Answering the Bioethicists’ Objection

Symposium ◽  
2020 ◽  
Vol 24 (1) ◽  
pp. 92-117
Author(s):  
Michael Bennett ◽  

Bioethicists criticize Jürgen Habermas’s argument against “liberal eugenics” for many reasons. This essay examines one particular critique, according to which Habermas misunderstands the implications of human evolution. In adopting Hannah Arendt’s concept of “natality,” Habermas seems to fear that genetically modified children will lose the contingency of their births, which would impair their capacity for political action; but according to evolutionary theory, bioethicists argue, this fear is unfounded. I explore this objection by entertaining the hypothesis that Habermas’s argument assumes Arendt’s interpretation of Darwinian evolution in addition to her conception of natality, and then I answer it by contrasting the conceptions of evolution held by Habermas, by Arendt, and by Habermas’s critics. Les bioéthiciens critiquent l’argument de Jürgen Habermas contre « l’eugénisme libéral » pour de nombreuses raisons. Cet essai examine une critique en particulier, selon laquelle Habermas comprend mal les implications de l’évolution humaine : en adoptant le concept de la « natalité » de Hannah Arendt, Habermas semble craindre que les enfants soumis à une modification génétique ne perdent la contingence propre à leur naissance, une perte qui diminuerait leur capacité pour l’action politique, mais selon la théorie de l’évolution, les bioéthiciens soutiennent que cette peur est sans fondement. J’explore cette objection à Habermas en considérant l’hypothèse que, en plus du concept de la natalité, Habermas suppose aussi l’interprétation arendtienne de l’évolution biologique de Darwin, et j’y répond en confrontant cette conception de l’évolution avec la conception propre à Habermas et avec celle des bioéthiciens qui lui ont répondu.

2016 ◽  
Vol 7 (11) ◽  
Author(s):  
Sílvia Alves (Universidade de Lisboa, Portugal)

Este artigo tem como objetivo analisar a relação entre a desobediência civil e a democracia no pensamento político contemporâneo, através das obras de Hannah Arendt, Norberto Bobbio, John Rawls e Jürgen Habermas. A indissociabilidade entre democracia e desobediência civil emerge num ambiente favorável mas antinómico e pleno de tensão.


Author(s):  
Angelo Serpa

No espaço público da cidade contemporânea, o "capital escolar" e os modos de consumo são os elementos determinantes das identidades sociais. Aqui, diferença e desigualdade articulam-se no processo de apropriação espacial, definindo uma acessibilidade que é, sobretudo, simbólica. Visto assim, acessibilidade e alteridade têm uma dimensão de classe evidente, que atua na territorialização (e, na maior parte dos casos, na privatização) dos espaços públicos urbanos. Mas, afinal, que qualidades norteiam a apropriação social do espaço público na cidade contemporânea? Como explicar a apropriação seletiva e diferenciada de espaços, que, em tese, seriam - ou deveriam ser - acessíveis a todos? O presente trabalho pretende discutir essas e outras questões, baseando-se em uma revisão bibliográfica comentada das contribuições filosóficas de Hannah Arendt, Jürgen Habermas, Walter Benjamin e Henri Lefebvre. Em seguida, a partir da análise de exemplos concretos de espaços públicos, em cidades como Salvador, São Paulo e Paris, objetiva-se uma aplicação empírica dos conceitos discutidos, buscando-se elucidar as dimensões socioculturais e políticas da apropriação social destes espaços urbanos


Author(s):  
Marcella Coelho Andrade

O presente artigo, através de uma metodologia teórica e comparativa, analisa o tema da legitimidade do direito, com foco nos processos de validação discursiva e nos espaços de formação do discurso diante do princípio da Democracia. Para abordagem da legitimidade do ordenamento jurídico são utilizados os pontos de vista de Max Weber e Jürgen Habermas, em razão das nuances trazidas pelos referidos autores a respeito do tema. A respeito da ação comunicativa também é feita uma breve abordagem da influência do conceito de poder comunicativo, de Hannah Arendt, no pensamento Habermasiano. Delineiam-se, ainda, os alicerces da Teoria Discursiva do Direito e seus critérios de legitimação, bem como o alcance da razão comunicativa diante do discurso jurídico, paralelamente ao tema da democracia. Conclui-se que os procedimentos dialógicos de elaboração da norma são essenciais para os sistemas democráticos atuais, sobretudo tendo em vista a configuração pluralista das sociedades modernas, mas é essencial a constante avaliação dos espaços de participação existentes, sob uma perspectiva de potencialidade de participação, para que o procedimento discursivo alcance seu intuito de promover normas racionalmente instituídas.


1980 ◽  
Vol 74 (3) ◽  
pp. 721-733 ◽  
Author(s):  
James T Knauer

Hannah Arendt's work is of major importance primarily because of the categories of thought she originates, especially her concept of political action. But this concept has frequently been criticized for being irrelevant to, or incapable of comprehending, strategic concerns. This criticism however, is based on a misreading of Arendt on the relationship of specific motives and goals to political action. The critical interpretations of three commentators are considered here: Kirk Thompson, Jürgen Habermas, and Martin Jay. A detailed explication of the relevant texts from Arendt demonstrates the misreading of Arendt on which these criticisms are based and at the same time reveals the subtlety and power of Arendt's conception of the relationship between instrumentality and meaning in political action. Once this relationship is correctly understood, it becomes possible to appreciate the implications of Arendt's work for questions of political strategy.


