Quaternary and Environmental Geosciences
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Published By Universidade Federal Do Parana

2176-6142

2020 ◽  
Vol 11 (1) ◽  
Author(s):  
Rodrigo Silva Simões ◽  
Ulisses Rocha De Oliveira
Keyword(s):  

Neste estudo foi realizado um monitoramento mensal, entre junho de 2016 e junho de 2017, da linha de costa e das dunas frontais no balneário Mostardense. Este segmento de costa situa-se no litoral central do Estado do Rio Grande do Sul, localidade que segundo trabalhos anteriores, sofre com a alta mobilidade eólica e com os efeitos do processo de erosão costeira. Este processo move a linha de costa em direção ao continente, sobretudo sob a ação de tempestades, ameaçando as ocupações mais próximas do limite praia-duna. Para a realização deste trabalho foram utilizadas um total de 258 fotografias aéreas obtidas em campo mensalmente a partir de um VANT (DJI® Phantom 3 Professional) para construção de ortofotomosaicos. Adicionalmente foram coletadas fotografias oblíquas (200), além de dados derivados de dois ondógrafos e de uma estação meteorológica, buscando compreender melhor as taxas de mobilidade da linha de costa, fruto da erosão e recomposição das dunas frontais. Os cálculos de variação de linha de costa foram realizados a partir do método do polígono de mudança. Os resultados demonstram a dinâmica da linha de costa, com destaque para um recuo significativo quando da passagem de um evento extremo de ondas do quadrante S ocorrido em outubro de 2016, onde houve recuo médio de linha de costa de 13,8 m entre outubro e novembro do mesmo ano. Também foram identificados períodos de recomposição das dunas frontais por ação eólica, sob o domínio de ventos de NE. Porém, durante o monitoramento realizado, não houveram taxas significativas de recomposição se comparadas com as de recuo. Os resultados obtidos também apontam para as potencialidades da utilização da ferramenta VANT em estudos de morfodinâmica costeira, podendo ser utilizado tanto para análises qualitativas (fotografias oblíquas) como para análises quantitativas (fotografias verticais).


2019 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
Author(s):  
Pedro Michelutti Cheliz ◽  
Regina Celia Oliveira

This paper presents a geomorphological, pedological and geochronological characterization and contextualization of geomorphogenetic, chronomorphological and environmental sequences from the Araraquara area (central São Paulo State, Southeast Brazil), and their relationship to lithic material from hunter-gatherer archaeological lithic sites. A special emphasis is given to a detailed study of the lowlands of the Jacaré-Guaçu River (between the cities of Araraquara and Boa Esperança do Sul, São Paulo state, Brazil), near the Boa Esperança II hunter-gatherer archaeological site, BES II, in an area of clear asymmetry of the alluvial plain and adjacent slopes. Data derived from the survey of estimated morphogenetic and environmental dynamics are used to contextualize the archaeological material of the BES II site, which is discussed as being associated with the Pleistocene-Holocene transition (an unusual occupation age for the Brazil southeast). We pointed to alternation between successions linked to a quaternary manifestation of a longer pattern of changes of lateral flatting processes and stability of base level with others linked to vertical incision and adequacy to a new base level. We propose a geomorphological model for the Lowlands of Jacaré-Guaçu River, highlighting the possibility that the asymmetry of the plain would be linked to a wider heterogeneity of its geomorphological context of semidetails, partially correlated with the overlapping of neotectonic influence and environmental fluctuations. It is suggested that data from the physical environment of the above mentioned lowlands are compatible with absolute ages obtained by OSL (lower terrace Ia, 14,500±3000 years BP, basal gravel level of the surface coverings, to 10,900±1500 and 4090±340 years BP at the sandy soils and sediments above the gravel) and 14C (8630 years BP, at the level of gleyed sandy-clay soil of 120 cm deep of the low terraces IIa) on archaeological levels of the low terraces of the Jacaré-Guaçu river, in a context of climatic transition from semi-arid conditions to higher humidity, hydrological changes (ephemeral and torrential channels changing to oscillating regimes of perennial channels, with sets of meanders of variable widths of paleochannels, suggesting climatic changes related to the modifications of the fluvial patterns), successive fluctuations (< 10 m) of base levels and large (500 m) lateral migration of the main river to the north guiding the local chronomorphological successions between Late Pleistocene and Late Holocene. The landscape and fluvial dynamics changes over time has influenced the availability of attributes needed for the hunter-gatherer lifestyle (such as fluctuations in the deposition/exposure of river pebbles used as raw material for tool making). Those oscillations are presented as a contribution to explain alternation between more and less dense archaeological levels along the vertical cuts of the low terraces and the location of exception of the BES II site (installed on a fluvial plain and low terraces in a segment characterized by the rarity of rocky outcrops, while most sites in the Araraquara area are linked to slopes, proximal to rocky outcrops - primary sources of lithics artifacts making) on the geomorphological Araraquara area context 


