scholarly journals Daniel Bensaïd, le pari mélancolique.

2020 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
pp. 45-54
Author(s):  
Michael Löwy

Entre os méritos de Daniel Bensaid, destaca-se o fato de ter introduzido no léxico marxista um novo conceito: bifurcação. Rosa Luxemburgo já havia comentado, na Brochura de Junius de 1915, de socialismo ou barbárie. Mas a abordagem da Bensaid vai além. Sua releitura de Marx, à luz de Blanqui, Benjamin e Charles Péguy, levou-o a conceber a história como uma série de entroncamentos e bifurcações, um campo de possíveis em que a luta de classes ocupa um lugar decisivo, mas cujo resultado é imprevisível. Refratária ao desdobramento causal dos fatos ordinários, a revolução é uma interrupção. Ela não é garantida pelas “leis da história” e deve ser objeto de uma aposta, no sentido pascaliano, revisada e corrigida pelo marxista Lucien Goldmann, ele próprio revisado e corrigido pelo marxista Daniel Bensaïd.

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