Author(s):  
David CHAI

LANGUAGE NOTE | Document text in English; abstract also in Chinese.是否有一種道家的基因增強倫理學?考慮到時間差異,道家思想能容納這樣一種提問嗎?就生命科技的持續進展而言,我們所面臨的存在論威脅是無比真實的。圍繞著自然與人造的爭論曾經牢固地樹立在神學家與哲學家的頭腦之中;然而最近在自由優生學的喧囂中上述爭論已然消失殆盡。這一運動激起了幾位傑出人士的反對,包括哲學家尤爾根.哈貝馬斯。他們反對的立足點就是基因操控抹煞了人性本質與人造物之間的差別。道家原則上贊同這一反對,但卻是出於不同的理由。本文將表明道家可以提供一種存在-宇宙論辯護——如莊子在關於疾病與畸形的故事中所表明的——以加強哈貝馬斯從社會-政治視角出發的對自由優生學的批評。雖然沒有直接提到自由優生學本身,但與哈貝馬斯一樣,這些故事表明人類生命的開端根本說來是超出人類控制的,而改變這一根基就意味著重塑自我與自由的涵義。What would a Daoist ethics of human enhancement look like? Can Daoism even entertain such a question given the temporal disparity? In light of the ongoing advancement of biotechnology, the ontological threat awaiting us is all too real. Indeed, the debate surrounding natural versus artificial has long been entrenched in the minds of theologians and philosophers alike; in recent years, however, it has been swept up in the commotion over liberal eugenics. This movement has prompted several prominent figures, such as the philosopher Jurgen Habermas, to interject on the grounds that genetic manipulation erases the distinction between the human and the manufactured. Daoism, in principle, would agree, but for different reasons. This paper shows how Daoism can contribute to Habermas’s social-political opposition to liberal eugenics by offering an onto-cosmological line of defense, as seen in the stories on illness and malformation in the Zhuangzi. While not referring to liberal eugenics per se, these stories argue, as does Habermas, that humans have a beginning to life that is ultimately beyond their control, and to alter this origin is to recast the meaning of selfhood and freedom.DOWNLOAD HISTORY | This article has been downloaded 165 times in Digital Commons before migrating into this platform.


Perspectivas ◽  
2021 ◽  
Vol 6 (2) ◽  
pp. 176-189
Author(s):  
José Eronides De Sousa Pequeno Junior

O presente artigo apresenta as principais distinções feitas por Arendt em torno do seu conceito de ação, assim como debate as críticas a respeito da irrelevância do conceito de ação, e seu distanciamento da política real. As críticas ao conceito de ação política debatidas no artigo partiram de Jürgen Habermas e Martin Jay. O primeiro acusa Arendt de equiparar a ação estratégica à instrumental, e, portanto, situá-la fora do âmbito político, o segundo autor vai mais longe e acusa Arendt de elaborar uma concepção tão heroica de ação que compartilharia uma das faces mais sinistras do totalitarismo, sua indiferença para com considerações utilitárias. Porém, tais interpretações não condizem com os textos de Arendt. Neles, ela não descarta elementos de intencionalidade e causalidade presentes em qualquer ação humana.


Author(s):  
Benedict S. B. CHAN

LANGUAGE NOTE | Document text in Chinese; abstract in English only.In the debate over liberal eugenics, scholars such as Nicholas Agar argue that liberal eugenics can benefit the world in different ways; it is helpful, for example, in preventing genetic diseases. Nevertheless, scholars such as Jurgen Habermas are against liberal eugenics because they consider liberal eugenics to be too artificial and to erase the distinction between the human and the manufactured. David Chai argues further that Daoism, especially Zhaungzi’s views, can contribute to Habermas’s argument by offering an ontological base. In this paper, I raise the question of whether such a Daoist approach is too strong and may reach a conclusion that most people cannot accept. Although this does not mean that the Daoist approach must be mistaken, it is at least a legitimate question that Daoists should answer.DOWNLOAD HISTORY | This article has been downloaded 206 times in Digital Commons before migrating into this platform.


2019 ◽  
Vol 2 (2) ◽  
pp. 18
Author(s):  
Ana Carolina Magalhães Gonzaga ◽  
Dilnéia Rochana Tavares Do Couto

Tanto na Filosofia moral, política e Filosofia da linguagem, a ideia de espaço público é pensada como meio de interação e interlocução entre os indivíduos no processo de circulação e tomada de decisão política e coletiva. Não se trata apenas de um espaço no sentido literal, mas no sentido metafórico, a reunião do conjunto de cidadãos, que entre si argumentam suas ideias e opiniões, e debatem o ideal para uma sociedade, é um ‘lugar’ que pode ser virtual ou físico. O privado por consequência representa o espaço particular, da intimidade, com papéis bem definidos dentro de uma hierarquização onde todo o espectro de construção individual se desenvolve, essa construção também é influenciada por aspectos morais e religiosos. As relações entre as esferas pública e privada demarcam a sociedade moderna. A função de uma esfera acaba por mesclar-se ao espaço e função da outra. A privatização do que é público, e a exposição do que é privado, acaba por uma nova perspectiva ao que se tinha como dicotomia indicando novas fronteiras. Esse artigo propõe-se a apresentar uma reflexão sobre a influência que o conceito de esfera pública de Hannah Arendt e Jürgen Habermas possui sobre a ideia de público e privado na teoria da filosofia política atual. Para sua realização dessa explanação, foi feito os seguintes passos: compreender os conceitos de esfera pública em Hannah Arendt e Jürgen Habermas, apresentar a influência que os conceitos desses dois pensadores exercem na filosofia política, sistematizar os elementos em relação a perspectivas de influências do debate político filosófico atual.


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