scholarly journals Calidad de la biopsia hepática en diez instituciones hospitalarias de Bogotá

2021 ◽  
Vol 36 (2) ◽  
pp. 191-199
Author(s):  
Jhon Edison Prieto Ortiz ◽  
Nathaly Garzón-Orjuela ◽  
Santiago Sánchez Pardo ◽  
Robin Germán Prieto Ortíz ◽  
Andrés Felipe Ochoa Díaz ◽  
...  

Introducción: La biopsia hepática es la prueba de oro para el diagnóstico de las enfermedades que comprometen el hígado, una muestra adecuada y una muy buena lectura son elementos que determinan la utilidad de la prueba y el impacto en la toma de decisiones. Objetivo: Evaluar la calidad de las biopsias hepáticas a partir de la frecuencia de un “diagnóstico definitivo” en la lectura de las mismas y su relación con el número de espacios porta y su longitud informada. Materiales y métodos: Estudio observacional retrospectivo basado en registros, entre el 1 de enero del 2010 y el 30 de julio del 2017. Se realizó biopsia hepática, revisión de historias clínicas y evaluación del resultado de patología. Resultados: Se incluyeron 659 informes de patología de 10 instituciones. El porcentaje de reporte de espacios porta varió entre un 15% y un 87.4 %. La mediana de longitud de la biopsia fue de 15 mm (RIQ 10-20) y la del número de espacios porta fue de 10 (RIQ 7-15). Los diagnósticos definitivos se presentaron entre 35% y 69 %, diagnósticos probables entre 25% y 63 % y sin diagnostico entre un 5% y 31.8%. En el resultado de la regresión logística del diagnóstico se encontró que el número de espacios porta presentó un OR de 1.10 (IC 95%1.04-1.17) y la longitud OR 1.76 (1.10-2.82), Conclusiones: En Bogotá existen 3 instituciones hospitalarias con un rendimiento en el diagnóstico en cuanto a lectura de biopsias hepáticas por encima del 60 %.  El diagnóstico definitivo en la biopsia hepática se asoció en este estudio a la presencia de un cilindro de tejido hepático de longitud y número de espacios porta adecuados.

2013 ◽  
Vol 26 (suppl 1) ◽  
pp. 39-42 ◽  
Author(s):  
Lucia Cordeiro ◽  
Josemberg M. Campos ◽  
Patrícia S. de Paula ◽  
Lúcio Vilar ◽  
Edmundo Lopes ◽  
...  

RACIONAL: Alterações metabólicas têm elevada correlação com formas graves da doença hepática gordurosa não-alcoólica. Todavia, ainda não há método não-invasivo que promova sua adequada estratificação sendo que a biópsia permanece como meio diagnóstico ideal. OBJETIVO: Avaliar a prevalência dessa doença em obesos no pré-operatório de bypass gástrico em Y-de-Roux e correlacionar fatores metabólicos com a histopatologia hepática. MÉTODOS: Do total de 47 pacientes, foram incluídos 35 em pré-operatório e excluídos 12 devido à doenças hepáticas e ingestão alcoólica >80 g/semana. Foi realizada avaliação clínico-laboratorial antes da operação e biópsia hepática transoperatória. A intensidade da esteatohepatite foi classificada nos graus: I (leve a moderada), II (difusa e inflamatória), III (fibrose periportal) e IV (cirrose). Foram comparadas as seguintes variáveis: tempo de obesidade, índice de massa corpórea, relação cintura-quadril, diabete melito tipo 2, hipertensão arterial e dislipidemia. RESULTADOS: Trinta e cinco pacientes (68,6% mulheres, média de idade de 37 anos) foram avaliados. O índice de massa corpórea médio pré-operatório foi de 53,04 kg/m2. Esteatohepatite não-alcoólica foi encontrada em 31 pacientes (88,6%), sendo grau I 32,2% (n=10), grau II 45,2% (n=14), e grau III 25,6% (n=7). A relação cintura-quadril mostrou associação com esteatose hepática; hipertrigliceridemia foi o marcador que melhor se correlacionou com maior grau; não houve correlação entre aminotransferase e a intensidade da doença; houve correlação da intensidade com fatores relacionados à resistência insulínica. CONCLUSÃO: Esteatohepatite não-alcoólica tem elevada prevalência em obesos graves, porém não foi observada correlação positiva entre aminotransferases e o grau de obesidade com histopatologia hepática. Hipertrigliceridemia e relação cintura-quadril correlacionaram-se positivamente com a intensidade de doença.


