scholarly journals A produção do inimigo ou destruição da alteridade: uma análise dos discursos de Jair Bolsonaro (The production of the enemy or the destruction of alterity: an analysis of Jair Bolsonaro's speeches)

2020 ◽  
Vol 14 ◽  
pp. 4544139
Author(s):  
Larissa Júlia Paludo ◽  
Gerson Wasen Fraga

This article, based on a Master's research that analyzes the speeches of Jair Bolsonaro from the perspective of the production of alterity or difference, synthesizes the results of the dissertation and seeks to present the characteristics and possible consequences of the discourse and, therefore, the bolsonarista movement, in the scope of the production of the enemy and the attack on human rights. From the Pecheutian current of language studies, methodological orientation of the work, some discursive formations that are present in the statements of Jair Bolsonaro are presented and discussed. Such formations are built, within the scope of the research, from the interdisciplinary convergence of cultural studies, notions of identity and historiographic elements of the military institution and the National Security Doctrine. The synthesis of the analysis of Jair Bolsonaro's speech in this article is based on the text given at the opening of the 74th United Nations General Assembly, in New York, on September 24, 2019.ResumoEste artigo, elaborado a partir de uma pesquisa de Mestrado que analisa os discursos de Jair Bolsonaro sob o prisma da produção da alteridade ou da diferença, sintetiza os resultados da dissertação e busca apresentar as características e as possíveis consequências do discurso e, por conseguinte, do movimento bolsonarista, no âmbito da produção do inimigo e do ataque aos direitos humanos. A partir da corrente pecheutiana de estudos da linguagem, orientação metodológica do trabalho, são apresentadas e discutidas algumas formações discursivas que estão presentes nos enunciados de Jair Bolsonaro. Tais formações são construídas, no âmbito da pesquisa, a partir da convergência interdisciplinar de estudos culturais, noções identitárias e elementos historiográficos da instituição militar e da Doutrina de Segurança Nacional. A síntese da análise do discurso de Jair Bolsonaro, neste artigo, é feita a partir do texto proferido na abertura da 74ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, ocorrido em Nova Iorque, em 24 de setembro de 2019.Resumen Este artículo, extraído de una investigación de maestría, que analiza los discursos de Jair Bolsonaro bajo el prisma de la producción de la alteridad o la diferencia, resume los resultados de la tesis y busca presentar las características y las posibles consecuencias del discurso y, por lo tanto, del movimiento bolsonarista en el contexto de la producción del enemigo y del ataque a los derechos humanos. Desde la corriente  peuchetiana de estudios del lenguaje, orientación metodológica del artículo, se presentan y discuten algunas formaciones discursivas que están presentes en los enunciados de Jair Bolsonaro. Estas formaciones se construyen, en el ámbito de la investigación, desde la convergencia interdisciplinaria de estudios culturales, nociones de identidad y elementos historiográficos de la institución militar y de la Doctrina de Seguridad Nacional. La síntesis del análisis del discurso de Jair Bolsonaro, en este artículo, se hace a partir del texto dado en la apertura de la 74ª Asamblea General de la Organización de las Naciones Unidas, que ocurrió en Nueva York el 24 de septiembre de 2019.Palavras-chave: Jair Bolsonaro, Alteridade, Doutrina de Segurança Nacional, Identidade.Keywords: Jair Bolsonaro, Alterity, National Security Doctrine, Identity.Palabras claves: Jair Bolsonaro, Alteridad, Doctrina de Seguridad Nacional, Identidad.ReferencesALVES, Maria Helena Moreira. Estado e Oposição no Brasil. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 1984. ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas. São Paulo. Companhia das Letras, 2008.BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.BRASIL. Presidente (2019-2023: Jair Messias Bolsonaro) Discurso na abertura da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Nova York, 24 set. 2019. Disponível em: <http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/discursos-artigos-e-entrevistas-categoria/presidente-da-republica-federativa-do-brasil-discursos/20890-discurso-do-presidente-jair-bolsonaro-na-abertura-da-74-assembleia-geral-das-nacoes-unidas-nova-york-24-de-setembro-de-2019>. Acesso em: 29 mai. 2020.CALVEIRO, Pilar. Poder e desaparecimento: os campos de concentração na Argentina. São Paulo: Boitempo, 2013.CASTRO, Celso. O espírito militar: um estudo de antropologia social na Academia Militar das Agulhas Negras. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 1990.CHIRIO, Maud. A política nos quartéis: revoltas e protestos de oficiais na ditadura militar brasileira. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: Lamparina, 2019. 12ª edição. 2ª reimpressão.HALL, Stuart. Cultura e representação. Rio de Janeiro: Editora PUC RIO: Apicuri, 2016, 260 p.MOTTA, Rodrigo Patto Sá. Em guarda contra o perigo vermelho: o anticomunismo no Brasil (1917 – 1964). Tese (Doutorado em História) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.SILVA, Tomaz Tadeu. A produção social da identidade e da diferença. In: SILVA, Tomaz Tadeu. Identidade e diferença: a perspectiva dos Estudos Culturais. 15ª ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2014.VALDÉS, Jorge A. Tapia. El terrorismo de estado: la doutrina de Seguridade Nacional enelcono sul. México: Editorial Nueva Imagem, 1980.WOODWART, Kathryn. Identidade e diferença: uma introdução teórica e conceitual. In: SILVA, Tomaz Tadeu. Identidade e diferença: a perspectiva dos Estudos Culturais. 15ª ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2014.e4544139 

