POTENCIAL ECONÔMICO SUSTENTÁVEL DE CRIAÇÃO DE ABELHAS INDÍGENAS SEM FERRÃO EM MURICI DOS PORTELAS-PI

2021 ◽  
Author(s):  
Braulio Fernandes de Carvalho ◽  
Gustavo Nogueira Barreto

Introdução: No Brasil existem cerca de 250 espécies de abelhas da tribo Meliponini, muitas das quais estão ameaçadas de extinção, seja pela coleta e destruição de seus ninhos, corte de árvores usadas na nidificação e forrageio e pelo uso de agrotóxicos. Garantir áreas de vegetação nativa protegidas do desmatamento e do uso de agrotóxicos é essencial para garantir a sobrevivência dessas abelhas e os seus serviços ecossistêmicos, como a polinização de plantas nativas e culturas agrícolas. Objetivo: Identificar espécies de abelhas indígenas adequadas para criação em propriedade rural privada, em Murici dos Portelas-PI, onde se pretende criar Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), em parte desta. Material e métodos: Analisou-se imagens da propriedade, de 52 ha, localizada em 3°15’46.96’’S e 41°57’04.25’’, através de dados obtidos pelo software Google Earth PRO; fez-se 3 visitas ao local, de junho a setembro de 2021, para identificação de fitofisionomia; realizou-se estudo de artigos científicos para identificação de espécies de meliponíneos nativos com ocorrência no estado do Piauí. Resultados: A área consiste em vegetação arbórea de médio porte, dos domínios de Cerrado e Caatinga. A pesquisa bibliográfica identificou as seguintes espécies de abelhas sem ferrão descritas para o Piauí: Mombuca-vermelha (Camargoia nordestina), Moça-branca (Friesiomelitta doederleini), Friesiomelitta flavicornis, Frieseomelitta silvestrii, Mombuca (Geotrigona mombuca), Iraxim (Lestrimelitta rufipes), Manduri (Melipona asilvai), Tiúba (Melipona compressipes), Uruçu-boi (Melipona fuliginosa), Tiúba-grande (Melipona fasciculata), Mandaçaia (Melipona mandacaia), Munduri (Melipona marginata), Mandaçaia (Melipona quadrifasciata), Bugia (Melipona rufiventris), Mandaçaia-da-terra (Melipona quinquefasciata), Uruçu (Melipona scutellaris), Jandaíra (Melipona subnitida), Mirim-da-terra (Paratrigona lineata), Cupira (Partamona ailyae), Boca-de-barro (Partamona chapadicola), Jati (Plebeia flavocincta), Imrê-ti (Scaptotrigona polysticta), Mandaguari (Scaptotrigona postica), Tuibá (Scaptotrigona tubiba), Borá (Tetragona clavipes), Arapuá (Trigona spinipes), Xupé (Trigona hyalinata), Feiticeira (Trigona recursa),Trigonisca sp.. Conclusão: Sugere-se criação das espécies listadas na propriedade, levando-se em conta fatores ambientais e biológicos envolvidos na manutenção da viabilidade de cada espécie. Recomenda-se obtenção de matrizes em criadouros autorizados e iniciar criação comercial, com produção de mel e multiplicação de colmeias. A atividade tem potencial econômico sustentável e poderia ser realizada na área não transformada em RPPN, contribuindo para a economia local e conservação de abelhas indígenas.

Author(s):  
Mauricio Vega-Araya

La Tierra y su biosfera están cambiando constantemente, por lo tanto, es fundamental detectar los cambios con el fin de entender su impacto en los ecosistemas terrestres. Los esquemas de monitoreo de ecosistemas han evolucionado rápidamente en las ultimas décadas. En el caso del monitoreo forestal, los métodos y herramientas que facilitan la utilización de imágenes satelitales permiten realizar este monitoreo con el cual se puede detectar donde y cuando un bosque es eliminado o afectado debido a un evento de deforestación o bien de fuego, lo anterior casi en tiempo real. Estas nuevas herramientas están disponibles para su implementación, sin embargo, ningún paı́s de la región centroamericana y el Caribe ha implementado un sistema como herramienta de decisión dentro de una estructura de gobierno central o federal debido a la ausencia de programas de transferencia de tecnologı́a o programas de capacitación de talento local. Los sensores remotos proporcionan mediciones consistentes y repetibles que permiten la captura de los efectos de muchos procesos que causan el cambio, incluyendo, por ejemplo, incendios, ataques de insectos, agentes de cambio naturales y antropogénicas como por ejemplo, la deforestación, la urbanización, la agricultura, etc. Las series temporales de imágenes de satélite proporcionan maneras para detectar y vigilar cambios en el tiempo y en el espacio, esto consistentemente durante los últimos 30 años a nivel mundial. Los incendios forestales afectan el proceso de sucesión del bosque, no obstante, es muy limitada la existencia de estudios locales que relacionen el efecto de los incendios forestales con las diferencias en la información espectral a partir de sensoramiento remoto. En el presente estudio se plantea y propone la utilización y aprovechamiento de lo que se ha denominado grandes datos, especialmente con el advenimiento muchas plataformas de sensores remotos como Landsat, MODIS y recientemente Sentinel, para identificar cuál es el efecto de los incendios forestales en la sucesión y sus elementos perturbadores, como por ejemplo, la presencia de lianas. Se procesaron las series temporales se usó la plataforma digital Google Earth Engine, que permitió la selección y reducción de la información espacial de los ı́ndices de vegetación en tendencia, estacionalidad y residuos. Se analizó la respuesta de estos ı́ndices en sitios con diferente afectación por incendios forestales. Con estos índices se pretende desarrollar modelos de clasificación de series espaciales de tiempo de los ı́ndices y poder ası́ comprender los cambios en el tiempo y el espacio de los ecosistemas afectados por incendios forestales. Preliminarmente, se encontró una relación entre la incidencia de los incendios forestales y el fenómeno del Niño-Oscilación del Sur para el índice de vegetación denominado índice de área foliar. Además, la evidencia indica que el índice normalizado de vegetación si presenta diferencias respecto a los sitios que tienen un historial de fuegos diferente. El establecer esta relación implica estudiar también los regı́menes de precipitación y temperatura. El descomponer las series de tiempo facilitó la correlación con otras series de tiempo, permitiendo establecer las bases de un monitoreo y a su vez, relacionar las índices de vegetación y su variación con otros elementos climáticos, como por ejemplo, el efecto ENOS.


