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Published By Universidade Federal De Santa Maria

1983-7348, 1983-7348

2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 359-384
Author(s):  
Catarina Silva Martins

O texto aborda a emergência de um pensamento sobre a educação artística das crianças e jovens portugueses, a partir de uma perspectiva de governamentalidade. Duas linhas genealógicas sobressaem no tempo histórico aqui delineado, que vai do final do século 18 ao final do século 19. Por um lado, o propósito governativo das artes era o de fabricar o cidadão da nação como trabalhador, explorando os potenciais subjetivadores das artes, particularmente em termos do autogoverno do aluno; por outro lado, os capitais simbólicos e culturais a elas associados funcionavam também como terrenos de distinção na fabricação de tipos de pessoa.


2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 042-067
Author(s):  
Kécia Maria Alencar de Souza ◽  
José Maximiano Arruda Ximenes de Lima

O presente artigo tem como objetivo analisar a abordagem da cognição imaginativa, de Arthur Efland, e a teoria do desenvolvimento da capacidade criadora, de Viktor Lowenfeld, estabelecendo as contribuições dessas abordagens e a correlação entre elas, no que concerne ao estudo da capacidade criadora infantil por meio de desenhos. Para tal, ressalta-se que Arthur Efland ([2002] 2004) sugere uma abordagem baseada na imaginação, que utiliza metáforas e experiências de narrativas como recursos para comprovar que a imaginação é uma atividade de desenvolvimento cognitivo bem estruturada. Focaliza-se, também, as contribuições teóricas de Viktor Lowenfeld ([1947] 1977) acerca do desenvolvimento do desenho infantil por meio de etapas de acordo com as idades das crianças. Conclui-se que ambas teorias embasam a criação infantil, oportunizando o aparecimento de experiências com desenhos que trabalham a imaginação, a autonomia, a criatividade e o respeito à individualidade, consequentemente, favorecem o desenvolvimento integral das crianças.


2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 007-029
Author(s):  
Alexandre Filordi de Carvalho

Este artigo investiga a teoria dos trajetos estriados e lisos, proposta inicialmente por Deleuze e Guattari, e ampliada por Guattari. Sustenta-se que existem dois tipos de experiências com a infância: a estriada e a lisa. A hipótese é que a infância estriada se deriva da política de trajeto de modelização subjetiva cuja síntese de dominação situa-se no Estado. Em oposição, situa-se a infância lisa, suscitando experiências singulares a partir de trajetos de uma política de turbilhão e experimentação. Em ambos os casos, há uma formação subjetiva em questão cuja recepção da arte é necessária para uma formação subjetiva da infância estriada ou lisa. Para tanto, empreendeu-se uma pesquisa de revisão da literatura atinente ao escopo teórico. Ao cabo, defende-se que é urgente se deflagrar uma política de alisamento da infância para se interpor, no âmbito da educação e da arte, à modelagem subjetiva de dominação.


2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 229-246
Author(s):  
Sandra Kretli da Silva ◽  
Ana Cláudia Santiago Zouain ◽  
Nathan Moretto Guzzo Fernandes

Este artigo problematiza a força das imagens cinematográficas em diferentes experiências de pesquisas realizadas em Vitória – ES. O primeiro movimento trata de pesquisas junto às crianças e professoras de Educação Infantil que, no encontro com as imagens cinema, produzem imagens de pensamentos, abrindo o campo dos possíveis para a composição de diferentes imagens-escola por meio do devir-criança inventivo. Já o segundo movimento apresenta como as ações criadas no cineclube Valente, localizado em uma Escola Estadual de Ensino Médio, fazem movimentar o currículo e os processos de aprenderensinar. Como metodologia, usa as redes de conversações nas quais indivíduos e grupos colocam-se em relação na produção de conhecimentos, saberes e afetos movidos pelos agenciamentos de formas/forças comunitárias, objetivando a expansão da potência de ação coletiva. Por fim, conclui que os movimentos de pesquisa com imagens-cinema em redes de conversações constituem-se como espaços de criação coletiva, na composição de outros possíveis para as escolas.


