Mundos do Trabalho
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Published By Universidade Federal De Santa Catarina

1984-9222, 1984-9222

2022 ◽  
Vol 14 ◽  
pp. 1-6
Author(s):  
Aldrin Castellucci

A ideia deste editorial coletivo surgiu, foi discutida e elaborada no Fórum de Editores de periódicos da ANPUH-Brasil, entre os meses de setembro e novembro de 2021. Buscou-se na iniciativa elementos consensuais no campo da História, aqui representado pelos editores de vários dos periódicos da área, em defesa dos artigos publicados, dos trabalhos realizados pelas revistas e por suas equipes editoriais. Destacar o valor dos nossos periódicos e artigos não é menosprezar ou reduzir o papel do livro autoral junto à área, mas é reconhecer que a manutenção e existência dos periódicos, enquanto trabalho de médio e longo prazo, requerem atenção e trabalhos específicos, nem sempre reconhecidos pelas instâncias e instituições que os abrigam. De tal modo, esta iniciativa visa lançar luz e fomentar o debate sobre o papel dos periódicos e seu lugar na circulação de conhecimento, o papel das equipes editoriais (editores, pareceristas, entre outros), necessidade de financiamento público (na garantia do acesso aberto diamante) e importância dos apoios institucionais.


2021 ◽  
Vol 13 ◽  
pp. 1-6
Author(s):  
Deivison Gonçalves Amaral ◽  
Fabiane Popinigis

A virada digital impôs novas questões epistemológicas ao ofício do historiador, especialmente no que se refere às formas de armazenar, tratar e acessar a informação. Desde que computadores passaram a ser utilizados para processamento de dados, o tradicional suporte em papel dos documentos utilizados como fontes históricas foi colocado em xeque. É essencial, portanto, refletir sobre os impactos da era digital na história – ou da história digital – sobre as formas tradicionais de pesquisa e de narrativas sobre o passado. O objetivo com esta seção de debates e sua apresentação é refletir sobre as possibilidades abertas pelo mundo da informação digital e enfrentar esses desafios.


2021 ◽  
Vol 13 ◽  
pp. 1-6
Author(s):  
Aldrin Castellucci ◽  
Caio V. de Castro Gerbelli ◽  
David P. Lacerda ◽  
Melina K. Perussatto ◽  
Micaele Irene Scheer ◽  
...  

Editorial da Revista Mundos do Trabalho, volume 13 (2021).


2021 ◽  
Vol 13 ◽  
pp. 1-13
Author(s):  
Lucas Poy

Fundada em 1970, a International Association of Labour History Institutions (IALHI) é uma rede internacional que reúne bibliotecas, arquivos, museus e centros de pesquisa dos cinco continentes. A fundação da IALHI como espaço de articulação e diálogo entre instituições de diversos países (europeus) foi a expressão das inquietações surgidas no campo historiográfico e, mais especificamente, de questões "técnicas" relacionadas com a necessidade de intercambiar informações bibliográficas e de arquivo. O seu alcance inicial foi reduzido, tanto geográfica como ideologicamente, limitando-se a alguns países da Europa Ocidental e a instituições ligadas, sobretudo, ao movimento socialdemocrata. Essa demarcação foi se tornando mais difusa com o passar dos anos e assim acabaram aderindo à associação instituições de diferentes origens geográficas, institucionais e ideológicas. O objetivo deste trabalho é caracterizar a IALHI e as atividades que ela desenvolve no contexto mais geral da história das instituições, arquivos e bibliotecas dedicadas à história do movimento operário e das esquerdas, e de suas relações internacionais.


2021 ◽  
Vol 13 ◽  
pp. 1-13
Author(s):  
Alexandre Fortes

Este artigo aborda os desafios de renovação do processo de formação de profissionais de História num contexto global crescentemente marcado pela onipresença das tecnologias de informação em todas as dimensões da vida social. Analisamos experiências pedagógicas que temos desenvolvido recentemente, fortemente inspiradas pelas reflexões teórico-metodológicas do historiador norte-americano T. Mills Kelly. Destacamos a necessária relação entre, de um lado, uma abordagem crítica em relação ao poder das grandes corporações tecnológicas no mundo contemporâneo e, de outro, a apropriação de ferramentas computacionais que ajudem a viabilizar projetos contra-hegemônicos no campo da História.


