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Published By Universidade Federal De Goias

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2020 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
pp. 175-187
Author(s):  
Cristiane Lemos ◽  
Maria de Fátima Nunes ◽  
Jane Martins Silveira

Resumo: O Serviço de Atenção Especializada (SAE) é uma importante estratégia do Ministério da Saúde para o tratamento das pessoas que vivem com o Vírus da Imunodeficiência Humana - HIV/ Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - Aids  visa a redução da morbidade e mortalidade relacionadas à Aids no Brasil. O objetivo deste estudo foi conhecer e descrever o perfil dos usuários com o diagnóstico para HIV/Aids, que deram entrada no SAE/Goiânia, no ano de 2016. Método: No total de sujeitos do estudo, 168 (92,3%) eram do sexo masculino 126(69,3%) tinham entre 20 a 34 anos de idade; 55 (30,2%) possuíam ensino médio completo. Um pouco mais da metade dos usuários 92 (50,5%) declararam a relação sexual como via de contágio do HIV. A taxa  de usuários em tratamento com terapia antirretroviral (TARV) foi de 161 (88,5%) . Concluiu-se que a maioria dos usuários do SAE/ Goiânia com HIV/Aids, em 2016, eram homens, com ensino médio completo, adultos jovens e que tiveram a via sexual como principal via de contágio do HIV. A taxa de usuários em tratamento com terapia antirretroviral foi de 95,6% (174) houve abandono de 4,7% (8 usuários) A diferença mais significativa apresentada foi na variável sexo onde a supressão viral atingiu 92,3%, entre as mulheres em tratamento com a TARV e apenas 57,4% dos homens tiveram sua carga viral indetectável. O perfil dos usuários do SAE/Goiânia, apresentou dados similares aos do município, estado e país. As informações obtidas contribuem para identificar a necessidade de implantar um sistema de monitoramento permanente l para o atendimento dos usuários do SAE com vistas a aperfeiçoar a assistência as PVHA. Este estudo visa contribuir com o planejamento das ações assistenciais desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde para o monitoramento  e embasar as futuras intervenções.


2020 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
pp. 55-74
Author(s):  
Lucélia Neves Pinto ◽  
Leandro Oliveira de Lima ◽  
Ronan Eustáquio Borges
Keyword(s):  

Este trabalho apresenta elementos para a compreensão do desenvolvimento da política habitacional em Goiás, aspecto relevante da realidade urbana e social, visto que o morar é algo tão imprescindível quanto aqueles relacionados, por exemplo, com as questões de saúde. Deste ângulo, a moradia é um produto eminentemente social. Por outro lado, mesmo com a diversidade de tipos de habitação, sempre é preciso morar, dado que ninguém vive sem ocupar espaço, sobretudo este espaço que carrega em si a representação da segurança diária.  Por esse viés, a moradia assume aspecto relacionado às políticas do desenvolvimento urbano. A política pública para a habitação em Goiás sempre esteve atrelada aos condicionantes da política nacional, mesmo quando, na década de 1980, foram desenvolvidos programas estaduais de habitação, uma vez que estes nasceram na esteira da crise da política pública habitacional nacional, expressa pelo programa do Banco Nacional da Habitação (BNH), extinto em 1986. Até a década de 1970, as iniciativas foram muito pontuais, restringindo mais à Goiânia, com iniciativas dos IAPs e FCP ou de particulares com a construção de casas operárias. Em 1974, com a implantação do PLANHAP em Goiás, há um alinhamento com a política nacional para a habitação, o que levou à construção de conjuntos habitacionais pelo estado, seguindo o modelo do BNH. No início da década de 1980, o Programa Mutirão da Moradia surge como uma alternativa para a política habitacional goiana, em face da crise vivenciada pelo BNH. Este programa de governo iniciou um período no qual o protagonismo estadual se destacou até 2003, quando o governo federal lançou a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU), com a instituição do Conselho das Cidades (ConCidades), criando a Política Nacional de Habitação (PNH), que passou a operar pelo Sistema Nacional de Habitação (SNH). Deste modo, o governo estadual procurou se alinhar à política nacional, passando os programas da política habitacional de Goiás a serem executados em parceria com os novos programas federais. 