1985 ◽  
Vol 43 (3) ◽  
pp. 234-242 ◽  
Author(s):  
Egberto Reis Barbosa ◽  
Milberto Scaff ◽  
Luiz Roberto Comerlatti ◽  
Horacio Martins Canelas

O presente estudo teve como objetivo a análise crítica dos critérios diagnósticos na degeneração hepatolenticular (DHL). Foram estudados 95 casos de DHL, com enfoque na caracterização clínica e laboratorial da doença. No aspecto clínico foram analisadas a variabilidade quanto ao modo de instalação da moléstia e a freqüência do anel de Kayser-Fleischer (K-F). Em relação aos exames complementares foram analisados os níveis de ceruloplasmina, cobre sérico, cobre urinário e aminoacidúria, o estudo radiológico e cintilográfico do esqueleto, a tomografia computadorizada de crânio e a biópsia hepática. Em 54,4% dos casos o quadro clínico inicial foi neurológico, em 31,1% hepático, em 14,4% psiquiátrico, em 7,8% ostearticular, em 2,2% oftalmológico (anel de K-F), em 1,1% hematológico (anemia hemolítica) e em 1,1% cardíaco. O anel de K-F estava presente em 84 dos 92 casos em que foi pesquisado (91,3%). Quanto aos resultados laboratoriais, hipoceruloplasminemia foi assinalada em 98,8% dos casos avaliados, hiperaminoacidúria em 94,7%, hipocupremia em 87,0%, hipercuprúria em 78,2%, osteoporose em 79,4%, alterações cintilográficas das articulações em 65,2%, e a tomografia de crânio, realizada em 11 casos, mostrava, em 2, áreas hipoatenuantes nos gânglios da base. Discute-se a importância dos exames complementares acima citados e do anel de K-F como elementos para a caracterização da DHL.


2000 ◽  
Vol 46 (2) ◽  
pp. 134-142 ◽  
Author(s):  
A. C. Maciel ◽  
S. G. Silva de Barros ◽  
D. P. Tarasconi ◽  
L. C. V. Severo Júnior ◽  
C. T. S. Cerski ◽  
...  

2013 ◽  
Vol 5 (3) ◽  
Author(s):  
Alejandro BUSSALLEU ◽  
David CLENDENES ◽  
Sixto RECAVARREN

El presente trabajo revisa 1813 biopsias hepáticas realizadas en el Hospital Nacional Cayetano Heredia de 1969 a 1993, para demostrar en forma estadística la incidencia de la patología hepática determinada por este procedimiento. Se discuten y comparan los resultados con los de la literatura nacional y extranjera. 887 (48.92%) correspondieron a pacientes del sexo masculino y 926 (51.07%) al sexo femenino. El promedio de edad fue de 40 años y 276 (15.22%) pertenecieron a pacientes menores de 14 año de edad. 983(54.22%) se obtuvieron por punción percutánea a ciegas, 501 (27.63%) por cirugía, 215 (11.86%) por punción postmortem y 114 (6.28%) dirigidas por laparoscopia. Se listan los diagnósticos histológicos. En la serie fueron los más frecuentes la neoplasia hepática con 195 (10.75%) y la esteatosis hepática con 187 (10.31%). En estos últimos la relación del sexo femenino sobre el masculino fue 1.83, la edad promedio de 37.1 años. Los casos de


2021 ◽  
Vol 160 (2) ◽  
pp. 140-143
Author(s):  
Emerson De-la-Rosa ◽  
Julia Ovalle

Las glucogenosis comprenden un conjunto de errores innatos en el metabolismo del glucógeno por diversas deficiencias enzimáticas. Ocurre un caso por cada 20,000 a 40,000 recién nacidos vivos de cualquier grupo étnico. Debido a la complejidad del abordaje y diagnóstico de estas entidades, presentamos ocho casos de pacientes pediátricos con diagnóstico histopatológico de glucogenosis por biopsia hepática.


Author(s):  
Geovanna Calazans Corrêa ◽  
Isabella Nascentes Tanizaki Coelho ◽  
Márcio Rabelo Mota