2019 ◽  
Vol 11 (3) ◽  
pp. 53-75
Author(s):  
Daniel Valente Pedroso de Siqueira

Resumo: Como entender o desenvolvimento teórico e as mudanças históricosociais que impulsionaram a recuperação e alteração da teoria marxiana no século XX e como esta ainda se encontra atuante sobre nosso horizonte social contemporâneo? Fazendo uso da reconstrução crítica de Habermas, a recuperação se inicia com Weber, a passagem por Lukács e na recepção horkheimeriana-adorniana, que tanto influenciou a crítica social do século XX, o presente artigo busca apresentar uma possibilidade de leitura.  Palavras-chave: Teoria crítica. Reificação. Marx. Habermas. Modernidade.  Abstract: How can we understand the theoretical development and all the socialhistorical changes which drove the incoming recovery and the further alteration of the Marxian theory in the twentieth century and how is it still possible to assumes it on our contemporary societies? Recovering Habermas’s critical reconstruction, which starts with Weber, the next step over Lukács, and the Horkheimerian-Adornian theoretical reception, which has largely influenced twentieth social critic, the aim paper intents to show up a possible reading.  Keywords: Critical theory. Reification. Marx. Habermas. Modernity.  REFERÊNCIAS  ARAUTO, A. “Lukács’ Theory of Reification”. In: Telos, n. 11, 1972.  ARGÜELLO, K. O Ícaro da Modernidade: Direito e Política em Max Weber. São Paulo: Acadêmica, 1997.  BERNSTEIN, R. J. Habermas and Modernity. Cambridge, Massachusetts: The MIT Press, 1991.  BRAATEN, J. Habermas’s Critical Theory of Society. Albany: State University of New York Press, 1991.  COUTINHO, C. N. Lukács: A Ontologia e a Política. In: ANTUNES, R. & RÊGO, W. L. (orgs.). Lukács: Um Galileu no Século XX. São Paulo: Boitempo Editorial, 1996.  GIDDENS, A. “Reason without Revolution? Habermas’s Theorie des Kommunikativen Handelns”. In :BERNSTEIN, R. J. Habermas and Modernity. Cambridge, Massaschusetts : The MIT Press, 1991.  HABERMAS, J. “Does Philosophy still have a Purpose?”. In: HABERMAS, J. Philosophical-Political Profiles. Cambridge, Massachusetts: The MIT Press, 1983.  HABERMAS, J.  The Theory of Communicative Action, Volume I: Reason and the Rationalization of Society. Boston: Beacon Press, 1984.  HABERMAS, J.  Técnica e Ciência como “Ideologia”. São Paulo: Unesp, 2014.  HONNETH, A. The Critique of Power: Reflective Stages in a Critical Social Theory. Cambridge: The MIT Press, 1997.  HORKHEIMER, M. Eclipse da Razão. São Paulo: Centauro Editora, 2002.  HORKHEIMER, M. Teoria Tradicional e Teoria Crítica. São Paulo: Abril Cultural, 1975.  HORKHEIMER, M.; ADORNO, T. W. Dialética do Esclarecimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2006.  LEO MAAR, W. “A Reificação como Realidade Social: Práxis, Trabalho e Crítica Imanente em HCC”. In: ANTUNES, R. & RÊGO, W. L. (orgs). Lukács: Um Galileu no século XX. São Paulo: Boitempo Editorial, 1996.  LUKÁCS, G. História e Consciência de Classe: Estudos sobre a Dialética Marxista. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2016.MARX, K. A Ideologia Alemã. São Paulo: Boitempo Editorial, 2007.  MARX, K. Grundrisse: Manuscritos Econômicos de 1857-1858 & Esboços da Crítica da Economia Política. São Paulo: Boitempo Editorial, 2011.  MELO, R. Marx e Habermas: Teoria Crítica e os Sentidos de Emancipação. São Paulo: Editora Saraiva, 2013.  MENEZES, A. B. N. T. Habermas e a Modernidade: Uma “Metacrítica da Razão Instrumental”. Natal: EDUFRN, 2009.  NETTO, J. P. “Lukács e o Marxismo Ocidental”. In: ANTUNES, R. & RÊGO, W. L. (orgs.). Lukács: Um Galileu no Século XX. São Paulo: Boitempo Editorial, 1996.  NOBRE, M. A Dialética Negativa de Theodor W. Adorno: A Ontologia do Estado Falso. São Paulo: Iluminuras/FAPESP, 1998.  NOBRE, M. A Teoria Crítica. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 2004.  PINZANI, A. Habermas: Introdução. São Paulo: Artmed, 2004. REPA, L. A Transformação da Filosofia em Jürgen Habermas: Os Papéis de Reconstrução, Interpretação e Crítica. São Paulo: Editora Singular, 2008.  TEIXEIRA, M. Razão e Reificação: Um Estudo sobre Max Weber em “História e Consciência de Classe” de Georg Lukács. Campinas: Unicamp, Dissertação de mestrado, in mimeo, 2010.  WELLMER, A. “Reason, Utopia, and the Dialectic of Enlightenment”. In: BERNSTEIN, R. J. Habermas and Modernity. Cambridge, Massachusetts: The MIT Press, 1991.  


