PRACS Revista Eletrônica de Humanidades do Curso de Ciências Sociais da UNIFAP
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Published By Universidade Federal Do Amapa

1984-4352

Author(s):  
Marco Antonio Chagas ◽  
Janaina Freitas Calado ◽  
Antônio Sérgio Monteiro Filocreão

<p>A conservação da natureza na Amazônia acolhe uma multiplicidade de perspectivas e pontos de vista que transitam no interregno natureza e cultura. Este artigo analisa conhecimentos nos campos das ciências naturais e das ciências sociais, com aporte de categorias ainda pouco visibilizadas pela ecologia política que se faz presente em processo de lutas pela conservação da natureza em áreas protegidas na Amazônia. Filia-se à afirmação das Epistemologias do Sul para ressignificar conceitos e evidenciar subjetividades e territorialidades para ação coletiva de resistência ao capitalismo das <em>commodities</em> impulsionado pelo Estado-Mercado. Aponta caminhos para complementaridades epistemológicas entre conhecimentos e saberes ecológicos identificados em práticas nas terras indígenas, reservas extrativistas e outras áreas protegidas na Amazônia.</p>


Author(s):  
Laercio Gomes Rodrigues ◽  
Tomás De Albuquerque Lapa

Este trabalho tem como objetivo analisar as contradições sociais e urbanas na cidade de Macapá, advindas da criação do Território Federal do Amapá (TFA), no período de 1940 a 1970. A política governamental procurou implementar uma gestão pública/urbana avessa aos hábitos dos moradores locais, formado sobretudo por negros e caboclos. Famílias negras que residiam na “Macapá Antiga” viram-se excluídas da cidade que se modernizava. As “casas de madeira”, elaboradas por caboclos, foram tomadas como símbolos de uma natureza primitiva e arcaica, que denotavam desordem e impureza; elas foram vistas como expressão espacial dos hábitos rudimentares que conflitavam aos moldes desejáveis que as elites urbanas macapaenses procuravam espelhar, caracterizadas como modernas, civilizadas. “Casas em alvenaria”, tijolos e cimentos, representavam a concretude dos ideais das elites governamentais a respeito de um tempo moderno, em oposição ao tempo pretérito. O governo local tratou, entre outros, de elaborar leis, executar políticas urbanas de remanejamento habitacionais e campanhas locais com vistas a regular a vida, os hábitos e a moradia de famílias negras e de caboclos.


Author(s):  
Raysa Nascimento
Keyword(s):  

<p>Esse artigo trata sobre o aprendizado do partejar tradicional por Parteiras Tradicionais do Município de Santana, no Estado do Amapá. O<span style="font-family: Times new roman, serif;"><span style="font-size: small;"><span style="letter-spacing: -0.1pt;"> objetivo é</span></span></span><span style="font-family: Times new roman, serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR">descrever como ocorre o processo de aprendizagem das técnicas utilizadas nos atendimentos prestados por parteiras tradicionais de Santana às mulheres gestantes. </span></span></span><span style="font-family: Times new roman, serif;"><span style="font-size: small;">A pesquisa ocorreu no período de 2016 a 2018, sendo que a</span></span><span style="font-family: Times new roman, serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR"> primeira fase tratou do levantamento bibliográfico acerca da temática e das teorias antropológicas que serviram de base para o estudo </span></span></span><span style="font-family: Times new roman, serif;"><span style="font-size: small;">e a</span></span><span style="font-family: Times new roman, serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR"> etapa subsequente consistiu no trabalho de campo de caráter etnográfico.</span></span></span><span style="font-family: Times new roman, serif;"><span style="font-size: small;"> Por meio</span></span><span style="font-family: Times new roman, serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR"> da observação participante acompanhei seus atendimentos e dediquei atenção às falas e comportamentos das minhas interlocutoras, observando atentamente seu cotidiano e tomando nota sobre suas memórias e técnicas do partejar</span></span></span><span style="font-family: Times new roman, serif;"><span style="font-size: small;">. D</span></span><span style="font-family: Times new roman, serif;"><span style="font-size: small;"><span lang="pt-BR">emonstro que o processo de compreensão, assimilação e desenvolvimento dos conhecimentos tradicionais do partejar podem ser pensados por meio da educação da atenção proposta por Ingold.</span></span></span></p>


Author(s):  
Eduardo Margarit Alfena do Carmo ◽  
Celene Cunha Monteiro Antunes Barreira ◽  
Cleuton Pinto Miranda

