scholarly journals ENDOCARDIOSE MITRAL EM CÃES: UM DIAGNÓSTICO A SER CONSIDERADO

2021 ◽  
Author(s):  
Talita Sant'Ana Chervenka

Introdução: A Endocardiose Mitral, também conhecida como Doença Mixomatosa da Valva Mitral, é uma doença degenerativa progressiva que ocorre na valva atrioventricular esquerda (valva mitral). Essa é a cardiopatia mais comum no cão, responsável por 75% dos casos de doenças cardíacas. Em 60% dos casos, a degeneração ocorre apenas na valva mitral, contudo em 30% dos casos, a valva atrioventricular direita pode ser afetada juntamente com a valva mitral. Objetivo: Abranger o conhecimento sobre a Endocardiose Mitral para todos os profissionais da área de Medicina Veterinária, visando a ampliação da compreensão de todos. Materiais e Métodos: Revisão de literatura realizada em 2021 empregando as informações de Pubvet, Revista Científica Eletrônica De Medicina Veterinária e Livro. Resultados: A Endocardiose pode acometer cães de qualquer raça. Porém, raças de pequeno porte e machos possuem maior incidência. Sua etiologia permanece desconhecida, embora exista uma tendência genética comprovada em cães da raça King Cavalier Cocker Spaniel. Pode-se observar na valva mitral um espessamento nodular de tamanhos variados, consistência firme, superfície lisa e brilhante, havendo substituição da camada esponjosa da valva por um tecido conjuntivo mixomatoso, permanecendo encurtada e espessada. Devido a mecanismos compensatórios, os animais podem ser assintomáticos nos quadros iniciais da doença. Entretanto, com o tempo e o avançar da idade, a progressão da degeneração valvar evidencia-se pelo sopro, podendo chegar ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Outros sinais clínicos encontrados são tosse, insônia, dispneia, síncope, perda de apetite e letargia. Nos casos mais graves é possível observar cianose, mucosas pálidas e intolerância a exercícios. O diagnóstico sucede-se através dos exames complementares, sendo eles eletrocardiograma, ecocardiograma, exame radiológico e bioquímica sérica. O tratamento é paliativo, variando de acordo com o paciente e em que estágio a doença se encontra, tendo em vista a melhora dos sinais clínicos. Conclusão: Portanto, apesar de pouco sintomático, quaisquer sinais como a presença de sopro, devem levar à suspeita e posterior investigação. A anamnese, exames físicos e complementares, tornam-se indispensáveis para o diagnóstico de Endocardiose. Visto que essa doença progressiva não possui uma cura, a relevância do prognóstico é proporcionar alívio sintomático e conforto ao paciente.

Author(s):  
Rita De Cássia Carmona Castro ◽  
Luiz Eduardo Bagini Lucarts ◽  
Ericka Homman Delayte ◽  
Mary Otsuka ◽  
Pedro Manuel Leal Germano ◽  
...  

Em levantamento retrospectivo de 19 anos (1984-2002), envolvendo a totalidade de 39524 casos dermatopáticos, de caninos e felinos, atendidos no Serviço de Dermatologia do VCM-HOVET/FMVZ-USP, identificou-se um total de 2907 (7,3%) casos de escabiose. Respectivamente, 2283 (78,5%) e 624 (21,5%) animais, eram das espécies canina e felina. A frequência de ocorrência da sarna sarcóptica (6,4%) foi inferior àquela da sarna notoédrica (15,7%), esta última, duas e meia vezes mais freqüente que a congênere canina, sendo tal diferença significativa (p<0,05). Relativamente, à predisposição sexual, os machos apresentaram maior suscetibilidade à infecção do que as fêmeas, em ambas as espécies. Quando da comparação dos sexos, entre caninos e felinos, observou-se que os animais da espécie felina são os atingidos com maior freqüência pela escabiose (p<0,05). Ao se considerar a predisposição racial, apenas na espécie canina, constatou-se maior tendência de acometimento de animais de raça definida (58,0%). As raças caninas (Poodle, Cocker Spaniel e Pastor Alemão) de pelame longo (74,2%) e felina (Siamês) de pelo curto (81,3%) foram as mais acometidas (p<0,05). Animais com faixa etária inferior a um ano foram aqueles mais freqüentemente infectados (caninos 54,7%, felinos 63,5%) e dentre estes, foram os felinos os mais atingidos (p<0,05). Não houve influência sazonal na ocorrência de escabiose, canina e felina.