2018 ◽  
pp. 61-79
Author(s):  
Dario Borim Jr

In light of Judith Butler’s insight, including her theories of gender trouble and performativity, this article investigates Brazilian journalist and activist Fernando Gabeira’s trajectory against machismo, homophobia, and gender presumptions. That trajectory spans his formative years, in Minas Gerais (1940s and 50s), the armed resistance to the military dictatorship. in Rio de Janeiro and São Paulo (1960s), the activism during exile, mostly in Sweden (1970-1979), and another 35 years of sociopolitical engagement, after his return to Brazil. Key to this essay’s central inquiry are Gabeira’s thoughts and experiences in his O que é isso, companheiro? (1979), O crepúsculo do macho (1980), and Entradas e bandeiras (1981).


2019 ◽  
Vol 12 (3) ◽  
Author(s):  
Flávia Rocha Carniel ◽  
Marcus Vinicius da Cunha

The aim of this work is to examine the intellectual production of the Renaissance philosopher Michel de Montaigne, relating data from his biography and the events of his time to his most outstanding work, Essays. It is considered that the theoretical elaborations of an individual, as well as the linguistic forms created by him to express them, derive from events in the physical world – including their derivations of social and cultural order – and as such should be investigated. The origin of this methodological conception is sought in Ancient philosophy, especially in the Sophists, investigation that provides the parameters for analyzing the specific case of Montaigne.Resumo O objetivo deste trabalho é examinar a produção intelectual do filósofo renascentista Michel de Montaigne, relacionando dados de sua biografia e dos acontecimentos de sua época à sua mais destacada obra, Ensaios. Considera-se que as elaborações teóricas de um indivíduo, bem como as formas linguísticas por ele criadas para exprimi-las, decorrem de eventos do mundo físico – no que se incluem as suas derivações de ordem social e cultural –, e como tal devem ser investigadas. A origem dessa concepção metodológica é buscada na filosofia antiga, principalmente nos Sofistas, investigação que fornece os parâmetros para analisar o caso específico de Montaigne.Palavras-chave: Montaigne, Sofística, Filosofia da EducaçãoKeywords: Montaigne, Sophistry, Philosophy of EducationReferencesARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Tradução Edson Bini. Bauru: EDIPRO, 2002.ARISTÓTELES. Retórica. Tradução Edson Bini. Bauru: EDIPRO, 2011.BAKEWELL, Sarah. Como viver: ou uma biografia de Montaigne em uma pergunta e vinte tentativas de resposta. Tradução Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.BAKHTIN, Mikhail Mikhailovich. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. Tradução Michel Laud e Yara Frateschi Vieira. 7. edição. São Paulo: Hucitec, 1995.BOURDIEU, Pierre. A escola conservadora. As desigualdades frente a escola e a cultura. In: NOGUEIRA, M. A.; CATANI, A. (Orgs.) Escritos sobre educação. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 39-64.BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. 6. edição. Tradução Fernando Thomaz. