Revista Brasileira de Alfabetização
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Published By Revista Brasileira De Alfabetizacao

2446-8584, 2446-8576

2021 ◽  
pp. 12-27
Author(s):  
Luana Karoline Pieckhardt Santos de Souza ◽  
Simone Regina Manosso Cartaxo ◽  
Daiana Bach

Este estudo teve como objetivo analisar, a partir do ponto de vista de ex-alunos, práticas desenvolvidas pelos professores alfabetizadores, a fim de examinar permanências e possíveis avanços. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 12 pessoas alfabetizadas em diferentes décadas e originárias de escolas públicas. A análise dos dados fundamentou-se em Bardin (2010); e em Mortatti (2006, 2008), Pérez (2008) e Soares (2004, 2017a, 2020) sobre alfabetização. Os resultados indicam: permanência e prevalência da ideia restrita da alfabetização como aquisição do código escrito, com alguns avanços no sentido de incorporar práticas de uso social da escrita; permanência de práticas sistemáticas de leitura e escrita com memorização do alfabeto, sílabas e palavras; os métodos permanecem sendo a questão central da alfabetização; há tentativas reais de ressignificação do processo de alfabetização e do papel mediador do professor. 


2021 ◽  
pp. 77-90
Author(s):  
Carmen Regina Gonçalves Ferreira

No presente artigo, dados de segmentação vocabular, produzidos por uma criança em fase de alfabetização, são descritos e analisados com vistas à discussão concernente a aspectos relevantes para a constituição da noção de palavra. Os dados analisados foram retirados de tarefas de leitura e escrita, a partir das quais foram realizadas entrevistas clínicas, que tinham como foco indagar acerca da noção de palavra (CARRAHER, 1989). Os resultados da análise mostraram que a criança rejeita estruturas constituídas por um ou dois caracteres mesmo quando segmenta todas as palavras de forma convencional, pois não está necessariamente, considerando cada estrutura como palavra, e entende a segmentação vocabular como facilitadora da leitura.


2021 ◽  
pp. 122-134
Author(s):  
MITSI PINHEIRO DE LACERDA

O objetivo do artigo é comunicar discussões sobre a reprodução de concepções que estruturam o edifício do método e configuram o espaço alfabetizador. Como procedimento metodológico foram utilizados fragmentos de memórias e de material de pesquisa provenientes de Pesquisa Participante. Mesmo considerando o pressuposto dos métodos sintéticos e analíticos, de que a língua é um produto a ser repassado através de sua fragmentação em parcelas mínimas, os resultados do estudo apontam que os métodos não se restringem a tais procedimentos mecanicistas, pois que suas concepções também produzem relações sociais que configuram o espaço escolar e as consciências. A fragmentação, homogeneização e hierarquização passam a regular o que se passa, sufocando os processos criativos e autorais.


2021 ◽  
pp. 108-121
Author(s):  
Giselly Lima de Moraes

Neste artigo, apresento uma análise de aplicativos voltados para apoiar o processo de alfabetização, os quais foram citados por 84 respondentes de questionário endereçado a pais, mães e responsáveis por crianças que frequentavam o 1o ano do Ensino Fundamental, em duas escolas particulares de Salvador, no ano de 2019. O texto traz dados quantitativos e qualitativos, com enfoque maior nestes últimos, tendo como objetivo analisar as concepções de alfabetização que subjazem à oferta desses produtos, bem como refletir sobre a relação entre jogos digitais e práticas de linguagem na contemporaneidade. Como resultado, identifiquei uma prevalência de concepções de alfabetização centradas em modelos sintéticos, com ênfase na relação fonema-grafema, e um processo de gamificação que coloca a língua como um objeto de aprendizagem afastado dos seus contextos de uso, predominando o uso de mecânicas de jogo que não articulam de forma significativa as reflexões sobre o sistema alfabético com a jogabilidade.    


2021 ◽  
pp. 47-62
Author(s):  
Rose Mary Fraga Pereira ◽  
Sonia Lopes Victor

Objetiva-se analisar os conhecimentos e as concepções e as práticas de professores do Município de Vitória, Espírito Santo sobre o processo de alfabetização da criança com Deficiência Intelectual. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa do tipo exploratório, tendo Vigotski como principal interlocutor. Para tanto, foram realizadas entrevistas semiestruturadas. Os resultados produzidos evidenciam que o Município tem investido em formação para essas profissionais, todavia ainda parece incipiente essa formação ou necessita ser revista para atender as demandas da ação pedagógica, com vistas à garantia dos processos de alfabetização, principalmente, junto aos alunos público-alvo da educação especial com Deficiência Intelectual.  


