Iniciação & Formação Docente
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Published By Universidade Federal Do Triangulo Minero

2359-1064

2021 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
pp. 56
Author(s):  
Pablo Diego Santos Avelino ◽  
Maria Aparecida Aparecida Da Silva Miranda
Keyword(s):  

O trabalho em questão volta-se para a escrita acadêmica e seu desdobramento conceitual e prático na produção do fichamento e do resumo textual. O objetivo é refletir sobre o modo como alunos do curso de Letras da disciplina Leitura e Produção de Texto Acadêmico I da Universidade Federal do Rio Grande do Norte mobilizam a voz alheia para fundamentar teoricamente o próprio dizer. Partimos da ideia de que o fichamento e o resumo são formas organizadas de registrar informações a partir de um texto-fonte por apresentar especificidades estruturais. Isso pode ser percebido quando levantamos as estratégias de leitura mobilizadas e analisamos os efeitos que se produzem na escrita. Definimos como pergunta: qual a relação existente entre leitura e escrita na universidade? Para tanto, o apoio teórico concentra-se nas recomendações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABTN), as contribuições dadas por Weg (2006) e Leite (2006) sobre fichamento e resumo, respectivamente. Estudos de paráfrase proposto por Fuchs (1985); Fabiano-Campos (2007; 2014) e Miranda (2013) sobre escrita acadêmica. Como objeto de análise, delimitamos analisar 03 (três) textos produzidos por um mesmo aluno – a saber, aluno de graduação no curso de Letras - Língua Portuguesa – sobre o artigo Letramento acadêmico: da escrita à leitura científica, de Clínio Jorge de Souza (2012). Considerando o corpus, portanto, os resultados apontam que, em certa medida, os textos examinados apresentam elementos que são correlatos ao fichamento e ao resumo.


2021 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
pp. 203
Author(s):  
Hefraim da Silva Costa ◽  
Katia Cilene Ferreira França

Este trabalho volta-se para a observação da escrita acadêmica, para a compreensão do jogo que o pesquisador realiza com a voz alheia no sentido de fundamentar o próprio dizer e, assim, marcar sua ligação a uma família teórica. Partimos da ideia de que o sentido de filiação teórica não é exato, nem transparente, mas carregado de opacidade, que pode ser percebida quando levantamos as vozes citadas e analisamos que lugar e função elas ocupam na escrita de artigos científicos. Isso significa dizer que não vamos observar o discurso citado por ele mesmo, mas com a intenção de entender o que ele diz sobre a filiação. Para este estudo, tomamos como perguntas: em artigos que tratam do ensino de língua portuguesa quais os nomes mais citados? Que função desempenham? Para esta discussão tomamos como ponto de partida os estudos de Volochinov (2017) que trata o dialogismo como fundamento da linguagem; os de Bakhtin (2011) sobre o enunciado que acontece em meio a já ditos e como tal revela uma genealogia do dizer; além dos de França (2018) sobre a problematização do sentido de filiação e os tipos de arranjos familiares. Como objeto de análise, delimitamos artigos científicos que tratam sobre o ensino de língua portuguesa, publicados em periódicos da área de Letras, do Maranhão. Esta investigação é desenvolvida no Programa de Iniciação Científica (PIBIC), no projeto denominado Filiação teórica e produção científica: análise dos periódicos maranhenses.


2021 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
pp. 01
Author(s):  
Sulemi Fabiano Campos ◽  
Geová Bezerra Guimarães ◽  
José Antônio Vieira ◽  
Katia Cilene Ferreira Franca ◽  
Maira Aparecida Miranda

