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Published By Universidade Catolica Dom Bosco

2359-1943, 1519-9452

Tellus ◽  
2021 ◽  
pp. 435-439
Author(s):  
Friedl Paz Grünberg

Texto memorial escrito pela pesquisadora Friedl Paz Grünberg em agosto de 2020 (Viena, Áustria) sobre Celso Aoki.


Tellus ◽  
2021 ◽  
pp. 31-52
Author(s):  
Ademar Dos Santos Lima ◽  
Rosineide Magalhães de Sousa

Este artigo traz um relato sobre as experiências dos povos indígenas da Amazônia na construção e uso de embarcações bũgu (casco de tronco de árvore) e igara (canoa de madeira) desde a chegada das primeiras civilizações na região amazônica, assim como a evolução que ocorreu na construção de embarcações de grande porte como igarité (barco) e igaritéasu (navio) com a chegada dos europeus, e posteriormente, se faz uma breve analogia entre tronco da árvore e tronco linguístico relacionando aos povos indígenas que perderam suas línguas maternas e adotaram como língua de comunicação o Nheengatu. A metodologia utilizada foi de abordagem etnográfica. O estudo faz parte do projeto de doutorado em andamento: A situação sociolinguística e de letramento em nheengatu dos alunos e professores das escolas indígenas do município de Manaus, cujo objetivo nesse trabalho foi de contextualizar os aspectos socioculturais à situação sociolinguística desses povos a partir de suas vivências e experiências do dia a dia ao processo de aquisição e uso da língua Nheengatu, fazendo uma breve analogia entre o termo tronco da árvore e o termo tronco linguístico. O estudo constatou, a partir do contexto sociocultural, que os povos indígenas constroem e usam o bũgu desde suas primeiras gerações, o qual faz parte da cultura da população amazônica e é utilizado como o principal meio de transporte nos rios ygarapé (caminho da canoa) na Amazônia, e no contexto sociolinguístico, averiguamos que os povos Baré, Mura e Warekena perderam suas primeiras línguas maternas e assimilaram a língua Nheengatu e o português brasileiro.


Tellus ◽  
2021 ◽  
pp. 313-339
Author(s):  
Nagila Kelli Prado Sana Utinói ◽  
Aparecida Negri Isquerdo

Este artigo tem como propósito discutir questões históricas, sociais e ideológicas relacionadas às nomeações de comunidades quilombolas, situadas na região Centro-Oeste, devidamente certificadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) até 2016. O estudo pauta-se na análise toponímica das denominações das 131 comunidades quilombolas que compõem o corpus deste estudo que, por sua vez, reuniu 131 topônimos, assim distribuídos: Mato Grosso (78); Goiás (32); Mato Grosso do Sul (21). Busca-se examinar em que proporção os topônimos que nomeiam essas comunidades refletem aspectos linguísticos, históricos, culturais relacionados aos povos africanos no Brasil. Para tanto, toma-se como parâmetro o referencial teórico Dick (1990; 1992; 1998; 2008) para a análise dos topônimos; as contribuições de Castro (2001; 2003); de Petter (2004) e de Petter e Cunha2015) para a análise da questão da presença de línguas africanas no léxico do português do Brasil. Em termos linguísticos, dos topônimos analisados, 2,96 % são de base africana; 6,10% são de origem indígena e 90,94% provêm da língua portuguesa e/ou de outras línguas europeias. Dentre as línguas africanas representadas no recorte de topônimos estudados, destacam-se as línguas kwa (Exu), kikongo Kimbundu (Monjolo; Kalunga). No que se refere à natureza dos nomes, predominam topônimos de natureza antropocultural com destaque para os sociotopônimos (Família Bispo; Família Jarcem) e os hagiotopônimos (Santo Antônio; São João Batista). Os de natureza física predominam os geomorfotopônimos seguido dos fitotopônimos. A predominância de nomes de santos do hagiológico romano que têm seus correspondentes nos cultos africanos apontam para a história do afro-brasileiro e seu ideário. Em síntese, o estudo demonstra a importância dos topônimos como marcadores ideológicos, pois por meio da toponímia pode-se recuperar aspectos culturais, no caso, indícios do modus vivendi do povo africano em território brasileiro e a questão da valorização das línguas africanas no léxico e por extensão, na toponímia.


