Revista Farol
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Published By Universidade Federal Do Espirito Santo

1517-7858, 1517-7858

Revista Farol ◽  
2021 ◽  
Vol 17 (24) ◽  
pp. 174-182
Author(s):  
Rafaela Pupin de Oliveira ◽  
Eliane Patricia Grandini Serrano

Este artigo apresenta uma discussão sobre as possibilidades poéticas e educativas da experiência estética, uma forma particular de interação com objetos artísticos, tanto do ponto de vista da fruição como do fazer poético. Ambos podem ser explorados pelo arte/educador, como mediador, pesquisador e agente em processos criativos. Estes aspectos são explorados pela metáfora do navegante, o qual é conceituado como sujeito que é desafiado a criar seu próprio caminho para vivenciar a experiência. Os conceitos teóricos, o olhar poético e suas relações evidenciam a importância do “navegar” em momentos desafiantes como o de pandemia. Identifica-se o processo orgânico e subjetivo da experiência, o papel do professor-artista, a educação estética e o potencial da arte na formação do ser humano.


Revista Farol ◽  
2021 ◽  
Vol 17 (24) ◽  
pp. 69-79
Author(s):  
Lucas Ferreira de Vasconcellos ◽  
Rita Lages Rodrigues
Keyword(s):  

O presente artigo visa analisar criticamente a exposição Atlântico Vermelho, da artista Rosana Paulino, realizada entre outubro e dezembro de 2017, no Padrão dos Descobrimentos, monumento situado em Lisboa, Portugal. Para tanto, toma-se o conceito de Impulso Historiográfico, apresentado por Giselle Beiguelman (2019), como uma noção de prática artística que questiona e reedita as verdades absolutas instituídas nos circuitos institucionais e a monumentalização da história. Tal conceito deve ser trabalhado em processos de (re)interpretação dos bens pertencentes à categoria do patrimônio cultural, em especial os monumentos históricos, sobre os quais atua a artista Rosana Paulino. Como suporte crítico, a crítica feminista decolonial é acionada.


Revista Farol ◽  
2021 ◽  
Vol 17 (24) ◽  
pp. 94-107
Author(s):  
Osvaldo Martins de Oliveira ◽  
Paula Aristeu Alves

Este artigo tem por objetivo analisar as concepções de duas lideranças quilombolas da comunidade de Retiro, Santa Leopoldina (ES), sobre as lutas pelos direitos ao território e ao patrimônio cultural. A proposta surgiu das pesquisas realizadas pelo projeto Africanidades Transatlânticas e para a elaboração da dissertação de mestrado de uma das pesquisadoras, que atuou como colaboradora no presente projeto. Para tanto, foram realizadas entrevistas de narrativas de vida sobre as trajetórias de escolarização de quilombolas que concluíram o curso universitário e seus pontos de vista sobre os direitos da comunidade.     


Revista Farol ◽  
2021 ◽  
Vol 17 (24) ◽  
pp. 10-21
Author(s):  
Janna Schoenberger

Following Huizinga’s ideas in his Homo Ludens (1938), I propose the term Ludic Conceptualism to describe the art that flourished in the Netherlands from 1959 to 1975. Unlike the more severe strands of conceptualism developed in New York and the United Kingdom, play was central to its Dutch incarnation. In this chapter I will show how Dutch conceptual artist Bas Jan Ader’s fixation on his identity, as staged through satirical jokes based on national stereotypes, is key in understanding his art. While a great deal of the humor is obvious in Ader’s work, there has been no serious inquiry into his comedic practice. I will position Ader within the framework of post-war humorous conceptual art prevalente both in the Netherlands and California, locales in which Ader had lived and studied. Using theories of humor and identity I will demonstrate how Ader’s jokes are closely tied to social contexts on both sides of the Atlantic, environments relevant to the artist’s development in the course of his short career. A close examination of Ader’s work will reveal that the artist’s blurred identity as seen in his use of humor is, in fact, a central feature of his art.


Revista Farol ◽  
2021 ◽  
Vol 17 (24) ◽  
pp. 57-68
Author(s):  
Camila Calolinda da Silva ◽  
Alex Fabiano Alonso ◽  
Eluiza Bortolotto Ghizzi

O presente artigo interessa-se pela obra do artista contemporâneo mineiro Paulo Nazareth (1977). Em um primeiro momento, analisa o seu fazer artístico por meio de percursos de viagem com base nos conceitos de “lugar” e “não lugar” antropológicos, cunhados por Marc Augé. Em seguida, no intuito de aprofundar-se no estudo dos significados com os quais o artista trabalha, detém-se em um registro videográfico da obra “Árvore do Esquecimento” (2013), a qual analisa recorrendo a uma aplicação da semiótica peirciana à imagem, proposta pela semioticista Lúcia Santaella. Os resultados mostram uma obra que valoriza o sentido de lugar na medida em que vai na contramão das figuras de excesso que Augé associa aos não lugares e, ao mesmo tempo, reconstrói simbolicamente vivências ancestrais dele próprio e de todos os outros com os quais se identifica.


