scholarly journals Épistémologie et probabilité chez Keynes

2004 ◽  
Vol 79 (1-2) ◽  
pp. 57-70 ◽  
Author(s):  
Elke Muchlinski

Résumé Cet article propose une analyse épistémologique de la théorie des probabilités de Keynes. Il concerne plus particulièrement le lien entre la conception keynésienne des probabilités et la théorie économique élaborée par Keynes. Nous montrerons que Keynes s’oppose à l’esthétisme formel, aux lois rigides et à la théorie orthodoxe en raison de sa prétendue universalité spatio-temporelle. Nous verrons que Keynes substitue aux catégories traditionnelles, entre autres celles de rigueur et de connaissance complète, de nouvelles catégories comme celles d’incertitude, d’ignorance et d’anticipation. Étant donné que Keynes rejette d’entrée de jeu les calculs du type ce ceux que l’on retrouve dans les approches inspirées de Bentham, nous ferons voir que sa théorie économique prend en compte la fragilité et la précarité de la connaissance. Nous insisterons enfin pour dire que Keynes nous paraît également dépasser le constructivisme, car il rejette ouvertement le recours aux concepts vides, à savoir ceux qui ne sont pour lui qu’un squelette sans chair. Enfin, nous mettrons en évidence que, poussé par le besoin de se fonder sur des principes valides a priori, Keynes abandonne l’empirisme classique à son sort.

2008 ◽  
Vol 43 (1) ◽  
pp. 37-45 ◽  
Author(s):  
Fabyano Fonseca e Silva ◽  
Thelma Sáfadi ◽  
Joel Augusto Muniz ◽  
Luiz Henrique de Aquino ◽  
Gerson Barreto Mourão
Keyword(s):  
A Priori ◽  

O objetivo deste trabalho foi realizar uma análise bayesiana de modelos auto-regressivos de ordem p, AR(p), para dados em painel referentes às diferenças esperadas nas progênies (DEP) de touros da raça Nelore publicados de 2000 a 2006. Neste trabalho, adotou-se o modelo AR(2), indicado pela análise prévia da função de autocorrelação parcial. As comparações entre as prioris, realizadas por meio do Fator de Bayes e do Pseudo-Fator de Bayes, indicaram superioridade da priori independente t-Student multivariada - Gama inversa em relação à priori hierárquica Normal multivariada - Gama inversa e a priori de Jeffreys. Os resultados indicam a importância de se dividir os animais em grupos homogêneos de acordo com a acurácia. Constatou-se também que, em média, a eficiência de previsão dos valores de DEP para um ano futuro foi próxima de 80%.


2005 ◽  
Vol 28 (1) ◽  
pp. 9-19
Author(s):  
Mónica Zapata
Keyword(s):  
A Priori ◽  
De Se ◽  

Certains récits courts de Silvina Ocampo (Argentine, 1903-1993) présentent la particularité de faire cohabiter des motifs d'horreur avec des traits d'humour. Meurtres, cadavres et corps difformes sont des manifestations de l'abjection, à côté desquelles se trouvent mots d'esprit, ironie, parodie, satire. Et le tout est marqué par le sceau de la répétition. À première vue, les procédés d'humour tiennent lieu de symbole, élaboration secondaire dont le rôle est d'éloigner le sujet de l'abject, le réaffirmant dans son identité, son appartenance et sa loi. Mais dès qu'on y regarde de plus près, on s'aperçoit que les traits d'humour sont en fait un leurre. L'analyse des procédés satiriques : recours au stéréotype, au cliché et exploitation du kitsch, notamment, révèle la nature ambivalente de ces notions, en même temps qu'elle remet en question leur fonctionnement dans le texte. De par la double valorisation de ces procédés toujours aptes à susciter l'horreur, on est en droit de se demander si le paradigme du plaisir sur lequel, a priori, les textes nous engagent, n'est pas subverti. La réinstauration de l'image maternelle, par le biais d'un rituel masochiste, par la rumination cannibalique, ainsi que par la répétition qui traversent les textes transforme notre rire en effet de jouissance.


