Revista do NESEF
Latest Publications


TOTAL DOCUMENTS

142
(FIVE YEARS 0)

H-INDEX

0
(FIVE YEARS 0)

Published By Universidade Federal Do Parana

2317-1332

2019 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
Author(s):  
Gustavo Jugend
Keyword(s):  

Buscamos no presente trabalho redeterminar a categoria filosófica de sujeito, levando em conta o evento de Auschwitz. Será apresentada, a partir da leitura de textos de Giorgio Agamben e de testemunhas dos campos de concentração nazistas, uma análise dos movimentos de subjetivação e dessubjetivação que constituem o indivíduo. Tal definição não pode vir desacompanhada de um estudo da linguagem e, por isso, este texto sempre manterá a possibilidade da fala em seu horizonte teórico. Está em pauta também a compreensão ou, pelo menos, a especulação de um novo discurso acerca da ética, uma vez que uma nova compreensão acerca do sujeito assim o demandaria.


2019 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
Author(s):  
Thiago Henrique Felício

Três filmes produzidos e exibidos durante meados da década de 1990, O Efeito Ilha (Luiz Alberto Pereira, 1994), Como Nascem os Anjos (Murilo Salles, 1996) e Um Céu de Estrelas (Tata Amaral, 1996), testemunham algumas das respostas que eram possíveis de serem dadas pelos espectadores da televisão brasileira daquele contexto. Suas projeções foram bastante críticas, elas procuraram apontar para uma certa banalização da cultura pelas imagens, bem como para a alienação e para o controle provocados e exercidos através dos melodramas televisivos, que se tornavam cada vez mais onipresentes com a repetição das suas mensagens nos mais diferentes meios de divulgação.


2019 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
Author(s):  
Marcos Antonio de França De França

Nesse artigo pretendemos abordar, do ponto de vista filosófico, alguns temas relacionados ao trabalho de Darcy Ribeiro como antropólogo e idealizador de uma gênese do povo brasileiro e de sua identidade. A obra pontual a que nos ativemos foi justamente O povo brasileiro. Trouxemos também uma reflexão mais profunda de como se instaura a desigualdade social atrelada a questão racial.


2019 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
Author(s):  
Luís Thiago Freire Dantas

O presente artigo propõe uma análise do conceito de Povo (Das Volk) em Heidegger a partir da preleção Lógica: a pergunta pela essência da linguagem (1934). A análise se deterá em uma contraposição com alguns pensadores, entre os quais Lévi-Strauss, com o intuito de fornecer uma compreensão do limite das teses heideggerianas por meio de uma concepção etnocêntrica na formulação da resposta à questão: O que é isso – um povo? Com isso, a discussão tem a perspectiva de apresentar outra possibilidade de concepção que amplia um modo filosófico para outros saberes. Além disso, compreender como a definição de Heidegger contém possíveis implicações tanto políticas quanto antropológicas.


2019 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
Author(s):  
Marco Antonio Valentim

Este breve ensaio toma como ponto de partida a hipótese de que há um vínculo constitutivo do discurso filosófico moderno com o etnocídio, exemplificado pelo cosmopolitismo kantiano enquanto paradigma do “racismo europeu” (Deleuze & Guattari). Buscam-se os fundamentos metafísicos desse vínculo com apoio no diagnóstico do processo colonial produzido por Lévi-Strauss e, sobretudo, por Fanon e Césaire. Sustenta-se que, de um ponto de vista metafísico, colonização e descolonização se caracterizam por modos divergentes de realizar a diferença ontológica de mundo entre povos distintos. O ensaio esboça, por fim, uma problematização do papel histórico da filosofia na instituição da colonialidade.


2019 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
Author(s):  
Giselle Moura Schnorr

Este escrito visa tecer algumas aproximações entre os temas: dialogicidade (FREIRE, 1987), interculturalidade (FORNET-BETANCOURT, 2001), descolonização (FANON, 2005) e libertação. Este tecer parte da educação filosófica como permanente reeducação do pensar (SCHNORR, 2015) e a Filosofia como é um contínuo movimento de saberes de todas as parte do mundo, encontro de povos, que na maioria dos casos se deu no confronto, na violência colonial, promovendo, também, epistemicídios, ou seja, assassinando, negando a produção de conhecimento de determinados povos, no caso brasileiro, o negro e indígena, nos convida a reflexão sobre “inéditos viáveis” para a transformação da filosofia (FORNET-BETANCOURT, 2001), portanto, para descolonização do pensar e do enfrentamento dos epistemicídios que se reproduzem entre nós.


2019 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
Author(s):  
Benito Eduardo Maeso

O que faz com que seja possível proclamar a existência de uma filosofia autenticamente brasileira? Neste artigo, serão analisadas algumas características do que poderia ser chamado de pensamento nacional, cujo mecanismo de geração seria caracterizado por dois processos: a apropriação e a ressignificação de conjuntos teóricos externos, gerando uma forma de pensar e agir que carregaria em si mesma a contradição entre o arcaico e o moderno, entre o universal e o particular. Esse mecanismo de funcionamento da formação do pensamento brasileiro é desnudado, de maneiras singulares, pelas análises de Paulo Arantes, Bento Prado Junior e Marilena Chauí, entre outros, que acabam por se debruçar sobre a seguinte questão: é possível uma filosofia genuinamente brasileira que possa abdicar de uma relação com a tradição e a história da filosofia ou é exatamente desta relação sui generis que surge a oportunidade de criarmos nossa própria gramática e discurso filosófico? Em outras palavras, que lugar ocupa o pensamento e a produção intelectual na definição do “ser brasileiro”?


2019 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
Author(s):  
Lucas Lipka Pedron

Todo trabalho humano é um dispêndio de força de trabalho durante uma dada duração, que é capaz de gerar mais valor do que consome para se reproduzir. É da natureza do trabalho, enquanto dispêndio de força de trabalho, que produza mais do que o necessário para reproduzir, pelo metabolismo interno do corpo, a capacidade para despender a mesma força. E esse fato constitui a produtividade do trabalho humano. A racional exploração dessa produtividade inerente a atividade do trabalho é o que configura a mais-valia. É quanto o trabalho não se volta a uma atividade de mediação com a natureza, mas para a produção de mercadorias: a força de trabalho humana e social é usada para a produção de valores de troca. Enquanto forma particular, a mercadoria é uma anomalia social, e aqueles que ela influência, tem suas vidas condicionadas também por outros fatores histórico-sociais. Mas enquanto forma universal, a mercadoria, entendida como o processo de produção de objetos exclusivamente para troca, torna-se estrutural de todas as relações humanas. Ela passa a ser o modo de dominação efetiva sobre toda a sociedade, onde toda relação estabelecida entre os homens passa a ser feita por meio da mercadoria. Trata-se de destituir o homem da atividade com a qual ele produz sua humanidade; de reconectá-lo com essa atividade já como algo estranho e sem sentido para ele: o caráter desumanizado e desumanizante da relação mercantil é a reificação, a alienação do homem do mundo que constrói.


2019 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
Author(s):  
Coletivo Nesef

2019 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
Author(s):  
Coletivo Nesef

Sign in / Sign up

Export Citation Format

Share Document