Em Curso
Latest Publications


TOTAL DOCUMENTS

54
(FIVE YEARS 5)

H-INDEX

1
(FIVE YEARS 0)

Published By Editora Cubo Multimidia

2359-5841

Em Curso ◽  
2021 ◽  
Vol 7 (1) ◽  
pp. 36-46
Author(s):  
Matheus Becari Dias
Keyword(s):  

No capítulo intitulado Da virtude que apequena, localizado na terceira parte da obra Assim falou Zaratustra, Friedrich Nietzsche, por meio do discurso de seu personagem, afirma que o ser humano se tornou e continua a se tornar “menor”, declarando que esse processo de apequenamento é causado pela “doutrina da felicidade e da virtude” que se estabeleceu entre os homens. De acordo com o filósofo, esses “homens pequenos”, na tentativa de alcançar o próprio bem-estar e evitar que qualquer mal seja feito contra si, utilizam-se da educação e da pregação de virtudes modestas para que, desta forma, consigam fazer do ser humano um animal domesticado. Levando em consideração a denúncia de Nietzsche, o presente texto busca esclarecer este trecho demonstrando, primeiramente, qual concepção de virtude está sendo alvo da crítica do filósofo. Em seguida, no segundo momento do texto, a análise se volta para a identificação dos sujeitos que praticam a domesticação do homem, caracterização do homem pequeno. Por fim, no terceiro momento, apresentar-se-á como a educação moral participa de forma efetiva no processo de domesticação da sociedade humana.


Em Curso ◽  
2021 ◽  
Vol 7 (1) ◽  
pp. 14-23
Author(s):  
Cristiane Moura
Keyword(s):  

Simone de Beauvoir, n’O segundo sexo, empreende uma investigação sobre a questão “o que é uma mulher?”, por meio de uma análise em perspectiva biológica, psicológica, histórica e filosófica; e, através de uma avaliação do conceito de Outro, a autora busca compreender a origem da opressão patriarcal. No presente artigo perscrutaremos a relação entre o corpo feminino e o conceito de liberdade em Beauvoir, sob um ponto de vista feminista fenomenológico que aqui perscrutaremos. Se compreendermos, como Beauvoir afirma, que “o corpo não é uma coisa, é uma situação” (BEAUVOIR, Vol. I, 2016, p. 62), bem como que, “sendo o corpo o instrumento de nosso domínio do mundo, este se apresenta de modo inteiramente diferente segundo seja apreendido de uma maneira ou de outra” (BEAUVOIR, Vol. I, 2016, p. 60), o que podemos inferir é que a estrutura pela qual o corpo se situa no mundo, ou seja, se relaciona com o mundo e com outras pessoas, deriva possivelmente de diferentes apreensões desse corpo. Assim, procuraremos analisar algumas das possíveis relações entre corpo feminino e mundo, de modo a estabelecer de que forma a opressão sofrida pela mulher – enquanto um corpo situado no mundo – permeia até mesmo sua maneira de relacionar-se no mundo.


Em Curso ◽  
2021 ◽  
Vol 7 (1) ◽  
pp. 2-13
Author(s):  
Carolina De Freitas Zanotello

“A vida em si não é nem bem nem mal, ela é o lugar do bem e do mal segundo vós a fizerdes...” estabelece Beauvoir, citando Montaigne, na epígrafe de Por uma Moral da Ambiguidade. Com essa citação, a autora antecipa o que será empreendido nas páginas seguintes: um projeto ético e político. É através da obra em questão que são introduzidos conceitos fundamentais para a ética existencialista de Beauvoir. Este artigo busca discutir e compreender como as noções ambiguidade, liberdade e subjetividade se conectam na constituição de um sujeito moral.  


Em Curso ◽  
2021 ◽  
Vol 7 (1) ◽  
pp. 47-61
Author(s):  
Bárbara Helena De Oliveira Santos

No diálogo Sofista, Platão, por meio do Estrangeiro de Eleia, estabelece como procedi­mento essencial para a busca do conhecimento o Método de Divisões (diairesis). Devido às par­ticularidades do procedimento – multiplicidade de definições de um mesmo objeto –, há muitas críticas sobre a suficiência e validade do método. Algumas questões podem ficar em aberto como, por exemplo: por que tantas divisões? Uma divisão é mais importante, mais completa do que outra? As várias definições do sofista indicam uma errância do Estrangeiro? Do ponto de vista metodológico, em que elas se diferenciam? E, além disso, em que esse método se distingue do apresentado no Fedro, e em outros diálogos de maturidade? Ao longo do texto, apresentaremos algumas considerações em defesa da diairesis como método dialético e necessário para o bom desen­volvimento tanto do diálogo quanto da busca pelo conhecimento. Para isso, precisamos analisar as divisões e as definições apresentadas pelo próprio Platão, em busca de apresentar a diairesis como representante da dialética, e traçamos algumas considerações acerca da defesa deste método como um método válido e suficiente (dialeticamente).


Em Curso ◽  
2021 ◽  
Vol 7 (1) ◽  
pp. 24-35
Author(s):  
Marcelo Ferreira Junior

O presente artigo tem por objetivo tecer considerações sobre questões de métodos de in­vestigação do conhecimento humano, apresentadas nas reflexões filosóficas de Jean-Jacques Rous­seau, tanto em textos de cunho antropológico quanto do ponto de vista moral e político. Segundo o autor, haveria uma insuficiência metodológica em qualquer tentativa de conceber a natureza humana ao se refletir apenas sobre os fatos que visam o homem tal como ele aparenta ser na sociedade. Dessa constatação far-se-ia forçoso reconhecer que a natureza humana não pode ser conhecida apenas através de observação e de experiência, mas que se deve apreendê-la também, complementarmente, através de uma “experiência do pensamento”. Assim sendo, estaria justifica­da a pretensão de imaginar um estado de natureza originário e sua razão de ser enquanto método de investigação.


Em Curso ◽  
2018 ◽  
Vol 5 ◽  
Author(s):  
Gabriel Chiarotti Sardi
Keyword(s):  

Em Curso ◽  
2018 ◽  
Vol 5 ◽  
Author(s):  
Carlos Eduardo Nogueira Facirolli

Sign in / Sign up

Export Citation Format

Share Document