scholarly journals El canal de potasio dependiente de voltaje Kv10.1 y el cáncer

Author(s):  
Walter Stühmer

Entre los más de 100 genes conocidos que codifican canales iónicos selectivos de potasio, el llamado Kv10.1 posee propiedades muy particulares que lo diferencian de los demás. El canal Kv10.1 es dependiente del voltaje y prácticamente se detecta únicamente en tejido nervioso. Sorprendentemente, se descubrió que se encuentra en más del 70 % de los cánceres humanos, y en tejidos de rápido crecimiento como la placenta, las células germinales del testículo o las criptas del colon. Su distribución subcelular ayudó a revelar su función en el ciclo celular, a lo largo del cual es regulado por factores de crecimiento y por los genes supresores de tumores p53 y RB1. El Kv10.1 también favorece la internalización del cilio primario, paso indispensable para la división celular. Dado que las células cancerosas se dividen rápidamente o presentan alteraciones en la función de los factores de crecimiento o en los mencionados genes, suelen expresar el Kv10.1, lo cual se puede detectar usando anticuerpos que actúan contra él. Los pacientes en cuyos tumores se detectan altos niveles de Kv10.1 tienen un peor pronóstico que aquellos con niveles bajos. Además, el bloqueo de la función del Kv10.1 permite reducir la proliferación celular, lo cual lo convierte en un nuevo marcador diagnóstico del cáncer, y en un blanco para su tratamiento. © 2017. Acad. Colomb. Cienc. Ex. Fis. Nat.

2007 ◽  
Vol 36 (suppl) ◽  
pp. 21-31 ◽  
Author(s):  
Maeli Dal Pai Silva ◽  
Robson Francisco Carvalho
Keyword(s):  

O músculo estriado esquelético é formado pela associação de fibras musculares com a matriz extracelular. Esse tecido possui alta plasticidade e o conhecimento das características morfológicas, da miogênese, e da dinâmica do crescimento é importante para o entendimento da morfofisiologia bem como para a seleção de animais visando a melhoria na produção de carne. A maioria dos músculos estriados originam-se de células precursoras do mesoderma a partir dos somitos do embrião e o controle da diferenciação ocorre pela ação de fatores indutores ou inibidores. Um grupo de fatores transcricionais, pertencentes à família MyoD tem um papel central na diferenciação muscular. Coletivamente chamados de Fatores de Regulação Miogênica (MRFs), são conhecidos quatro tipos: MyoD, myf-5, miogenina e MRF4. Esses fatores ligam-se à seqüências de DNA conhecidas como Ebox (CANNTG) na região promotora de vários genes músculo-específicos, levando à expressão dos mesmos. As células embrionárias com potencial para diferenciação em células musculares (células precursoras miogênicas) expressam MyoD e Myf-5 e são denominadas de mioblastos. Essas células proliferam, saem do ciclo celular, expressam miogenina e MRF4, que regulam a fusão e a diferenciação da fibra muscular. Uma população de mioblastos que se diferencia mais tardiamente, as células miossatélites, são responsáveis pelo crescimento muscular no período pós natal, que pode ocorrer por hiperplasia e hipertrofia das fibras. As células satélites quiescentes não expressam os MRFs, porém, sob a ação de estímulos como fatores de crescimento ou citocinas, ocorre a ativação desse tipo celular que prolifera e expressa os MRFs de maneira similar ao que ocorre com as células precursoras miogênicas durante a miogênese. Os mecanismos de crescimento muscular são regulados pela expressão temporal dos (MRFs), que controlam a expressão dos genes relacionados com o crescimento muscular.


2012 ◽  
Vol 14 (4) ◽  
pp. 635-642 ◽  
Author(s):  
A.C. Luz ◽  
I.R. Pretti ◽  
J.C.V. Dutra ◽  
M.C.P. Batitucci

A infusão das folhas de Plantago major (Plantaginaceae), conhecida como tansagem ou transagem, é usada como antibiótica, antiinflamatória, anti-séptica, anti-térmica, na prevenção de tumores e no tratamento de neoplasias. Este efeito é atribuído aos flavonóides encontrados em diversas espécies do gênero Plantago. O presente estudo objetivou avaliar os potenciais efeitos, tóxico e mutagênico, do extrato bruto hidroalcoólico de folhas de P. major, por meio dos testes in vivo de Allium cepa e do micronúcleo. Para o ensaio biológico vegetal, meristemas de raízes de A. cepa foram usados para o preparo de lâminas através da técnica de esmagamento. No ensaio do micronúcleo foram analisadas lâminas de células de medula óssea de roedores. As análises estatísticas seguiram o teste de Tukey (p<0,05) para o ensaio de Allium cepa e teste de Scott-Knott (p<0,05) para o ensaio do micronúcleo. Os resultados do teste de Allium cepa demonstram que houve redução significativa no índice de germinação em todas as concentrações testadas. P. major provoca alteração no ciclo celular pela inibição da divisão das células, como indica o índice mitótico. Os índices de efeitos clastogênico e aneugênico demonstram que, além de não determinar aumento de aberrações cromossômicas, o que indica ausência de ação genotóxica, P. major possui atividade anti-genotóxica. Os resultados do teste do micronúcleo reforçam a sugestão de que o extrato de P.major não possui atividade mutagênica, entretanto provoca alterações na divisão celular.


