Revista Escritas
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Published By Universidade Federal Do Tocantins

2238-7188

2021 ◽  
Vol 13 (01) ◽  
pp. 56-77
Author(s):  
Barbara Ribeiro ◽  
Benedita Celeste De Moraes Pinto

Este estudo analisa a atuação de mulheres Assuriní da aldeia indígena Trocará-Tucuruí/PA, nas diferentes esferas que constituem as sociabilidades e os rituais tradicionais dessa etnia. Utilizamos a metodologia da História Oral, a memória e a observação participante, cujas análises evidenciaram que as mulheres Assuriní sempre foram atuantes na funcionalidade dessa aldeia, seja no que se refere aos trabalhos no âmbito doméstico, ou na luta por direitos através de suas atuações nos cargos de lideranças. Assim como, são grandes incentivadoras das práticas tradicionais, buscando, a partir do respeito conquistado entre os moradores, estimular a continuidade cultural, visto que possuem funções primordiais e atuam de maneira efetiva nos processos diversos que desencadeiam os rituais tradicionais.


2021 ◽  
Vol 13 (01) ◽  
pp. 121-142
Author(s):  
Juscinaldo Goes Almeida ◽  
Jose Sampaio Mattos Junior

Neste texto apresentamos uma breve reflexão sobre os processos de luta pela posse e permanência na terra realizada pelo campesinato no campo brasileiro, tendo por realidade empírica a microrregião de Chapadinha, no Maranhão. O encaminhamento metodológico utilizado teve por base o levantamento bibliográfico, a continuidade de reflexões realizadas em trabalhos anteriores, além da consulta de dados em fontes secundárias (IBGE, INCRA). Destacamos que os processos de mobilização camponesa de luta pela terra em curso na região em analise são variadas e relacionadas principalmente à criação de assentamentos de reforma agrária, acionamento de identidades étnicas e, sobretudo, a manutenção da condição camponesa, apesar da forte pressão exercida pelo agronegócio sobre seus territórios.


2021 ◽  
Vol 13 (01) ◽  
pp. 264-280
Author(s):  
Paulo Robério Ferreira Silva
Keyword(s):  

Sociologia e História travam, desde o surgimento da primeira na segunda metade do século XIX, um vigoroso embate. As aproximações e mesmo os distanciamentos em muito têm contribuído com as Ciências Sociais e Humanas. Norbert Elias, ao lidar com a tensão teórica entre indivíduo e sociedade construiu uma teoria de sociedade distinta das até então existentes. Ao propor o que neste texto é chamado de Sociologia Histórica Figuracional, ele não apenas ressaltou as divergências entre História e Sociologia, como também ofereceu importantes contribuições para a realização de estudos que se valham do fecundo arcabouço teórico/metodológico oriundo de ambas. O que pretendo neste texto é apresentar e discutir alguns aspectos relevantes do pensamento eliasiano que contribuem para a construção do objeto científico na perspectiva da Sociologia Histórica.


2021 ◽  
Vol 13 (01) ◽  
pp. 164-198
Author(s):  
Alvaro Javier Di Matteo

El artículo recupera problemas y desafíos construidos por los movimientos populares rurales de Argentina en su praxis política y profundiza en los aspectos relacionados a las necesidades de formación que emergen de aquellos.Un proceso de recampesinización, asociado a una relativa madurez de los procesos de organización y a la resistencia frente al modelo hegemónico, sirve de apoyo a intencionalidades formativas diversas. En este trabajo nos detendremos en dos de ellas. Por una parte, a la construcción de la memoria y la identidad colectiva, como proceso de recuperación y reelaboración del pasado común ante los desafíos del presente, y por otra, a los ensayos de actividades económicas que potencian el trabajo campesino y lo inscriben en proyectos que buscan contrariar el orden dominante.


2021 ◽  
Vol 13 (01) ◽  
pp. 143-163
Author(s):  
Izabely Carneiro Miranda ◽  
Rita Denize De Oliveira ◽  
José Augusto Lopes da Siva

Tal pesquisa tem por objetivo compreender mudanças no uso do solo na comunidade Quilombola Conceição do Mirindeua, localizada no Quilombo do Jambuaçu, composta por 15 comunidades, no município de Moju-Pará. Para tanto, foi realizado inicialmente um levantamento bibliográfico e cartográfico sobre a área. O estudo da fertilidade do solo foi feito por meio da coleta de amostras do solo em quatro unidades produtivas, duas com uso em Sistemas Agroflorestais e duas com Agricultura Tradicional de plantio de mandioca, com coleta de pontos em GPS. O manejo biológico limitado nos quilombos impediu o modelo de subsistência em torno da produção de farinha de mandioca e, por conseguinte, a interferência de grandes projetos no Moju, como o de mineração, plantio da palma de dendê e extração mineral, corroboraram para novos modelos agrícolas como dos SAFS na comunidade Conceição do Mirindeua.