2011 ◽  
Vol 26 (3) ◽  
pp. 685-720 ◽  
Author(s):  
Marco Aurélio Máximo Prado ◽  
Frederico Alves Costa

Este artigo tem por objetivo discutir estratégias de luta política desenvolvidas por movimentos sociais que atuam na sociedade brasileira, tendo como problema: quais as possibilidades de democratização social frente ao descentramento do espaço político e a pluralidade de sujeitos políticos que caracterizam as últimas décadas das sociedades ocidentais contemporâneas? Foram entrevistados representantes de grupos do movimento feminista (Marcha Mundial das Mulheres - MMM), do movimento negro (Negras Ativas - NA), do movimento camponês (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST), do movimento sindical (Central Única dos Trabalhadores - CUT), do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) e da Brigadas Populares (BP). Além disso, foram entrevistadas a secretária da Assembleia Popular Metropolitana de Belo Horizonte (AP-MBH) e a vice-presidente "Trans" da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), entidades que, na pesquisa, denominamos de espaços de vínculos entre sujeitos políticos. Também coletamos, junto aos grupos, materiais referentes a ações desenvolvidas por eles, à história dos grupos, às suas bandeiras políticas. Para a análise dos dados, nos concentramos teoricamente em uma teoria democrática específica, denominada Teoria Democrática Radical e Plural, desenvolvida por Ernesto Laclau e Chantal Mouffe, desde meados da década de 1980. A partir da leitura das entrevistas, dos documentos coletados junto aos grupos e das considerações da Teoria Democrática Radical e Plural, construímos categorias analíticas referentes ao problema proposto na pesquisa. Discutimos, neste artigo, duas estratégias de luta política, denominadas estratégia de articulação e estratégia de aliança. A estratégia de articulação é concebida como a construção de uma relação de equivalência ("nós") entre diferentes sujeitos políticos, de modo a se construir um projeto contra-hegemônico. Já estratégia de aliança é definida como a construção de vínculo, em torno de demandas especificas, entre sujeitos políticos na construção de ações conjuntas, sem que isso implique, necessariamente, na promoção de uma relação de equivalência entre os grupos. Entendemos essas duas formas de estratégia política não como opostas, a priori, mas como modos complementares de se construir a mudança social. As estratégias debatidas podem ser úteis para pesquisas no campo dos movimentos sociais, sobretudo, na análise dos modos de construção da luta política.


2017 ◽  
Vol 4 (1) ◽  
pp. 25-35
Author(s):  
Celio Martins da Matta ◽  
Andre Martins da Matta

ABSTRACTProcess of study of two binomials considered inseparable: creative-rational and conceptualization-materialization. Translates the academic experience with classes, orientations, disciplines, coordination of laboratories and doctoral thesis: Artemídia Influente: Ateliê-Laboratório in the Interfaces Art, Science and Technology. This mixture provided information on laboratory tests for the conception, materialization and understanding of art and its derivatives in the art, science and technology interfaces. Emphasis on the use of materialization processes, which a priori served as a didactic tool and were subsequently used to make artistic works, concomitantly the awareness and scientific artistic appropriation of these didactic prototypes of courses in design, architecture and art.RESUMOO artigo relata a vivência acadêmica do autor com aulas, orientações, disciplinas ministradas, coordenação de laboratórios e parte da tese de doutoramento intitulada: Artemídia Influente: Ateliê-Laboratório nas Interfaces Arte, Ciência e Tecnologia. Essa mistura forneceu informações sobre ensaios e tentativas laboratoriais de se conceber, materializar e entender arte, e seus derivados nas interfaces arte, ciência e tecnologia. Ênfase para a utilização de processos avançados de materialização, que a priori serviam de instrumento didático nos estudos em ateliês-laboratórios, mas que posteriormente foram utilizados para a confecção de obras de arte, concomitantemente a uma tomada de consciência, de apropriação artístico científica de protótipos didáticos. Para a materialização foram utilizadas técnicas híbridas, manuais e tecnológicas, em diversos espaços de ateliês-laboratórios.


