Revista Acadêmica Observatório de Inovação do Turismo
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Published By Fundacao Getulio Vargas

1980-6965

2021 ◽  
Vol 15 (3) ◽  
pp. 52-71
Author(s):  
Bruna Morante Lacerda Martins ◽  
Patrícia Denkewicz

O presente estudo centrou-se em estudar o cenário das empresas digitais brasileiras por meio do mapeamento de empresas digitais brasileiras que atuam no trade turístico a fim de conhecer a clusterização da tecnologia aplicada ao turismo. Para tanto, apresentou-se discussões em torno do turismo e do comércio eletrônico e a formação de clusters no turismo. O procedimento metodológico pautou-se na pesquisa bibliográfica e na pesquisa exploratória, realizando a distribuição geográfica das empresas, em que foram consideradas as formas de comercialização no comércio eletrônico e o enquadramento em 8 categorias de empresas digitais na cadeia produtiva do turismo, tais como: atrativos, agenciamento, hospedagem, alimentos e bebidas, gestão de viagens - consumidor, gestão de negócios, serviços de apoio turísticos, transportes e eventos. Constatou-se a existência de 173 plataformas digitais brasileiras que desenvolvem soluções tecnológicas para o turismo, sendo que a maioria está localizada no estado de São Paulo e pormenorizada nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, revelando a possibilidade da formação de clusters de tecnologia aplicada ao turismo nos municípios de São Paulo - capital e de Belo Horizonte. A atuação destas empresas encontra-se principalmente nas categorias de transportes e gestão de negócios empresariais. Constata-se que as travel techs brasileiras estão atuando predominantemente no desenvolvimento de plataformas voltadas para o Transporte (22%) com o foco diretamente no cliente, ou seja, fazendo a primeira etapa do produto turístico (Transporte, Hospedagem, Destino e Alimentos e Bebidas) na ponta da cadeia.


2021 ◽  
Vol 15 (3) ◽  
pp. 25-51
Author(s):  
Manoela Carrillo Valduga ◽  
Romário Loffredo de Oliveira ◽  
Marllon Santos da Silva ◽  
Beatriz Carvalho Tavares

As constantes mudanças mercadológicas e adaptações motivadas pela pandemia da COVID-19 noambiente turístico, sobretudo as que englobam o turismo no espaço rural, motivaram a realização do presentetrabalho. Como objetivo, pretende-se delimitar a aplicação das novas tendências relacionadas à inovação emturismo rural no Brasil, ressaltando a importância da proteção dos conhecimentos e comunidades tradicionais nodesenvolvimento de experiências turísticas. A pesquisa foi desenvolvida a partir de uma metodologia de caráterquali-quantativo, descritivo e analítico, por meio da aplicação de questionários estruturados pela plataformaGoogle Forms, visando compreender e associar as variáveis encontradas no fenômeno turístico. As categorias deanálise foram: (a) conservação cultural; (b) conservação ambiental; (c) inovação tecnológica; (d) inovaçãoorganizacional; (e) inovação de marketing. A amostra utilizada abrangeu os oito roteiros turísticos selecionadospelo projeto Experiências do Brasil Rural, associados às cadeias produtivas do queijo, vinho, frutos da Amazôniae cerveja, com foco na agricultura familiar em território nacional. Os resultados encontrados indicam apropensão dos empreendedores rurais em inovar a partir da adaptação dos processos de produção,comercialização e outros serviços do meio rural, tendo em vista a conservação ambiental e a tradicionalidade davida campesina.


