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Published By Universidade De Sao Paulo Sistema Integrado De Bibliotecas - Sibiusp

2446-5240

Malala ◽  
2020 ◽  
Vol 8 (11) ◽  
pp. 33-49
Author(s):  
Ana Gabriela Costa Reis

Este trabalho busca investigar os indícios de avanços nos direitos das mulheres no pós Primavera Árabe da Tunísia, entre os anos de 2010 e 2014, através das categorias analíticas do feminismo islâmico e do pós-colonialismo. Em função da agitação político-social refletida nas grandes manifestações populares clamando por maiores liberdades, e evidenciando um hiato entre os direitos garantidos pelo texto constitucional existente no período precedente à Primavera Árabe, o de 1959, trabalha-se aqui com a hipótese de que essa oportunidade teria sido aproveitada pelas tunisianas, tendo sua lutasimbolizada na nova constituição de 2014. Para tanto, observa-se os trechos constitucionais de 1959 e 2014 e avaliam-se os reflexos das lutas de gênero. Conclui-se que as mulheres obtiveram sucesso em sua luta, ao menos no sentido de terem sido garantidos, na nova constituição, seus direitos e deveres. Além disso, inferiu-se, a partir de seus ganhos, a confirmação de que o feminismo islâmico não deve ser compreendido sob a perspectiva ocidental, uma vez que cada movimento possui suas próprias reivindicações e particularidades.


Malala ◽  
2020 ◽  
Vol 8 (11) ◽  
pp. 189-194
Author(s):  
Paula Carolina de Andrade Carvalho
Keyword(s):  

O mundo falava árabe: A civilização árabe-islâmica clássica através da obra de Ibn Khaldun e Ibn Battuta, de Beatriz Bissio, surgiu a partir da sua tese de doutorado defendida em 2008 no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense (UFF). Bissio resolveu se debruçar sobre os escritos de dois grandes viajantes do mundo islâmico medieval: a Muqaddimah (Os prolegômenos da história universal), do historiador Ibn Khaldun (1332-1406), e Através do Islã, as memórias de viagem pelos domínios muçulmanos de Ibn Battuta (1304-1368). Dividido em duas partes, o livro apresenta em cada um dos sete capítulos características importantes da história mais geral da civilização islâmica de modo claro e sintético, entremeando-as a situações particulares presentes tanto na obra de Ibn Khaldun quanto na de Ibn Battuta. É viajando através dos livros desses dois autores muçulmanos que se descobrem os impérios árabe-islâmicos em toda sua complexidade.


Malala ◽  
2020 ◽  
Vol 8 (11) ◽  
pp. 131-142
Author(s):  
Leandra Yunis

O presente artigo apresenta uma síntese histórica sobre a exposição do corpo feminino na dança persa e suas consequências para o desenvolvimento das artes do palco no Irã no século XX. Destaca-se o papel central do cinema e da literatura para o desenvolvimento da dança nacional iraniana, especialmente no que diz respeito à inspiração em obras clássicas, cujo princípio zoroastriano da equidade de gênero estabelece um contraponto à condição da mulher no direito familiar xiita. A importância desse estudo se deve ao fato de que a protagonização da mulher nas artes performáticas e dramatúrgicas iranianas, incluindo o cinema, se inicia pela dança e é em torno desta linguagem artística que se concentra a discussão moral sobre a exposição do corpo e a obrigatoriedade do véu.


Malala ◽  
2020 ◽  
Vol 8 (11) ◽  
pp. 109-129
Author(s):  
Luiza Cassol ◽  
Maria Eduarda Dall'Áqua ◽  
Sabrina Chiuza

Este artigo analisa as limitações e desafios que o discurso orientalista promovido pelo Ocidente apresenta à interpretação das mulheres do Iraque e seus movimentos, e como ele ofusca sua participação histórica na política do país. Através de uma análise de discurso de notícias de 5 emissoras dos Estados Unidos no período pós-invasão do Iraque (2003-2013), percebe-se que ocorre reafirmação do discurso orientalista de estereótipos sobre a mulher árabe e da sua necessidade de interferência externa


Malala ◽  
2020 ◽  
Vol 8 (11) ◽  
pp. 71-86
Author(s):  
Neylane Naually Souza Ferreira ◽  
Nielle Beatriz Ribeiro de Figueiredo ◽  
Brenda Thainá Cardoso de Castro

O protagonismo da mulher muçulmana no contexto da relação entre Ocidente x Oriente baseia-se na difusão do relativismo da Declaração dos Direitos Humanos, no entanto, aqui será levantada a discussão de que os direitos das mulheres devem ser vistos sob a ótica do universalismo e o debate da nova consciência de gênero emergente no feminismo islâmico. É reconhecido, neste ensaio, o pluralismo cultural do Islã e as divergências na visão dos estudiosos que tomam o seu referencial cultural e, por vezes, julgam erroneamente uma cultura rica em significados simbólicos.


Malala ◽  
2020 ◽  
Vol 8 (11) ◽  
pp. 143-167
Author(s):  
Tamires Maria Alves

Este trabalho procura entender o que levou o Irã a passar de um papel de “aliado” ao de um “inimigo” dos Estados Unidos. Busca entender como as hostilidades que passaram a existir somente entre Irã e Estados Unidos foram produzidas como uma “ameaça” para toda “comunidade internacional”. O ponto de ruptura entre estas nações ocorreu, segundo a visão norte-americana, no ano de 1979 com a chamada Revolução Iraniana – e, por conseguinte, com o sequestro da embaixada americana no Irã-, em contrapartida o momento de ruptura desta relação na visão iraniana se deu em 1953 com o Golpe de Estado que depôs o primeiro-ministro Muhammad Mossadeq. Este trabalho tenta desnaturalizar essa imagem “ameaçadora” que o Irã tem na “comunidade internacional”, que, cria as condições de possibilidade para práticas violentas dirigidas a esse Estado. Para isso, será utilizada a teoria pós-colonial, uma vez que os autores pós-coloniais acreditam que a dominação econômica do Ocidente sobre o Oriente, viabilizada principalmente pelo colonialismo, foi capaz de abarcar também a dominação cultural destes povos.


Malala ◽  
2020 ◽  
Vol 8 (11) ◽  
pp. 51-69
Author(s):  
Syeda Sadia Mehjabin

Discourse on Muslim women’s oppression in the context of Muslim and non-Muslim countries discuss on various media and academic debates. These discussions heavily focus on their position in Islamic society, their interpretation within feminism, and larger discussions regarding donning Hijab and Islamophobia. Primarily, the adaptation of Hijab as a garment most of the time refers from religious to social pressure and relates to political ideologies. This article combines the stories and facts beyond those narratives finding identities which are entirely personal when it comes to donning the hijab. This analysis base on the theories ‘Orientalism’, ‘Male gaze’ and books such as Mohanty’s Under Western Eyes,  The Headscarf Controversies by Hilal Elver, Beyond the Veil by Fatema Mernissi, Islam vs Islamism by Peter R Demant, etc and the primary discussion with five students from different Muslim countries living in the UK. Through those discussions, tradition and ethnicity appear as having a significant influence on religious practices. However, factors such as one’s cultural context or geographical location were also discussed as relevant to their decision. This article explores the fact the donning of Hijab or covering oneself should be a woman's personal choice and right and lately, how it becomes a communicative gesture in a public space. Through comparative studies on the adaptation of Hijab in Patriarchal society it explains Muslim woman’s subjectivity towards hijab is not away from political connotations.


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