O dossiê Experiências de ensino e pesquisa: a prática de leitura e escrita em diferentes contextos reúne produções escritas de discentes egressos do Curso de pós-graduação lato sensu em Fundamentos Linguísticos para o Ensino da Leitura e da Escrita (CEFLE) do Departamento de Letras da UFRN, de licenciandos e cursistas da disciplina Leitura e Produção de Texto Acadêmico I, ofertada de modo remoto pelo curso de Letras da UFRN, campus Central, e ministrada pela Professora Dra. Sulemi Fabiano Campos. Compõe-se de textos de alunos do curso de Linguagens e Códigos – Língua Portuguesa da UFMA, que desenvolvem pesquisas com a Profª Dra. Kátia França, no Grupo de Estudos Escrita e Produção de Saberes. Ademais, destaca pesquisas de alunos vinculados ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e ao Programa de Residência Pedagógica de instituições parceiras, e de estudos de professores que, via relatos de experiências, contam sobre suas inquietações e intervenções pedagógicas voltadas ao ensino de língua portuguesa. Portanto, este dossiê socializa pesquisas e relatos de experiência que tematizam e problematizam práticas de leitura e produção escrita em contextos escolares e/ou universitários, sobretudo, trabalhos que refletem sobre linguagem e ensino, mediação docente e processos de aprendizagem, ensino de leitura/escrita e produção de conhecimento em diferentes contextos. Os textos ecoam as vozes de sujeitos-pesquisadores em suas primeiras produções acadêmicas em diálogo com o olhar experiente de docentes-formadores.


2021 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
pp. 08
Author(s):  
Anna Luiza Silva Fernandes Amarante ◽  
Adrian Ryan Santos Dantas ◽  
Alane Moura Silva
Keyword(s):  

Este trabalho relata a experiência de alunos tutores em atividades de leitura e de escrita desenvolvidas no semestre de 2020.6, da disciplina remota de Leitura e Produção de Texto Acadêmico I, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Durante a análise dessa atuação, levantamos a seguinte questão: como foram contornados os principais desafios da disciplina, impostos pela dificuldade apresentada pelos graduandos, na produção da escrita acadêmica? Partimos da hipótese de que a soma dos esforços resultantes da parceria entre docente e tutores, além da oportunidade de reescrita dos textos propostos, são fatores que podem ter colaborado para o aperfeiçoamento da escrita acadêmica dos alunos. Para mostrar como chegamos a esse raciocínio, propomos descrever de que maneira foram conduzidos os exercícios durante a disciplina, destacando a aplicação, análise e correção das atividades desenvolvidas, a fim de discutir os principais resultados alcançados durante esta experiência. Para isso, serão evidenciados teóricos que fundamentaram tanto as discussões em aula, sugeridas por Possenti (2002), Barzotto (2013; 2014) e Barbosa; Fabiano-Campos (2014), quanto os conceitos de fichamento e resumo propostos por Weg (2006) e Leite (2006) respectivamente. A base teórica para essa proposta de artigo também parte de Larrosa (2002, 2014), cujos conceitos de experiência, embora não tenham sido contemplados em sala de aula, colaboraram bastante com o que sugerimos. Os textos do corpus pertencem a um único aluno, mas não apresentam marcas que o identifiquem. A avaliação preliminar constatou notáveis avanços no desenvolvimento da escrita acadêmica desse graduando. Nesse caso, através do trabalho em conjunto entre docente e tutores, além da possibilidade de reescrita dos textos propostos, vivenciamos experiências de ensino e pesquisa acadêmica.


2021 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
pp. 249
Author(s):  
Francisco Célio Herculano da Costa ◽  
José Antônio Vieira

O ensino remoto tem estado presente na maioria das escolas brasileiras desde que foram suspensas as aulas presenciais em consequência da pandemia da Covid-19. A implementação dessa forma de ensino tem sido desafiadora para profissionais da área educacional, considerando as especificidades regionais, das escolas e das famílias. Esse contexto nos incentivou a desenvolver o seguinte questionamento: de que modo a mediação do professor, no processo de leitura e escrita, tem funcionado no sentido de estimular os alunos a ler e a escrever? Para respondê-la, analisamos as percepções dos professores sobre o processo de leitura e escrita no ensino remoto. Especificamente, identificamos diferentes visões dos professores sobre o ensino remoto e a aprendizagem; e analisamos como leitura e escrita participam, enquanto mediação, do ensino de português a partir deste contexto. Utilizamos, como metodologia, questionários (virtuais), aplicados entre os dias 21-28/08/2020 a 32 professores das redes pública e privada de ensino.  Fundamentamo-nos, principalmente, em Geraldi (1997; 2011), que nos apresenta o uso do texto como fundamental na construção e mediação do conhecimento; em Orlandi (2008), que considera que a linguagem é constituída a partir da relação entre homem e realidade histórico-social; em Smolka (1987), Soares (2014) e Mortatti (2020), que defendem o processo de alfabetização numa perspectiva discursiva. Nossos resultados indicam que parte significativa dos professores considera ser possível criar condições para atividades interativas envolvendo leitura e escrita, apesar das dificuldades referentes à motivação dos alunos e à disponibilização de ferramentas e de formação para a nova realidade do ensino.


