Geograficidade
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Published By "Pro Reitoria De Pesquisa, Pos Graduacao E Inovacao - Uff"

2238-0205

2018 ◽  
Vol 8 (2) ◽  
pp. 53
Author(s):  
Felipe Kevin Ramos da Silva

Sabor, estética e poesia – são estas as dimensões essenciais que irão nos guiar para uma fenomenologia da experiência ribeirinha. Esta pesquisa tem como fonte empírica uma comunidade ribeirinha pertencente ao município de Muaná, oficialmente mesorregião do Marajó (Pará). Trata-se de uma pesquisa desimpedida que busca mergulhar na geograficidade de sujeitos que compartilham seu modo ser com o devir temporal da natureza física, manifestada na paisagem. Para este mergulho, utiliza-se da fenomenologia existencialista como recurso que nos possibilita pensar, de forma crítica e criativa, a geografia ribeirinha para além do caráter economicista e positivista, demonstrando como o ser ribeirinho maneja sua existência numa relação visceral com a Terra em suas experiências cotidianas, de onde emana sabor, poesia e um modo próprio de ser-e-estar-no-mundo.


2018 ◽  
Vol 8 (2) ◽  
pp. 20
Author(s):  
Ludmila Gonçalves Martins

Apreciar uma obra de arte pode ser tanto uma experiência estética quanto uma experiência geográfica. Este artigo convida o leitor a refletir sobre as narrativas de Guernica e suas travessias estético-políticas na produção do lugar. Sob o prisma da circularidade de ideias presentes no uso e apropriação de uma iconografia, Guernica conserva em seus traços uma potência discursiva ao efetuar uma denúncia política no processo de imaginação espacial do lugar. Neste sentido, afirma-se ser possível pensar acerca do processo de produção de narrativas de lugar a partir do estudo desta e de outras obras de arte que guardam ressonâncias entre si.


2018 ◽  
Vol 8 (2) ◽  
pp. 122
Author(s):  
Carlos Eduardo Pontes Galvão Filho

A geosofia como conhecimento geográfico emergido da geograficidade e feita de sentimentos de mundo estabelecidos nas experiências geográficas de paisagens, territórios e lugares. Experiências ora de aproximação ora de distanciamento da própria condição terrestre, oscilação de referências e vinculações que vibram à flor da pele no existir do ser-no-mundo. Nesse sentido, a geosofia é conhecimento que desvela a dimensão geográfica do habitar e abre caminhos para um pensar junto ao coração: uma geografia cordial que pulsa junto à Terra. O objetivo deste artigo é cultivar a possibilidade da geosofia como geografia cordial e esta como um pensar insubordinado quanto à cisão homem-Terra que marca o pensamento moderno euro-ocidental. A obra de Josué de Castro aparece enquanto obra geosófica e cordial, pois irrompida de um pensar insubordinado emergido junto à condição terrestre e ao coração. Irrupção aqui compreendida como insurreição ontológica: rebeldia contra a hegemonia do pensamento euro-ocidental e dirigida ao cultivo de outros modos de pensar.


2018 ◽  
Vol 8 (2) ◽  
pp. 149
Author(s):  
Jamille Da Silva Lima
Keyword(s):  

“O homem e a terra: natureza da realidade geográfica”, de Éric Dardel, é reconhecida como proposição original de uma geografia fenomenológica existencial. A partir de uma forte base filosófica, Dardel construiu uma reflexão ontológica da espacialidade, fundada no conceito de “geograficidade” (cunhado por ele), como relação concreta Homem-Terra, constituindo o fundamento da filosofia da geografia dardeliana, comumente associada ao pensamento de Heidegger. No entanto, se Heidegger ou Bachelard são recorrentemente reconhecidos como importantes na geografia de Dardel, outro autor, citado diretamente por ele, pode ter influenciado de maneira igualmente decisiva alguns dos conceitos centrais de seu pensamento: Emmanuel Levinas. Em vista disso, objetivamos compreender o papel da filosofia de Levinas na geografia de Dardel, especificamente no que se refere ao conceito de lugar enquanto ontologia espacial da existência. Esse esforço permite outra vertente de compreensão da fenomenologia existencial de Dardel, contribuindo para potencialização de seus desdobramentos para a Geografia.


