Investigação Filosófica
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Published By Universidade Federal Do Amapa

2179-6742

2020 ◽  
Vol 11 (3) ◽  
pp. 05
Author(s):  
Gustavo Coelho De Oliveira

Um dos problemas a serem superados pelos defensores de uma IA forte é o argumento do quarto chinês de J. Searle. Este artigo propôs-se a analisar se o argumento estruturado no experimento de pensamento do quarto chinês foi refutado pelo modelo de superinteligência. Analisamos o modelo de N. Bostrom e o argumento de S. Bringsjord e verificamos não serem eles suficientes para rejeitar qualquer premissa do argumento de Searle.


2020 ◽  
Vol 11 (3) ◽  
pp. 77
Author(s):  
Paulo Barroso

O tema deste artigo é o imperativo existencial de Kierkegaard, o existente pessoal que se impõe ao existente social. Este tema é transversal na obra deste autor e é pertinente, pois é sempre necessário e profícuo refletir sobre a condição humana e os estádios da existência atemporais que se tem de seguir. Qual é o cabimento dos três estádios da existência de Kierkegaard para a condição do indivíduo enquanto simples existente pessoal? A resposta a esta pergunta é o objetivo deste artigo. O objetivo é compreender a posição de Kierkegaard sobre a importância da assunção de uma existência pessoal, numa perspetiva atemporal. Este artigo é uma abordagem eminentemente teórica e concetual. A estratégia adotada incide na bibliografia de e sobre Kierkegaard e centra-se numa dimensão religiosa, o que justifica a sua preocupação com o indivíduo e, em particular, com o seu problema mais importante: a sua salvação. O resultado deste artigo é a demonstração da inevitabilidade da imitação de um modelo de existência, uma forma de reencontrar a unidade e a esperança de salvação, conduzindo à unidade interior e à verdadeira unidade antropológica, apenas possível com a fé. Conclui-se, com este artigo, que todos os seres humanos seguem um percurso escolhido e relativo de vida que os define e determina o que podem usufruir de uma existência inalienável e irrepetível.


2020 ◽  
Vol 11 (3) ◽  
pp. 39
Author(s):  
Luiz Carlos Santos da Silva
Keyword(s):  

<p>O presente ensaio tem por finalidade abordar filosoficamente o cenário de medo e desconfiança instaurado no Brasil e no mundo durante a recente pandemia do COVID-19, a partir de algumas considerações sobre os fundamentos políticos da moderna filosofia de Thomas Hobbes. A questão central tratada pelo trabalho é a influência do medo sobre as ações humanas e políticas dentro de uma situação de desarmonia social avessa aos princípios democráticos. Em primeiro lugar, buscaremos mostrar como o medo é considerado pela filosofia hobbesiana como sendo um sentimento religioso capaz de regular as ações e o entendimento dos indivíduos tanto fora quanto dentro do Estado civil. Em segundo lugar, buscamos mostrar como a maximização do medo social pode resultar em uma desconfiança generalizada entre as pessoas e entre os poderes políticos que apenas promove as crenças e superstições dos discursos religiosos e ideológicos mais radicais. Partindo das considerações de Hobbes sobre os fundamentos da soberania civil, investigaremos algumas relações fundamentais entre o medo, a política e a religião nas bases da moderna política estatal. Podemos dizer que, em linhas gerais, este ensaio busca mostrar como um desentendimento do Estados civil consigo mesmo e com seus poderes constitutivos instaurou na população brasileira, desnorteada politicamente pela crise causada pela pandemia do novo coronavírus, uma condição de medo e desconfiança semelhante ao estado de natureza bélico, descrito por Hobbes no <em>Leviatã</em>.</p>


2020 ◽  
Vol 11 (3) ◽  
pp. 27
Author(s):  
Rodrigo César Floriano ◽  
José Henrique Fonseca Franco ◽  
Richard Romeiro Oliveira

