scholarly journals Morte e Sonhos nas Confissões de Thomas De Quincey

2020 ◽  
Vol 2 (40) ◽  
Author(s):  
Leila Barreira ◽  
Carlos Farate ◽  
Henrique Vicente
Keyword(s):  

Confissões de Um Opiómano Inglês é uma obra literária escrita por Thomas De Quincey, publicada em formato de livro no ano de 1822, sobre a experiência da dependência do ópio e a sua influência nos sonhos. Neste estudo, pretendeu-se explorar os relatos do autor à luz dos conceitos de pulsão de morte e compulsão de repetição de Freud e de alpha dream work de Bion. Este trabalho divide-se em três segmentos: recolha dos dados biográficos do autor, através da obra em estudo e de outros trabalhos biográficos; exploração da narrativa confessional e a sua análise; interligação dos dados biográficos e de análise da obra com os aportes psicanalíticos referenciados. Encontraram-se várias indicações, nas palavras do autor, de um funcionamento psíquico sob o domínio da pulsão de morte, em que a compulsão de repetição opera pelo reenactment da experiência traumática da perda originária. Pelo seu lado, a atividade onírica ficcional constitui uma tentativa mítica, secundariamente simbolizada em modo alpha dream work, de elaborar psiquicamente a experiência traumática passada e recorrente. Os sonhos parecem, de facto, reencenar o trauma originário de modo, por vezes, inovador e constituem, deste ponto de vista, uma tentativa intuitiva e ficcional de elaboração psíquica de elementos não mentalizados. Através da análise psicodinâmica de uma narrativa autobiográfica com quase duzentos anos, num certo sentido próxima da associação livre em setting analítico, foi possível explorar o funcionamento mental de uma personalidade, simultaneamente criativa e aditiva.

2001 ◽  
Author(s):  
Frederick Burwick
Keyword(s):  

2015 ◽  
Vol 5 (1) ◽  
pp. 17-35
Author(s):  
Julian Wolfreys

Writers of the early nineteenth century sought to find new ways of writing about the urban landscape when first confronted with the phenomena of London. The very nature of London's rapid growth, its unprecedented scale, and its mere difference from any other urban centre throughout the world marked it out as demanding a different register in prose and poetry. The condition of writing the city, of inventing a new writing for a new experience is explored by familiar texts of urban representation such as by Thomas De Quincey and William Wordsworth, as well as through less widely read authors such as Sarah Green, Pierce Egan, and Robert Southey, particularly his fictional Letters from England.


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