2020 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
pp. 143-157
Author(s):  
Pedro Henrique Carnevalli Fernandes

O sistema de saúde se converteu, desde a declaração de pandemia de Covid-19, realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no início do mês de março de 2020, no principal tema da agenda social mundial e, evidentemente, brasileira. Na Ciência Geográfica, o tema está vinculado diretamente à Geografia da Saúde. Considerando esse cenário, este artigo tem como objetivo principal refletir acerca da relação entre os leitos hospitalares e o avanço da Covid-19 na região Norte Pioneiro do Estado do Paraná. Além disso, espera-se avançar teórica e metodologicamente acerca da Geografia da Saúde, do coronavírus e da Covid-19. Os procedimentos metodológicos foram: levantamento de referenciais teóricos acerca da Geografia da Saúde, do novo coronavírus e da Covid-19; levantamento dos dados de leitos hospitalares e de covid-19 nos municípios da região; e, por fim, elaboração de produções cartográficas e da redação final. Os resultados sinalizam para um alto grau de dependência do Sistema Único de Saúde (SUS) no Norte Pioneiro do Estado do Paraná e para uma baixa quantidade de leitos por habitantes nos municípios ao mesmo tempo em que há um avanço significativo da doença na região.


2020 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
pp. 119-130
Author(s):  
Gleydson Kleyton Moura Nery ◽  
Wilza Silva Lopes ◽  
Luize Frances de Araujo Souza ◽  
Janiele França Nery

RESUMO: Com a emergência do novo coronavírus (SARS-CoV-2) e seu enorme potencial de contaminação tão como a inexistência medicamentos eficientes, recomendações foram adotadas pela população mundial (ex. distanciamento e isolamento social, uso de máscara e práticas de higiene rigorosas). A pandemia ofereceu inúmeros desafios com impactos diretos e indiretos não só a saúde como também ao meio ambiente, sendo necessário analisar as mudanças e consequências dos novos hábitos nesta nova realidade. Desta forma, nosso estudo visa avaliar a influência da pandemia de COVID-19 nas práticas de limpeza e higiene da população da cidade de Campina Grande, assim como discutir os principais impactos sobre o meio ambiente. A pesquisa foi realizada na cidade de Campina Grande, polo tecnológico do estado da Paraíba, no período de junho a julho de 2020 com uso de formulário digital da plataforma Google Forms (Alphabet Co., Mountain View, CA) buscando identificar o perfil socioespacial e mudanças nos hábitos de limpeza e higiene. Com isso, um total de 217 pessoas distribuídos em 77% dos bairros participação da pesquisa, onde identificamos mudanças abruptas nos hábitos de limpeza como o uso excessivo e incorreto de saneantes e a adição de novos hábitos higiene como o aumento na frequência do uso de álcool, aumento na frequência de lavagem das mãos e adoção de máscaras faciais e outros EPI’s. Também foi possível identificar que mesmo diante o isolamento social a população consegue perceber que há efeitos deletérios ao meio ambiente, principalmente no que se diz ao uso excessivo de produtos de limpeza. Em resumo, podemos afirmar que ainda que haja medidas de combate e prevenção veiculadas por especialistas é possível observar incongruências nas ações de limpeza do ambiente tão como na higiene pessoal, promovendo inúmeros riscos à saúde física e psicológica da população e respectivos impactos ao meio ambiente durante o surto de COVID-19.


2020 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
pp. 227-239
Author(s):  
Eguimar Felício Chaveiro ◽  
Ricardo Junior de Assis Fernandes Gonçalves

Resumo: A presente pesquisa objetivou compreender a relação entre território e saúde-doença do trabalhador no contexto da pandemia da covid-19. A metodologia contou com revisão bibliográfica, levantamento e sistematização de dados, pesquisa de campo na cidade de Goiânia (GO), observação direta, entrevistas e registros fotográficos. A exposição dos resultados foi dividida em dois momentos centrais das discussões. A primeira parte sublinha o debate teórico no foco entre trabalho, território e saúde-doença, tomando como referência o campo da saúde do trabalhador. A segunda parte retoma o debate da relação trabalho, território e saúde-doença em contextos da pandemia da covid-19 no Brasil. Averiguou-se que no mesmo instante em que as taxas de contaminação e morte por covid-19 se expandem no Brasil, aprofundam-se a precarização, o empobrecimento, o desemprego e a informalidade do trabalho no país. Diante disso, a saúde do trabalhador, campo essencial às ações de vigilância e segurança no trabalho, vem sendo olvidada e silenciada pelas políticas de enfrentamento da pandemia e proteção dos trabalhadores.


