scholarly journals Uso do biochar e de bioestimulante na produção e qualidade de mudas de Sapindus saponaria L.

2021 ◽  
Vol 31 (1) ◽  
pp. 106-122
Author(s):  
Deanna Carla Oliveira Soares ◽  
Sebastião Ferreira Lima ◽  
Ana Paula Leite Lima ◽  
Jessica Aparecida Ferreira Paula

O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos do biochar adicionado ao substrato e de bioestimulante na produção e qualidade de mudas de Sapindus saponaria L. O experimento foi conduzido em casa de vegetação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Chapadão do Sul - MS, com delineamento em blocos casualizados, em esquema fatorial 5x2, com cinco proporções de biochar (0%, 7,5%, 15%, 22,5% e 30%), e presença ou ausência de bioestimulante, com quatro repetições. Foram avaliados a altura total da muda (HT), diâmetro do colo (DC), volume de raiz (VR), comprimento de raiz (CR), massa seca da raiz (MSR), massa seca da parte aérea (MSPA), massa seca total (MST), área foliar (AF), relação altura total/diâmetro do colo (RHDC), relação altura total/parte aérea (RHPA), relação parte aérea/raiz (RPAR) e índice de qualidade de Dickson (IQD). Os valores de HT, DC, VR e CR decresceram à medida que se aumentou a proporção do biochar adicionado ao substrato, com maiores valores obtidos quando não houve a adição do composto e na ausência do bioestimulante, 19,22 cm e 4,99 mm, 6,36 mL e 14,1 cm, respectivamente. A produção de massa seca (g), na presença ou ausência de bioestimulante, tanto para parte aérea (MSPA), raiz (MSR) e total (MST), também reduziram à medida que se aumentou a proporção de biochar. Para AF, o maior valor proporcionado foi de 172,23 cm² sem biochar e sem o estimulante vegetal. A menor relação entre a altura e o diâmetro do colo (3,6) é obtida na presença do bioestimulante, na proporção de 8,3% de biochar no substrato. Para a RHPA, tanto na presença quanto na ausência do estimulante vegetal, os melhores resultados ocorrem sem uso do biochar. Na ausência do bioestimulante, o melhor resultado para MPAR foi proporcionado pela composição de 21,7% de biochar. O maior IQD (0,71) foi obtido na ausência do bioestimulante e sem adição do biochar. O uso do bioestimulante no tratamento das sementes e do biochar na composição do substrato não proporcionou incremento nas características de crescimento de Sapindus saponaria. Para o índice de qualidade RHDC, a combinação dos dois fatores manteve um equilíbrio na distribuição de biomassa nas mudas.

Gaia Scientia ◽  
2017 ◽  
Vol 11 (1) ◽  
Author(s):  
Ademir Kleber Morbeck Oliveira ◽  
Juliana Santos Souza ◽  
Júnior Manoel Braga Carvalho ◽  
Paula Thaís Alves Ojeda

Sapindus saponaria é uma árvore da família Sapindaceae com madeira moderadamente pesada, dura, de baixa durabilidade natural, utilizada na construção civil e fabricação de caixotaria, além de possuir uso medicinal. Ocorre no Brasil desde o Pará até o Rio Grande do Sul, em florestas pluviais e semideciduais. O objetivo deste trabalho foi avaliar a germinação das sementes e crescimento de plântulas em diferentes temperaturas e substratos, com frutos e sementes coletados no Pantanal de Miranda, Mato Grosso do Sul. As sementes foram submetidas às temperaturas constantes de 20, 25, 30 e 35 °C e alternadas de 20-30 e 25-35 °C (substrato papel) e posteriormente, nas mesmas temperaturas, substratos areia, vermiculita e rolo de papel, com quatro repetições de 25 sementes por tratamento em câmara de germinação. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado. A análise conjunta dos dados indicou que ocorreu interação (F significativo) entre os tratamentos (substratos x temperatura) para as diferentes variáveis (germinação, IVG e TMG). Em relação ao crescimento das plântulas, os valores de F também indicaram que ocorreu efeito significativo nas interações entre tratamentos. Levando-se em consideração a percentagem de germinação, IVG, TMG, tamanho e normalidade das plântulas, o tratamento entre papel a 30 °C foi o que proporcionou melhor resultado.


