TRATAMENTO DA NEUTROPENIA FEBRIL NOS PACIENTES EM USO DE QUIMIOTERAPIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA

2021 ◽  
Vol 2 (1) ◽  
pp. 24
Author(s):  
Eduarda Rabêlo Lima ◽  
Pedro Erbet Belém Filho Morais ◽  
Luana Sales de Barros ◽  
Erika Rolim Melo Gurgel

Introdução: A Neutropenia Febril (NF) pode ser definida através da temperatura oral ≥ 38,3ºC, no momento da aferição ou ≥ 38ºC durante 1 hora, além de uma contagem total de neutrófilos < 500/mm³ ou < 1000/mm³ com tendência de redução em 48 horas. Com o objetivo de estabelecer o tratamento adequado, deve-se realizar a estratificação de risco da NF, com o auxílio do índice de gravidade MASCC (Multinational Association for Supportive Care of Cancer), que pontua até 26 pontos. Objetivo: Revisar e descrever os principais aspectos da neutropenia febril nos pacientes em uso de quimioterapia, assim como as medidas mais eficazes para o seu tratamento. Material e métodos: Foi realizada uma pesquisa na literatura, utilizando as bases de dados PubMed e Scielo. Ao todo, foram revisados 7 artigos científicos, utilizando o descritor “Neutropenia febril em quimioterapia”, publicados entre os anos de 2016 a 2020. Resultados: O tratamento da NF envolve educação quanto a monitorização dos pŕoprios sintomas e tratamento medicamentoso. Em pacientes de baixo risco (MASCC ≥ 21 pontos), hemodinamicamente estáveis e na ausência de infecções de sítio, faz-se uso de antibioticoterapia oral com fluoroquinolona associada à amoxicilina-clavulanato. Em pacientes de alto risco (MASCC < 21 pontos) , faz-se beta-lactâmico antipseudomonas, carbapenêmicos ou piperacilina-tazobactam. Na presença de foco infeccioso, o tratamento deve seguir sua adequação para que haja a cobertura do real agente causador da infecção. Em idosos, é comprovada a relevância do uso de fator de crescimento como profilaxia e deve-se observar presença de uso crônico de glicocorticóides nesses grupos. Em crianças, recentemente tem-se optado pela antibioticoterapia oral nos pacientes de baixo risco, porém deve-se priorizar essa abordagem para pacientes cujas famílias possuam boa adesão medicamentosa. Conclusão: Em suma, a NF é uma emergência oncológica grave decorrente da quimioterapia, potencialmente fatal, desta forma deve ser diagnosticada e tratada o mais precocemente possível.

2020 ◽  
Vol 6 (1) ◽  
Author(s):  
Rafael Fernando Mendes Barbosa ◽  
Bruna Francielle Toneti ◽  
Amanda Fonseca Baviera ◽  
Luciene Mendes Barbosa ◽  
Namie Okino Sawada

Introdução: O tratamento quimioterápico do câncer de cólon e reto pode provocar efeitos adversos que limitam a efetividade da terapia e tem grande impacto nos resultados finais do tratamento, sendo a neutropenia a toxicidade hematológica mais comum decorrente do tratamento quimioterápico (BARBOSA et al., 2019). Objetivo: Objetivou-se descrever a ocorrência de neutropenia e seus graus em pacientes com câncer colorretal submetidos a tratamento quimioterápico adjuvante, bem como a avaliação de risco para o desenvolvimento de neutropenia febril pelo índice de risco da Multinational Association of Supportive Care in Cancer. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo com abordagem quantitativa, retrospectivo e de análise documental, realizado por meio da revisão de prontuários de pacientes com diagnóstico de câncer de cólon e reto submetidos ao tratamento quimioterápico adjuvante com 5-fluorouracil, ácido folínico e oxaliplatina (FLOX), no período de 2010 a 2017, em um hospital universitário público do interior paulista.  Resultados: Foram revisados 60 prontuários de pacientes, dos quais 41,7% apresentaram neutropenia. No total, foram identificados 49 episódios de neutropenia. Quanto aos graus de toxicidade entre os episódios de neutropenia registrados, a neutropenia de grau II prevaleceu com (n=27; 55,1%). Com relação à avaliação de risco, dos 41,7% pacientes que apresentaram neutropenia, 84% apresentaram baixo risco para o desenvolvimento de neutropenia febril. Discussão: Observou-se neste estudo que as taxas de ocorrência de neutropenia e seus graus em pacientes com diagnóstico de câncer de cólon e reto submetidos à quimioterapia com FLOX, corroboram com o que está descrito na literatura científica (TERAZAWA et al., 2015). Em relação, a avaliação de risco, segundo escore obtido pelo índice de risco MASCC, os dados levantados neste estudo concorda com os resultados obtidos em outro estudo, onde a maioria dos doentes com tumores sólidos comporta-se como doentes de baixo risco para o desenvolvimento da neutropenia febril (PASCOE, 2011). Conclusão: Os resultados deste estudo evidenciam que a neutropenia em pacientes com câncer de cólon e reto em tratamento quimioterápico tem uma incidência relativamente baixa em seus diferentes graus, possui baixo risco para o desenvolvimento de neutropenia febril, e sugere a elaboração e implantação de instrumentos nos serviços de saúde que forneçam o melhor registro de informações da incidência de neutropenia, evitando sua subnotificação. Dessa maneira, a real identificação da neutropenia contribui para uma assistência de enfermagem de qualidade, a fim de estabelecer orientações aos pacientes sobre os cuidados e manejo nos casos de sua ocorrência, bem como o conhecimento de suas complicações, além de melhorar os resultados do tratamento.


Praxis ◽  
2002 ◽  
Vol 91 (34) ◽  
pp. 1352-1356
Author(s):  
Harder ◽  
Blum

Cholangiokarzinome oder cholangiozelluläre Karzinome (CCC) sind seltene Tumoren des biliären Systems mit einer Inzidenz von 2–4/100000 pro Jahr. Zu ihnen zählen die perihilären Gallengangskarzinome (Klatskin-Tumore), mit ca. 60% das häufigste CCC, die peripheren (intrahepatischen) Cholangiokarzinome, das Gallenblasenkarzinom, die Karzinome der extrahepatischen Gallengänge und das periampulläre Karzinom. Zum Zeitpunkt der Diagnose ist nur bei etwa 20% eine chirurgische Resektion als einzige kurative Therapieoption möglich. Die Lebertransplantation ist wegen der hohen Rezidivrate derzeit nicht indiziert. Die Prognose von nicht resektablen Cholangiokarzinomen ist mit einer mittleren Überlebenszeit von sechs bis acht Monaten schlecht. Eine wirksame Therapie zur Verlängerung der Überlebenszeit existiert aktuell nicht. Die wichtigste Massnahme im Rahmen der «best supportive care» ist die Beseitigung der Cholestase (endoskopisch, perkutan oder chirurgisch), um einer Cholangitis oder Cholangiosepsis vorzubeugen. Durch eine systemische Chemotherapie lassen sich Ansprechraten von ca. 20% erreichen. 5-FU und Gemcitabine sind die derzeit am häufigsten eingesetzten Substanzen, die mit einer perkutanen oder endoluminalen Bestrahlung kombiniert werden können. Multimodale Therapiekonzepte können im Einzellfall erfolgreich sein, müssen jedoch erst in Evidence-Based-Medicine-gerechten Studien evaluiert werden, bevor Therapieempfehlungen für die Praxis formuliert werden können.


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