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.CHAUI, Marilena. Introdução. In: MONTAIGNE, Michel. Ensaios. Tradução Sérgio Milliet. São Paulo: Nova Cultural, 1987.COELHO, Marcelo. Montaigne. São Paulo: Publifolha, 2001.COMPAGNON, Antoine. Uma temporada com Montaigne. Tradução Rosemary Costhek Abilio. São Paulo.WMF Martins Fontes, 2014. CRICK, Nathan. Democracy and rhetoric: John Dewey on the arts of becoming. Columbia: University of South Carolina, 2010.CRICK, Nathan. Compor a vontade de poder: John Dewey sobre a educac?a?o reto?rica para uma democracia radical. Educacão e Cultura Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 12, n. 28, p. 164-183, 2015.DUPRE?EL, Euge?ne. Les Sophistes: Protagoras, Gorgias, Prodicus, Hippias. Neuchatel: E?ditions du Griffon, 1948.EVA, Luiz Antônio Alves. A figura do filósofo: ceticismo e subjetividade em Montaigne. São Paulo: Loyola, 2007.FRAMPTON, Saul. Quando brinco com a minha gata, como sei que ela não está brincando comigo?: Montaigne e o estar em contato com a vida. Tradução Marina Slade. Rio de Janeiro: DIFEL, 2013.KERFERD, George Briscoe. O movimento sofista. Traduc?a?o de Margarida Oliva. Sa?o Paulo: Loyola, 2003.LANGER, Ullrich. Montaigne’s political and religious context. In: LANGER, U. (Org.) The Cambridge Companion to Montaigne. New York, Cambridge University, 2005. p. 9-26.LEMGRUBER, Márcio Silveira. Quando o mundo se tornou um labirinto aberto. Educação e Filosofia, Uberlândia, v. 30, n. especial, p. 269-288, 2016.MARCONDES, Danilo. Montaigne, a descoberta do Novo Mundo e o ceticismo moderno. Kriterion, Belo Horizonte, n. 126, p. 421-433, dez. 2012.MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. Tradução Luis Claudio de Castro e Costa. São Paulo: Martins Fontes, 2007.MONTAIGNE, Michel. Ensaios. volume 1. Tradução Sérgio Milliet. São Paulo: Nova Cultural, 1987.MONTAIGNE, Michel. Ensaios. volume 2. Tradução Sérgio Milliet. São Paulo: Nova Cultural, 1996.PATTIO, Julio Agnelo P. Dar vida às palavras: Montaigne em defesa de uma linguagem natural. Revista Filosofia Capital, Rio de Janeiro, v. 4, n. 8, p. 58-68, 2009.POPKIN, Richard Henry. História do ceticismo de Erasmo a Spinoza. Tradução Danilo Marcondes de Souza Filho. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 2000.POULAKOS, John. Sophistical rhetoric in Classical Greece. Columbia: University of South Carolina, 1995.REALE, Giovanni. História da filosofia antiga. Volume V. 2. edição. Tradução Henrique C. de Lima Vaz e Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 2001.SCHNEEWIND, Jerome B. Montaigne on moral philosophy and the good life. In: LANGER, Ullrich. The Cambridge Companion to Montaigne. New York, Cambridge University, 2005, p. 207-228.SILVA, Divino José. Filosofia, educação das crianças e papel do preceptor em Montaigne. In PAGNI, Pedro Angelo; SILVA, Divino José (Orgs.). Introdução à filosofia da educação: temas contemporâneos e história. São Paulo: Avercamp, p. 102-121, 2007.SILVA, Tatiane. Dewey e os sofistas: a tirania do lógos e as bases para uma educação retórica. Espaço Pedagógico, Passo Fundo, v. 25, n. 1, p. 114-139, jan./abr. 2018.WOLTER, Katarina Maurer. Um Estudo sobre a relação entre filosofia cética e criação ensaística em Michel de Montaigne. Doispontos, São Carlos, v. 4, n. 2, p. 159-170, out. 2007.