2020 ◽  
Vol 45 (2) ◽  
pp. 340-348
Author(s):  
James Lucas da Costa-Lima ◽  
Earl Celestino de Oliveira Chagas

Abstract—A synopsis of Dicliptera (Acanthaceae) for Brazil is presented. Six species are recognized: Dicliptera ciliaris, D. sexangularis, and D. squarrosa, widely distributed in South America; D. purpurascens, which ranges from the North Region of Brazil (in the state of Acre) to eastern Bolivia; D. gracilirama, a new species from the Atlantic Forest of northeastern Brazil; and D. granchaquenha, a new species recorded in dry and semideciduous forests in Bolivia and western Brazil, in the state of Mato Grosso do Sul. Furthermore, we propose new synonyms and designate lectotypes for eleven names. An identification key to the six accepted Dicliptera species in Brazil is provided.


Author(s):  
F. PERBONI ◽  
Carla Regina de Souza FIGUEIREDO ◽  
A. MARQUES ◽  
A. N. MILITÃO ◽  
C. N. JESUS ◽  
...  

2012 ◽  
Vol 11 (1) ◽  
Author(s):  
Paulo Roberto Cimo Queiroz

O espaço correspondente ao atual Estado brasileiro de Mato Grosso do Sul foi incorporado, no século XVI, aos circuitos do Paraguai colonial, mas, já no século XVII, no contexto que S. B. de Holanda denomina refluxo assuncenho, a presença espanhola foi sendo substituída pela luso-brasileira, passando, portanto, essa região a vincular-se, ainda que de m o do inicialmente tênue, ao sudeste da América portuguesa. Em meados d o século XIX, c om a liberação da navegação brasileira pelo rio Paraguai, essa região voltou, de certo modo, a fazer parte do espaço platino. O presente trabalho busca evidenciar que, a despeito das notáveis mudanças induzidas pela livre navegação, esse último período de vinculação ao espaço platino constituiu, na verdade, uma espécie de "hiato", no interior do processo mais longo, representado pela vinculação com o mercado nacional brasileiro.


2020 ◽  
Vol 14 (28) ◽  
pp. 191-208
Author(s):  
Ary Albuquerque Cavalcanti Junior

O presente artigo, realizado com apoio da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS/MEC – Brasil, é resultado dos estudos acerca da participação feminina em diferentes frentes de luta contra a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985). Ao longo das últimas décadas, importantes contribuições para se pensar o protagonismo feminino durante a ditadura passaram a ser produzidas, permitindo o surgimento de novas perspectivas e abordagens de análise. Assim, ao pensarmos a história das mulheres no referido período, devemos observar os códigos de conduta que as cerceavam e as práticas de resistência que rompiam tanto no cenário político, público, quanto cultural, patriarcal. Assim, o objetivo deste trabalho é discutir a participação e a resistência feminina na Guerrilha do Araguaia.


2020 ◽  
Author(s):  
Carlos Batista Prado ◽  
Jadir Antunes ◽  
Pedro Leão da Costa Neto ◽  
Ricardo Pereira de Melo

A obra Marx Marxismo e Dialética nasceu do III Encontro Nacional dos GT’s Marx e Marxismo da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia – ANPOF realizado em Campo Grande, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, de 9 a 11 de setembro de 2019. Dois encontros do mesmo gênero o antecederam em Fortaleza, na Universidade Federal do Ceará, em 2015 e 2017. Consolida-se, assim, paulatinamente, uma tradição de encontros compartilhados que fortalecem ambos os GT’s que os promovem, a saber: o GT Marxismo e o GT Marx e a Tradição Dialética. O GT Marxismo foi criado em 2004, no XVI Encontro Nacional de Filosofia, realizado em Salvador e o GT Marx e a Tradição Dialética foi criado em 2006, no XVII Encontro Nacional de Filosofia, também realizado em Salvador. Ambos os GT’s, hoje congregam pesquisadores de diversas universidades espalhadas pelas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Sul e Nordeste, dentre as quais se destacam a Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, a Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, a Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, a Universidade Federal de Uberlândia – UFU, a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas, a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – UFMS, a Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste, a Universidade Federal do Ceará – UFC, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, a Universidade Federal da Paraíba – UFPB, a Universidade Federal da Bahia – UFBA, etc. Dr. Mauro Castelo Branco de Moura: Prof. Titular do Departamento de Filosofia – UFBA.


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