scholarly journals UTILIZAÇÃO DA PIPER METHYSTICUM (L.) E PASSIFLORA INCARNATA (L.) NO TRATAMENTO DE TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

2021 ◽  
Vol 7 (4) ◽  
pp. 959-973
Author(s):  
Manuela Conceição da Silva ◽  
Natalia Batista de Souza ◽  
Thifani dos Santos Rocha ◽  
Juliana Azevedo da Paixão ◽  
Ana Maura Carvalho Moura de Alcantara

As medidas de controle recomendadas no contexto da pandemia do COVID-19 tem afetado a população em muitos calibres das condições de vida e de saúde e, entre elas, de forma significativa o componente de saúde mental como a ansiedade e a   depressão. Objetivo: Revisar, através da literatura científica, a eficácia, interações farmacológicas e benefícios do uso dos fitoterápicos kava-kava (Piper methysticum L.) e maracujá (Passiflora incarnata L.) como alternativas terapêuticas para o tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), agravados em tempos de pandemia. Métodos: Trata-se de uma revisão bibliográfica sistemática qualitativa, na qual utilizou-se os sites eletrônicos SciELO, PubMed, Google acadêmico, ANVISA e OMS para a busca de dados. Resultados: Observou-se que os principais benefícios da utilização de fitoterápicos diz respeito ao custo reduzido, à facilidade de acesso e ao baixo índice de efeitos colaterais e reações adversas. Encontrou-se um número considerável de informações que demonstraram a utilização e a procura de fitoterápicos à base de P. Incarnata para tratar as psicopatologias como o TAG, durante o isolamento social e a quarentena. Não foram encontrados números significativos de estudos capazes de comprovar a utilização da P. Methysticum durante a pandemia da COVID-19. Considerações finais: Sugere-se que as espécies P. Incarnata e P. Methysticumão eficazes para o tratamento do TAG por possuir alto valor medicinal com propriedades farmacológicas ansiolíticas, anticonvulsivantes e sedativas.

2010 ◽  
Vol 32 (4) ◽  
pp. 429-436 ◽  
Author(s):  
Thalita Thais Faustino ◽  
Rodrigo Batista de Almeida ◽  
Roberto Andreatini

OBJETIVO: Revisar os estudos clínicos controlados sobre a efetividade de plantas medicinais/fitoterápicos no transtorno de ansiedade generalizada. MÉTODO: Realizou-se uma busca (Medline, Web of Science, SciELO, Biblioteca Cochrane) por artigos originais utilizando as palavras ["plant OR phytomed* OR extract OR herbal OR medicinal (OR specific name plants)"] AND ("anxie* OR anxioly* OR tranquil* OR GAD"), delimitada a "human OR clinical trial OR randomized controlled trial OR meta-analysis OR review" e à língua inglesa. Os critérios de inclusão foram: estudos randomizados, comparativos e duplo-cegos. RESULTADOS: Foram selecionados sete dos 267 artigos encontrados. O Piper methysticum (kava-kava) foi o fitoterápico mais estudado, sendo sugerido um efeito ansiolítico. Entretanto, a maioria destes estudos incluiu outros transtornos de ansiedade e os dois estudos com transtorno de ansiedade generalizada apresentaram resultados contraditórios. Estudos isolados envolvendo Ginkgo biloba, Galphimia glauca, Matricaria recutita (camomila), Passiflora incarnata e Valeriana officinalis indicaram potencial efeito ansiolítico no transtorno de ansiedade generalizada. A Ginkgo biloba e a Matricaria recutita apresentaram um effect size ('d' de Cohen = 0,47 e 0,87) similar ou superior ao dos ansiolíticos atuais (0,17-0,38). Não foram localizados estudos com outras plantas. CONCLUSÃO: Apesar do potencial terapêutico dos fitoterápicos no transtorno de ansiedade generalizada, poucos ensaios clínicos controlados foram identificados, com a maioria apresentando limitações metodológicas.


2003 ◽  
Vol 64 (2) ◽  
pp. 216-228 ◽  
Author(s):  
Robert Bernhard Brauer ◽  
Manfred Stangl ◽  
Jorg Rudiger Siewert ◽  
Rudolf Pfab ◽  
Karen Becker

2009 ◽  
Vol 28 (6_suppl) ◽  
pp. 175S-188S ◽  
Author(s):  
Valerie Robinson ◽  
Wilma F. Bergfeld ◽  
Donald V. Belsito ◽  
Curtis D. Klaassen ◽  
James G. Marks ◽  
...  