2014 ◽  
pp. 1-23 ◽  
Author(s):  
Manon Vialle
Keyword(s):  
De Se ◽  

La croissance de l’infertilité liée à l’âge dans les sociétés industrielles avancées suscite un accroissement de demandes en matière d’assistance médicale à la procréation (AMP) et amène ainsi chaque société à s’interroger sur ses normes et pratiques. En France, cette question est un révélateur de la spécificité du modèle bioéthique qui encadre les techniques d’AMP ainsi que de ses tensions et contradictions croissantes. La particularité de ce modèle est de se présenter comme strictement « thérapeutique » et de reposer sur la notion d’« infertilité pathologique ». Or c’est justement la simplicité apparente de cette distinction entre pathologie et convenance que met en question l’infertilité liée à l’âge : elle ouvre vers une approche plus complexe de l’infertilité comme phénomène liant à la fois le somatique et le social. À partir d’une enquête auprès de professionnels qui font face à l’infertilité, nous montrerons la prégnance de ce modèle thérapeutique dans leur pratique. Mais nous verrons également que le contexte sociodémographique contemporain amène à une évolution de la notion même d’infertilité et interroge ce modèle de référence. De plus, l’apparition de nouvelles techniques telles que la congélation ovocytaire renforce la mise en question du modèle bioéthique et amène à penser autrement l’opposition pathologie/convenance sur laquelle il est construit. La question est de savoir si ce modèle saura évoluer vers une vision plus complexe et moins idéologique de l’infertilité, ce qui s’avère être un enjeu important pour la société française dans les années à venir et qui va bien au-delà de l’accès aux techniques favorisant ce dépassement.


Author(s):  
Vincent Brulois

Tous les ans, nombre d’entreprises lancent leur enquête d’engagement et les communicateurs internes sont sommés d’interroger des salariés, confrontés à des questions de sens. Partant du propos qu’« il faut s’engager pour engager », selon les mots d’un praticien, quelle sorte de professionnel engagé est ce praticien ? Celui-ci ne peut-il exercer son métier sans un investissement personnel fort ? De quoi est alors fait cet engagement ? Dans quelle mesure cet engagement influence-t-il la façon d’exercer son métier ? Telle est l’intrigue proposée et trois éclairages nous seront utiles pour la résoudre: sur l’engagement, sur la posture du praticien dans l’organisation, sur la dynamique de sa trajectoire professionnelle. Nous verrons que, engager demande de s’expliquer, de dialoguer, voire de se disputer autour du travail et de son organisation. La dimension communicationnelle du travail apparaît ainsi comme une évidence.   Every year, companies launch their commitment survey and internal communicators are asked, as a matter of priority, to interview employees, who are confronted with questions of meaning. Starting from the premise that, in the words of a practitioner, “one must commit oneself to engage others”, we explore the nature of this commitment. Can the practitioner exercise his job without strong personal investment? What is the basis for his commitment? How does this commitment influence the way he does his job? To answer these questions, we will seek to clarify the nature of the practitioner’s commitment, his role within the organization and the dynamics of his career path. We will see that, in order to engage others, internal communicators have to explain, to exchange ideas, to enter into a dialogue and even to argue about the work and its organization and the relations between individual employees. The communication dimension of his work thus seems obvious.


2020 ◽  
Vol 19 (2) ◽  
pp. 270-272
Author(s):  
Adriana Siqueira Russo
Keyword(s):  
A Priori ◽  