2018 ◽  
Vol 8 (2) ◽  
pp. 161
Author(s):  
Juliana Maddalena Trifilio Dias
Keyword(s):  

A geografia está, comumente, associada ao mundo de terras conhecidas, cartografadas, quantificadas e analisadas. Mas não somente. Existem também as terras do passado, da memória e das lembranças. Terras que nos permitem diferentes manifestações da experiência geográfica do ser-no-mundo. Mas, como pensarmos a experiência humana de tempo na constituição de nossa geograficidade? Este texto aponta a memória como dimensão constitutiva do sujeito e, portanto, como fundamental para compreensão da indissociabilidade espaço-tempo. Para isto, espaço e tempo são assumidos em suas especificidades e, ao mesmo tempo, indissociáveis quando estão em relação. Para esta discussão as diferentes perspectivas de memória de Paul Ricoeur, Maurice Halbawachs e David Lowenthal, nos conduzem a pensarmos experiência geográfica de lugar.


2018 ◽  
Vol 8 (2) ◽  
pp. 174
Author(s):  
Jeani Delgado Paschoal Moura ◽  
Matheus Henrique Balieiro ◽  
Ana Carolina Santos Marques ◽  
Matheus Oliveira Martins Silva ◽  
Pedro Paulo Rangel Balikian ◽  
...  

A Roda de Literatura é realizada, semestralmente, no Programa de Educação Tutorial (PET) do Curso de Geografia da Universidade Estadual de Londrina/UEL, em busca do diálogo entre Geografia e Literatura. O PET atua de forma integrada, visando o aprimoramento na formação acadêmica dos graduandos, por meio de atividades vinculadas a ensino, pesquisa e extensão, cujas ações educativas potencializam o crescimento pessoal e profissional.O PET de Geografia é composto por doze graduandos bolsistas e um colaborador, em níveis diferenciados de formação, além do tutor e de professores colaboradores. O entrelaçamento de saberes é um dos pilares que sustenta as atividades do PET, assim, as narrativas literárias são um desafio para pensar a condição humana e aguçar a imaginação criadora, vão além da imagem sistematizada e científica de mundo. Com o objetivo de descobrir a literatura como uma experiência humana e investigar o mundo pelas tramas literárias, propomos a roda literária para conversar sobre a experiência geográfica, as maneiras de ser no mundo e a problemática da existência.


2018 ◽  
Vol 8 (2) ◽  
pp. 78
Author(s):  
Carlos Roberto Bernardes de Souza Júnior ◽  
Maria Geralda Almeida
Keyword(s):  

Configurada como obra outsider ao período em que foi lançada, 1975, “Lavoura Arcaica” de Raduan Nassar discute questões concernentes aos arcaicos conflitos humanos no âmbito do lar. Em confronto ao patriarcado do lar, o pathos subversivo de André ocasiona em rupturas no lugar. Pelos vínculos de ancestralidade, paixão, corporeidade e natureza, André evidencia relações que desdobram um cotidiano familiar. O artigo centra-se na interpretação da inseparabilidade de pessoas-ou-pessoa-experienciando-lugar, correlacionando a dialética sujeito-lugar. Entremeado pelo corpo, as forças desejantes dos sujeitos se contrapõem na proposição de outras formas e substancializações de lugar. Destarte, identifica-se que as tensões e vínculos manifestam-se como maneiras de viver e reconstituir o lugar formulado no seio do habitar.


2018 ◽  
Vol 8 (2) ◽  
pp. 139
Author(s):  
Hugo Leonardo Marandola ◽  
Lívia De Oliveira

O geógrafo Augustin Berque dedica boa parte de sua obra ao estudo da paisagem, tendo como uma de suas bases de pensamento a fenomenologia. Para o autor, a paisagem é uma das formas de expressão da relação entre homem e meio, e por isso ele se dedicou na busca do sentido profundo da paisagem, investigando suas origens na humanidade. Neste caminho, Berque encontrou registros do termo paisagem muito anteriores ao Renascimento europeu, comumente apontado como período de surgimento do conceito. Apesar de esta ser a origem do termo no ocidente, na China do século IV, cerca de mil anos antes da civilização ocidental, há registros tanto do vocábulo paisagem, como de uma reflexão sobre o mesmo. Por esse contexto de surgimento, ou nascimento, Berque considera que o sentido profundo da paisagem é revelado a partir de suas origens na China. Propõe ainda as noções de pensamento paisageiro e pensamento da paisagem.


2018 ◽  
Vol 8 (2) ◽  
pp. 4
Author(s):  
Andreia Aparecida Marin
Keyword(s):  

Há momentos em que o mundo solicita uma desestabilização do olhar. Esta escrita se constituiu a partir da experiência de um deles. O esforço de transver um cenário estranho e não submetido à representação resultou a percepção de imagens que revelam uma forma imediata de estar no mundo: poeticamente o humano habita. A frase heideggeriana se soma ao destaque do mundo pré-reflexivo merleau-pontyano e a contribuições literárias e musicais, para abrir espaço ao silêncio provocador da poetização do mundo.


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