2021 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
pp. 333
Author(s):  
Aline Kananda Matias Silva

Este trabalho tem o objetivo de fazer um relato de experiência sobre uma prática de ensino desenvolvida com bilhetes-orientadores, enquanto enunciados responsivos, atividade de interação entre professor e aluno no espaço da escrita. Trata-se de um recorte de um trabalho monográfico de uma professora-pesquisadora em formação que interroga a própria prática e as experiências de leitura dos alunos, a partir da escrita e da correção mediada por bilhetes-orientadores para reescrita. A pergunta que estabelece este relato é: Como o diálogo entre professor e aluno, norteado por bilhetes, pode contribuir para o desenvolvimento da escrita de alunos no ensino fundamental? Nossa hipótese é que os bilhetes-orientadores podem funcionar como uma estratégia de interação entre professores e alunos e auxiliar no desenvolvimento da autonomia de escrita. A metodologia utilizada é de caráter qualitativo, o material de análise é formado por produções textuais de um aluno e o bilhete-orientador para a reescrita. Para a constituição do quadro teórico, investimos na concepção bakhtiniana de linguagem como atividade dialógica, exploramos os estudos de Geraldi (1993; 2010; 2012), Antunes (2003), que tratam sobre o ensino de língua, Ruiz (1998) que discute sobre correção textual-interativa por meio de bilhetes; e de Larrosa (2015) sobre a experiência como algo que nos passa. Os resultados da pesquisa apontaram o bilhete-orientador como uma atividade produtiva para professores e alunos, tanto por ser uma prática docente que considera as singularidades de cada escrita, de cada aluno, quanto por ser uma prática que possibilita ao estudante refletir sobre a própria escrita.


2021 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
pp. 74
Author(s):  
Annelisy Karoline Costa Silva ◽  
Anny Caroliny Nunes Silva ◽  
Bruna Ferreira Urbano
Keyword(s):  

O foco deste artigo é interpretar o processo de construção de um resumo acadêmico produzido por um aluno de graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em contexto de aula remota. A relevância deste estudo se dá por dois motivos: a temática do artigo e a análise. Visto que o resumo acadêmico é um gênero exigido nas instituições de ensino e relevante para a divulgação do conhecimento. E já na análise é possível compreender as formas como as estratégias de sumarização podem ser aplicadas à produção de texto. Os dados foram coletados por meio de duas atividades, a primeira consistia em produzir um resumo informativo do artigo A difícil arte de dialogar com a palavra do outro para produzir palavra própria, escrito pelas autoras Barbosa e Campos (2014); e a segunda era a reescrita desse resumo, conforme a ABNT – NBR 6028 (2003). Para tanto, foram definidos os seguintes parâmetros de análise: (1) comparar a versão I do resumo com o texto-fonte; (2) comparar a versão I do resumo com a versão II; e (3) verificar as estratégias do processo de sumarização nas duas comparações, versão II do resumo com a versão I e, depois, versão II com o texto-fonte. Os resultados revelam que o aluno apresenta conhecimentos acerca do resumo acadêmico e também das etapas do processo de sumarização. Por fim, buscamos contribuir para os estudos sobre a escrita acadêmica, em especial a escrita de graduandos, a fim de perceber como eles desenvolvem os processos de sumarização.


2021 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
pp. 35
Author(s):  
Ana Beatriz De Souza Pereira ◽  
Paula Damila Rocha de Souza ◽  
Mateus Parducci Soares de Lima ◽  
Thayná Cristina Ananias
Keyword(s):  