A Educação Infantil, de acordo com o artigo 29 da LDB, lei nº 9394/96, compreende a primeira etapa da Educação Básica, que atende a bebês e crianças pequenas de 0 até 5 anos, e tem como objetivo principal promover o desenvolvimento integral dos pequenos, devendo proporcionar-lhes bem-estar físico, afetivo-social e intelectual, por meio de atividades lúdicas que criem oportunidades de desenvolvimento e que estimulem a curiosidade, a espontaneidade e as interações das crianças. Dessa forma, pesquisar sobre a organização do espaço e do tempo na escola infantil é de relevada importância para os educadores da infância, a fim de que possam conhecer e observar atentamente o grupo de crianças com que se relacionam e, então, a partir de suas necessidades, atribuir significado à estruturação espaço-temporal.O livro Tempo e espaço: interações na Educação Infantil, de Andréa Costa Garcia, está divido em oito capítulos e aborda as interações na Educação Infantil, em especial, a organização dos tempos e espaços nas escolas da infância. No primeiro capítulo, a autora versa sobre a questão do planejamento na rotina da Educação Infantil, revelando sua importância. Aponta que ele não é neutro e não deve ser definido pelo professor de forma solitária, mas que deve ser um caminho coletivo e intencional. Explica o que é planejar e traz elementos essenciais ao planejamento, discorrendo sobre a importância de as crianças participarem ativamente desse processo, e aponta, por meio de exemplo, quanto o planejamento é necessário para que a diversidade e a inclusão sejam respeitadas. No segundo capítulo, a autora discorre sobre a organização do espaço físico e sobre como esta influencia de forma significativa o percurso do ensino e da aprendizagem na Educação Infantil. Sob essa perspectiva, apresenta a organização do espaço de acordo com as teorias tradicional e interacionista, as concepções de criança incutidas nas instituições e nos educadores e os processos educativos próprios desse contexto. Dessa forma, nos revela que a perspectiva interacionista é um elemento essencial à constituição de um ambiente educativo, pois a maneira como os materiais e o mobiliário estão organizados nas instituições nos mostra a consideração concedida à criança como um sujeito autônomo, de direitos, criativo e capaz de se expressar. A autora exemplifica possibilidades na adaptação dos espaços para a inclusão de crianças com deficiência e destaca que a constituição dos ambientes é de extrema importância, dado o número expressivo de crianças, desde a mais tenra idade, que passam a frequentar os espaços institucionais por cada vez mais tempo, permanecendo lá dez ou mais horas de seu dia.O livro segue discorrendo sobre os processos de adaptação e de como eles assumem importância central na conquista da autonomia e na aquisição do sentimento de segurança básica dos bebês, das crianças pequenas e de suas famílias, envolvendo a instituição educacional como um todo. Aborda a teoria de Winnicott de que, em seus primeiros meses, um bebê sente que ele e a mãe se fundem e, por isso, no decorrer da adaptação, os objetos transicionais desempenham um papel essencial na garantia de uma separação mãe/bebê sem traumas. Segundo a autora, a forma de entender o transcurso da adaptação, assim como a organização dos espaços, também traz embutida uma concepção de criança a qual, se for respeitada, fará do pequeno um ser potente e com alta capacidade comunicativa desde os primeiros anos de vida. O que nos chamou a atenção é que, sob essa ótica, a autora determina que a criança assume um lugar ativo nos contextos dos quais participa, porém nos questionamos se a postura autocêntrica adotada por algumas instituições não é de mera reprodução das ações sem intencionalidade e significações no fazer docente, pensada a priori para atender aos regimentos. Envolver todos os atores nesse processo é fundamental à instauração de uma ponte segura a partir de um planejamento sensível e cuidadoso.A intencionalidade e a significação da prática docente são reafirmadas ao longo de todo o livro, especialmente no capítulo que trata das relações entre as famílias e as escolas da infância, no qual a autora exemplifica, de maneira didática, as possibilidades de assegurarem-se condições favoráveis ao assentamento de alianças entre educadores e pais e evidencia as benesses oriundas do trabalho docente pautado na teoria interacionista. Porém, apesar de a autora destacar por diversas vezes a relevância dessa teoria, ela não é contextualizada, nem em seu processo histórico nem em sua escolha pessoal em abordá-la.Os capítulos finais tratam de maneira sensível, muito didática e sem prescrição, da importância das interações e como promovê-las nas instituições; discute questões sobre tempo e espaço, avaliação e projetos. O livro nos remete a uma narrativa voltada à sensibilização dos temas apresentados, visando a que os projetos tragam consigo intencionalidade e significado, possibilitando que a avaliação respeite as especificidades de cada faixa etária envolvida no processo. Nesta avaliação devem destacar-se os múltiplos registros, asseverando a observação crítica e criativa das atividades, brincadeiras e interações estabelecidas no cotidiano escolar, bem como a viabilização de seus fazeres e saberes, tendo a criança como sujeito que apresenta inúmeras potencialidades. Todos os capítulos norteiam-se pela intencionalidade e ressignificação da prática docente, sinalizando que em todas as situações devem estar presentes a empatia e a sensibilização. O livro nos revela um grande conhecimento da autora acerca das especificidades dos bebês e crianças pequenas e de suas rotinas nas instituições.Ademais, a forma com que todo o livro foi pensado e escrito mostra a coerência da autora em dar continuidade aos temas considerados por ela imprescindíveis à realização de um fazer pedagógico que respeite os bebês e as crianças pequenas.


