scholarly journals LEVANTAMENTO DE MOLUSCOS NÃO NATIVOS INVASORES EM UM TRECHO DA BACIA DO BAIXO RIO GRANDE

2021 ◽  
Author(s):  
Paulo Ricardo Da Silva Camargo ◽  
Newton Pimentel Ulhôa Barbosa ◽  
Antônio Valadão Cardoso ◽  
Paulo Santos Assis ◽  
Afonso Pelli

Introdução: Espécies não nativas invasoras são aquelas que ocorrem fora de sua área de distribuição natural, e apresenta uma expressiva capacidade de distribuição na nova região ocupada e apresentam vantagens ecológicas (Interações bióticas e abióticas) em relação às espécies nativas. Nesse sentido, as espécies exóticas invasoras causam impacto ambiental e econômico. Objetivo: O presente trabalho objetivou levantar a malacofauna invasora no rio Grande. Materiais e Métodos: Foram realizadas coletas de 09 a 17 de dezembro de 2020, divididas em quatro campanhas. Foram amostrados sete pontos ao longo do rio Grande e o tributário Córrego Gameleira. Os pontos estão distribuídos nos municípios de Uberaba-MG (ponto 1); Água comprida-MG (pontos 2 e 6); Igarapava-SP (ponto 3), Delta-MG (pontos 4 e 5), Miguelópolis-SP (ponto 7). Para a amostragem biótica, foram realizadas cinco amostras aleatórias de sedimentos em cada ponto. Para isso foi utilizado um amostrador de mão (método dipping). Os materiais capturados foram acondicionados em sacos plásticos com 500 ml de formol. Em laboratório, os sedimentos foram lavados e triados em tamises de 2, 1 e 0,5 mm. Os organismos foram identificados com auxílio de livro de identificação específico. Nessa etapa também foi utilizado o estereomicroscópio. Resultados: Foram amostrados 342 indivíduos distribuído entre as duas classes: gastrópode e bivalve. A espécie mais abundante foi o Limnoperna fortunei (Dunker, 1857) com 307 (89,7%) indivíduos. Melanóides Turberculata (Müller, 1774) apresenta a segunda maior abundância com 53 exemplares (15,4%). O menos abundante foi Corbicula Fluminea (Müller, 1774) com 39 representantes (11,4%). Conclusão: O ponto 2 foi o local que apresentou a maior riqueza de espécie dentre todos os pontos amostrados. Esse ponto é o único que apresenta mata ciliares densas em ambos lados das margens. Pode-se inferir que a riqueza de espécie é dependente das características ambientais.

2014 ◽  
Vol 74 (3 suppl 1) ◽  
pp. s16-s22 ◽  
Author(s):  
A Isaac ◽  
A Fernandes ◽  
MJM Ganassin ◽  
NS Hahn

The composition of the diets of 66 species of fishes was investigated from September 2009 to June 2010 in three subsystems of the Upper Paraná River floodplain (Brazil), following invasion by the two mollusk species Limnoperna fortunei (Dunker, 1857) and Corbicula fluminea (Müller, 1774), and the macrophyte Hydrilla verticillata (L.f.) Royle. Limnoperna fortunei was consumed in all three subsystems and occurred in the diet of 15 fish species, with a high proportion in the diet of Leporinus obtusidens. Corbicula flumineawas present in the diet of Pterodoras granulosus caught in the Paraná and Ivinheima subsystems. Hydrilla verticillataoccurred in the diet of Schizodon nasutus caught in the Ivinheima and Paraná subsystems. It is not yet possible to evaluate the potential of these species to control invasive mollusks in the study area or the impact of these species on the structure of the food chain. Omnivorous and herbivorous fishes in the study area may have little impact on the population of H. verticillata.