Este trabalho foi desenvolvido na disciplina de Leitura e Produção de Texto Acadêmico I durante o período suplementar de 2020.5 do Departamento de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Uma vez percebida a dificuldade do aluno universitário em articular o conhecimento adquirido e a escrita, selecionamos a produção de quatro atividades de 01 aluno da matéria, com o objetivo de investigar a elaboração e evolução da escrita no que se refere ao fichamento e ao resumo. Quanto à metodologia, transcrevemos os textos do aluno e os comparamos, em quadros, com o texto-fonte utilizado para a realização da escrita e da reescrita do fichamento e do resumo, Letramento Acadêmico: da escrita à leitura científica, de Souza (2012). Verificamos, assim, como o aluno consegue organizar, reformular e mobilizar o aprendizado desenvolvido e incorporá-lo aos seus textos a partir do emprego das citações indiretas e das paráfrases. Nesse sentido, utilizamos um referencial teórico formado por Weg (2006) quanto a fichamento; de Machado et al (2004) acerca do resumo; da ABNT (2002) a respeito da citação indireta e, por último, de Fuchs (1985) quanto à paráfrase. A análise dos textos permite-nos afirmar que a etapa de reescrita das atividades foi imprescindível para o aprimoramento da produção textual do discente. Isto é, durante a construção e reconstrução dos textos escritos nota-se uma evidente melhora no monitoramento da escrita e no domínio do fichamento e do resumo, além de executar, mais facilmente e efetivamente, a citação indireta e a paráfrase.


2021 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
pp. 229
Author(s):  
Rafaela Freitas Silva ◽  
Maria Claudiane Silva de Souza

A escrita de uma pesquisa, especialmente de artigos científicos que circulam em periódicos, é construída com base em já ditos que devem ficar aparentes. Uma das estratégias dessa visibilidade são as formas de discurso citado, que deixam à mostra os já ditos, os autores e indiciam a linha de pensamento que fundamenta a pesquisa, a filiação teórica. É para a relação entre essas estratégias, mais particularmente para as operações parafrásticas, e a filiação teórica que voltamos nossa atenção, neste trabalho. Nosso objetivo é analisar a paráfrase, na escrita de artigos científicos, como atividade de interpretação do discurso de outrem e estratégia de construção da filiação teórica do pesquisador. Investigamos a paráfrase como um esquema linguístico-discursivo de reformulação e produção de um novo dizer, como uma operação marcada por negociações de sentido com a palavra alheia, como uma atividade responsiva e responsável de um sujeito que busca se colocar como filiado a uma linha de pensamento. Delimitamos como objeto de análise artigos de periódicos científicos maranhenses da área de Letras, disponíveis online, especificamente artigos que tratam sobre o ensino de língua portuguesa. Exploramos neste trabalho, três artigos que representam a regularidade de operações que encontramos tanto no que se refere aos autores citados quanto às operações parafrásticas realizadas. Para essa problematização, trazemos a concepção de dialogismo e formas do discurso de outrem, de Bakhtin/Volochinov (2014), a concepção de paráfrase de Fuchs (1985), e França (2018) sobre a filiação teórica na escrita acadêmica.


2021 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
pp. 151
Author(s):  
Melina Nascimento Gomes ◽  
Sulemi Fabiano Campos

Quando se trata de processo parafrástico, o pesquisador frequentemente se encontra numa corda-bamba, tentando se equilibrar entre a mera reprodução do conteúdo já construído – podendo envolver plágio ou deturpações semânticas de maior ou menor grau – e o anseio de elaborar novas considerações para o campo científico a partir do que já foi dito por outrem. Considerando o diálogo com a palavra do outro como um aspecto de grande relevância para a escrita acadêmica e um frequente desafio para os estudantes, este trabalho tem por objetivo analisar a maneira como ocorre o processo de parafrasagem em dissertações de mestrado. O corpus, então, é constituído por produções provenientes do Programa de Mestrado Profissional de Letras (ProfLetras). Com base nesse apanhado, foi feita uma análise de citações indiretas, relacionando as paráfrases e seus respectivos textos-base, buscando observar como o sujeito autor reformula o discurso alheio; de qual modo articula sinonimicamente; se deturpa, mantém ou comete deslizes em relação ao sentido original e à ideia referenciada. A análise, que confirma as hipóteses mencionadas, pautou-se nas proposições de Fuchs (1985) sobre o conceito de paráfrase e nas contribuições de Possenti (2002), Grigoletto (2011) e Fabiano-Campos (2014) no tocante às reflexões não só acerca da articulação entre discursos, mas também questões mais amplas de escrita, como a concepção de autoria.


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