2017 ◽  
Vol 70 (1) ◽  
pp. 198-209 ◽  
Author(s):  
Daniela Reuter do Amaral ◽  
Marina Bertelli Rossi ◽  
Camila Takao Lopes ◽  
Juliana de Lima Lopes

RESUMO Objetivo: identificar, na literatura, artigos que avaliaram a efetividade ou eficácia de intervenções não farmacológicas para melhorar a qualidade de vida de pessoas com insuficiência cardíaca. Método: revisão integrativa de literatura realizada nas bases de dados Lilacs, MedLine e SciELO, incluindo ensaios clínicos randomizados ou não randomizados e estudos quase-experimentais publicados entre 2003 e 2014, em português, inglês e espanhol. Resultados: foram incluídos 23 estudos. As categorias de intervenções não farmacológicas que melhoraram a qualidade de vida de pessoas com insuficiência cardíaca foram: Monitoramento remoto da saúde, Orientação sobre práticas de saúde, Acompanhamento de atividade física e Práticas de Medicina Tradicional Chinesa. Conclusão: estes resultados podem direcionar a seleção de intervenções a serem implementadas por profissionais de saúde que cuidam de pessoas com insuficiência cardíaca. Futuras revisões sistemáticas com metanálise são necessárias para identificar as intervenções mais eficazes para melhorar a qualidade de vida desses indivíduos.


2007 ◽  
Vol 33 (5) ◽  
pp. 495-501 ◽  
Author(s):  
Ana Carla Sousa de Araujo ◽  
Érica Ferraz ◽  
Marcos de Carvalho Borges ◽  
João Terra Filho ◽  
Elcio Oliveira Vianna

OBJETIVO: Pesquisar a freqüência dos fatores associados à asma de difícil controle. MÉTODOS: Foram selecionados pacientes com diagnóstico de asma grave do ambulatório de asma do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Os pacientes foram classificados em dois grupos: asma grave controlada e asma grave de difícil controle. Após nova tentativa de otimização do tratamento para o grupo de difícil controle, foram aplicados questionário e investigação complementar de fatores associados, como exposição ambiental domiciliar e ocupacional, tabagismo, fatores sociais, rinossinusite, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), apnéia obstrutiva do sono, insuficiência cardíaca congestiva (ICC), embolia pulmonar, fibrose cística, disfunção de cordas vocais, deficiência de alfa-1 antitripsina e vasculite de Churg-Strauss. RESULTADOS: Foram selecionados 77 pacientes com asma grave, dos quais 47 apresentavam asma de difícil controle, sendo 68,1% do sexo feminino, idade média de 44,4 anos (±14,4) e volume expiratório forçado no primeiro segundo de 54,7% (±18,3%). Dos diagnósticos encontrados em associação à asma de difícil controle, o mais freqüente foi a pouca adesão ao tratamento (68%). Outros foram as más condições ambientais (34%) e ocupacionais (17%), rinossinusite (57%), DRGE (49%), apnéia obstrutiva do sono (2%), ICC (2%) e tabagismo (10%). Em todos os casos, pelo menos um desses fatores concomitantes foi diagnosticado. CONCLUSÕES: O fator mais freqüente associado à asma de difícil controle nos indivíduos estudados é a pouca adesão à medicação prescrita. A investigação de co-morbidades é imperativa na avaliação de pacientes com esta forma da doença.


