scholarly journals A modo de introducción: Cruzando puentes

2020 ◽  
Vol 5 (1) ◽  
pp. 1-5
Author(s):  
Michael Aronna ◽  
José Colmeiro

Latinoamérica ha tenido una marcada presencia a lo largo de la obra de Manuel Vázquez Montalbán, como realidad histórica, escenario real e imaginario de insurgencias y represiones, así como metáfora de las asimétricas relaciones Norte/Sur. La educación sentimental y política de Vázquez Montalbán está impregnada a su vez de referencias latinoamericanas, desde la revolución cubana, los boleros de Antonio Machín o Chavela Vargas, los tangos de Carlos Gardel o Cecilia Rossetto, o el movimiento neozapatista. La obra de Vázquez Montalbán ha tenido asimismo una notable importancia como referencia en el pensamiento crítico latinoamericano, y una decisiva influencia en el desarrollo de la narrativa neopolicial. En conjunto, la obra de MVM abre amplias perspectivas transatlánticas que desbordan las fronteras tradicionales tanto nacionales como genéricas. El presente número monográfico de la revista se interesa en cruzar puentes y ahondar en estas perspectivas críticas.

2019 ◽  
pp. 499
Author(s):  
Angelica Karim Garcia Simao ◽  
Maria Angélica Deângeli

O presente trabalho objetiva tecer uma análise sobre as traduções da obra El hombre de mi vida (2000), do autor catalão Manuel Vázquez Montalbán (1939-2003), da língua espanhola para as línguas francesa, L’homme de ma vie, e portuguesa, O homem da minha vida. Reconhecendo a importância de elementos lexicais para a construção da textualidade literária e para a representação de personagens e de espaços narrativos, tenciona-se mostrar como o uso do léxico tabu, na fala do personagem protagonista (Pepe Carvalho) e em suas respectivas traduções, funciona como recurso discursivo e estilístico para ora acentuar, ora atenuar os paradoxos, desencantos e insatisfações da pós-modernidade. No que concerne às questões do léxico tabu, referimo-nos, sobretudo, aos trabalhos de Domínguez (2008) e Shadid (2011), os quais apresentam diferentes abordagens do tema, considerando suas origens e desdobramentos. Com relação às reflexões sobre tradução, apoiamo-nos nas pesquisas de Rodrigues (2000; 2012), que concebe a tradução como espaço da diferença, e de Crépon (2004/2016), para quem as culturas são constitutivamente traduções, remetendo, nesse sentido, a uma relação diferencial e a um movimento constante de desapropriação linguística. É sob a perspectiva da diferença linguística e cultural que empreendemos então a leitura das obras aqui mencionadas e de seus percursos tradutórios.


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