Revista Práxis e Hegemonia Popular
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Published By Faculdade De Filosofia E Ciências

2526-1843

2021 ◽  
Vol 6 (8) ◽  
pp. 18-32
Author(s):  
Anita Helena Schlesener ◽  
Gilson Mezarobba ◽  
Tatiani Maria Garcia de Almeida
Keyword(s):  

Este artigo parte da metáfora do Centauro maquiavélico para desenvolver algumas reflexões sobre a crise orgânica vivida no Brasil nesta segunda década do século XXI. O referencial teórico se concentra na obra de Antonio Gramsci, tendo como base o conceito de hegemonia para explicitar características da luta de classes, renovada em suas novas dimensões políticas e ideológicas. Na primeira parte retomamos dados históricos explicitando as políticas imperialistas e as novas características da luta de classes, principalmente com a acentuação do fascismo. Em seguida, abordamos a questão da hegemonia expressa no equilíbrio entre força e consenso, mas também como superação da violência pela civilidade, fator acentuado por Maquiavel na política aconselhada ao Príncipe.


2021 ◽  
Vol 6 (8) ◽  
pp. 224-234
Author(s):  
Gabriel Sandino de Castro

O presente artigo tem como objetivo analisar os impactos do uso da política industrial na tensão entre Estados Unidos (EUA) e China. Argumentamos que tal uso configura-se, na verdade, como um instrumento geopolítico ou de modificação/manutenção da geopolítica mundial. Em paralelo, advogamos que, nessa fase atual, as disputas hegemônicas entre EUA e China, ocorrem, especialmente, no âmbito das redes de informação. Isso não significa, contudo, o resumo da tensão meramente nessa esfera. Na verdade, nossa proposta é levantar um dos inúmeros pontos dessa tensão que se desdobra de forma sistêmica e holística. Nosso recorte histórico parte dos recentes acontecimentos da história global. Os episódios da quadra histórica atual contribuíram com o acirramento da disputa entre os dois países, tornando-se, também, tema importante nos assuntos de política externa nas eleições presidenciais americanas.


2021 ◽  
Vol 6 (8) ◽  
pp. 33-56
Author(s):  
Javier Balsa ◽  
Diogo Valença de Azevedo Costa

Este artigo analisa as estratégias da burguesia no Brasil e o que ela soube fazer corretamente para derrotar a esquerda, no período de 2002 a 2016. Durante os governos do PT, a direita se rearticulou para lutar pela dominação hegemônica. Já antes, com o retorno da democracia nos anos 80, houve um processo de preparação da burguesia para consolidar sua dominação, não mais de forma ditatorial, mas hegemônica. Porém, a nova conjuntura dos governos populares obrigou a burguesia a desenvolver uma rearticulação, avançando as três tarefas fundamentais das disputas hegemônicas: a unificação da própria classe, a obtenção do apoio de outras classes e dos intelectuais tradicionais, e a divisão do campo popular, impedindo a unificação dos partidos e movimentos sociais de esquerda.


2021 ◽  
Vol 6 (8) ◽  
pp. 97-111
Author(s):  
Katia Marro
Keyword(s):  

Neste trabalho propomos compreender algumas lutas sociais das classes subalternas do Brasil e da América Latina contemporânea, decifrando sua capacidade para enfrentar o padrão primário exportador que dá o tom à acumulação ampliada do capital no continente. Mergulhando em algumas insurgências populares, buscamos compartilhar uma leitura em processo da forma como se movimentam as classes subalternas, valorizando os impulsos de rebelião que emergem nesse chão histórico, na perspectiva da sua expressão antagônica.


2021 ◽  
Vol 6 (8) ◽  
pp. 211-223
Author(s):  
Anna Carolina Monéia Farias
Keyword(s):  

O general prussiano, Carl von Clausewitz, autor da obra “Da Guerra”, é um dos maiores estudiosos da temática da guerra, isto porque um dos seus principais pensamentos postula que a guerra seria uma “continuação da política por outros meios”. Clausewitz teve grande importância no pensamento do italiano marxista, Antonio Gramsci, no tocante a este tema. A partir de uma abordagem histórica, utilizando, sobretudo, a principal obra de Clausewitz, “Da Guerra”, e os escritos nos cadernos carcerários de Gramsci, objetiva-se elucidar as contribuições da teoria clausewitziana em Gramsci, principalmente no desenvolvimento da sua compreensão por guerra e das categorias de guerra de movimento e guerra de posição, destacando as evidências que permitem observar o diálogo entre os autores, assunto este pouco examinado na academia.  


2021 ◽  
Vol 6 (8) ◽  
pp. 154-194
Author(s):  
Adam MORTON ◽  
Caio Gontijo

2021 ◽  
Vol 6 (8) ◽  
pp. 128-139
Author(s):  
Leandro Galastri

O objetivo deste artigo é revisitar traços básicos do fascismo e do americanismo/fordismo no que concerne às relações gerais de força entre as classes sociais em presença nos respectivos processos históricos; para isso, o texto procura assimilar a perspectiva metodológica que acompanha o desenvolvimento diacrônico do pensamento de Gramsci nos Cadernos do Cárcere, ao longo do qual a metáfora “arquitetônica” da dicotomia entre “estrutura” e “superestrutura” resulta superada em favor da dialética relação de forças aludida acima.


2021 ◽  
Vol 6 (8) ◽  
pp. 4-17
Author(s):  
Isabel Monal

El texto desarrolla una crítica a la fetichización de la identidad social, que tiende a transformarla en un valor absoluto. Se trata, por tanto, de criticar la razón identitaria pura, una falsa conciencia que considera la identidad como homogeneidad, un bloque unitario en relación con el cual no se pueden criticar las manifestaciones identitarias específicas en un espacio y tiempo determinados. Es un falso sentido de la “identidad” como panacea ideológica, que tiende a convertirse en un eje referencial para comprender otros problemas sociales y políticos que, de hecho, no puede explicar. La identidad, vista en su complejidad, es inaccesible para el conocimiento fuera de una visión transdisciplinaria, ya sea para la comprensión estructural o para las relaciones entre sus partes y su dinámica evolutiva de configuraciones cambiantes. Una de las tesis marxistas fundamentales es que la cultura no tiene una historia independiente. Por tanto, la perspectiva marxista es fundamental para realizar un análisis profundo de las consecuencias de la mundialización en las identidades socioculturales nacionales.


2021 ◽  
Vol 6 (8) ◽  
pp. 195-210
Author(s):  
Friedrich Maier

O artigo tem por objetivo apresentar uma proposta de tradução de alguns elementos do debate de cibersegurança em termos gramscianos. Com isso, procura-se um contraponto a alguns argumentos-chave presentes na literatura de cibersegurança. A saber, a rígida separação identificada entre membros das empresas de tecnologia (sociedade civil) e agentes governamentais. A categoria de Estado desenvolvida por Gramsci auxilia na compreensão dessas relações de outro modo, posicionando o ciberespaço como parte da totalidade compreendida a partir do nexo orgânico entre sociedade civil e sociedade política. Tal perspectiva permite interpretar as recentes movimentações estratégicas no ciberespaço como mais um momento no processo de ampliação do Estado e não como uma territorialização de um espaço outrora livre


2021 ◽  
Vol 6 (8) ◽  
pp. 02-03
Author(s):  
Rodrigo Passos

Apresentação


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