2021 ◽  
Vol 15 (3) ◽  
pp. 123-160
Author(s):  
Claudia Fragelli ◽  
Marcelo Augusto Gurgel de Lima ◽  
Graciella Faico Ferreira ◽  
Elizabeth De Oliveira ◽  
Nadson Nei de Souza
Keyword(s):  

As diversas facetas que constituem a policrise contemporânea, expressa em dimensões ambientais, econômicas, políticas, sociais entre outras, têm afetado diretamente a todos, ainda que, certamente, em níveis e de modos distintos. Considerando que o incontornável enfrentamento dessa policrise demanda compreender, mas também atuar sobre as sinergias que a engendram, a pactuação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 se configura em um caminho estratégico para a implementação das transformações necessárias para que pessoas e coletividades vivam com mais qualidade no século XXI. A partir dessa premissa, o artigo objetiva discutir os desafios da educação para o empreendedorismo turístico em articulação com a implementação dos ODS na Década da Ação. O percurso metodológico partiu de pesquisas bibliográfica e documental, considerando como temas de análise o turismo, o empreendedorismo e o empreendedorismo turístico. Foi realizada ainda uma busca no Portal de Periódicos CAPES/MEC, no período entre 2015 e 2021, com foco no contexto brasileiro da produção científica sobre o empreendedorismo turístico. Para ilustrar a pesquisa bibliográfica e documental realizada e no sentido de enfocar as práticas da educação para o empreendedorismo turístico, é apresentado o caso da Jornada 2030 de Negócios e Gestão do Turismo no Estado do Rio de Janeiro, projeto de Extensão desenvolvido no CEFET/RJ. Como resultado, foi identificado que as lacunas de pesquisa sobre o empreendedorismo turístico, incluindo articulações com temas da sustentabilidade, constituem-se um desafio estruturante para a educação para o empreendedorismo turístico na Década da Ação. Se identificou, ainda, a urgência na divulgação e no desenvolvimento de ações de territorialização dos ODS articuladas à educação para o empreendedorismo turístico.


2021 ◽  
Vol 15 (3) ◽  
pp. 97-122
Author(s):  
Josiane Da Silva Bezerra ◽  
Patrícia Cristina Statella Martins ◽  
Juliana Mayumi Nishi

A inovação se faz de extrema importância para a melhoria do desempenho empresarial dos pequenos negócios. Dessa forma, mensurá-la e avaliá-la em diversas dimensões tem o poder de contribuir para promoção do crescimento e fortalecimento das Micro e Pequenas Empresas – MPEs e da atividade turística. Além disso, há uma carência de estudos envolvendo a prática de mensuração da inovação no contexto das MPEs do turismo, especialmente as de conjuntura de cidades fronteiriças, como o caso das cidades gêmeas de Ponta Porã/BR e Pedro Juan Caballero/PY. Por conseguinte, este estudo de caso integrado tem o objetivo exploratório e descritivo, deabordagem quali-quantitativa, buscará analisar o grau de inovação das MPEs turísticas de Ponta Porã. Foram quatro empresas selecionadas, três restaurantes e um hotel e o critério de seleção foi o de inclusão e exclusão, sendo aquelas empresas que participaram do Projeto ALI entre 2020 e 2021. Os dados trabalhados foram extraídos através da metodologia do Projeto Agentes Locais de Inovação (Projeto ALI) - SEBRAE/CNPq com a ferramenta Radar da Inovação, que mede o grau de inovação em uma escala de 1 a 5. Como resultados dessa pesquisa, verificou-se que as empresas estudadas foram consideradas pouco inovadoras e inovadoras ocasionais. Constatou-se, portanto, que apesar da necessidade, importância e algumas iniciativas, ainda persistem barreiras para a inovação nas MPEs, principalmente as do setor turístico que foram fortemente impactadas pela pandemia do COVID-19.


2021 ◽  
Vol 15 (3) ◽  
pp. 72-96
Author(s):  
Luiz Saldanha ◽  
Carla Fraga ◽  
Ronaldo Balassiano
Keyword(s):  