Introdução: A esteatose hepática aguda da gravidez (EHAG) é uma emergência obstétrica rara, mas letal, determinada pela insuficiência hepática materna e que pode causar consequências para a mãe e para o feto, até mesmo a morte. A fisiopatologia dessa doença tem sido relacionada a defeitos no metabolismo de ácidos graxos na gravidez, principalmente no contexto de defeitos genéticos fetais na oxidação desses ácidos, que resultam em aumento materno no nível sérico de ácidos graxos durante a gestação. Por sua raridade e letalidade, torna-se crucial abordar a fisiopatologia dessa doença cada vez mais. Objetivo: Analisar os fatores de risco, o diagnóstico e os meios de tratamento da EHAG. Métodos: Trata-se de uma revisão de literatura realizada por meio de busca na base PubMed com os descritores (“acute fatty liver” AND “pregnancy”), na qual foram encontrados 79 artigos dos últimos cinco anos. Como critérios de inclusão: publicações na íntegra e nos idiomas inglês e português. Por fim, foram selecionados os estudos que descreviam minuciosamente a fisiopatologia da EHAG e foram utilizados 13 artigos para a revisão. Resultados e conclusão: A EHAG já foi considerada uma doença extremamente rara na gravidez, mas com o avanço do conhecimento e o diagnóstico precoce os casos mais leves estão sendo reconhecidos. Atualmente, a prevalência estimada é de um a três casos a cada 10 mil gestações. Em uma revisão de literatura do ano de 2019, os fatores de risco associados à EHAG encontrados foram múltiplas gestações, fetos masculinos, distúrbios gordurosos do metabolismo de ácidos graxos no feto e episódios anteriores de EAHG. Um estudo de caso controle realizado entre 2010 e 2019 em um hospital terciário para doenças hepáticas na China considerou os seguintes aspectos clínicos e laboratoriais para o diagnóstico: sintomas de anorexia, náusea, vômito, icterícia, fadiga, preferência por comida fria e função hepática anormal durante o terceiro trimestre da gravidez ou no início do período pós-parto; resultados laboratoriais característicos, incluindo níveis elevados de alanina transaminase, bilirrubina e creatinina sérica, tempo de protrombina prolongado e hipoglicemia; ultrassonografia mostrando fígado gorduroso ou biópsia hepática com alterações patológicas características; além de todas as pacientes exibirem seis ou mais dos critérios de Swansea, o que confirmou objetivamente o diagnóstico de EAHG. Em relação às medidas terapêuticas, assim que houver diagnóstico ou alta suspeita de EAHG, a interrupção imediata da gravidez e o tratamento de suporte são cruciais, uma vez que não há relatos de continuação da gravidez sem aumentar a deterioração da função hepática, o que pode levar, até mesmo, à falência total hepática.


2018 ◽  
Vol 28 (01) ◽  
pp. 015-018
Author(s):  
M. Castellanos González ◽  
C. Delgado Martínez ◽  
M. Gómez Rubio ◽  
M. Butrón Vila ◽  
J. Arance Gil ◽  
...  

ResumenSe presenta el caso clínico de un varón de 80 años diagnosticado de leiomiosarcoma testicular primario, a raíz de alteraciones del perfil hepático en analítica sanguínea y lesiones ocupantes de espacio (LOE) hepatoesplénicas en ecografía abdominal. En primer lugar, se realizó punción de lesión hepática y posteriormente orquiectomía radical, revelando concordancia histológica, compatible con leiomiosarcoma intratesticular. Presentamos el caso clínico debido a la rareza de ese tipo de tumores, sobre todo en estadio III, y su peculiar diagnóstico, tras la detección de alteración hepática tanto analítica como ecográfica.


2002 ◽  
Vol 39 (4) ◽  
pp. 212-216 ◽  
Author(s):  
Paulo Roberto Ott Fontes ◽  
Ângelo Alves de Mattos ◽  
Rene Jacobsen Eilers ◽  
Mauro Nectoux ◽  
Jorge Olavo Pitta Pinheiro

RACIONAL: Inicialmente considerada contra-indicação à laparoscopia cirúrgica, a cirrose hepática tem sido achado ocasional observado durante este procedimento. Pequenas séries de colecistectomia em pacientes com cirrose sugerem que a maioria dos cirurgiões ainda considera esta como contra-indicação à colecistectomia videolaparoscópica. OBJETIVO: Avaliar a experiência do Serviço de Gastroenterologia Clínica e Cirúrgica do Complexo Hospitalar da Santa Casa de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, no tratamento da colelitíase por videolaparoscopia em pacientes cirróticos. PACIENTES E MÉTODOS: Seiscentos e quatro pacientes com colelitíase sintomática foram operados no Serviço no período de maio de 1993 a maio de 2000. Destes, 10 (1,6%) apresentavam cirrose hepática. A idade dos pacientes variou entre 22 a 69 anos (média de 50,4 ± 18,1). Oito pacientes (80%) eram do sexo feminino. O álcool foi o fator etiológico da hepatopatia em quatro, o vírus da hepatite C, o vírus da hepatite B, a cirrose biliar primária e a deficiência de a-1 antitripsina em um paciente cada. Em dois pacientes o agente causal não foi identificado. RESULTADOS: A colecistectomia foi realizada em todos os pacientes e em sete também biopsia hepática diagnóstica. Em dois (20%) a cirurgia foi convertida. O resultado da colangiografia transoperatória foi normal em todos os casos. Em sete pacientes o pós-operatório foi sem intercorrências. Em dois (20%) observou-se o desenvolvimento de ascite, controlada clinicamente. Ambos eram Child A no momento da cirurgia. O outro paciente, Child C, apresentou piora da função hepática e faleceu. CONCLUSÕES: Mesmo que experiência maior ainda deva ser adquirida, parece que a via laparoscópica é abordagem segura naqueles pacientes cirróticos compensados com colelitíase sintomática em que a colecistectomia esteja indicada. Nos indivíduos descompensados acredita-se que todos os esforços devam ser dirigidos à melhora da função hepática ou a procedimentos menos invasivos, tais como colecistostomia.


Sign in / Sign up

Export Citation Format

Share Document