2020 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
pp. 21-33
Author(s):  
Cristiane Lemos ◽  
Mary Anne De Souza Alves França ◽  
Edsaura Maria Pereira ◽  
Fernando Marcello Nunes Pereira ◽  
José Antônio Oliveira Alves

  Em 2004 o Ministério da Saúde cria a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS), que tem como conceito pedagógico a Educação Permanente em Saúde (EPS). A Portaria GM/MS nº1996, de 2007, alinhou a PNEPS à proposta de fortalecimento da regionalização, sendo estruturadas as Comissões de Integração Ensino e Serviços (CIES). Esta pesquisa analisa o contexto da estruturação da PNEPS no estado de Goiás no período de 2009 a 2018. Estudo qualitativo realizado mediante a análise de documentos e de entrevistas com os sujeitos envolvidos neste universo. Observou-se que, apesar das CIES terem sido estruturadas nesse período, a descentralização da EPS pouco avançou, evidenciando pontos dificultadores, como: a baixa execução de ações pelas CIES, a descontinuidade dos processos formativos, ações educativas desvinculadas da PNEPS e pouca transparência no direcionamento do financiamento das ações de EPS.


2020 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
pp. 75-92
Author(s):  
Miguel Almir Lima Araujo

O texto apresenta a/o Poética/o como estado de dis-posição, de abertura dos sensos perceptivos, da consciência compreensiva, do laço da sensibilidade e da espirituosidade para uma forma de compreensão e de fruição dos fenômenos humanos, do existir e do coexistir humanos a partir do viger da poíesis. Ou seja, dos modos originários e originantes em que jorra o vigor seminal destes fenômenos, do existir, que potencializam o emergir de nossos fazeres e criares. A Poética, visceralmente, implica no despontar do fulcro germinal, impulsiona a insurgência das sendas abertas, do inaugural; a eclosão do extraordinário, o constelar da “eterna novidade do mundo”. O prisma da Poética, ao entrelaçar Pathos e Logos, suscita o despontar dos fluxos do espanto e da admiração, da perplexidade e das inquietações que nos interpelam, movem e insuflam no trilhar as dobras e curvas das travessias, dos laços das encruzilhadas que atravessamos impelidos pelas intensidades dos desafios de nosso ser sendo no mundo com os outros. Potencializa a abertura do corpo e do espírito, do corpoespírito – do “logos poético” – para o insurgente, o imprevisível e o surpreendente; para o pluriverso dos Sentidos humanos. Dispõe-nos para as proezas agridoces da tragicomicidade do existir. Desse modo, nos adentra nos meandros dos paradoxos e imponderáveis da complexidade humana, nos flancos de suas ambiguidades e incertezas, contradições e tortuosidades. O trançado da Poética, do estado poético, insufla a ruptura do anestésico que comprime e homogeneíza, e fomenta a plasticidade do estésico caracterizada pela expressão do jogo sincopado, da fluidez do movimento, do impulso lúdico, da imaginação criante, dos lampejos da policromia. Nesse rumo, podemos perceber, compreender e fruir os fenômenos, a vida, desde o seu pulsar originário, na movência de seu dinamismo, de suas obliquidades e de sua vivacidade com todos os sentidos juntos, interligados. Assim, estabelecemos com o mundo, com o viver contingente, uma relação pregnante/orgânica e anímica/simbólica em que penetramos na cromaticidade das intensidades e das extensidades dos núcleos das experiências, dos laços que nos entrelaçam uns com os outros movidos por nosso ser sensível e espirituoso.    