Author(s):  
Revista Travessia

Os refugiados na América Central (Relato de experiência) “Refugiados do desenvolvimento” – os deslocamentos compulsórios de índios e camponeses e a ideologia da modernização A proteção internacional dos refugiados no limiar do Século XXI “Como Caim, sem destino” (Depoimento) No coração da Europa (Relato de experiência) Jovens imigrantes angolanos no Rio de Janeiro – imagens, relatos e diálogos Refugiados de guerra e imigração para o Brasil nos anos 1940 e 1950 – apontamentos Expatriados dentro da própria pátria – a imigração nordestina para a Amazônia El desplazamiento em Centroamérica – una lición necesaria Refugiados: o reassentamento solidário no território brasileiro Fotografias poderão dar testemunho do trauma de refugiados no Brasil? Feito com mais de mil pedaços (Relato) Refugiados LGBTI no Brasil Humanitarian crises and migration: causes, consequences and responses. Susan Martin; Sanjula Weerasinghe; Abbie Taylor (Orgs.) London/New York: Routledge, 2014. (Resenha) Apresentação (Ed. 77 – Dossiê Refugiados) Pensando eticamente sobre refugiados: um caso para a transformação da governança global “Refugiados LGBTI”: gênero e sexualidade na articulação com refúgio no contexto internacional de direitos Desafios para o reconhecimento de refugiados ambientais no Sistema de Proteção Internacional A presença húngara em São Paulo no pós Segunda Guerra Mundial Crianças refugiadas: crianças em alto risco Acolhida a migrantes e refugiados: a ética da pastoral do migrante e desafios para a democracia no Brasil Viena e “a crise dos refugiados na Europa”: um mosaico etnográfico 


Trama ◽  
2019 ◽  
Vol 15 (36) ◽  
Author(s):  
Débora Ballielo BARCALA

O presente trabalho tem por objetivo apresentar uma análise comparada das personagens femininas Hulga/Joy do conto “Good Country People” (1955), de Flannery O’Connor, e Dolores/Dôda do romance O tigre na sombra (2012), de Lya Luft, em uma aproximação inédita. As semelhanças entre as personagens vão desde a deformidade física e a complicada relação mãe-filha, até a duplicidade de nomes e a percepção de si mesmas como seres ambivalentes. Apesar de viverem conflitos e experiências diferentes, ambas as personagens retratam experiências vividas por muitas mulheres em sociedades patriarcais. Assim, este artigo propõe uma leitura do conto de O’Connor e do romance de Luft como críticas aos papeis de gênero e à sociedade patriarcal construída por meio das imagens e personagens grotescas, bem como uma discussão sobre as possibilidades feministas nas obras das autoras.REFERÊNCIAS:BABINEC, Lisa. Cyclical Patterns of Domination and Manipulation in Flannery O’Connor’s Mother-Daughter Relationships. Flannery O’Connor Bulletin, v. 19, 1990, p. 9-29.BAKHTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. Trad. Yara Frateschi Vieira. 8ª ed. São Paulo: Hucitec, 2013.CARUSO, Teresa (Org.). “On the subject of the feminist business”: re-reading Flannery O’Connor. New York: Peter Lang, 2004.COSTA, Maria Osana de Medeiros. A mulher, o lúdico e o grotesco em Lya Luft. São Paulo: Annablume, 1996.CRIPPA, Giulia. O grotesco como estratégia de afirmação da produção pictórica feminina. Estudos Feministas, Florianópolis, 11(1): 336, jan-jun/2003, pp. 113-135.FEITOSA, André Pereira. Mulheres-monstro e espetáculos circenses: o grotesco nas narrativas de Angela Carter, Lya Luft e Susan Swan, (Tese de Doutorado) UFMG. Ano de obtenção: 2011.GENTRY, Bruce. Flannery O’Connor’s religion of the grotesque. Jackson and London: University Press of Mississippi, 1986.GILBERT, Sandra M.; GUBAR, Susan. The Madwoman in the Attic: The Woman Writer and the Nineteenth Century Literary Imagination. 2 ed. New Haven and London: Yela University Press, 2000.HARVID, David. The saving rape: Flannery O'Connor and patriarchal religion. The Mississippi Quarterly. 47.1, Winter 1993, p. 15.Disponível em: http://www.missq.msstate.edu/Acesso em: 23 abr. 2015KAISER, Gerhard R. Introdução à Literatura Comparada. Trad. Teresa Alegre. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1989.LUFT, Lya. O tigre na sombra. Rio de Janeiro: Record, 2012.MACHADO, Álvaro Manuel; PAGEAUX, Daniel-Henri. Da literatura comparada à teoria da literatura. Lisboa: 70, 1988.O’CONNOR, Flannery. Collected Works. New York: The Library of America, 1988.O’CONNOR, Flannery. Contos completos: Flannery O’Connor. Trad. Leonardo Fróes. São Paulo: Cosac Naify, 2008.RUSSO, Mary. O grotesco feminino: risco, excesso e modernidade. Trad. Talita M. Rodrigues. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.XAVIER, Elódia. Narrativa de autoria feminina na literatura brasileira: as marcas da trajetória. Mulheres e Literatura, v. 3, 1999.Disponível em: http://www.letras.ufrj.br/litcult/revista_mulheres/volume3/31_ elodia.htmlAcesso em: 23 ago. 2004WILSON, Natalie. Misfit Bodies and Errant Gender: The Corporeal Feminism of Flannery O’Connor. In: CARUSO, Teresa (Org.). “On the subject of the feminist business”: re-reading Flannery O’Connor. New York, NY: Peter Lang, 2004, p. 94-119.YAEGER, Patricia. Dirt and Desire: Reconstructing Southern Women’s Writing, 1930-1990. Chicago: The University of Chicago Press, 2000.ENVIADO EM 10-05-19 | ACEITO EM 28-07-19