Ao se considerar o planejamento e a gestão de cicloturismo sob a ótica da sustentabilidade, as oportunidades e os desafios no processo de retomada do turismo pós-pandemia do COVID 19 são inúmeros. Portanto, o objetivo deste estudo é analisar especificamente o cicloturismo como ferramenta para o desenvolvimento sustentável de áreas rurais no Brasil. A pesquisa é exploratória e descritiva. A parte empírica deriva do cruzamento de dados secundários, obtidos de diversas fontes, sendo três passos: (a) mapeamento das rotas de cicloturismo consolidadas no Brasil antes da pandemia; (b) classificação e caracterização dos municípios abrangidos; e (c) contextualização dos resultados a partir da Agenda 2030 e Covid-19. Numa perspectiva holística, os resultados contribuem para se avançar em quatro temáticas: (1) aspectos normativos e regulação; (2) participação cidadã; (3) infraestrutura e serviços; e (4) gestão, controle e operação. Em síntese, compreende-se que a bicicleta, na interface do desenvolvimento do turismo sustentável, pode inclusive contribuir para conter um problema chave da globalização, qual seja o êxodo rural em municípios de até 5 mil habitantes, ou naqueles de até 20 mil habitantes. Resultados apontam para a função estratégica desempenhada por estes municípios na manutenção de rotas de cicloturismo já consolidadas na retomada do turismo pós-pandemia.


Author(s):  
Deborah Moraes Zouain

Prezados leitores,É com grande prazer que apresentamos o terceiro número da Revista Acadêmica Observatório de Inovação do Turismo do ano de 2021!Aproveitamos para lembrar que, desde o ano de 2019, a revista passou a ter três números por ano (abril, agosto e dezembro).Tenham uma ótima leitura!


2021 ◽  
Vol 15 (3) ◽  
pp. 1-24
Author(s):  
MARILIA FERREIRA PAES CESÁRIO ◽  
LUIZ AUGUSTO MACHADO MENDES-FILHO

Esse artigo teórico tem como objetivo propor um novo modelo com a junção de constructos da Teoria do Comportamento Planejado (Theory of Planned Behavior - TPB) e da Teoria Unificada de Aceitação e Uso da Tecnologia (Unified Theory of Acceptance and Use of Technology - UTAUT) para incentivar a realização de uma pesquisa empírica, na qual, através do modelo, seja possível observar se, a partir do maior acesso e disponibilidade de uso das tecnologias, impulsionado ainda mais agora, em virtude das necessidades trazidas pela Pandemia da COVID-19, haverá um aumento na intenção de uso e aceitação de tecnologias como robôs, inteligência artificial e automação dos serviços (RAISA - Robots, Artificial Inteligence and Self Automation) em hospitalidade. Foram escolhidos os seguintes constructos: Atitude (TPB), Normas Subjetivas (TPB), Expectativa de desempenho (UTAUT), Expectativa de esforço (UTAUT) e Condições Facilitadoras (UTAUT). A partir deles foram definidas hipóteses para serem validadas quanto à pesquisa empírica. Através de uma pesquisa bibliográfica, faz-se uma revisão sobre a evolução do uso das tecnologias no turismo e sobre o comportamento dos consumidores e das empresas, principalmente após a pandemia da COVID-19. Posteriormente, faz-se a proposição do novo modelo, através da aglutinação dos constructos e eliminação daqueles que acreditou-se serem capazes de trazer apenas respostas repetidas, por terem como foco as mesmas análises. Chega-se então às seis hipóteses, sobre o uso e a aceitação das tecnologias RAISA pelos turistas em suas próximas viagens, a serem validadas na pesquisa empírica, com o modelo proposto, através dos cinco constructos escolhidos.


2021 ◽  
Vol 15 (2) ◽  
pp. 42-67
Author(s):  
Rodrigo Amado Dos Santos ◽  
Patrícia Da Silva Jorge