2005 ◽  
Vol 49 (5) ◽  
pp. 833-842 ◽  
Author(s):  
Angela M. Spinola e Castro ◽  
Gil Guerra-Júnior

Estudos in vitro e em animais sugerem que os membros do sistema insulin-like growth factors (IGFs), incluindo IGF-I, IGF-II, receptores de IGF-I e IGF-II (IGF-IR e IGF-IIR), e as IGF-binding proteins (IGFBPs) podem ter um importante envolvimento no desenvolvimento e na progressão de neoplasias. Mais especificamente, as IGFs promovem a progressão do ciclo celular e inibem a apoptose tanto por ação direta com outros fatores de crescimento como por ação indireta interagindo com outros sistemas moleculares intracelulares envolvidos na promoção e/ou progressão do câncer. Além disso, inúmeros estudos epidemiológicos têm sugerido que concentrações elevadas das IGFs, independente das alterações nas IGFBPs, podem estar associadas a um aumento no risco de desenvolver determinadas neoplasias. Esta revisão tem como objetivo apresentar o envolvimento do sistema IGF na regulação tumoral, os principais estudos epidemiológicos realizados e o risco de desenvolvimento de neoplasia em pacientes (com ou sem história pessoal de neoplasia prévia) que receberam hormônio de crescimento (rhGH). É importante salientar que o uso clínico de rhGH, nas indicações aprovadas internacionalmente, é seguro e não existem evidências, até o momento, da associação com o desenvolvimento de neoplasias.


2013 ◽  
Vol 10 (3) ◽  
Author(s):  
Natália Souza Dias ◽  
Thaysa Cardoso Silva ◽  
Geraldo Dos Passos Barcelos Filho ◽  
Juliany Ferreira Badreddine ◽  
Hemilianna Hadassa Silva Matozinho ◽  
...  

2020 ◽  
Author(s):  
Marta Elena Hernández-Caballero
Keyword(s):  
Rna Seq ◽  

Las células contienen información determinada por el genoma propio del organismo al que pertenecen, lo cual le permite el desarrollo y diferenciación propios de su especie, en este sentido la información epigenética constituye una capa adicional de información reguladora que vuelve más complejos los procesos celulares. La metilación del DNA es la marca epigenética de inactivación más conocida y como el proceso reversible que es, consiste en un fenómeno dinámico que cambia durante la vida de la célula. Los cambios epigenéticos inciden directamente en la conformación que adquiere la cromatina, con lo que se regula el cómo se expresen los genes y su actividad, a su vez, depende de modificaciones postraduccionales en las proteínas histonas. Las histonas al igual que el DNA también pueden presentar modificaciones epigenéticas.El cáncer es una patología heterogénea que durante mucho tiempo se creyó era el resultado únicamente de la adquisición de mutaciones genéticas o rearreglos cromosómicos, que desembocaban en la pérdida del funcionamiento de genes encargados de evitar el crecimiento celular descontrolado y de la desregulación de la actividad de genes encargados de promover la proliferación. No obstante, la expresión adecuada de los genes es fundamental para mantener el fenotipo celular normal, y el control de dicha expresión va más allá de la sola presencia de una secuencia genética sin cambio. Sin embargo, las alteraciones epigenéticas que preceden y contribuyen al inicio del desarrollo de un cáncer aún no se conocen de forma precisa.Actualmente la metilación de DNA es la principal marca epigenética más ampliamente estudiada. La diversidad en el uso de técnicas para realizar este cometido va desde métodos sencillos como el uso de enzimas de restricción sensibles a la metilación, para digerir DNA genómico y analizar pequeñas regiones de DNA, pasando por el uso de bisulfito de sodio para analizar el estado de metilación en las citosinas hasta los métodos actuales de secuenciación a gran escala que permiten el análisis simultaneo de gran cantidad de muestras y de amplias regiones del genoma completo, llegando a analizar hasta 3 millones de variantes genéticas en un individuo. A la par, se ha desarrollado software especializado en epigenética, permitiendo conocer la ubicación de sitios de metilación para luego hacer su búsqueda en muestras biológicas y se han desarrollado programas complejos para el análisis de datos masivos obtenidos a través del uso de plataformas basadas en hibridación (microarreglos) y la secuenciación masiva con diversas afinidades (DNA-seq, RNA-seq, ChIP-seq, FAIRE-seq, ATAC-seq, MeDIP-seq, MBD-seq) y WGBS. Los cambios epigenéticos aberrantes en el cáncer pueden ser evidentes desde etapas tempranas, lo que ha llevado a pensar que, esta desregulación precede de hecho a los eventos tumorales transformadores preliminares clásicos (mutaciones de supresores y/o protooncogenes e inestabilidad genómica). Entre las alteraciones epigenéticas más reconocidas en los tumores está el silenciamiento asociado a hipermetilación de islas CpG en los promotores de los genes supresores como CDKN2A y RASSF1.Aunado a esto, los miRNAs también pueden actuar como supresores u oncogenes en diferentes tipos de cáncer. Es por esto que, las modificaciones epigenéticas son un componente importante en la etiología del cáncer y debido a su reversibilidad constituyen blancos terapéuticos prometedores para diagnostico o tratamiento y potencial como posibles biomarcadores.