2012 ◽  
Vol 102 (4) ◽  
pp. 370-374 ◽  
Author(s):  
Michelle Lopes ◽  
João Vieira

This work describes the spatial-temporal variation of the relative abundance and size of Limnoperna fortunei (Dunker, 1857) collected in São Gonçalo Channel through bottom trawl with a 0.5 cm mesh, at depths between 3 and 6 m. The estimative of mean relative abundance (CPUE) ranged from 2,425.3 individuals per drag (ind./drag) in the spring to 21,715.0 ind./drag in the fall, with an average of 9,515.3 ind./drag throughout the year. The estimated mean density of L. fortunei for the deep region of São Gonçalo Channel ranged from 1.2 to 10.3 ind./m², and it was recorded a maximum density of 84.9 ind./m² in the fall of 2008. The method of sampling using bottom trawl enabled the capture of L. fortunei under the soft muddy bottom of the channel, in different sizes ranging from 0.4 to 3.2 cm. This shows that the structure of the L. fortunei adult population under the bottom of the São Gonçalo Channel is composed mostly of small individuals (<1.4 cm), which represent up to 74% of the population collected.


2021 ◽  
Vol 42 (1) ◽  
pp. 3
Author(s):  
João Daniel Ferraz ◽  
Mateus Vieira Gois ◽  
Marcelo Hideki Shigaki Yabu ◽  
Diego Azevedo Zoccal Garcia ◽  
Ana Carolina Vizintim Marques ◽  
...  

Objetivo: quantificar a abundância e a biomassa de moluscos bentônicos no Lago Igapó I, Londrina, Paraná, Brasil. Material e Métodos: foram realizadas duas coletas no Lago Igapó I, a primeira em junho de 2015 e a segunda em fevereiro de 2016. O substrato (incluindo os moluscos incrustados) foi amostrado utilizando um quadrante com área de 1 m2, onde 10 amostragens foram realizadas entre três pontos distintos do lago. Os moluscos capturados foram anestesiados e eutanasiados por superexposição ao gelo. Posteriormente, o material foi quantificado em abundância (n) e biomassa total (kg), e armazenado em tambores contendo formol 4% tamponado com carbonato de cálcio. Resultados: foram identificadas cinco espécies de moluscos, sendo três não nativas (Limnoperna fortunei, Corbicula fluminea e Melanoides tuberculata), uma nativa (Aylacostoma cf. tenuilabris) e um indivíduo do gênero Pomacea. Em ambas as coletas, L. fortunei compreendeu aproximadamente 90% da abundância e biomassa total. A partir da densidade média de L. fortunei e a área total do Lago Igapó I, estimou-se que a população total de mexilhões-dourados pode chegar a 633 milhões de indivíduos, correspondendo a 638 toneladas de biomassa. Conclusão: é evidente a dominância da espécie invasora L. fortunei no Lago Igapó I, onde esta pode causar diversos efeitos negativos, como alterações no ciclo de nutrientes, redução de espécies nativas, introdução de parasitos, bioacumulação de metais pesados na cadeia trófica, diminuição da qualidade da água para uso humano e obstrução de encanamentos com risco de alagamentos. Desta forma, recomenda-se uma imediata ação de manejo neste ambiente para retirada de indivíduos da espécie, com consequente redução de sua abundância.


2016 ◽  
Vol 19 (2-3) ◽  
pp. 1 ◽  
Author(s):  
Flávio Henrique Ragonha ◽  
Rafael Prandini Tramonte ◽  
Alice Michiyo Takeda

Neste trabalho foi registrado o comportamento de colonização da espécie invasora L. fortunei sobre e entre as valvas de outra espécie C. fluminea. Verificou que este comportamento inóspito foi evidenciado em várias coletas desde seu inicio de colonização. Este comportamento pode ser um dos principais fatores que está causando o declínio das populações de C. flumínea e outros bivalves.


2003 ◽  
Vol 20 (1) ◽  
pp. 75-84 ◽  
Author(s):  
Maria Cristina Dreher Mansur ◽  
Cíntia Pinheiro dos Santos ◽  
Gustavo Darrigran ◽  
Ingrid Heydrich ◽  
Claudia T. Callil ◽  
...  