2021 ◽  
Vol 13 (01) ◽  
pp. 199-212
Author(s):  
Naiane Vieira dos Reis ◽  
Maria de Fátima Batista Barros ◽  
Olivia Macedo Miranda de Medeiros ◽  
Kênia Gonçalves Costa ◽  
Ana Crélia Penha Dias ◽  
...  

Este trabalho configura-se como registro e diálogo com uma das maiores lideranças políticas na luta pelo território quilombola do Brasil. Para tanto, recorre às reflexões propostas por Fátima Barros, em um evento acadêmico, cujos saberes de luta política e acadêmicos convergem para uma compreensão dos elementos raciais, de classe, de gênero, entre outros, que consolidam a desigualdade social e limitam o acesso aos direitos civis. Como movimento de documentação, aprendizagem e coparticipação, este texto polifônico materializa-se a partir dos esforços e do diálogo das Coletivas Raimundas. Ouvir e aprender com as lideranças mulheres é entender como essas vozes, muitas vezes fora da lógica de legitimação acadêmica, constituem-se como ponto fundamental para a luta e teorização decolonial.


2021 ◽  
Vol 13 (01) ◽  
pp. 225-240
Author(s):  
Tiese Rodrigues Teixeira junior ◽  
Maurílio De Abreu Monteiro

Reconhecendo que a agricultura familiar tem estatuto e dinâmicas conceituais próprias e tendo por base o tratamento de dados dos Censos Agropecuários de 1996 e 2006 e do Cadastro Ambiental Rural de 2016, a pesquisa demonstra algumas tendências no agrário da região de Marabá.Pa. A realização de pesquisa de campo, norteada por leituras das redes de laços sociossimbólicos, indica, por exemplo, um processo de pecuarização da agricultura familiar na região atravessado por ações  práticas tomadas, as vezes, de forma inconscientes refletindo produtos do habitus ajustado a um conjunto marcado por um jogo social no qual estes agentes sociais têm respondido com ações práticas voltadas, primeiramente, a garantir o sustento cotidiano da família.


2021 ◽  
Vol 13 (01) ◽  
pp. 213-224
Author(s):  
Rejane Cleide Medeiros de Almeida ◽  
Maria do Socorro Teixeira Lima

Este trabalho apresenta as compreensões políticas de uma liderança quebradeira de coco na região norte do estado do Tocantins, as quais versam sobre a concepção de terra, capitalismo e agroecologia, com um importante apanhado histórico sobre como estão articuladas e se formam as lideranças e resistências nessa região de constantes conflitos agrários. A partir de uma fala que dá abertura a um evento acadêmico, a liderança dona Maria do Socorro T. Lima aborda os saberes que os povos marginalizados dentro dos territórios produzem, mantêm e os mobilizam para a luta. Nessa perspectiva, como produto de uma apresentação oral, este texto também se configura como um registro das vozes de uma agente política cujos conhecimentos são relevantes para toda a coletividade.


2021 ◽  
Vol 13 (01) ◽  
pp. 07-14
Author(s):  
Rejane Cleide Medeiros de Almeida ◽  
Idelma Santiago da Silva ◽  
Vanda Pantoja
Keyword(s):  

A maioria dos artigos que compõe o dossiê Lutas e resistências de comunidades indígenas, tradicionais e camponesas: produção de saberes e territorialidades está, geograficamente, localizada na parte Oriental da Amazônia Brasileira. Essa porção do Brasil, composta pelos estados do Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso, abriga diferentes grupos e modos de organização social, e diversas formas de produção de saberes e tecnologias. Nesse amplo território chamado Amazônia Oriental, habitam populações que partilham problemas, soluções e estratégias de sobrevivência frente às demandas da vida cotidiana. As mulheres que habitam esses territórios, e com as quais as autoras e os autores desse dossiê dialogam, são camponesas e indígenas, todas inseridas em coletivos — institucionais ou não — e trabalhando em agendas coletivas. A localização geográfica e social dessas sujeitas as coloca como representantes de uma das principais agendas de luta de segmentos camponeses e indígenas na Amazônia e para além dela: a luta em defesa do território.


2021 ◽  
Vol 13 (01) ◽  
pp. 15-32
Author(s):  
Mariana Cunha Pereira ◽  
Claudia Araújo Moreira

Neste artigo apresentamos reflexões sobre a mulher trabalhadora rural do centro oeste brasileiro a partir da experiência vivida no projeto intitulado: Projeto Trabalhadoras rurais: geração de trabalho e renda em processos de desenvolvimento agroecológico[1]. Tais reflexões se estendem aos processos produtivos, a legislação que ampara a mulher do campo e os planejamentos de políticas públicas no Brasil, bem como as representações que criam de si. O artigo se fundamenta na antropologia, sociologia e na história, bem como em dados empíricos registrados pela observação participante nas oficinas ministradas.   PALAVRAS CHAVE: Mulher Rural, Processos Produtivos, Identidade e Relações de Gênero


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