scholarly journals Du fantastique littéraire au fantastique filmique : une question de point de vue?

2011 ◽  
Vol 5 (3) ◽  
pp. 45-63
Author(s):  
Christiane Lahaie

Le texte littéraire fantastique déploie toute une batterie de stratégies narratives propres à en assurer l’intelligibilité. Au-delà d’un fantastique canonique, reconnu d’emblée comme tel, il existe un fantastique plus discursif, où l’acte d’énonciation et ultimement la narration tout entière se voit contaminés par une certaine ambiguïté. Or, ce type de fantastique scriptural issu d’un focalisateur plus ou moins « digne de confiance » existe-t-il toujours une fois adapté à un processus d’énonciation apparemment plus « objectif » comme celui du récit filmique ? L’analyse de deux textes littéraires fantastiques (Les Fils de la vierge de Julio Cortázar et The Haunting of Hill House de Shirley Jackson) et de leur adaptation pour le cinéma (Blow-Up, 1966, de Michelangelo Antonioni et The Haunting, 1963, de Robert Wise) nous fournira quelques éléments de réponses.

Author(s):  
Ludovico Longhi ◽  
Valerio Carando

<p>Michelangelo Antonioni (Blow-Up, 1966) traduce las formas literarias de Julio Cortázar (Las babas del<br />diablo, 1959), extremadamente visionarias, en una interrogación sobre las posibilidades epistemológicas<br />del lenguaje cinematográfico.</p><p>Michelangelo Antonioni (Blow-Up, 1966) translated Julio Cortázar’s literary and visionary forms (Las<br />babas del Diablo, 1959) in a quest on the epistemological possibilities of movie language.<br /><br /></p>


PMLA ◽  
1979 ◽  
Vol 94 (5) ◽  
pp. 887-893 ◽  
Author(s):  
Terry J. Peavler

Antonioni’s Blow-Up is one of the most significant and controversial films of the 1960s. Its success brought increased international recognition not only to its director but to Julio Cortázar, the author of the story that inspired the film. Because of the extreme complexity and ambiguity of both Blow-Up and its source, “Las babas del diablo,” critics have been unable to agree in their interpretations of either work, and they agree even less on the extent of Cortázar’s influence on Antonioni. A close analysis of the two works, with careful focus on the relationship between the creators and their protagonists and on the tension between the narratives and their self-conscious forms, reveals that many of the difficulties in interpretation are due to a priori assumptions of readers and viewers alike and that the similarities between the film and the story are far greater than has been supposed.


1967 ◽  
Vol 20 (3) ◽  
pp. 28-31
Author(s):  
Max Kozloff

América ◽  
1998 ◽  
Vol 21 (1) ◽  
pp. 343-350
Author(s):  
Karl Kohut

Littérature ◽  
2004 ◽  
Vol 136 (4) ◽  
pp. 99-110
Author(s):  
Leyla Perrone-Moisès

2014 ◽  
Vol 30 ◽  
pp. 41
Author(s):  
Renata Moreira Marquez

Este ensaio propõe uma reflexão crítica sobre o mapa como modelo privilegiado de representação do espaço. Partindo da iconografia historicamente verificada com a disseminação do imaginário do globo terrestre e buscando os possíveis estratos heterotópicos ou margens de desobediência cartográfica atuantes nos mapas existentes bem como na emergência de novos mapas, aborda algumas das suas transformações históricas na tensão constantemente experimentada entre inventário e invenção, através de um conjunto selecionado de reflexões e proposições de autores vindos não da geografia mas das artes visuais e da literatura tais como Joaquín Torres-García, Georges Perec, Joan Brossa, Julio Cortázar e outros. Frente à análise da aplicabilidade do mapa como relato subjetivo e da sua aproximação com uma experiência cartográfica múltipla e diversa capaz de inventariar, nos lugares estudados, a qualidade poética da vida, o mapa ressurge, assim, como ciência das qualidades em detrimento de campo das quantidades. Propõe-se, conclusivamente, repensar a cartografia como uma plataforma científica que, mesmo nas suas origens, já guardava uma potência mítica para relatos abertos e transversais à ciência e que, no contexto atual, pode tornar-se uma plataforma de ação criativa em prol de novas sensibilidades perceptivas, novos mundos estéticos e novos movimentos prospectivos de transformação imaginativa do espaço, ampliando e complexificando o esforço de conhecer as nossas relações geográficas.


Books Abroad ◽  
1970 ◽  
Vol 44 (1) ◽  
pp. 22
Author(s):  
Marta Morello-Frosch

Sign in / Sign up

Export Citation Format

Share Document