Um dos desafios da hotelaria contemporânea é alcançar patamares de excelência em um mercado tão competitivo, heterogêneo e dinâmico. Para tanto, um exímio controle da qualidade apresenta-se como uma das pilastras essenciais a esta prática, assim como uma eficaz política de treinamento deve ser vista como essencial ao desenvolvimento e aprimoramento de colaboradores, tornando-os mais flexíveis, proativos, assertivos e ágeis. Dito isso, este estudo de caso – que teve como objeto de análise a Pousada do Sandi, situada em Paraty, RJ – investigou como práticas de treinamento repercutem sobre desempenhos e imagens organizacionais. Para isso, os autores utilizaram análises quanti-qualitativas que aferiram as atividades operacionais dos setores de recepção e de governança desta pousada. Pelo viés quantitativo, por meio de questionários semiestruturados, colaboradores e gestores departamentais expuseram suas percepções sobre o nível de qualidade de seus afazeres e de seus setores. Já pelo viés qualitativo, entrevistas realizadas com a gerente geral propiciaram uma compreensão sobre como os preceitos de qualidade e excelência são aplicados nas políticas de treinamentos dessa pousada. Some a estes dois vieses uma análise do grau de satisfação dos hóspedes – retratada no TripAdvisor, Booking.com, Kayak e Expedia. Tais mapeamentos permitiram a ponderação de que as práticas de treinamento, conduzidas pelos gerentes departamentais desta pousada, obtêm resultados significativos no que tange à qualidade dos serviços ofertados.


2021 ◽  
Vol 15 (2) ◽  
pp. 113-140
Author(s):  
Rafael Machado Amorim ◽  
Gustavo Da Rosa Borges

O turismo de aventura, ramo do turismo de interesse específico, é realizado ao ar livre e praticado geralmente fora da região de domicílio do turista, descrito inicialmente nos anos 1990. Dentro desse tipo de turismo encontra-se o cicloturismo, uma atividade de lazer que envolve o deslocamento em bicicleta de um ponto a outro, podendo haver um ou mais pernoites durante o percurso. Assim, realizou-se um levantamento qualitativo de caráter descritivo para descobrir qual o grau de dificuldade de alguns trajetos com este potencial entre as cidades de Santana do Livramento (Brasil) e Rivera (Uruguai), com base nos parâmetros estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas para essa modalidade de turismo de aventura. As cidades escolhidas dividem cerca de 100km de fronteira seca entre seus respectivos países e fazem parte da região do Pampa, um dos menores biomas registrados no Brasil. Assim, elencou-se cinco locais com potencial cicloturístico e que apresentam relevância histórica, cultural ou turística. As localidades escolhidas são a Ferradura dos Vinhedos, Vila Pampeiro, Represa da OSE e Usina Eólica, Villa Masoller e Represa Historica de Cuñapiru. Depois, desenvolveu-se trajetos de ida e volta para atingir essas localidades e realizou-se as classificações necessárias. Por fim, apresentou-se a classificação a pelo menos 3 ciclistas com experiência no percurso para verificar se o trajeto e as classificações propostas estão em conformidade com a Norma. Espera-se, com este trabalho, não só contribuir com o assunto na academia, mas também com o desenvolvimento econômico e cultural da região.


2021 ◽  
Vol 15 (2) ◽  
pp. 91-112
Author(s):  
Victor Luis Da Costa Silva ◽  
Dayara Vanessa De Souza Bezerra ◽  
Helena Doris De Almeida Barbosa ◽  
Jéssica Samantha Lira Da Costa ◽  
Vânia Lúcia Quadros

O turismo de saúde é um segmento do turismo que se baseia no deslocamento de um sujeito em busca de tratamento para um problema de ordem física, mental ou espiritual. Viajar sempre foi uma constante na vida humana, assim como a viagem para fins terapêuticos. O trabalho enfoca em que medida a prática da viagem pode ser utilizada como atividade complementar no processo de reestruturação de um sujeito com depressão. O estudo consiste em revisão bibliográfica e documental e pesquisa de campo realizada com o grupo de idosas da Unidade Municipal de Saúde da Providência – bairro do Marex, em Belém-PA. Os dados quali-quantitativos foram coletados por meio de formulários com perguntas específicas sobre a viagem tratamento e o turismo vinculado a ela. Os resultados evidenciaram que essa prática pode contribuir no processo de reestabelecimento psíquico de um sujeito depressivo, considerando que todas as entrevistadas atestaram os efeitos positivos da viagem para o seu bem-estar. Contudo, para que possa ser utilizada como atividade complementar ao tratamento, a viagem deve considerar fatores como o estado do paciente, a condição financeira, o acompanhamento do profissional da psicologia e o planejamento da viagem.


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