Revista Farol ◽  
2021 ◽  
Vol 17 (24) ◽  
pp. 27-38
Author(s):  
Kleber Antonio de Oliveira Amancio

Esse artigo visa apresentar o conceito de história da arte branco-brasileira a partir de uma leitura crítica da tradição erigida por uma literatura da arte epistemologicamente eurocentrada. A partir desse diagnóstico pretendemos apontar caminhos para a construção de um ambiente democratico e afeito a incorporação das narrativas por muito obliteradas pelo projeto colonial.


Revista Farol ◽  
2021 ◽  
Vol 17 (24) ◽  
pp. 80-93
Author(s):  
Patrícia Rufino

O presente texto destaca reflexões sobre políticas do corpo negro instituídas por mulheres jongueiras a partir de aproximações nas práticas culturais do Sapê do Norte. Busca desconstruir a representação estereotipada de subalternidade da mulher negra, enfatizando como as comunidades percebiam historicamente os processos de opressão racial e em contraponto criavam estratégias para fortalecer a liderança feminina. As questões de interseccionalidade de gênero são discutidas sob esse prisma, constituindo territorialidades e contextos de autoafirmação. Nas rodas de jongos o corpo é premissa da relação ancestral, da circularidade expressa nos ciclos geracionais interligando o passado e o presente por meio dos cantos e danças. É neste contexto que traçamos alguns paralelos sobre territorialidades femininas, ancestralidade, circularidade.


Revista Farol ◽  
2021 ◽  
Vol 17 (24) ◽  
pp. 160-173
Author(s):  
Andresa Thomazoni ◽  
Tania Fonseca ◽  
Margarete Axt

Este artigo surge de uma pesquisa de doutorado que buscou analisar o processo de criação da artista multimídia X que utiliza o computador como atelier para sua produção artística. Utilizou-se a cartografia como metodologia de pesquisa, por esta privilegiar o acompanhamento do processo de criação. O objetivo deste artigo é refletir sobre a relação híbrida do agenciamento homem-máquina, entendendo a mesma como potência maquínica. Busca-se, portanto, demonstrar a potência política de maquinar a máquina, na criação de novos devires.


Revista Farol ◽  
2021 ◽  
Vol 17 (24) ◽  
pp. 45-56
Author(s):  
Maíra Freitas de Souza ◽  
Geovanni Silva Lima
Keyword(s):  

A produção em arte da performance do artista capixaba Geovanni Lima é analisada a partir de uma perspectiva decolonial, considerando inflexões teóricas das epistemologias afro-brasileiras e da abordagem queer of color, ou cuír. Destacaremos a sua série de três performances Exercícios para se lembrar (2018-2021), que forneceram elementos importantes sobre a articulação entre memória, processos de subjetivação, pactos identitários e produção poética.


Revista Farol ◽  
2021 ◽  
Vol 17 (24) ◽  
pp. 205-2017
Author(s):  
Janna Schoenberger ◽  
Angela Grando ◽  
Léa Araujo

Seguindo as ideias de Huizinga em sua obra Homo Ludens (1938), proponho o termo Conceitualismo Lúdico para descrever a arte que floresceu em solo holandês dentre os anos de 1959 a 1975. Diferentemente da vertente mais austera do conceitualismo desenvolvido em Nova York e Reino Unido, o jogo era central para a vertente holandesa. Neste artigo discutirei como a consolidação de uma identidade, performada através de piadas de cunho satírico baseadas em estereótipos nacionais, se tornou a chave para a compreensão do processo artístico do artista conceitual holandês Bas Jan Ader. Embora grande parte do humor presente em seu trabalho seja óbvio, não houve nenhuma investigação séria sobre sua prática da ironia. Posicionarei Ader dentro da estrutura da arte conceitual humorística pós-guerra prevalecente na Holanda e Califórnia, localidades onde Ader viveu e estudou. Utilizando teorias do humor e da identidade demonstrarei como as piadas de Ader estão intrinsecamente ligadas a contextos sociais presentes nos dois lados do Atlântico, ambientes relevantes para o desenvolvimento artístico em todo curso de sua curta carreira. Uma investigação atenta sobre o trabalho de Ader revelará que a identidade densa desse artista, como vista em sua utilização do humor, é de fato, a característica central de seu trabalho.


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