scholarly journals La biopolitique n’est pas une politique de la vie

2007 ◽  
Vol 38 (2) ◽  
pp. 35-48 ◽  
Author(s):  
Didier Fassin*

RésuméAutour de son cours au Collège de France de 1975-1976 et du premier volume de sonHistoire de la sexualité, Michel Foucault avança, de manière fugace, mais décisive, une théorie du biopouvoir dont la composante la plus remarquable était la biopolitique. Ce concept, qu’il délaissa lui-même au profit d’autres pistes de recherche, connut néanmoins une fortune considérable dans les sciences sociales. Bien plus pourtant qu’une véritable politique de la vie, que l’étymologie du mot paraissait annoncer, la biopolitique s’est révélée être un gouvernement des populations, des conduites et des pratiques, laissant échapper ce qu’on peut appeler la vie elle-même. Reprenant une double ligne de réflexion à partir de Georges Canguilhem, dont il fut l’élève, et d’Hannah Arendt, dont il ignora l’oeuvre, on se propose dans ce texte de retourner à la substance des politiques de la vie, entre vivant et vécu, entrezoéetbios, et, à partir de travaux empiriques conduits sur les réfugiés en France et sur le sida en Afrique du Sud, d’appréhender certains des enjeux de ces politiques. Il s’agit en particulier de penser la vie du point de vue à la fois des inégalités et des légitimités.

Author(s):  
Ruth de Paula Martins Mendes

Pierre Hadot é considerado um dos expoentes da intelectualidade francesa, tendo influenciado, inclusive, Michel Foucault. Filólogo e filósofo foi diretor da École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) e professor no Collège de France, em que ocupava a cadeira de História do Pensamento Grego e Romano, passando ser professor honorário a partir de 1991. Escreveu diversas obras, dentre elas: O que é a Filosofia Antiga?; O véu de Isís; Elogio da Filosofia Antiga; Elogio de Sócrates; Wittgenstein et les limites du langage; dentre outros.


2017 ◽  
Vol 16 (1) ◽  
pp. 217-249 ◽  
Author(s):  
BRANDON KONOVAL

The figure of Oedipus haunted the thought of Michel Foucault from the outset of his tenure at the Collège de France, in association with several key philosophical and historical projects, and enduring until the conclusion of his career. However, it was with Foucault's account of an “Oedipus complex”—one that operated “not at the individual level but at the collective level; not in connection with desire and the unconscious but in connection with power and knowledge” (“Truth and Juridical Forms,” 1973)—that Foucault was able to enlist Oedipus for a genealogy of “sexuality” and, furthermore, of “governmentality,” such as would increasingly preoccupy him through the mid- to late 1970s. Foucault's attention to classical texts—in particular the Oedipus Tyrannos of Sophocles and the Republic of Plato—thereby helped to clear a critical pathway through the conventional Marxism embraced by the “repressive hypothesis,” and to arrive at a Nietzschean genealogy of sexuality and power.


Sociologias ◽  
2011 ◽  
Vol 13 (28) ◽  
pp. 370-380
Author(s):  
Edson Benedito Rondon Filho

A obra retrata o curso de mesmo nome ministrado por Michel Foucault no Collège de France (1977-1978), onde o autor desenvolveu a genealogia de uma forma de saber político centrado nos mecanismos que possibilitam a regulação da população. A arte de governar e o 'governo de si' são questionados em um transcurso histórico que desaguou em uma "razão de Estado", cuja racionalidade implicou na construção de conjuntos de saberes e de tecnologias de poder, necessários para o crescimento das forças do Estado. Ao demonstrar os problemas que a Polizeiwissenschaft devia controlar, delimitou o papel da polícia como garantidora da ordem interna e técnica de controle populacional, dotada de saberes específicos, constituindo-se, junto com segurança e a Economia Política, naquilo que Foucault denominou de biopolítica.


2010 ◽  
Vol 12 (1) ◽  
pp. 191
Author(s):  
Ernani Chaves

O presente artigo pretende mostrar, a partir do curso “O poder psiquiátrico” ministrado por Michel Foucault no Collège de France em 1973-1974, a relação entre exercícios ascéticos e as práticas pedagógicas desenvolvidas nas comunidades religiosas medievais e a constituição histórica do poder disciplinar. Para isso, avalia-se o lugar estratégico dos cursos de Foucault para a compreensão de seu pensamento, assim como se aponta a consequência de sua análise, qual seja, por um lado, a necessidade da solidão, do isolamento para a produção do conhecimento e, por outro lado, entretanto, a necessidade de romper este isolamento, tendo em vista a circulação social do saber. Encontrar uma resolução para este conflito constitui-se, por sua vez, numa forma de resistência ao poder disciplinar.


2017 ◽  
Vol 2 (1) ◽  
pp. 15-56
Author(s):  
Nicholas Gane

El artículo toma como punto de partida la obra de Michel Foucault, particularmente los cursos sobre biopolítica dictados en el Collège de France (1978-1979), para examinar los distintos modelos de vigilancia con los que operan el liberalismo y el neoliberalismo en tanto formas de gobierno. En primer lugar, se hace una re-lectura de Vigilar y Castigar a la luz del análisis que realiza Foucault en sus cursos sobre el arte de gobierno liberal. Se argumenta que el Panóptico no es solo una arquitectura de poder centrada en la disciplina y la normalización, tal como se lo ha entendido comúnmente, sino un modelo normativo de la relación del Estado con el Mercado que, para Foucault, es ‘la fórmula misma de un gobierno liberal’ (2009: 89). En segundo lugar, los límites del panoptismo, y, por extensión, del gobierno liberal, son expuestos a partir del análisis de Gilles Deleuze sobre la mutación de sociedades disciplinarias a sociedades de ‘control’, y los escritos de Zygmunt Bauman acerca de la individualización y el ‘Sinóptico’. En respuesta a Deleuze y Bauman, la última sección de este artículo regresa a los cursos sobre biopolítica de Foucault para argumentar que la sociedad capitalista contemporánea está marcada no solo por la disminución de los poderes estatales o por la transmisión de responsabilidades del Estado al individuo, sino por la mercantilización neoliberal del Estado y sus instituciones en tanto proceso condicionado por una forma específica de gubernamentalidad. En conclusión, se proponen cuatro tipologías de vigilancia: como disciplina, como control, como interactividad y como mecanismo para promover la competencia. Se argumenta que, si bien estos tipos de vigilancia no son mutuamente excluyentes, están configurados por diferentes gubernamentalidades que pueden ser empleadas para examinar diferentes aspectos de la relación entre el Estado y el Mercado, así como lógicas culturales y sociales del capitalismo de mercado contemporáneo en un sentido más amplio.


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