2018 ◽  
Vol 5 (1) ◽  
pp. 65
Author(s):  
Marcelo Augusto Martins Aires ◽  
Virgílio Ribeiro Guedes

O câncer é segunda principal causa de morte em todo o mundo, sendo superado apenas pelos óbitos decorrentes de doenças do sistema cardiovascular. No entanto, estimativas apontam que em poucas décadas a taxa de mortalidade decorrente dos diversos tipos de câncer será maior do que outras entidades nosológicas, o que revela a importância das constantes pesquisas em busca de novas estratégias terapêuticas. Em destaque, estima-se que o câncer de brônquio, traqueia e pulmões acometeu 16 mil brasileiros no ano de 2016, sendo a segunda neoplasia mais incidente em homens e a quarta em mulheres, excluindo-se o câncer de pele não-melanoma. A origem comum de todos os tipos de neoplasias está relacionada com alterações ao nível nuclear e enzimático que são reguladores críticos do ciclo celular normal. Apesar disso, as variantes histológicas do câncer em um mesmo sítio anatômico, bem como alterações genéticas e moleculares específicas revela a presença de diferentes etiologias no surgimento de neoplasias, nomeadamente no câncer de pulmão. Embora fortemente associado ao tabagismo, algumas apresentações tumorais nem sempre estão intimamente associadas à exposição crônica aos produtos do cigarro, com destaque para o non-small cell lung cancer (NSCLC). Tendo em vista as peculiaridades etiológicas e genéticas do NSCLC associado ao avanço das técnicas de imunohistoquímicas e estudos genéticos, novos estudos envolvendo terapias alvos-específicos tem se mostrado como uma abordagem capaz que alterar o curso da doença e, concomitantemente, aumento da capacidade funcional e melhora na qualidade de vida.


2002 ◽  
Vol 48 (3) ◽  
pp. 419-427
Author(s):  
Geraldo Barroso Cavalcanti Júnior ◽  
Claudete Esteves Klumb ◽  
Raquel C Maia

p53 é um gene supressor tumoral, que codifica uma fosfoproteína nuclear que desempenha um papel importante no controle do ciclo celular, no reparo do DNA e na indução da apoptose. Em condições de stress, particularmente por indução de dano no DNA, a proteína p53 bloqueia o ciclo celular, permitindo dessa forma o reparo do DNA ou promovendo a apoptose. Estas funções são efetuadas pela capacidade transcricional da proteína p53 que ativa uma série de genes envolvidos na regulação do ciclo celular. A forma mutada da p53 é incapaz de controlar a proliferação celular, resultando em reparo ineficiente do DNA e na emergência de células geneticamente instáveis. As alterações mais comuns nas neoplasias são mutações pontuais dentro das seqüências codificantes deste gene. Nas hemopatias malignas, estas mutações, freqüentemente do tipo pontuais, têm sido observadas com menor ocorrência do que em tumores sólidos. Nas neoplasias hematológicas estas alterações são mais observadas na crise blástica da leucemia mielóide crônica, progressão da síndrome mielodisplásica para leucemia mielóide aguda, na transformação do linfoma folicular para linfoma de alto grau, na evolução da leucemia linfóide crônica para síndrome de Richter e recorrência de leucemias agudas. Esta revisão tem como objetivo avaliar as alterações do gene p53 nas hemopatias malignas e discutir o significado clínico destas alterações genéticas na patogenia e prognóstico nessas neoplasias.


Sign in / Sign up

Export Citation Format

Share Document