2020 ◽  
Vol 12 (1) ◽  
Author(s):  
Karen Correia ◽  
Cláudio Márcio Do Carmo

Este artigo discute alguns aspectos da representação do professor de português da escola básica frente às responsabilidades que lhe são atribuídas socialmente a partir da Análise do Discurso proposta por James Paul Gee. Ele se baseia na análise de entrevistas semiestruturadas de professores de português atuantes e de alunos de um curso de Letras quanto à problemática envolvida com esse tema. Conclui que, à esteira das dificuldades inerentes à atuação profissional e a teorias aprendidas, há uma distância considerável que ora pende a uma tensão do discurso acadêmico, ora o traz como essencial, ora demonstra certo despreparo em lidar com a diferença entre a prática docente e o universo especializado que conduz grande parte do fazer docente, numa conexão estreita com as reponsabilidades que a sociedade atribui a esse importante ator no interior da instituição escolar. ANTUNES, I. No Meio do Caminho Tinha um Equívoco: Gramática, Tudo ou Nada. In: BAGNO, Marcos (org.). Linguística da norma. São Paulo: Loyola, 2002.______. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007._______. Língua, texto e ensino: outra escola possível. São Paulo: Parábola, 2009._______. Gramática contextualizada: limpando “o pó das ideias simples”. São Paulo: Parábola, 2014.BEZERRA, M. A. Ensino de língua portuguesa e contextos teórico-metodológicos. In: DIONISIO, A. P.; MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. (Org.). Gêneros textuais & ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005, p. 37-46.CORACINI, M. J. O olhar da ciência e a construção da identidade do professor de língua. In: CORACINI, M. J.; BERTOLDO, E. S. (orgs.). O desejo da teoria e a contingência da prática: discursos sobre e na sala de aula (língua materna e língua estrangeira). Campinas, SP: Mercado de Letras, 2003, p. 193-210.XXXXCOSTA VAL, M. G. A gramática do texto, no texto. Revista de Estudos Linguísticos. Belo Horizonte, v. 10, n. 2, p. 107-133, jul./dez. 2002.FERNANDES, C. M. B. Formação de professores, ética, solidariedade e cidadania: em busca da humanidade do humano. In: SEVERINO, F. E. S. (org.). Ética e formação de professores: política, responsabilidade e autoridade em questão. São Paulo: Cortez, 2011, p. 58-77.FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997._______. Cartas a Cristina: reflexões sobre minha vida e minha práxis. Organização de Ana Maria Araújo Freire. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013._______; NOGUEIRA, A. Que fazer: Teoria e Prática em Educação Popular. Petrópolis: Vozes, 2011.GASPARINI, E. N. Entre o saber e o saber-fazer: reflexões sobre a formação do professor de língua estrangeira na universidade. Glauks, v. 13, p. 52-61, 2013.GEE, J. P. Social Linguistics and Literacies: Ideology in Discourses. London/New York: Routledge, 1996._______. An introduction to Discourse Analysis: theory and method. London/New York: Routledge, 2005._______. Discourse Analysis: What Makes It Critical? In: ROGERS, R. (ed.). An Introduction to Critical Discourse Analysis in Education. London/New York: Routledge, 2011, p. 23-45.GUZZO, V. As dimensões ética e política na formação docente. In: SEVERINO, F. E. S. (org.). Ética e formação de professores: política, responsabilidade e autoridade em questão. São Paulo: Cortez, 2011, p. 43-57.MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONISIO, A. P.; MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. (orgs.). Gêneros textuais & ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005, p. 19-36.MOITA LOPES, L. P. Oficina de Linguística Aplicada: a natureza social e educacional dos processos de ensino/aprendizagem de línguas. Campinas: Mercado de Letras, 1996.NÓVOA, A. Os Professores na Virada do Milênio: do excesso dos discursos à pobreza das práticas. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 25, n. 1, p. 11-20, jan./jun. 1999.PERINI, M. A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2003.POSSENTI, S. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas/São Paulo: ALB, Mercado de Letras, 1996.TARDIF, M. Saberes profissionais dos professores e conhecimentos universitários. Revista Brasileira de Educação. n. 13, p. 5-24, 2000.