Tellus ◽  
2021 ◽  
pp. 133-158
Author(s):  
Josemar De Campos Maciel ◽  
Levi Marques Pereira ◽  
Yan Leite Chaparro

O trabalho que segue apresenta variações de uma concepção do desenvolvimento inspirada no esforço de diálogo com o pensamento indígena. Nossa metodologia é hermenêutica, e desdobra-se em dois momentos. O primeiro é uma revisão sintética da relação entre a colonização, o desenvolvimento e a sobrevivência da vocalidade indígena. Para este momento, usamos a literatura científica do campo historiográfico e filosófico. O segundo momento é uma apresentação em categorias tipológicas de algumas visões indígenas do que viria a ser desenvolvimento, construídas a partir da leitura de textos produzidos por intelectuais indígenas.  O resultado esperado do trabalho é contribuir com o adensamento do respeito pela contribuição dos indígenas para pensar uma versão saudável, sustentável, justa e nativa do desenvolvimento do Brasil, que denominamos como “envolvimento”, adotando a formulação expressa por um indígena kaiowá, autor de um dos textos no presente dossiê.


Tellus ◽  
2021 ◽  
pp. 195-226
Author(s):  
Eliel Benites ◽  
Levi Marques Pereira

O artigo reflete sobre os conhecimentos mobilizados na produção e reprodução dos coletivos kaiowá e guarani no MS, considerando o sistema de conhecimento por eles definido como tradicional – ava reko ymaguare. Tal sistema se articula a partir de princípios basilares na construção da pessoa e na conduta social. As frentes de expansão econômica impuseram o confinamento territorial e, nesse cenário adverso, os líderes elaboram estratégias de transformação em seu próprio sistema social, experimentando formas de agremiações coletivas, por eles denominadas de ava reko pyahy. Assim, os xamãs – Ñanderu – acionam referenciais do próprio sistema de conhecimentos para compreender, transformar e transgredir o confinamento territorial e a escassez de recursos ambientais. Os Ñanderu persistem no esforço de levantar parentelas e aldeias, em conexão com os teko jára, guardiões de modalidades de ser, efetivadas em planos de existência tangíveis e intangíveis, insistindo na conectividade entre os diversos planos do cosmos.  


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2021 ◽  
pp. 227-253
Author(s):  
Joana A. Fernandes Silva

O que apresento para esse dossiê é o Capítulo IV da minha dissertação de mestrado, intitulada Os Kaiowá e a ideologia dos projetos econômicos; juntamente com meu orientador, Mércio Pereira Gomes, fizemos uma incursão à política indigenista na década de 1970, cuja ênfase era na integração dos povos indígenas brasileiros ao mercado nacional. O conceito de aculturação fornecia a ótica a partir da qual as estratégias eram estruturadas. A partir das reflexões sobre o propósito de integração, lanço um olhar rápido sobre a política indigenista do governo atual.


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2021 ◽  
pp. 341-357
Author(s):  
Leif Grünewald

Esse texto, ao debruçar-se sobre um dispositivo técnico elaborado pelo banco mundial, que dispõe sobre projetos de desenvolvimento para povos indígenas e da África Subsaariana, busca examinar que espécie de juízo estaria posto ao se pensar as noções de história e de diferença em termos daquilo que lhe faltaria a essas populações quando comparadas ao nosso próprio regime de existência. Assim, ao se indagar sobre o que se encontra em questão ao se pensar esses coletivos como gente “fora da história”, esse texto busca retornar à alguma discussão em antropologia sobre a noção de história, bem como ao material etnográfico sobre os Ayoreo, um povo falante de uma língua Zamuco que habita a região do Chaco Paraguaio.