2008 ◽  
Vol 208 (5) ◽  
pp. 229-233 ◽  
Author(s):  
A. Jiménez-Puente ◽  
J. García-Alegría ◽  
M.D. Martín-Escalante ◽  
F. Martos-Pérez ◽  
V. Faus-Felipe ◽  
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2012 ◽  
Vol 11 (3) ◽  
pp. 146-152
Author(s):  
Juan Antonio Ornelas Garnica

La insuficiencia cardiaca es, actualmente, una de las grandes epidemias del nuevo siglo. Durante las últimas dos décadas se ha incrementado de manera dramática y exponencial, ubicándose como la primera causa de morbimortalidad y hospitalización a nivel mundial hasta en un 159% y ocupando 10% de morbilidad en la población mexicana. Es por esto que en la actualidad se ha modificado drásticamente el rumbo del tratamiento farmacológico, dejando de lado la paliación de las complicaciones propias de la evolución del padecimiento, enfocándose hacia la identificación y ruptura de los eslabones más precisos que conforman la cadena de acontecimientos adaptativos fisiológicos desencadenados por la misma, los cuales, durante los últimos años, se ha demostrado que son causantes directos de la progresión patológica de la enfermedad y la exacerbación de un sistema de retroalimentación positivo que se magnifica a sí mismo. En la presente revisión se contemplan los diferentes mecanismos compensatorios de la insuficiencia cardiaca, como los objetivos directos del tratamiento farmacológico actual, partiendo de los archivos de la Revista Española de Cardiología y la Revista Mexicana de Medicina Interna. Con este nuevo enfoque se pretende aminorar la mortalidad y los índices de hospitalización de manera importante, y al mismo tiempo mejorar la calidad de vida de las personas que la padecen.


2019 ◽  
Vol 4 (1) ◽  
pp. 36-38
Author(s):  
Leonor Hernández ◽  
Sonia Marín ◽  
Irene Zamora ◽  
Alicia Pérez-Bernabéu ◽  
José María Cepeda-Rodrigo

Según datos del informe RECALMIN 2017, el diagnóstico principal al alta más frecuente en las unidades de Medicina Interna es el de insuficiencia cardíaca. Su historia natural se caracteriza por episodios de descompensación, que aumentan la morbilidad y la mortalidad, siendo los signos y síntomas de congestión las principales razones por las que acuden a Urgencias. Presentamos el caso de un paciente sin cardiopatía estructural conocida que ingresó por un episodio de disnea. El objetivo es mostrar la importancia de la exploración física y la ayuda de la ecografía a pie de cama para alcanzar un buen enfoque clínico del paciente e iniciar el tratamiento adecuado.


2017 ◽  
Vol 34 (3) ◽  
pp. 593
Author(s):  
M. Candelaria Martín-González ◽  
Ana María Torres-Vega ◽  
Emilio González-Reimers ◽  
Geraldine Quintero-Platt ◽  
Camino Fernández-Rodríguez ◽  
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Introducción: en Canarias existe una elevada prevalencia de factores de riesgo vascular, superior a la del resto de España.Objetivo: analizar las características clínicas de 300 adultos diabéticos tipo II de El Hierro, en el Archipiélago Canario.Métodos: los pacientes fueron valorados en la Unidad de Medicina Interna del hospital entre 1982 a 2010, y seguidos hasta diciembre de 2014 o hasta su fallecimiento. La muestra se compone de 154 mujeres y 156 hombres (52%).Resultados: la edad media fue de 66.40 ± 11,60 años, con un tiempo medio de seguimiento de 11,04 ± 4,93 años, y el 80,3% fue diagnosticados de síndrome metabólico, significativamente más frecuente entre las mujeres (86,43% vs.74,67%; χ2 = 5,62, p = 0,018). Durante el periodo de seguimiento 51 pacientes murieron, y una proporción significativa desarrolló nuevas complicaciones cardiovasculares, como insuficiencia cardiaca (6,7%), cardiopatía isquémica (17,3%), fibrilación auricular (14,3%), ictus (4,7%), o enfermedad arterial periférica (6,9%). Mediante análisis de regresión de Cox observamos que, aunque la edad avanzada fue el factor principal implicado en el desarrollo de todas estas complicaciones y en la mortalidad, los niveles bajos de colesterol se relacionaron con el desarrollo de cardiopatía isquémica y de mortalidad, resultados que no eran dependientes del consumo de estatinas (como en otros ejemplos de epidemiología inversa). El consumo de etanol se relacionó con la incidencia de la enfermedad arterial periférica.Conclusiones: la edad avanzada fue el factor principal implicado en el desarrollo de complicaciones y mortalidad. Además, los niveles bajos de colesterol se relacionaron con el desarrollo de cardiopatía isquémica y mortalidad.


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