2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 311-320
Author(s):  
Ana Cláudia Barin

Este artigo tem como objetivo apresentar percepções sobre uma experimentação com crianças dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental de uma escola privada e a produção em arte no ensino remoto. A proposta explorou, como disparador inicial, a animação ‘Viva – A Vida é uma Festa’, a produção de fotografias e os conceitos de devir-criança a partir de autores como Gilles Deleuze e Félix Guattari (2010, 2012) e infância, a partir de Walter Kohan (2007) e César Leite (2011). O percurso metodológico desenhado para esta experimentação foi a fabulação, termo que advém do conceito de Ronald Bogue (2011), que pensa movimentos inusitados com a invenção para a produção de conhecimento. Nos resultados dessa experimentação foi possível observar as relações com a infância e o devir-criança e, constatar que a invenção vai se elaborando nas possibilidades de criação com o que se tem, entre respiros e fissuras.


2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 281-296
Author(s):  
Amanda Silva de Medeiros ◽  
Aparecida Santana de Souza Chiari

Este relato de experiência apresenta um conto que mescla elementos reais e ficcionais, disparado a partir de produções de crianças de 6 e 7 anos, realizadas para uma pesquisa de mestrado, finalizada em 2018. No reencontro com essas produções, o texto se compõe enquanto proposta de subversão a modelos estabelecidos, em um movimento de criação de possibilidades. Assim, entrelaçam-se discussões entre infância e educação geradas pela arte que aqui é entendida numa perspectiva de realização, de fazimento de mundos. Apresenta-se, com isso, a abertura para sair de lugares já estabelecidos e habitar outros, desconhecidos, possibilitando que a infância não seja entendida com a falta, mas sim como convite, abertura, novidade, revolução, não só na educação, mas também em modos de viver.


2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 321-336
Author(s):  
César Donizetti Leite

O propósito deste texto é apresentar-se como um jogo compositivo. Nele, estão expostos alguns elementos que se constituem como centrais na composição do texto-jogo. Estes elementos estão organizados em 6 faces e 5 fragmentos que objetivam se apresentarem como blocos. A proposta é criar um campo, em que o leitor-autor possa criar seus próprios movimentos. Sendo assim, o objetivo aqui é apresentar oportunidades de exercícios e espaços de produção de pensamentos, ideias, pensamentos, manifestações, imagens. Os elementos que constituem os fragmentos presentes no texto são a infância, a linguagem, a imagem, a arte e a criança. 


2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 297-310
Author(s):  
Vanderléia de Lourdes Rodrigues Lopes de Oliveira ◽  
Juverlande Nogueira Pinto ◽  
Bianca Santos Chisté

Aqui as cores disparam a escrita e expressam um plano de composição possível para pensarmos a infância, a arte e a educação. Partimos das inquietações: qual modo de produção da arte queremos ver? Por quais lentes queremos olhar produções imagéticas por crianças e produções escritas de professoras? O que essas produções, de crianças e de professoras, nos colocam a pensar, em contextos em que a arte enquanto componente curricular se faz presente? Para tanto na cor primeira apresentamos nossas inquietações, expressando já a infância que atravessa essa escrita. Na segunda cor, as esquizoescritas de professoras, de crianças traz o movimento de um estado de atenção. Na terceira cor, operamos com imagens e falas produzidas por crianças da educação infantil para pensarmos as invenções e experimentações infantis em uma aula de arte. Na quarta cor, as inquietações, em estado de frequência, são permanências para pensarmos a arte na educação infantil.


2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 263-280
Author(s):  
Janete Magalhães Carvalho ◽  
Camilla Borini Vazzoler Gonçalves

Neste artigo, discute-se a brincadeira das crianças como processos não padronizáveis, visto que, em movimentos criativos, inventam tanto brinquedos como brincadeiras inusitadas nos centros de educação infantil. Problematiza-se, assim, os modos pelos quais as crianças atualizam o plano da virtualidade, abrindo-se para outros mundos a serem habitados. Como estratégia metodológica, adota-se a pesquisa cartográfica, acompanhando processos ocorridos no cotidiano escolar. Ao longo desta investigação, argumenta-se que o fabular envolve ‘artistagens’ e encontros entre corpos, deslocando o pensamento ordinário para o extraordinário. Conclui-se que as crianças, ao fabularem, estimulam outros modos de existir e (re)existir na vida devido a sua força inventiva.


2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 001-006
Author(s):  
Angélica Neuscharank ◽  
Bianca Santos Chisté ◽  
Carin Cristina Dahmer ◽  
César Donizetti Pereira Leite ◽  
Cláudia Aparecida Dos Santos ◽  
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