2021 ◽  
pp. 163-174
Author(s):  
Iara Maravalha Freire
Keyword(s):  

O artigo apresenta resultados de uma pesquisa desenvolvida com crianças do segundo ano do Ensino Fundamental, em uma escola pública municipal do Rio de Janeiro, durante o ano de 2019, tendo por objetivo geral evidenciar, nos textos escritos por crianças, indícios que caracterizam marcas de um estilo de escrita relacionadas à autoria infantil. A análise dos discursos escritos dos sujeitos participantes se fundamentou na teoria da enunciação de Bakhtin, adotando como fundamentação teórico-metodológica para a investigação uma articulação entre as dimensões discursiva e indiciária. Os resultados nos encaminham a afirmar que as crianças, desde o início do processo de alfabetização, trabalham com a linguagem, operando com diferentes recursos linguísticos e expressivos, que revelam marcas singulares, já apontando para um estilo próprio de escrita.


2021 ◽  
pp. 150-162
Author(s):  
Rogers Rocha ◽  
Diego Machado da Silva

Para o desenvolvimento do presente artigo, partiu-se de uma investigação de natureza qualitativa por meio de uma revisão bibliográfica, construindo reflexões sobre as concepções de língua(gem) desenvolvidas historicamente, desde a “língua(gem) como a representação do pensamento”, perpassando pela “língua(gem) como instrumento de comunicação” à concepção  de língua(gem), como processo de interação (atividade discursiva)”.  Elas têm o objetivo de identificar aspectos educativos e políticos que influenciaram a educação de surdos. A língua(gem) como expressão do pensamento, desde a tradição grega até o século XX, não favoreceu o reconhecimento da língua de sinais, desenvolvendo uma educação oralista, pensava-se que o surdo necessitava de oralidade para que seu pensamento não fosse deficiente. A concepção de língua(gem) como instrumento de comunicação (elaborada por Saussure, 1916), que desconsiderou a língua de sinais, porque não estabelecia um padrão, fortaleceu o ensino de Português para surdos como um código linguístico, porém, com o desenvolvimento da estrutura linguística da Libras (código) e das pesquisas na área de neurolinguística sobre a língua de sinais, fortaleceu o reconhecimento linguístico da Libras. Logo, a concepção de língua(gem) como processo de interação, com bases em estudos psicológicos (Vygotsky) e linguísticos (Bakhtin), contribuíram para o fortalecimento social e cultural dos surdos e para a implementação da política educacional bilíngue.


2021 ◽  
pp. 91-107
Author(s):  
Josélia Gomes Neves ◽  
Alberto Júnior Ihv Kuhj Gavião ◽  
Vanubia Sampaio dos Santos

O ingresso das sociedades indígenas na cultura escrita constitui o objeto deste estudo no âmbito da Educação Intercultural. O artigo analisa as concepções de alfabetização da docência indígena evidenciadas em cadernos escolares de crianças de uma escola da Amazônia. O estudo de caráter qualitativo adotou como fonte de dados a pesquisa documental. Os resultados apontam que no trabalho de alfabetização há atividades significativas com orientações construtivistas e algumas empiristas. Embora a história da aquisição da leitura e escrita na etnia Gavião Ikolen tenha ocorrido por meio da atuação missionária e suas cartilhas, atualmente é realizada por docentes indígenas que utilizam materiais diferenciados que sugerem processos próprios de ensinar/aprender com aproximações construtivistas.


2021 ◽  
pp. 63-76
Author(s):  
Lurdete Castelan Novicki

Este artigo apresenta um Estado da Arte da produção acadêmica tendo como suporte de pesquisa o Banco de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O objetivo deste escrito é partilhar as análises dos autores que compõem o levantamento, que se referem a transição da criança da Educação Infantil para o Ensino Fundamental de Nove Anos. Para tanto, mobilizou-se quatro principais eixos categoriais: práticas pedagógicas, tempo e espaço, brincadeira e alfabetização. A incursão demonstrou que as práticas pedagógicas do 1º Ano estão voltadas à uma concepção de alfabetização que rompe com experiências mais lúdicas e interativas, revelando pontos de tensões que levaram a criança estabelecer uma relação negativa com o ofício de aluno e impasses entre as duas etapas.


2021 ◽  
pp. 135-149
Author(s):  
Liziana Teixeira ◽  
Thaise Da Silva

Este artigo analisa os discursos adotados pela Política Nacional de Alfabetização (PNA), instituída pelo Decreto n° 9765 de 11 de abril de 2019. Para isso, realizou-se um estudo documental do Caderno da Política Nacional de Alfabetização seguindo a perspectiva teórica dos Estudos Culturais. O objetivo deste estudo é entender quais são os discursos na Política Nacional de Alfabetização e como são representados. Tomando como referência o artefato acima citado constata­-se que através dos discursos: estatístico, normativo, da ciência e da psicologia cognitiva, os especialistas responsáveis pela elaboração da PNA procuram dar visibilidade a uma verdade científica buscando apagar conceitos muito difundidos nas pesquisas de alfabetização produzidas em nosso país e ainda retomar abordagens já refutadas. Nota-se ainda a busca pela homogeneização do ensino, por meio de um discurso científico, como mecanismo para alcançar o tão esperado sucesso na alfabetização das crianças passa pela legitimação da instrução fônica.


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