Biotemas ◽  
2013 ◽  
Vol 26 (3) ◽  
Author(s):  
Marcus Morini Querol ◽  
Edward Castro Pessano ◽  
Thiago Signori Gralha ◽  
Iara Garcia Muller ◽  
Maria Dreher Mansur

Author(s):  
Renato Brito de Oliveira Junior ◽  
Rayan Silva de Paula ◽  
Vinícius Sergio Rodrigues Diniz ◽  
Marcela David de Carvalho ◽  
Antônio Valadão Cardoso

The golden mussel (Limnoperna fortunei) and Corbicula fluminea are considered well-established invasive species in the rivers of Brazil and South America. In addition to the environmental problems resulting from this invasion process, the economic issue, especially in hydroelectric dams, is very worrisome and has mobilized several types of studies on these invasive bivalves. The detection and identification of these organisms in their adult phase in the rivers is not a problem; however, the identification of bivalve larvae by usual morphological methods is difficult due to high similarity conserved in these stages. The use of PCR-RFLP has proven to be an efficient and agile molecular method that allowed the detection of different patterns in the agarose gel for the two bivalves tested. The gel pattern showed a 100 bp band for L. fortunei not detected for C. fluminea. Thus, it is possible to detect larvae of these species from water samples, which can be a powerful tool for environmental monitoring programs on aquatic invasive species.


2006 ◽  
Vol 23 (4) ◽  
pp. 1123-1147 ◽  
Author(s):  
Maria C. D. Mansur ◽  
Daniel Pereira

Com base no exame de exemplares de moluscos bivalves depositados em várias coleções científicas locais e internacionais, procedentes da bacia do rio dos Sinos, estado do Rio Grande do Sul, Brasil, apresentou-se uma revisão taxomica com diagnoses e chave dicotômica. Registram-se dez espécies de Hyriidae, dez de Mycetopodidae, três de Corbiculidae - duas exóticas: Corbicula largillierti (Philippi, 1844) e C. fluminea (Müller, 1774) -, três de Sphaeriidae e uma exótica de Mytilidae, Limnoperna fortunei (Dunker 1857). Restringiu-se a localidade tipo de Anodontites iheringi (Clessin, 1882) ao rio Paranhana, no município de Igrejinha (29º36'S e 50º50'W). As espécies foram distribuidas de acordo com as diferentes zonas do rio (superior, média e inferior).


2005 ◽  
Vol 22 (3) ◽  
pp. 702-708 ◽  
Author(s):  
Cíntia P. dos Santos ◽  
Norma L. Würdig ◽  
Maria C. D. Mansur

Desde o final de 1998, um pequeno bivalve invasor, o "mexilhão dourado", Limnoperna fortunei (Dunker, 1857), oriundo do sudeste asiático, está presente no sul do Brasil. Foi provavelmente transportado, não intencionalmente, através de água de lastro para a Bacia do Guaíba, Rio Grande do Sul, Brasil. Em nosso meio, este molusco vem causando problemas de "macrofouling" com grandes prejuízos econômicos e danos à fauna e flora. As coletas foram qualitativas e quantitativas quinzenais no período de um ano, no lago Guaíba, Praia do Veludo (30°12'35"S, 51°11'68"W), ao sul do município de Porto Alegre. Utilizou-se rede de plâncton com abertura de malha equivalente a 36 mm, filtrando-se a quantidade de 30 litros de água. Descrevem-se brevemente as diferentes fases larvais com parâmetros do comprimento. Primeiramente reconhece-se um estágio ciliado, desenvolvendo-se em trocófora (comprimento de 80 µm a 125 µm) com quatro fases distintas, e valvadas com a larva "D" (120 µm a 150 µm), o veliger de charneira reta (150 µm a 190 µm), o veliger umbonado (190 µm a 220 µm) e o pediveliger (220 µm a 250 µm). Quando pós-larvas ou plantígradas (comprimento em torno de 300 µm), começam a secretar o fio de bisso, permitindo a fixação ao substrato. Constatou-se a presença de larvas durante todos os meses amostrados, com picos nos meses de outubro a dezembro.


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