<p>O trabalho analisa as relações entre discurso<em> </em>e ser estabelecidas de forma dialética por Platão em seu diálogo tardio <em>Sofista</em>. Os sofistas defendiam a impossibilidade de provar a falsidade ou veracidade dos discursos. Tais pensadores baseavam-se no interdito ontológico de Parmênides de Eleia, que preconizava, em linhas gerais,  a existência de uma estrita correspondência entre tudo que pode ser dito e o ser, de forma que seria, assim, impossível, dizer algo que não é, ou seja, um não-ser. Contrariando tal perspectiva e fazendo uso do método da <em>diaíresis </em>– em que os seres são caracterizados por suas diferenças mais fundamentais –, o  <em>Sofista </em>se desenrola revisitando e revisando as teorias ontológicas de seu tempo, a fim de explorar uma nova forma de pensar a relação entre os seres. Platão assegura, com isso, a possibilidade de análise qualitativa do discurso predicativo e define, consequentemente, o erro como desarmonia entre o dizer e o ser. Para tamanha empreitada, o filósofo  explica como se dá o entrelaçamento na relação de ser e não-ser, relação mediada pelas seguintes categorias fundamentais: ser, mesmo, outro, movimento e repouso. A partir disso, a dialética é finalmente constituída como a técnica correta de diferenciação entre os predicados possíveis de comunicação com cada sujeito.  Graças aos resultados filosóficos dessa empreitada, iniciaram-se as reflexões que levaram Aristóteles a instrumentalizar as análises da linguagem.</p>


2020 ◽  
Vol 11 (3) ◽  
pp. 55
Author(s):  
Felipe Augusto Mariano Pires

<p>Com este trabalho, buscamos verificar o quanto de poder o povo possui na forma de governo defendida no <em>Federalista</em> em relação ao direcionamento do governo para os seus fins. Para isso, buscamos entender o papel dos conceitos de virtude e vontade na referida forma de governo e a relação de tais conceitos com o poder. Utilizamos como pano de fundo as ideias de Locke, Montesquieu e Rousseau sobre representação. Concluímos que o <em>Federalista</em> se contrapõe a Rousseau e segue Montesquieu, trazendo de volta a virtude como elemento principal de condução do governo aos seus fins, separando o povo dos governantes, que formariam agora uma classe profissional, e fazendo a substituição do cidadão para o homem ligado ao comércio e à vida privada.  </p>


2020 ◽  
Vol 11 (3) ◽  
pp. 15
Author(s):  
Everton Miguel Puhl Maciel
Keyword(s):  

<p class="CorpodoTexto">Nosso objetivo neste trabalho é, em primeiro lugar, apresentar o modelo de liberalismo proposto por John Stuart Mill como relevante para o construtivismo da teoria política de John Rawls. Para tal, vamos mostrar que o contratualista americano em alguma medida subscreve o liberalismo do utilitarista inglês. Vamos aproximar ambos os autores no tocante ao método intuicionista e verificar se ainda há alguma vantagem no consequencialismo de Mill. Para Rawls, um procedimento intuicionista é ligado a um conjunto de princípios que não pode ser reduzido. Mill se encaixa na definição, portanto, na medida em que advoga um tipo de hedonismo, característica que o americano descarta, por poder ser listada como teoria moral abrangente. Mesmo assim, precisamos verificar até que medida é possível considerar o utilitarismo de Mill como tendo influenciado o liberalismo de Rawls. Assim, levaremos em conta que ele autorizou, pelo menos parcialmente, um método intuicionista e mostraremos que isso se deu por influência da filosofia política de Mill. Fica assim admitido que o apelo à intuição está na base da teoria da justiça, mas tudo somado pode ficar perfeitamente claro onde reside o equilíbrio lógico proposto por Rawls. Mesmo com o desacordo final, é possível notar a influência do projeto liberal do londrino em torno da teoria política que resultou na <em>Teoria da Justiça</em>. Restará ainda tentar saber se realmente é possível se afastar de um consequencialismo e se há alguma vantagem teórica em se manter filiado a uma teoria política e ética como a de Mill do ponto de vista jurídico institucional. Isso porque o consequencialismo com um viés estritamente constitucional, como aquele sugerido por Rawls, não parece ser capaz de solucionar um problema jurídico externo ao hermético sistema teórico proposto nas teorias da justiça contemporâneas.</p>