2021 ◽  
Vol 13 ◽  
pp. 1-24
Author(s):  
Luís Henrique Carboni Junior

Este artigo investiga a trajetória de Romeu Sturari, tecelão da Fábrica de Tecidos Carioba e morador em Vila Operária de Carioba, como meio de acesso ao conhecimento histórico sobre a organização do movimento operário em Vila Operária e em Americana (SP). Através de sua trajetória pretende-se aferir: a influência do Partido Comunista Brasileiro (PCB) na cidade, a ação do sindicato têxtil, os modos de organização e de luta adotados pelos trabalhadores nas diferentes conjunturas, os efeitos do Golpe Militar de 1964 no município e, finalmente, a situação experenciada pelos trabalhadores durante a Grande Greve de Carioba em meados da década de 1960.


2021 ◽  
Vol 13 ◽  
pp. 1-25
Author(s):  
Caroline Duarte Matoso
Keyword(s):  

O artigo tem como objetivo analisar as políticas assistencialistas destinadas aos trabalhadores da Fábrica Rheingantz, tendo como enfoque as relações de gênero. Localizada no sul do Rio Grande do Sul, a Fábrica Rheingantz foi a primeira empresa têxtil do estado, sendo sua fundação datada de 1873. Investiga-se que além das trabalhadoras serem a principal mão de obra da indústria, estas eram também responsáveis pela reprodução do operariado. Explora-se as políticas assistencialistas que incentivavam as mulheres a constituírem família, através da documentação do setor administrativo da empresa e da metodologia de História Oral. O problema da pesquisa se fundamenta na análise de como o incentivo à constituição de um núcleo familiar (e suas implicações, trabalho de cuidado e reprodutivo) estiveram presentes no cotidiano fabril a partir das políticas de assistência social destinada ao operariado, estruturando as desigualdades de gênero na Fábrica Rheingantz. Para isso, o recorte temporal compreende diferentes momentos conjunturais brasileiro e local, de 1920 até 1968, ano em que a empresa encerrou as suas atividades.


2021 ◽  
Vol 13 ◽  
pp. 1-19
Author(s):  
Florencia Gutierrez

Desde o final do século XIX, os empresários açucareiros do norte da Argentina promoveram políticas assistencialistas destinadas aos trabalhadores dos engenhos açucareiros, que foram desafiadas por múltiplos atores e demandas. Este artigo, ao se situar na primeira metade do século XX, recupera os diversos sentidos e intenções assumidos pelo assistencialismo empresarial e se detém, principalmente, na primeira década peronista para explorar os atores que impulsaram seus maiores questionamentos e moldaram seu declínio definitivo. A título de hipótese, argumenta-se que o avanço sindical sem precedentes e a intensidade assumida pela presença regulatória do Estado durante o peronismo colocaram em xeque a concepção privada do mercado de trabalho nos engenhos açucareiros e estimularam demandas que desafiaram, com diferentes sentidos e expectativas, a trama assistencialista.


2021 ◽  
Vol 13 ◽  
pp. 1-22
Author(s):  
Guilherme Fernandes Reis das Chagas
Keyword(s):  

A proposta do presente artigo é apontar a relevância e os objetivos da Revista Light (1928-1940), da empresa The Rio de Janeiro Tramway, Light and Power, em seu projeto de formação dos seus trabalhadores na década de 1930. A revista era destinada e distribuída gratuitamente aos trabalhadores da empresa, que tinha sua sede no Rio de Janeiro, mas possuía uma rede de mais de 20 mil funcionários espalhados para além da capital federal. Entre outras intenções, ela imprimia um canal de diálogo e discurso interno na formação do protótipo de trabalhador ideal, alinhado a uma proposta de valorização do trabalho e à harmonização entre as classes sociais.


2021 ◽  
Vol 13 ◽  
pp. 1-21
Author(s):  
Silvana A. Palermo

Este artigo investiga as políticas de bem-estar das companhias ferroviárias na Argentina entre 1890 e 1920. Pergunta-se sobre a especificidade dessas estratégias empresariais em uma sociedade de imigração maciça e em um setor dominado por capitais estrangeiros, particularmente britânicos. A partir da análise de uma documentação vasta e inexplorada, examina a relevância da promoção de atividades festivas e recreativas por parte das empresas, seu papel na integração de uma população trabalhadora heterogênea e na conformação de um ideal de uma “grande família ferroviária” multinacional. Procura demonstrar que essa construção resultou de um complexo e conflitivo processo em que estiveram envolvidos as administrações ferroviárias, os operários e os empregados ferroviários, e os funcionários públicos. Documenta como essa cosmovisão entrou em crise no contexto da recessão desencadeada pela Grande Guerra, a mobilização laboral e a democratização política local dos anos 1910.


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