A arte como refúgio e sentido de nossa existência, se equilibra nas demandas da sociedade contemporânea e encontra frestas de luz e oxigênio para sua sobrevivência. Apreciar obras de arte de dentro do carro, nomeada drive-thru, foi uma maneira que se anunciou na pandemia provocada pelo vírus COVID 19, como possível fruição, escape, respiro e contato com a arte. Em meio ao caótico e trágico cenário da pandemia, pergunta-se quais as reais finalidades destes eventos? Objetiva-se contato com a arte para regeneração humana ou agenciamento imediato às demandas do espetáculo e do dinheiro? O texto a seguir aproxima-se da modalidade exposição de arte drive-thru a procura de suas distintas finalidades, muitas vezes alocadas nas entrelinhas dos enunciados, a fim de ensejar reflexão acerca das exposições de arte enquanto dispositivos ou sintomas de uma dinâmica social, econômica, espacial e cultural desenhadas pela apresentação e a representação das imagens artísticas.