2020 ◽  
Vol 11 (3) ◽  
pp. 129
Author(s):  
Rodrigo Reis Lastra Cid

<p>Richard  Taylor apresenta abordagens interessantes de quatro tópicos importantes da metafísica, entre outros; a saber: o problema da mente-corpo, a relação entre determinismo e liberdade, a natureza do tempo e a existência de Deus. Taylor defende teses com relação a esses tópicos e, ao argumentar a favor delas, mostra-nos também as teorias tradicionais concorrentes. Isso faz desse livro uma ótima introdução argumentativa a alguns dos  grandes problemas da metafísica. Exporei  a seguir, resumidamente, o que se encontra nessa obra, fazendo-o a partir da tradução brasileira de Álvaro Cabral  (Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1969), há muito esgotada.</p>


2020 ◽  
Vol 11 (3) ◽  
pp. 115
Author(s):  
Bethânia Silva Tristão ◽  
Lúcio Álvaro Marques ◽  
Yani Aparecida Oliveira
Keyword(s):  

<p class="normal">O artigo será dividido em introdução, onde apresentaremos <em>A Peste</em> de Albert Camus, retratando a cidade de Oran que é acometida pela peste. Logo em seguida, em tópicos analisaremos cada personagem e/ou situação de Oran em paralelo com nossa realidade, a saber: à luz da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Situaremos a análise em países mundo a fora como exemplo para apresentarmos uma reflexão mais assertiva, daremos atenção maior na realidade brasileira e como a população enfrenta a pior e maior crise sanitária. Trazendo com clareza a importância dos profissionais da área de saúde e pesquisa em um sistema de saúde precário onde falta o básico, a informação que toma proporção enorme de extrema velocidade e ao mesmo tempo a falsa informação (<em>FakeNews</em>) em relação ao vírus. Contudo em um discurso negacionista das autoridades e empresários evidenciando ainda mais o sistema capitalista que cada vez mais consome os menos favorecidos de forma cruel na atual situação, além, das medidas de proteção que tem o distanciamento como uma das maiores formas de proteção, porém o momento revela a dificuldade encontrada no país para evitar a disseminação do vírus em meio a uma sociedade que vivencia uma das maiores desigualdades sociais do mundo.</p><p><strong>Palavra-chave:</strong> Saúde; pandemia; informação.</p>


2020 ◽  
Vol 11 (3) ◽  
pp. 95
Author(s):  
Eduardo Simões ◽  
Vinícius Martins Corrêa ◽  
Walter Ribeiro Dos Santos

<p>As proposições condicionais receberam atenção teórica concentrada, embora intermitente, desde a Antiguidade. A atenção durante últimos quarenta anos tem sido intensa. Nesse artigo, apresentaremos os principais desenvolvimentos da análise lógica acerca das proposições condicionais e discutiremos como elas desempenham papel central em muitas teorias filosóficas. Na primeira parte dessas observações introdutórias, mostraremos como os antigos, principalmente as escolas megárica e estoica, envolveram-se com a questão dos condicionais e quão importante isso foi para os posteriores desenvolvimentos da análise lógica dos condicionais no medievo e na Idade Moderna. Por fim, apresentaremos, já na contemporaneidade, C. I. Lewis expondo sua teoria da implicação estrita em franca oposição à doutrina da implicação que ele julgava errada. Espera-se que este trabalho sirva como a apresentação panorâmica de um campo que em lógica ainda é muito frutífero e fecundo para aprofundamentos e novas ideias.</p>


2020 ◽  
Vol 11 (2) ◽  
pp. 87
Author(s):  
Cesar Augusto Mathias de Alencar

Propõe-se neste ensaio uma análise filosófica dos dilemas morais e políticos a que fomos submetidos pela situação de pandemia da Covid-19. As dificuldades de muitas sociedades ocidentais no enfrentamento à pandemia têm posto em questão o paradigma liberal da preservação da vida, da privacidade e da liberdade a partir da adoção de políticas de austeridade estatal que se tornaram a orientação principal no combate ao coronavírus, e que não raro esbarram nos chamados <em>direitos individuais</em> a que os orientais não parecem familiarizados. Nossa reflexão pretende oferecer, pelo recurso à filosofia da Vontade de Schopenhauer, um diálogo entre as posturas oriental e ocidental em vista daquilo que nos é fundamental enquanto seres humanos: uma compreensão da condição de fragilidade da vida e dos limites inerentes à liberdade individual, orientados por uma noção de justiça inevitavelmente determinada pelas dores e sofrimentos imanentes ao mundo.


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