os conceitos da Comunicação Comunitária, fizemos uma análise a partir das ondas ou gerações em que se construiu esse campo de ação e reflexão. E traçamos um paralelo com o histórico da Rede. Recorremos, como técnicas de coleta de dados, à observação participante e à pesquisa bibliográfica. 


2021 ◽  
pp. 31-47
Author(s):  
Leonardo Custódio
Keyword(s):  

Este artigo é uma contribuição para debates que reforçam o caráter sociopolítico e a relevância da “decolonização” como um termo que significa ações anti-hegemônicas e transformadoras. Meu objetivo é demonstrar o caráter decolonial das práticas de comunicação popular. Em síntese, a comunicação popular envolve a construção de comunidades e processos de comunicação desenvolvidos por grupos sociais marginalizados e estruturalmente oprimidos. Inicialmente, a partir do meu posicionamento como homem negro no ambiente acadêmico, posiciono-me sociopoliticamente e reflito sobre o que significa decolonização em relação aos debates latino-americanos sobre “colonialidade”. Em seguida, argumento que a comunicação popular representa um conjunto de ações decoloniais para transformação social. Ilustro meus argumentos com exemplos de ações midiativistas para prevenir a disseminação do covid-19 nas favelas do Rio de Janeiro.


2021 ◽  
pp. 101-125
Author(s):  
Eleonora De Magalhães Carvalho

Este trabalho discute o financiamento da mídia alternativa no Brasil, tendo como objeto a chamada Blogosfera Progressista. O artigo propõe duas amplas categorias principais de financiamento: estratégias de autofinanciamento, que incluem vaquinhas coletivas (crowdfunding) e venda de assinaturas, entre outras; e financiamento via fontes externas ao blog, site ou outro tipo de iniciativa midiática, por meio de recursos provenientes de verbas públicas ou da iniciativa privada, seja ela empresarial ou fruto de subvenção concedida por instituições de fomento, em geral, internacionais. O trabalho conclui que a questão do financiamento se faz importante porque, além de nutrir um ecossistema midiático plural, impacta efetivamente no alcance que cada uma das iniciativas midiáticas alternativas pode ter no sistema midiático do qual faz parte, estimulando o debate público e favorecendo, potencialmente, a qualidade das democracias.


2021 ◽  
pp. 48-74
Author(s):  
Geisa Rodrigues Leite Da Silva
Keyword(s):  

No cenário atual do retorno da potência das lutas e reivindicações feministas, e eclosão das novas tecnologias e redes,  inúmeros materiais audiovisuais têm sido produzidos e difundidos tanto para efeito de registro, como disseminação das manifestações nas ruas. Esta produção audiovisual tem como característica um redimensionamento do papel político do corpo da mulher, em que a exposição e a performance promovem uma manipulação produtiva da potência política dos corpos femininos. Tais produtos também se caracterizam pela articulação de diferentes formatos narrativos e criativos, apresentando elementos estéticos transgressores, que merecem ser elucidados. No presente artigo propomos uma análise de alguns destes vídeos, articulada a  pressupostos teóricos do feminismo contemporâneo, para evidenciar de que forma os encontros dos corpos nas ruas e nas telas se retroalimentam, apresentando uma alternativa eficaz de ocupação e proliferação das pautas políticas femininas.


2021 ◽  
pp. 126-142
Author(s):  
Beatriz Nogueira Marques de Vasconcelos

Neste artigo, relatamos e analisamos a experiência de uma formação em “alfabetizar letrando” entre mulheres, realizada durante 2019 no Educandário Humberto de Campos, localizado na zona rural de Alto Paraíso de Goiás/GO. Parte de um movimento de transformação na escola como um todo, a formação buscou contribuir para a alfabetização dos estudantes, a partir do estudo e da expressão literária entre os familiares dos educandos, principalmente as mães de crianças das primeiras séries do Ensino Fundamental I. A partir da educação democrática, da metodologia de projetos e da comunicação não-violenta, o objetivo da instituição é criar uma Comunidade de Aprendizagem. Numa perspectiva poética e dialógica, a formação buscou fomentar o gosto pela literatura entre as mães e formá-las para apoiar a descoberta da leitura de seus filhos. O fortalecimento dos laços comunitários e o desenvolvimento educacional se deu a partir do estudo literário e da livre expressão da escrita, do compartilhamento de memórias, ideias e emoções entre as mulheres, da proposição de ações das mães junto às turmas e da avaliação da escrita das crianças e autoavaliação das ações do grupo. 


Author(s):  
Marcelo Ernandez ◽  
Caetano Correa ◽  
Fernanda Eda Paz ◽  
Izabel De Rohan ◽  
Milene Couto

2021 ◽  
pp. 60-77
Author(s):  
Paola Madrid Sartoretto

Esse artigo discute como a participação cidadã na política através da ação comunicativa pode ser analisada a partir de uma apreciação crítica do conceito de capitalismo comunicativo. Não obstante sua contribuição para a análise crítica da participação política em ambientes digitais, capitalismo comunicativo tem um caráter midiacêntrico e um viés etnocêntrico. Essas características limitam a aplicabilidade do conceito em análises das possibilidades de ação cidadã no contexto da comodificação da comunicação. Propõe-se então a cidadania comunicativa como um conceito que complementa as limitações do capitalismo comunicativo. 


Author(s):  
Marcelo Ernandez Macedo ◽  
Izabel de Rohan Rocha Lima ◽  
Milene Santos Couto ◽  
Liciane Corrêa ◽  
Esther Rufino

Author(s):  
Sandra Sueli Garcia De Sousa ◽  
Nathália De Souza Mendonça

As rádios comunitárias foram regulamentadas no Brasil em 1998. De lá pra cá, enfrentam muitos embates para continuarem funcionando: burocracia, falta de recursos, falta de participação do ouvinte, ausência de programas de capacitação etc. E, no entanto, se mantém vivas e atuantes. O artigo conceitua o que vem a ser a rádio comunitária a partir de López Vigil (2003); detalha os elementos da linguagem radiofônica (BALSEBRE, 2005) e conta a história de três emissoras comunitárias atuantes na Baixada Fluminense: Novos Rumos, rádio histórica do movimento que transmite a partir de Queimados; Serra Verde FM, em Xerém, Duque de Caxias e Mirandela FM, de Nilópolis. O objetivo é mostrar a importância dessas emissoras para uma comunicação propositiva e cidadã.


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