2019 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
Author(s):  
Dieter Muehe

Grande parte das denominações de feições morfológicas costeiras tem, no Brasil, sua origem nos termos usados em inglês e francês. No caso mais específico das praias e sua extensão submarina em direção à plataforma continental interna, há inadequações como a tradução de backshore, do inglês, para pós-praia em português. Já no segmento submarino, na definição e subdivisão da shoreface, há discordâncias em relação à sua subdivisão e abrangência. Em vista das inadequações e subdivisões conflitantes, é proposta a substituição da denominação pós-praia por praia, propriamente dita, e a subdivisão da antepraia, correspondente à shoreface em língua inglesa, em dois segmentos caracterizados pela sua declividade e intensidade dos processos morfodinâmicos em antepraia superior e antepraia inferior.


2019 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
Author(s):  
Rafael Cardoso Teixeira ◽  
Pablo De Azevedo Rocha ◽  
André Luiz Lopes de Faria ◽  
Liovando Marciano da Costa ◽  
Elton Eduardo Novais Alves
Keyword(s):  

As ações antrópicas têm modificado as superfícies naturais, acarretando alterações na pedosfera. Em função dessas alterações, um novo tipo de material surge pela ação direta do agente antrópico, sendo denominados solos antrópicos ou antropossolos. Neste tipo de solo o homem é considerado o principal fator de formação, diferenciando-se dos solos de formação natural. A presente pesquisa avaliou as características químicas de quatro antropossolos da área costeira e periurbana do município de Guarapari-ES utilizando a avaliação semi-quantitativa de elementos químicos. Essa análise é baseada nos parâmetros fundamentais da técnica de fluorescência de raios X, através do espectrômetro de microfluorescência de raios X por energia dispersiva (μ-EDX 1300). Foram feitas pastilhas de solos (passadas em peneiras de 200 mesh de diâmetro de malha) preparadas com uma solução de polietilenoglicol (PEG 6000 - 100 g/L) para aglutinar as amostras. O equipamento foi calibrado com padrões metálicos e o método de análise foi desenvolvido utilizando amostras de referência de solo e rocha. Foram selecionados quatro Antropossolos para análise: dois Líxicos Áquicos Eutróficos, um Decapítico Parciálico Alumínico e um Sômico Camádico Eutrófico. Os elementos químicos analisados foram Ca, Mg, Na, K, Fe, S, Al, Si, Ti, P, Mn e Zr. O aspecto em evidência dos antropossolos analisados foi a descontinuidade química que ocorre principalmente pelos seguintes elementos: de CaO, MgO, Fe2O3, Al2O3 e SiO2, observada junto aos dados estatísticos. A descontinuidade química é mais pronunciada e possui maior variabilidade nos antropossolos camádicos e/ou sômicos analisados, pois são constituídos por camadas compostas por materiais heterogêneos e alóctones ao ambiente.


2019 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
Author(s):  
Carina Petsch ◽  
Rafaela Mattos Costa ◽  
Kátia Kellem da Rosa ◽  
Rosemary Vieira ◽  
Jefferson Cardia Simões

