OKARA Geografia em debate
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Published By Portal De Periodicos Ufpb

1982-3878

Author(s):  
Adelita Chaves Maia ◽  
Daniel de Souza Lemos ◽  
Thiago Valentim Pinto Andrade
Keyword(s):  

Com a força e o poder do trabalho coletivo, comunitário e voluntário, defendendo a Agroecologia e a Convivência com o Semiárido, com anseios de construir uma Educação Popular, Comunitária e Contextualizada, com base em Paulo Freire e na Pedagogia da Alternância, a Escola Família Agrícola (EFA) Jaguaribana Zé Maria do Tomé trilha seu caminho. Contando hoje com duas turmas de Ensino Médio e Técnico em Agropecuária, composta por jovens e adultos do Vale do Jaguaribe no Ceará. Educadoras e Educadores mediam a aprendizagem na EFA através do voluntariado. São profissionais vindos de instituições de ensino básico e superior, bem como educadoras e educadores populares, que se identificam com a proposta da Escola e contribuem valorosamente para que o projeto aconteça. A Pedagogia da Alternância (PA) acontece em dois tempos: o Tempo Escola (TE) e o Tempo Comunidade (TC). Assim, a PA consiste na estadia de educandas e educandos durante duas semanas na escola, seguidas de duas semanas em suas comunidades, e assim sucessivamente por todo o ano letivo. Os relatos familiares também demonstram que apesar de ser o início de uma jornada, a juventude já demonstra mudanças positivas. As famílias expressam alegria e desejo de que suas filhas e filhos, netas e netos continuem na EFA, pois já percebem avanços seja no comportamento com as outras pessoas ou consigo, ao assumir tarefas que antes não faziam, tais como as tarefas domésticas e/ou agrícolas e pecuárias.


Author(s):  
Dayane Érica Cardoso Ribeiro
Keyword(s):  

A luta por educação de qualidade na Amazônia perpassa gerações, onde ao longo do tempo a disputa pela terra e a garantia de se reproduzir socialmente, economicamente e culturalmente na terra tem se intensificado, desta forma, cabe ressaltar que durante este período marcado pela resistência das comunidades tradicionais, houveram conquistas de mecanismos capazes de atender estas comunidades de acordo com as suas especificidade. Dentre estas, destaca-se a educação do campo, delineada a partir da teoria de Paulo Freire e que concebe o aluno como protagonista na construção de metodologias e práticas do seu ensino, pautando o respeito ao conhecimento produzido culturalmente, fomentando uma observação aprofundada para o que chamamos de conhecimento empírico e como a sua valorização no ambiente escolar pode ser um fator relevante no que diz respeito a formação política do aluno, assim como um elo entre comunidade e escola, posteriormente podendo refletir na permanência do aluno na escola. Desta forma o presente artigo tem como objetivo analisar o processo ensino-aprendizagem de Geografia na escola Casa Familiar Rural Padre Sergio Tonetto, localizada na área rural do município de Moju-Pará.


Author(s):  
Arilene Maria De Oliveira Chaves ◽  
Kamila Karine Dos Santos Wanderley ◽  
Kamila Karine Dos Santos Wanderley ◽  
Luana Rêgo Silva

O presente trabalho objetiva apresentar o Curso Básico de Educação em Agroecologia da Região Nordeste, construído pelo Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra - MST, bem como a sua proposta e experiências construídas pelas/os educadoras/es, assessoras/es e coordenação pedagógica durante as quatro turmas do Curso já realizadas. Os procedimentos metodológicos para a realização desta pesquisa foram pesquisa bibliográfica e pesquisa documental a partir dos quatro Projetos Metodológicos do Curso - PROMET, relatórios e textos comentados, além de analisar os materiais produzidos pelas turmas, como por exemplo, o Inventário da Realidade, o Quadro de Sementes, os Relatos de Experiências e as diversas produções literárias. Para tanto, embasamos nossos estudos através das pesquisas de Caporal e Azevedo (2011), Costabeber (2012), Freire (1993), Reis (2009), entre outras pesquisas e estudos. A partir da pesquisa sobre o Curso Básico de Educação em Agroecologia da Região Nordeste, concluímos, parcialmente, que o processo de construção/ organização/realização tem trazido a reflexão em torno da formação de educadoras/es, especialmente dos sujeitos que estão nas escolas do/no campo a fim de apropriar o debate sobre Agroecologia.


Author(s):  
Ana Beatriz Rocha Moreno ◽  
Alice Amum Barbosa de Melo ◽  
João Vitor Carvalho Figueiredo
Keyword(s):  

Desde a instalação das primeiras escolas, a educação no cenário rural enfrenta desafios como a ausência de professores e estruturas adequadas e o difícil acesso por parte dos alunos, entretanto, além destes, o conteúdo trabalhado em sala de aula também exerce um papel decisivo na vida de estudantes assentados, quilombolas, ribeirinhas, caboclos, extrativista e outros. O propósito deste estudo consiste em analisar, de forma qualitativa, não somente a importância da educação do campo, mas também o seu processo de construção e, principalmente, os impactos que a ausência desta tem na continuidade das comunidades do campo. Desta forma, a partir dos suportes teóricos dos autores e educadores Paulo Freire, Mônica Molina e Antônio Castrogiovanni e as visitas de campo na Comunidade Quilombola Santa Rosa dos Pretos, situada no município de Itapecuru-Mirim, no Estado do Maranhão e nos seguintes assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST): Abril Vermelho, localizado no município de Santa Bárbara do Pará, no Estado do Pará e Cristina Alves, também localizado no município de Itapecuru-Mirim, no Estado do Maranhão foi possível concluir a importância da educação do campo para a construção dos processos de resistência e o papel fundamental que as comunidades desenvolvem na elaboração de um ensino específico para o campo.