2020 ◽  
Vol 12 (1) ◽  
Author(s):  
Greicy Pinto Bellin ◽  
Jonhes Tadeu Gomes

Este artigo pretende analisar as relações entre homoerotismo, ambiência e Stimmung na construção do masculino na novela Morte em Veneza, de Thomas Mann (1911). Pretende-se trabalhar com os conceitos de gênero e performance propostos por Joan Scott, Teresa de Lauretis e Judith Butler, respectivamente, relacionando-as aos conceitos desenvolvidos por Hans Ulrich Gumbrecht em Atmosfera, ambiência e Stimmung (2014). Nosso objetivo é compreender o papel desempenhado pelas construções de gênero na representação de um homoerotismo construído por meio de elementos materiais do texto relacionados à ambiência da narrativa, e por meio de elementos da mitologia grega, perceptíveis no texto de Thomas Mann. BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão de identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2003. _______. Os atos performativos e a constituição do gênero: um ensaio sobre fenomenologia e teoria feminista. Trad. Jamille Pinheiro Dias. Caderno de leituras n. 78, Chão da Feira, 2018, p. 1-16. Disponível em:< http://chaodafeira.com/wp-content/uploads/2018/06/caderno_de_leituras_n.78-final.pdf> Acesso em: 12/12/2019.   GUMBRECHT, Hans Ulrich. Produção de presença: o que o sentido não consegue transmitir. Rio de Janeiro: Contraponto: Ed. PUC – Rio, 2010. _______. Atmosfera, Ambiência, Stimmung: Sobre um potencial oculto da literatura. Rio de Janeiro: Contraponto: Editora PUC Rio, 2014. LAURETIS, Teresa de. A tecnologia do gênero. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de (org.) Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. P. 206-241. MANN, Thomas. Morte em Veneza. São Paulo: Abril Cultura, 1979. RICHARD, Nelly. Intervenções críticas, arte, cultura, gênero e política. Belo Horizonte; Editora UFMG, 2002. SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. New York, Columbia University Press. 1989. ZANINI, Eduardo Oliveira. Leitura do imaginário na poesia lírica: uma viagem na barca de Caronte com Pedro Tamen. Disponível em: < http://alb.org.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais17/txtcompletos/sem04/COLE_3736.pdf >. Acesso: 19/12/2019. ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção, leitura. Trad. Jerusa Pires e Suely Fenerich. São Paulo: Cosac Naify, 2007.  WILDE, Oscar. O retrato de Dorian Gray. Rio de Janeiro: L&PM, 2001.  