O objetivo desta pesquisa é caracterizar e interpretar os processos geomorfológicos e formação de geoformas do ambiente proglacial, incluindo a área marginal ao gelo da geleira Collins, Ilha Rei George, Antártica. Foram coletadas 17 amostras nas feições geomorfológicas proglaciais distais e marginais ao gelo. Foi realizada a análise granulométrica e morfoscópica dos grãos e também a presença de estrias e textura da amostra. A partir da identificação dos tipos de feições deposicionais foi feito um mapeamento geomorfológico de mesoescala da zona proglacial. Foram encontradas feições denominadas de flutings, morainas recentes indicativas da retração da geleira e morainas antigas resultantes do avanço. As morainas de avanço indicam a posição da frente da geleira durante a Pequena Idade do Gelo (PIG) e atualmente, encontram-se na zona proglacial distal. A área mapeada na Geleira Collins foi dividida em quatro setores: 1, 2, 3 e 4. Os setores 1, 2 e 3 apresentam uma série de morainas de recessão e flutings com material arredondado e pouco anguloso indicando geleira pouca espessa, retração e ambiente com presença de água líquida. O setor 4 apresenta uma parte da geleira ativa com capacidade de transporte de material com diferentes granulometria e formação de morainas de recessão/estagnação maiores que no setor 1 e 2.


2019 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
Author(s):  
Rodolfo José Angulo ◽  
Maria Cristina Souza ◽  
Luiz Henrique Sielski ◽  
Raissa Araújo Nogueira ◽  
Marcelo Eduardo José Müller

2018 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
Author(s):  
Luiz Fernando de Paula Barros ◽  
Antônio Pereira Magalhães Junior

O Quadrilátero Ferrífero é um marcante conjunto serrano do estado de Minas Gerais. Visando aprofundar a compreensão da geomorfologia regional, diversos levantamentos de níveis e sucessões deposicionais fluviais foram empreendidos na área nas últimas décadas, porém faltam estudos mais regionalizados. A partir de novos dados e da releitura em campo da literatura sobre o tema na área de estudo, este trabalho discute o quadro de níveis e sucessões deposicionais fluviais da bacia do Rio Paraopeba, na porção oeste do Quadrilátero Ferrífero. Os níveis deposicionais fluviais foram datados entre 8-45 ka por Luminescência Opticamente Estimulada (LOE), permitindo o estabelecimento de um primeiro conjunto de datações absolutas para a área. Em geral, os níveis são dos tipos escalonado e pareado e, portanto, configuram-se como importantes marcadores dos ritmos da tectônica quaternária na região, também responsável pelo alçamento tectônico pós-deposicional de alguns registros. As datações por LOE permitem a associação de diferentes níveis fluviais com oscilações climáticas. Porém, a despeito do verificado em outras bacias no contexto do Quadrilátero Ferrífero, não se verificam espessas couraças ferruginosas nas sucessões fluviais, provavelmente devido ao contexto geológico, com predomínio de rochas do embasamento cristalino (gnaisses, granitoides e migmatitos).


2018 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
Author(s):  
Antonio Vicente Ferreira Junior ◽  
Bárbara Carla Ehrhardt Paes ◽  
Marcela Marques Vieira ◽  
Alcides Nóbrega Sial ◽  
Virgínio Henrique M. L. Neumann

2018 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
Author(s):  
Elaine Cristina Santos ◽  
Jarbas Bonetti

A Enseada de Tijucas, localizada no interior da baía homônima, pode ser considerada um ambiente costeiro semiabrigado em relação à incidência direta de ondas. Entretanto, encontra-se suscetível a eventos de inundação costeira associados à ocorrência de maré meteorológica. Dentre os descritores que podem ser avaliados para melhor identificar áreas suscetíveis a estes eventos destaca-se a análise da taxa de variação da posição da linha de costa através de aerofotografias/imagens de satélite. A rotina Digital Shoreline Analysis System possibilita esta análise a partir da vetorização das linhas de costa de datas distintas e foi escolhida para auxiliar na investigação sobre os eventos de inundação costeira na área de estudo. Foram utilizadas aerofotografias de 1938, 1957, 1978 e 2010, e as imagens de satélite de 2005, 2009, 2011, 2014 e 2015, tendo-se efetuado processamentos independentes para estas duas séries. A análise das aerofotografias resultou na identificação de um processo de avanço da linha de costa, com taxa média de +1,62m/ano. Nas imagens de satélite as variações na posição da linha de costa foram menores, com taxa média de +0,04m/ano. A realização das duas análises em escalas temporais distintas permitiu identificar padrões de deslocamento diferenciados para uma mesma linha de costa. As modificações foram expressivas na escala interdecadal coberta pelas aerofotografias, sugerindo a existência de uma tendência de avanço da linha de costa de longo prazo. Nos 10 anos de análise das imagens de satélite as modificações foram mais sutis, com variações irregulares, ressaltando padrões de alta frequência possivelmente associados a eventos específicos.


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