Author(s):  
Thais Moura Dos Santos ◽  
Eraldo da Silva Ramos Filho
Keyword(s):  

Na agricultura capitalista, as sementes tornaram-se mercadorias patenteadas e geneticamente modificadas no processo crescente de privatização da natureza que decorre desse modelo de produção. Diante desse cenário, a disputa para manter as sementes sob o poder dos povos que historicamente manusearam esse bem comum da humanidade, tem sido conduzida por sujeitos em todo o mundo. Nessa direção, presente artigo objetiva compreender a importância do trabalho feminino na conservação das sementes crioulas em comunidades do Alto Sertão Sergipano e como esse processo contribui para construção da autonomia camponesa nesse território. Para subsidiar nossas análises, adotamos como procedimentos metodológicos a leitura de referencial teórico, trabalho de campo, entrevistas semiestruturadas, que a posteriori foram traduzidos em dados. Pudemos concluir que a produção, conservação e multiplicação de sementes sempre foi uma estratégia camponesa, para a manutenção das lavouras e produção de alimentos. Essa prática foi resignificada, tornando-se também de enfretamento aos pressupostos do agronegócio que aprisionam os sujeitos ao seu modelo de fazer agricultura, e as mulheres no território estudado protagonizam esse processo.


Author(s):  
Thais de Cássia Silva Lemos ◽  
Ana Rute do Vale
Keyword(s):  

É sabido que o café é uma das principais commodities brasileiras e que se destaca na economia do Sul de Minas. No entanto, a adoção do sistema de cultivo orgânico é ainda uma novidade na região, dominada pelo sistema convencional, adepto da utilização de insumos químicos. Destaca-se na exportação de café orgânico a COOPFAM (Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região), que na busca pela certificação fair trade (comércio justo), necessitou adotar medidas para promover a equidade de gênero. É nesse contexto que surge o “café feminino”, que passa a permitir que as mulheres sejam cooperadas individuais, dentro da unidade de produção familiar, e também é criado o grupo MOBI (Mulheres Organizadas Buscando Independência). É inegável que isso tem contribuído para o empoderamento dessas mulheres, mas que também é uma estratégia de marketing da cooperativa. Daí a necessidade de verificar se elas estão sendo remuneradas de forma justa também e qual o real papel da mulher na produção do “café feminino” no contexto da adoção da certificação fair trade. A pesquisa foi realizada no município de Poço Fundo-MG, a partir de pesquisa e revisão bibliográfica e entrevistas com o ex-presidente da cooperativa e com 15 mulheres cooperadas. Concluiu-se que vem ocorrendo uma mudança na vida delas, que se sentem mais valorizadas e com esperança de que estejam abrindo um caminho a ser seguido por suas filhas na cafeicultura. Mas ainda há muito a se conquistar, em termos de equidade de gênero, dentro e fora da cooperativa.


Author(s):  
Suana Medeiros Silva ◽  
Ana Carolina Gonçalves Leite

Author(s):  
MARA EDILARA BATISTA DE OLIVEIRA ◽  
CÁTIA OLIVEIRA MACEDO ◽  
MARTA INEZ MEDEIROS MARQUES ◽  
MATEUS MENEZES QUEVEDO ◽  
MARCO ANTONIO MITIDIERO JÚNIOR ◽  
...  

Author(s):  
Mariana Guanabara

Este artigo trata do fazer político, em suas diversas formas, posto em prática pelas mulheres Runa (Kichwa) das terras baixas equatorianas, ressaltando a relevância da noção de força no que se refere à sua participação política. Os dados etnográficos apresentados são fruto de 13 meses de pesquisa de campo realizada entre 2016 e 2019 no Equador. O campo foi orientado pelas metodologias clássicas de pesquisa antropológica e seus dados analisados a partir da literatura especializada, sobretudo no que toca a etnologia indígena, as epistemologias feministas e as disputas ontológicas e territoriais na Amazônia. Ao apresentar a noção de “sinzhi warmi” (mulher forte, valente), este trabalho propõe que a força é, para as mulheres Kichwa da Amazônia equatoriana, um aspecto indissociável de seus modos de fazer política. A partir dessa discussão, é possível ressaltar a centralidade da imbricação entre ser mulher e indígena para a compreensão da participação política das mulheres Runa.


Author(s):  
Anna Paula Brito Dutra

Este trabalho analisa a situação do trabalho da mulher no campo que, a partir da naturalização da divisão sexual do trabalho, que reconhece apenas o homem como provedor da família, acaba sendo invisibilizado na zona rural. A hierarquização das famílias no meio rural é socialmente condicionada, com isso é entendido que a função da mulher se restringe aos cuidados com a casa e a família. A partir dessa compreensão, o trabalho realizado pela mulher, seja para a subsistência da família, na produção agrícola ou na pecuária, é visto apenas como um trabalho em ajuda para a família ou cônjuge. Nesse sentido, o trabalho explana as questões culturais e legislativas que foram e são fundamentais para a manutenção do não reconhecimento do trabalho das mulheres do campo. O movimento de mulheres camponesas (MMC) se apresenta enquanto um forte espaço de luta e formação de trabalhadoras rurais e, por isso, o presente trabalho aponta quais são as análises deste movimento na busca da superação da invisibilidade do trabalho das camponesas, demonstrando também sua forte trajetória de luta em busca da garantia de direitos para as mulheres do campo.


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