<p>O objetivo deste artigo é evidenciar as estratégias de introdução do projeto de desenvolvimento hegemônico no Amapá. A pesquisa foi baseada na compreensão dos mecanismos de consenso e coerção do Estado em torno do projeto de desenvolvimento hegemônico. Como resultado, foi possível constatar que há uma estratégia de publicidade que envolve slogans, propagandas governamentais, além dos discursos de parlamentares, governantes e empresários na mídia, que (re)produzem o discurso hegemônico. Dominam também neste cenário as estratégias de coerção e violência contra povos tradicionais, movimentos sociais e entidades representativas dos interesses destes povos, em um claro cenário de violação dos mecanismos democráticos.</p>


Author(s):  
Jackson Junior Bouéres Damasceno Júnior ◽  
Marivânia Leonor Souza Furtado

<p align="justify"><strong>RESUMO: </strong>O desenvolvimento possui distintos significados, variando entre o recurso a ser explorado para a sobrevivência ou para o acúmulo de capital de seus possuidores. No caso específico das comunidades tradicionais a exploração dos recursos naturais pelos quilombolas acontece de maneira harmônica, respeitando os limites impostos pela natureza, atualmente se constituindo em um potencial para o desenvolvimento rural.  O grande diferencial é que os sistemas autóctones de produção de alimentos são caracterizados por serem limpos de agroquímicos, fator muito apreciado pela sociedade urbana atualmente.  A relação econômica entre sociedade e natureza também é respeitosa, sendo evidenciadas práticas de comercialização pouco impactantes e que permitem a sua replicação, podendo neste caso específico discutir o conceito de moderno e atrasado. Por meio da reconstrução dos sistemas agrários e da metodologia da observação participante, esta pesquisa buscou compreender as relações das comunidades tradicionais com a natureza e de que forma a renda monetária é produzida observando também os impactos criados durante esta criação sem perder de vista as relações sociais baseados em práticas culturalmente construídas que é mais forte que a produção com o objetivo comercial.</p>


Author(s):  
David Junior de Souza Silva ◽  
José Efraín Astudillo Banegas

<p>Esta edição da revista PRACS apresenta o Dossiê <strong>Pan-Amazônia entre Neodesenvolvimentismos e Neoliberalismos: Ecologia Política como Alternativa</strong>, organizado pelos professores David Junior de Souza Silva, da Universidade Federal do Amapá, Brasil, e José Efain Astudillo Banegas, da Universidad de Cuenca, Equador.</p>


Author(s):  
Camilo Pereira Carneiro ◽  
Scharmory Da Silva Soares ◽  
Hana Karoline Ramos Guedes Lichtenthaler

<p>As relações do Brasil com o Suriname são recentes. O país, antiga colônia neerlandesa obteve a independência  no ano de 1975. Apesar do extremo desconhecimento e da ausência de informações na mídia brasileira acerca do Suriname o país conta com uma população de cidadãos brasileiros estimada em 40.000 pessoas. A capital Paramaribo possui um bairro habitado pela comunidade brasileira (<em>Tourtonne</em>) chamado Belenzinho. Os fluxos entre os dois países contam com um voo semanal entre Belém e a capital surinamense. Recentemente novos projetos para a região de fronteira foram anunciados pelo governo brasileiro. Face ao exposto o presente trabalho objetiva analisar o nível de participação da comunidade brasileira na sociedade surinamense e aferir as influências da presença brasileira na economia, na política e na cultura daquele país. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, sob a ótica das Relações Internacionais, pautada em análise bibliográfica e enriquecida com cartografia elaborada por autores.</p>


Author(s):  
Ocimara Fernandes Negreiro Oliveira ◽  
Paulo Augusto Tamanini ◽  
Francisco Da Vieira da Silva

<p>O trabalho apresenta um mapeamento da produção acadêmica sobre a História Local em Mossoró – RN e no Brasil entre os anos de 2009 a 2019, com o intuito de conhecer o que vem sendo produzido sobre a temática e perceber a concepção do panorama acerca desse ensino. Metodologicamente, temos uma pesquisa descritiva, com uma abordagem qualitativa e um trabalho do tipo estado da arte. Destarte, além reunirmos o que vem sendo produzido e discutido no meio acadêmico sobre a História Local, tecemos considerações sobre sua abordagem metodológica, os principais sujeitos que retratam o assunto, em quais locais se originam e como têm se configurado as discussões. Os resultados encontrados mostram oito trabalhos, exibindo uma baixa produção sobre o tema, sobretudo, pela dimensão do recorte temporal, o que nos leva a refletir sobre a importância de dinamizar, produzir e divulgar mais estudos, abrindo caminhos para novas empreitadas investigativas, sobretudo, na relação da História Local com o Ensino.</p>


Author(s):  
Debora De Sá Ribeiro Aymoré

<p><strong>Resenha de</strong>: GUATTARI, Félix. As três ecologias. Tradução Maria Cristina F. Bittencourt. 21 ed. Campinas, SP: Papirus, 2012.</p>


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