2020 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
pp. 189-207
Author(s):  
Odilon Cavalcante de Barros Junior 
Keyword(s):  

O presente texto se apoia, com alterações, na monografia intitulada "Geografia da Saúde e Saneamento Básico na Baixada Fluminense: análise em São João de Meriti" (2019). Através da Geografia da Saúde, área voltada para a compreensão acerca dos problemas de saúde da população, entendendo que as doenças se proliferam de formas diferentes em diversos contextos e que todo espaço geográfico tem uma história de ocupação ecológica, biológica e, de forma sintetizada, social, busca-se um contexto de alguns problemas de saúde em São João de Meriti, Rio de Janeiro, que envolvem doenças de veiculação hídrica. A cidade, conhecida como o "Formigueiro das Américas" por sua densidade demográfica de 13.000 habitantes por Km², não possui saneamento básico universal e sua rede de esgoto não atende 50% de sua área. Assim, surge a necessidade de estudos sobre o saneamento na cidade e no território em que ela está inserida, a Baixada Fluminense. O levantamento bibliográfico se torna importante tanto para o desenvolvimento de um histórico das obras de saneamento da Baixada Fluminense quanto para a conceituação de seu próprio sentido, uma vez que esse território possui várias definições dependendo do objeto e escala de tempo em que está sendo retratado. Este trabalho tem como objetivo principal correlacionar o saneamento básico com o histórico de ocupação do município, investigando obras de saneamento que já aconteceram, buscando dados sobre doenças relacionadas a falta de saneamento e correlacionando-os a fim de se criar um panorama para futuros leitores interessados na promoção da saúde neste município e  no território em que está inserido. Partindo dessas pesquisas, o trabalho restringiu-se a dados relacionados ao município de São João de Meriti - RJ, dentre eles a rede de esgoto atual do município, população, taxa de crescimento, densidade demográfica como também indicadores de saúde relacionados à falta de saneamento e áreas na cidade sujeitas à inundações.


2020 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
pp. 107-117
Author(s):  
Fabiana Xavier Costa ◽  
Diego Frankley da Silva Oliveira ◽  
Anne Carolline Maia Linhares ◽  
Luciana Menino Guimarães ◽  
Salomão de Sousa Medeiros

Resumo - O pinhão manso é uma planta perene com propriedades medicinais e com grande potencial para a produção de biodiesel. Devido a escassez de literatura e pesquisas com o pinhão manso, e seu grande potencial para a produção de biodiesel, objetivou-se com esse trabalho estudar o crescimento do pinhão manso em função da adubação orgânica (casca de pinhão manso moída e natural) e adubação mineral (doses crescentes de nitrogênio e fixas de fósforo), nas condições edafoclimáticas do município de Catolé do Rocha, no semiárido paraibano. Foi utilizado o delineamento inteiramente casualisado usando dosagens crescentes de ureia (0; 30; 60; 90 kg ha-1), e duas formas de casca de pinhão manso (natural ou moída) adotando-se o esquema fatorial 2 x 4, resultando em 8 tratamentos com 4 repetições totalizando 32 parcelas experimentais. Foi utilizada ainda uma dose fixa de superfosfato simples (30 kg ha-1). As analises de crescimento se deram aos 180 dias, após o transplante das mudas e a de produção aos 240 dias analisando altura da planta, diâmetro do caule, numero de folhas, área foliar, numero de frutos por planta, peso dos frutos por planta, numero de sementes por planta e peso de sementes por planta. A dosagem de 90 kg ha-1 de ureia se sobressaiu em relação às demais para todas as variáveis analisadas.    Casca moída; Nitrogênio; Tratamentos  


2020 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
pp. 93-105
Author(s):  
Juliana Michelli Da Silva Oliveira ◽  
Rogério de Almeida

O presente artigo tem por objetivo discutir conceitos, imagens e narrativas que constituem os imaginários da cibercultura. Partindo da importância da cibernética na constituição de um ciberimaginário, localizam-se as ideias-chave (comando, correspondência entre sistemas, transmissão de informações e retroação) e as vertentes de imagens que lhe são subjacentes, seguindo a perspectiva da escola francesa de antropologia do imaginário. Depois, este trabalho expõe discussões de Edgar Morin sobre a cibernética e as reabilitações que ele opera em seus conceitos e imagens a partir do pensamento complexo. Por fim, discute as limitações e potencialidades associadas à ciência do comando.  


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