2019 ◽  
Vol 5 (3) ◽  
pp. 1234-1313
Author(s):  
Luís Roberto Barroso
Keyword(s):  
A Priori ◽  

O Direito é uma instituição universal, que tem pretensões de ubiquidade e completude. No entanto, em um mundo complexo, plural e volátil, seus limites e possibilidades são abalados pela velocidade, profundidade e extensão das transformações em curso, bem como pelos dilemas éticos que delas decorrem e pelas dificuldades de se formarem consensos no universo da política. O presente artigo traz uma reflexão sobre o modo como o Direito tem procurado lidar com algumas das principais aflições do nosso tempo, diante de demandas que incluem a necessidade de (i) manter a revolução tecnológica numa trilha ética e humanista, (ii) impedir que a democracia se perverta em aventuras populistas e autoritárias e (iii) evitar que as reações à mudança climática só venham quando já seja tarde demais. Numa época em que até o futuro próximo se tornou imprevisível, o Direito não consegue fornecer soluções a priori para problemas e angústias que se multiplicam. Quando isso ocorre, é preciso definir objetivos claros para o futuro da humanidade e fundá-los nos valores essenciais e perenes que vêm desde a antiguidade.


2018 ◽  
Vol 30 (1) ◽  
pp. 7-42
Author(s):  
Frédéric Boily ◽  
Amy Vachon-Chabot
Keyword(s):  
De Se ◽  

La nature et l’importance des relations qui existent entre les communautés francophones canadiennes et le Québec suscitent fréquemment des controverses et des questionnements identitaires. Par exemple, comment les jeunes francophones et francophiles voient-ils les autres francophonies et comment perçoivent-ils leur propre francophonie à l’intérieur du Canada? Existe-t-il une conscience d’une francophonie de l’Ouest ou les identités francophones provinciales se sont-elles imposées dans la façon de se représenter? Dans ce texte, nous présenterons les résultats d’une recherche de terrain menée en 2014-2015 qui examine la manière dont les étudiants du Campus Saint-Jean perçoivent la francophonie albertaine dans son rapport avec les autres francophonies de l’Ouest. Il s’agit d’une étude qui, en explorant les perceptions des jeunes francophones et francophiles qui fréquentent cette institution post-secondaire francophone, permet de saisir s’ils se perçoivent comme faisant partie d’un espace francophone albertain ou alors d’une pluralité d’espaces francophones canadiens. Nous verrons alors qu’il existe des perceptions opposées en ce qui concerne la vitalité ainsi que la place de la francophonie albertaine à l’intérieur de la francophonie de l’Ouest.


2019 ◽  
Vol 48 (4) ◽  
pp. 528-552
Author(s):  
Stéphanie Tremblay ◽  
Jacques Cherblanc

Les débats sur la laïcité au Québec ne présentent aucun signe d’essoufflement alors que le gouvernement de la CAQ vient d'adopter à l’Assemblée nationale son projet de loi sur la laïcité (de l’État 16 juin 2019). Ce moment historique pour le Québec concernant l’articulation politique de sa laïcité offre une occasion de se pencher sur la trajectoire récente de cette notion afin de mieux repérer et comprendre comment cette dernière en est venue à incarner la primauté de certaines valeurs, comme la « neutralité » religieuse des membres de la fonction publique, incluant les enseignant.e.s. Cet article vise ainsi à retracer les principaux moments pivots de cette laïcité à la québécoise en découpant son évolution en trois temps, entre 1999 et 2013. À chaque période, qui cristallise un jalon important du débat politique, nous porterons attention à trois indicateurs : la définition de la laïcité à l’occasion d’une commission ou d’un projet de loi porté ou cautionné par le gouvernement ; le rapport revendiqué ou implicite à l’identité nationale ou à l’histoire dans le débat et ; les articulations avec l’École (institution, cours, enseignants, etc.). Nous verrons que la trajectoire de la laïcité s’impose par étape à chaque période, évoluant d’un débat structurel à un débat convictionnel.


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