Aspectos sociodemográficos e clínicos de homens com lesão medular traumática em um centro urbano do nordeste brasileiro
Introdução: A identificação das causas mais frequentes para o acometimento por lesão medular é de suma importância para os gestores de saúde no planejamento de ações de prevenção de acidentes dessa natureza em populações de risco. Objetivo: Caracterizar, de acordo com aspectos sociodemográficos e clínicos, uma amostra de homens com lesão medular, residentes na cidade de Natal (RN), Brasil. Métodos: Estudo transversal realizado com 48 indivíduos, nos quais foi utilizado um questionário estruturado e autoaplicável sobre aspectos sociodemográficos e clínicos. Os dados foram tratados e analisados através da análise quantitativa descritiva. Resultados: A média de idade foi de 33,38 anos (desvio padrão – DP=9,87), sendo a maioria solteira (37,5%), com renda de dois a quatro salários-mínimos (47,9%) e tendo como principal causa de lesão a arma de fogo (43,8%). A média do tempo de sequela foi de 9,35 anos (DP=8,16), com tempo mínimo de 3 meses e máximo de 36 anos, a maior parte encontrava-se entre 3 e 10 anos de lesão (41,7%). A sequela mais prevalente foi a paraplegia (66,7%). Conclusão: Os dados revelaram que os homens jovens são ainda os mais acometidos. Poucos deles voltam a trabalhar após a lesão e a maioria passa a depender de aposentadorias. Há ainda, uma tendência para o crescimento de lesões por arma de fogo, ultrapassando as lesões por acidentes de trânsito e por quedas.