2020 ◽  
Vol 12 (1) ◽  
Author(s):  
Bruna Souza Rocha Oliveira ◽  
Alessandra Leila Borges Gomes Fernandes

Os vínculos amorosos passaram por uma intensa reestruturação ao longo dos séculos. Essas reestruturações fizeram com que, segundo Matos (2000), os vínculos amorosos contemporâneos ganhassem novas configurações, incluindo abertura nos relacionamentos, que pode significar desde a mobilidade de papéis para provedor e cuidador do lar, passando por casamentos em que os parceiros vivem em casas separadas até a concepção do poliamor — que quebra o paradigma do casal e insere outras formas (triângulo, quadrilha etc) nas uniões afetivas. Tentando ler essas novas estruturas, este recorte analisa os triângulos amorosos presentes no conto O corpo, de Clarice Lispector, Triângulo em cravo e flauta doce de Caio Fernando Abreu e no filme Os sonhadores , do diretor Bernardo Bertolucci. A partir da leitura e análise bibliográfica de referências como Engels (1984), Matos (2000) e Lins (2012), é possível estabelecer um panorama geral sobre os relacionamentos e o que conhecemos hoje como pacto de abertura nos enlaces amorosos. Busca-se, também, compreender o destino trágico que encerra as narrativas que abordam uniões diferentes, tendo em vista a noção de poliamor que desponta na paisagem contemporânea dos afetos como uma possibilidade. Pretende-se, assim, contribuir na disseminação das pesquisas científicas relacionadas ao estudo de relações amorosas, fomentando as discussões acerca das mudanças dos pactos afetivos. ABREU, Caio Fernando. O ovo apunhalado. São Paulo: Siciliano, 1975.________. Ovelhas negras. Porto Alegre: Sulinas, 1995.BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004.BRANCO, Lucia Castello. Eros travestido: um estudo do erotismo no realismo burguês. Belo Horizonte: UFMG, 1985.CAMARGO, Flávio Pereira. Novas configurações familiares na Literatura Brasileira infantil e juvenil: leitura de Meus dois pais, de Walcyr Carrasco, e de Olívia tem dois papais, de Márcia Leite. Via Atlântica, n. 24. São Paulo: USP. 2013, p. 83-100.ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. Rio de Janeiro:  Editora Civilização Brasileira S.A, 1984.FERRARI, M.; KALOUSTIAN, S. M. A importância da família. In: KALOUSTIAN, S. M. (Org.). Família brasileira: a base de tudo. 5. ed. São Paulo: Cortez: Brasília, DF: UNICEF, 2002.INSTITUTO BLAISE PASCAL: Tecnologia e Educação. Blaise Pascal. Disponível em: http://www.institutopascal.org.br/visao/institucional/blaisepascal.php Acesso em: 06 de dez. 2019.JESUS, André Luiz Gomes de. As representações da morte e do morrer na obra de Caio Fernando Abreu. 2010. 185 f. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, 2010.LINS, Regina Navarro. O livro do amor: do Iluminismo à atualidade. Rio de Janeiro: Best Seller, 2012.LISPECTOR, Clarice. A via crucis do corpo. Rio de Janeiro: Rocco, 1974.MATOS, Marlise. Reinvenções do vínculo amoroso: cultura e identidade de gênero na modernidade tardia. Belo Horizonte: UFMG, 2000.OS sonhadores. Direção: Bernardo Bertolucci. Produção: Gilbert Adair. Roteiro: Jeremy Thomas. Interpretes: Anna Karina, Eva Green, Greta Garbo, Louis Garrel, Michael Pitt, Robin Renucci e outros. [FRA/UK]: Fox Film, 2003. 130min.PORTO, Luana Teixeira. Ovelhas negras: transgressão, violência e sofrimento. In: Revista Literatura em debate. v. 7. n. 12. Universidade Regional Integrada (URI), 2012. p. 247- 262.RUFFATO, Luiz. Revistas literárias da década de 70. Jornal Rascunho, ed. 111. Disponível em: http://rascunho.com.br/revistas-literarias-da-decada-de-1970-5/. Acesso em: 21 abr. 2020.STERNBERG, R. J. Construct validation of a triangular love scale. European Journal of Social Psychology, 1997, p. 313-335._______. Triangulating love. In: R. J. Sternberg & M. L. Barnes (Eds.). The psychology of Love. New York: Yale University, 1988, p. 119-138.THELMA e Louise. Direção: Ridley Scott. Produção: Ridley Scott, Callie Khouri e Dean O’Brien. Roteiro: Callie Khouri. Interpretes: Susan Sarandon, Geena Davis, Harvey Keitel e outros. [USA]: Fox Films do Brasil, 1991. 2h30m.


Sign in / Sign up

Export Citation Format

Share Document