Piper methysticum leaf/root/stem extract is the cosmetic ingredient name for a material derived from the leaves, roots, and stems of the Piper methysticum G. Forster plant, commonly known as kava kava. This and other kava-derived ingredients are used as skin-conditioning agents at concentrations from 0.0001% to 0.1%. The Food and Drug Administration issued a consumer advisory in 2002 expressing concern about liver damage in individuals who have ingested kava products. The available oral toxicity data support the concern about liver damage on ingestion but do not resolve the question, for example, whether these ingredients would be substantially absorbed through the skin. Other data needs are described, including toxicology data for yangonin, methysticin, and kavain, which may be present in kava-derived ingredients. Accordingly, the available data are insufficient to support the safety of these ingredients in cosmetics.


Author(s):  
Elaine Cristina Gurgel Andrade Pedrosa ◽  
Ana Paula Carvalho Bezerra ◽  
Ianara Mendonça da Costa ◽  
Francisco Irochima Pinheiro ◽  
Fausto Pierdoná Guzen

2008 ◽  
Vol 5 (1) ◽  
Author(s):  
Seilin Cardoso Justo ◽  
Chana Medeiros Silva ◽  
Chana Medeiros Silva
Keyword(s):  

Author(s):  
Mark Merlin ◽  
William Raynor

The kava plant, Piper methysticum Forst. f., is an attractive shrub in the pepper family, Piperaceae (figure 12.1). Known by various names in tropical Pacific, such as yagona, kava, kava kava, ’awa, seka, and sakau, it is propagated vegetatively, as are most of the traditional crops in the region. Kava has been used for many centuries to produce psychoactive preparations. Its active principles, several lipidlike substances known as kavalactones, are concentrated in the rootstock and roots. These psychoactive chemicals are ingested traditionally by Pacific islanders as cold-water infusions of chewed, ground, pounded, or otherwise macerated kava stumps and roots. Mind-altering kava preparations are, or once were, imbibed in a wide range of Pacific Ocean societies. These include peoples living in some lowland areas on the large Melanesian island of New Guinea in the western Pacific to very isolated islands such as those in Polynesian Hawai’i, 7,000 kilometers to the northeast (figure 12.2). Beyond this widespread local use in the tropical Pacific, utilization of kava in parts of Europe as a plant source for medicinal preparations has a relatively lengthy history. In Europe it has been used as a sedative, tranquilizer, muscle relaxant, relief from menopausal symptoms, and treatment for urinary tract and bladder ailments (Lebot et al. 1999). Over the past decade, there has been rapidly increasing interest in kava well beyond the areas of traditional use among Pacific Islanders (figure 12.3). This includes a huge surge in the use of kava products in Europe, North America, Australia, and elsewhere. Within the past 3 to 5 years there has been widespread recognition of its potential to emerge as a mainstream herbal product. Modern cultivation and use of kava in the Pacific has significantly expanded in some traditional use areas such as Vanuatu, Fiji, Tonga, Samoa, and Pohnpei. There are also significant signs of rejuvenated interest in kava cultivation in some traditional areas of use where it had been abandoned because of depopulation, political prohibition, or zealous missionary denunciation. Increasing use and cultivation of kava on these Pacific islands has been stimulated by local consumption rates and rising demand for commercial export.


2021 ◽  
Vol 33 (1) ◽  
pp. 6-17
Author(s):  
Francielle Zeni ◽  
Michele Pereira De Liz ◽  
Dorivaldo Duarte ◽  
Ana L.B. Zeni

O transtorno de ansiedade generalizado (TAG) é uma doença de alta prevalência devido ao estresse e à exigência contemporânea. Com isso, há grande uso de ansiolíticos com efeitos adversos. O objetivo do estudo foi analisar as plantas medicinais e fitoterápicos que constam nos documentos do Ministério da Saúde e podem ser indicadas por profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento complementar do TAG. Esta revisão bibliográfica foi elaborada principalmente pelos documentos do Ministério da Saúde (MS), o Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira (MFFB), o Formulário de Fitoterápicos – Farmacopeia Brasileira e a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao Sistema Único de Saúde (RENISUS). Além disso, foram realizadas pesquisas em livros e artigos científicos para complementar informação. Foi constatado que o MS incentiva o uso no SUS de seis plantas para o tratamento da TAG, Hypericum perforatum L., Matricaria chamomilla L., Melissa officinalis L, Passiflora incarnata L., Piper methysticum G. Forst. e Valeriana officinalis L. Nesse contexto, foram destacadas sobre estas plantas, as indicações, a composição química, as evidências clínicas, os efeitos adversos, as contraindicações e as interações medicamentosas. Apesar dos benefícios da ampliação de opções no tratamento da TAG, existem os efeitos adversos e as interações medicamentosas. Desta forma, recomenda-se a indicação/prescrição, orientação e acompanhamento dos pacientes na utilização desta terapia integrativa e complementar por profissionais capacitados.


1998 ◽  
Vol 31 (05) ◽  
pp. 187-192 ◽  
Author(s):  
R. Uebelhack ◽  
L Franke ◽  
H.-J. Schewe

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