scholarly journals Quando o funk subiu as passarelas da alta costura:a trajetória do funk carioca no cenário da modainternacional

2020 ◽  
Author(s):  
Maria Paula Guimarães ◽  
Rita Aparecida da Conceição Ribeiro
Keyword(s):  
E-Compós ◽  
2008 ◽  
Vol 8 ◽  
Author(s):  
Ecio P. De Salles
Keyword(s):  

Este artigo aborda o diálogo problemático entre formas de expressão – o chamado samba de raiz e o funk carioca – a que se atribui uma mesma origem: a favela. Apesar das muitas diferenças – especialmente no que diz respeito à sua dimensão plástica e material –, sugiro haver mais pontos em comum entre o samba e o funk que apenas o seu “lugar de origem”. E que esses pontos constituem formas importantes de produção de subjetividade no ambiente da cidade, especialmente caso se dê atenção ao seu aspecto performativo. A preocupação nesse contexto é buscar uma abordagem que privilegie uma forma de produção musical que, de um lado, representa uma forma de resistência aos modos opressivos de gestão da cidade; de outro, dão ensejo a experiências e relações sociais capazes de influir em uma nova sensibilidade cultural.


2009 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 369-390 ◽  
Author(s):  
Adriana Carvalho Lopes
Keyword(s):  

O funk é uma prática musical produzida e consumida, principalmente, pela juventude das favelas do Rio de Janeiro. Além de diversão e trabalho, o funk é uma forma de identidade para essa juventude. Neste artigo, conjugo a análise linguística com a prática etnográfica para demonstrar que tal identidade possui uma linguagem específica, por meio da qual os artistas do funk significam as suas próprias experiências e, assim, constroem uma nova cartografia para a cidade do Rio de Janeiro. Nessa linguagem, a favela deixa de ser o espaço genérico da barbárie e se transforma em território com nome próprio e no local da habitação e de hábitos cotidianos de inúmeros jovens favelados.


2016 ◽  
Vol 14 (33) ◽  
pp. 11-25
Author(s):  
Míriam Cristina Carlos Silva ◽  
Thífani Postali
Keyword(s):  

O artigo discute o fenômeno midiático “MC Véia”, que se transformou a partir do contato com o funk carioca. Leda Maria Soares Ferreira, a “MC Véia”, tem uma história marcada por transformações de identidade, quando teve que se mudar para um bairro periférico do Rio de Janeiro e se adaptar ao novo meio, criando laços afetivos e transformando-se a partir da cultura local por meio do funk. Para explicarmos essa transformação e produção cultural, apoiamo-nos na teoria da folkcomunicação e considerações da Escola de Chicago, além dos conceitos de antropofagia, com Oswald de Andrade, e hibridação cultural, com Néstor Canclini. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e exploratória, que conta, ainda, com a avaliação de posts no Facebook de Mc Véia, matérias em revistas e sites, entrevistas cedidas por Leda Maria à mídia e às autoras deste trabalho.


2015 ◽  
Vol 1 (55) ◽  
pp. 41-66
Author(s):  
José Peixoto de Souza ◽  
Graziela Andrighetti
Keyword(s):  

Author(s):  
Paulo Sergio da Conceição Moreira ◽  
Denise Fukumi Tsunoda

Diante da quantidade de músicas disponíveis atualmente, classificar músicas manualmente é uma tarefa árdua. Neste sentido, a classificação automática de gêneros musicais é uma abordagem pertinente, auxiliando o processo de organização, pesquisa, recuperação e recomendação de músicas. Verifica que, apesar da existência de bases de dados tradicionais relacionadas à classificação de gêneros musicais, essas bases tendem a considerar gêneros tradicionais, como o Jazz e a Música Clássica, ignorando gêneros regionais, como os da cultura brasileira, por exemplo. Desse modo, o objetivo deste estudo é apresentar uma base de dados destinada à classificação automática de gêneros musicais brasileiros. Para tanto, utiliza o Spotify para identificar músicas relacionadas aos gêneros Axé, Bossa Nova, Brega, Choro, Forró, Frevo, Funk Carioca, Maracatu, Música Sertaneja, Pagode e Samba. Como resultado, desenvolve uma base de dados com 1.907 registros relacionados a esses gêneros, e estabelece comparação entre esta e outras seis bases de dados, identificando que a base proposta supera quatro bases em número de registros e consiste na mais abrangente em relação ao total de gêneros considerados. Por fim, disponibiliza a base para novos estudos, e incentiva a sua aplicação em pesquisas que envolvam heurísticas de Mineração de Dados e Deep Learning. 


Cadernos Pagu ◽  
2018 ◽  
Author(s):  
Mylene Mizrahi
Keyword(s):  

Resumo A partir da articulação entre gênero e materialidade tomamos o dinheiro como objeto estético para evidenciar a relacionalidade da pessoa masculina funk . O dinheiro revela-se como adorno, como articulador de relações e como substância. A mulher, que em algumas leituras é pensada como objetificada, revela as potências do feminino que compõem o homem. Como desdobramento da análise, reconceituamos o corpo e a pessoa, tomando-os como não circunscritos, repensando junto a noção de “objeto”. Igualmente, trazemos um sentido outro para a noção de “ostentação”, deslocando o consumo de uma chave moralizante.


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