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2021 ◽  
pp. 441-472
Author(s):  
Tatiane Maíra Klein ◽  
Levi Marques Pereira
Keyword(s):  

Tivemos o privilégio de trabalhar em alguns momentos de nossas vidas com Dominique Tilkin Gallois, professora colaboradora sênior da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Centro de Estudos Ameríndios (CEstA). Nessas experiências de orientação à pesquisa e trabalho, ela nos beneficiou com sua generosidade e profundo conhecimento acerca dos modos indígenas de conhecer e metodologias de formação de pesquisadores indígenas, o que nos inspirou a realizar essa entrevista. Feita de maneira remota na manhã do dia 23 de junho de 2020[1], a entrevista nos traz um pouco de sua história e de como se tornou pesquisadora em Etnologia e História indígena, abordando temas de grande relevância para as pesquisas realizadas com indígenas e por indígenas – e contribuições importantes no campo teórico-metodológico e bem como nos processos políticos inevitavelmente envolvidos na pesquisa. Como sua destacada atuação como antropóloga não se restringe aos temas acima, a conversa acabou sendo tangenciada por outros assuntos centrais em sua trajetória, como tradições orais e cosmologias ameríndias, políticas indígenas, patrimônio cultural e conhecimentos tradicionais. O modo sempre inovador como Dominique articula investimento acadêmico e ação indigenista também ganha destaque através dos relatos de sua experiência na assessoria direta a comunidades indígenas no Amapá, norte do Pará e outros estados. Essas reflexões compartilhadas nos permitiram uma aproximação com um certo fazer antropológico, que convidamos os leitores da revista a conhecer. Eis a “antropologia comprometida” de Dominique Tilkin Gallois.


Tellus ◽  
2021 ◽  
pp. 113-125
Author(s):  
Emilene Leite Sousa ◽  
Karitânia Dos Santos Araújo ◽  
Cleverson Daniel Rodrigues Sena ◽  
Lucyávila De Carvalho Sousa ◽  
Maycon Henrique Franzoi de Melo

O artigo apresenta uma abordagem sobre as pinturas corporais dos povos Jê, especificamente dos Gavião Pyhcop Catiji. Partindo de uma etnografia com este povo e de fotos produzidas durante a Ação Saberes Indígenas na Escola/Ministério da Educação (MEC) em 2019, abordamos o esforço dedicado sobre a superfície da pele que visa a humanização do corpo das crianças. Na realização das pinturas corporais, pigmentos e penas de pássaros assumem uma posição decisiva na dinâmica da fabricação da semelhança e da diferença presente no processo do parentesco. Nos rituais e em práticas cotidianas, a sobreposição de pigmentos e penas sobre a superfície da pele das crianças torna-as, gradativamente, membro social e sujeito pleno nas interações com seres de distintas agencialidades das quais depende o futuro de todo o povo Gavião.


Tellus ◽  
2021 ◽  
pp. 407-434
Author(s):  
Adriana De Oliveira Rocha ◽  
Antônio Hilário Aguilera Urquiza

O conceito de desenvolvimento sustentável consolidou-se em 1987, com o relatório Brundtland, e apesar dos vários desdobramentos teóricos trazidos até hoje, essa noção permanece não levando em conta o aporte empírico e científico dos povos indígenas. Ao produzirem os bens e serviços de que necessitam, vivendo suas próprias economias, os povos indígenas, e seus variados modos e meios de produção, são os que mais se aproximam do conceito de desenvolvimento sustentável. A sustentabilidade pressupõe a capacidade de não produzir danos ecológicos superiores à possibilidade de renovação dos recursos naturais. Coloca-se em xeque, no entanto, a noção de desenvolvimento nos moldes ocidentais, em relação às economias indígenas, as quais contemplam paradigmas endógenos, vinculados à cosmogonia e práticas culturais, entre outros elementos de distinção. Tais parâmetros são de difícil compreensão fora das sociedades indígenas, embora aproximem-se conceitualmente daquilo que se convencionou chamar de desenvolvimento sustentável. Incorporar a maneira de pensar dos povos indígenas pode trazer um ganho para as sociedades não indígenas, como o artigo se propõe a refletir. O presente texto é fruto da experiência e atuação profissional dos autores, assim como foi elaborado a partir de pesquisa bibliográfica e documental, com o objetivo de apresentar reflexão teórico-crítica acerca do tema do desenvolvimento.


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