Author(s):  
Achmad Fanany Onnilita Gaffar ◽  
Agusma Wajiansyah ◽  
Supriadi Supriadi

The shortest path problem is one of the optimization problems where the optimization value is a distance. In general, solving the problem of the shortest route search can be done using two methods, namely conventional methods and heuristic methods. The Ant Colony Optimization (ACO) is the one of the optimization algorithm based on heuristic method. ACO is adopted from the behavior of ant colonies which naturally able to find the shortest route on the way from the nest to the food sources. In this study, ACO is used to determine the shortest route from Bumi Senyiur Hotel (origin point) to East Kalimantan Governor's Office (destination point). The selection of the origin and destination points is based on a large number of possible major roads connecting the two points. The data source used is the base map of Samarinda City which is cropped on certain coordinates by using Google Earth app which covers the origin and destination points selected. The data pre-processing is performed on the base map image of the acquisition results to obtain its numerical data. ACO is implemented on the data to obtain the shortest path from the origin and destination point that has been determined. From the study results obtained that the number of ants that have been used has an effect on the increase of possible solutions to optimal. The number of tours effect on the number of pheromones that are left on each edge passed ant. With the global pheromone update on each tour then there is a possibility that the path that has passed the ant will run out of pheromone at the end of the tour. This causes the possibility of inconsistent results when using the number of ants smaller than the number of tours.


2020 ◽  
Vol 3 (3) ◽  
pp. 05
Author(s):  
Weliton Carlos de Andrade ◽  
Paulo Alves Wanderley ◽  
Patricia Dias de Oliveira ◽  
Mateus Gonçalves Silva ◽  
Guilherme Gomes Rolim
Keyword(s):  

<p>As abelhas nativas sem ferrão constituem o grupo de abelhas sociais mais diversificado, adicionalmente são consideradas importantes polinizadores. Para a coleta de recursos, estes insetos visitam uma alta diversidade de plantas nativa e cultivadas. São conhecidas 417 espécies para a região Neotropical, 244 destas ocorrem no Brasil. <em>Melipona subnitida</em> Ducke, 1910, é uma abelha nativa da Caatinga e ocorre naturalmente em todos os Estados da região Nordeste brasileiro. A atividade de voo das abelhas, inclui a coleta de alimento (néctar e pólen), resina e barro, além da atividade de retirada de detritos para fora da colônia. Nesse sentido, o presente trabalho teve como objetivo estudar a atividade de voo de <em>M. subnitida</em> nas condições ambientais da Caatinga no Município de Sousa, Paraíba. A coleta dos dados foi realizada durante três dias consecutivos, das 5h:00min às 18h:10min, onde foram realizadas observações junto à entrada de uma colônia de <em>M. subnitida</em>, onde a cada hora, durante 10 minutos, registrou-se a entrada de campeiras, com cargas de pólen ou de néctar (sem carga aparente), e a saída de campeiras, com detritos ou sem carga. Os dados de temperatura e umidade do ar do local onde a colônia foi instalada foram medidos a cada intervalo de observação com auxílio de termohigrômetro. As campeiras iniciaram suas atividades às 05:00 horas, com temperatura média de 23°C e umidade relativa de 75% e encerraram suas atividades às 17:00 horas, com temperatura média de 33°C e umidade de 36%. O néctar foi o recurso mais explorado pelas abelhas, seguido de pólen. A coleta de néctar foi realizada ao longo de todo o período de observação, apresentando dois picos de coleta intensa, no final da manhã, às 11:00 horas, e às 16:00 horas. A maior atividade de coleta de pólen ocorreu no período da manhã. Em relação a saída de abelhas foi observado que aproximadamente 7,5% estavam envolvidas na retirada de detritos da colônia e a maior parte (92,45%) saíram para a atividade de coleta de recursos e/ou outras atividades externas. A atividade de voo de <em>M. subnitida </em>nas condições ambientais de caatinga no estado da Paraíba é semelhante a outras espécies de <em>Melipona, </em>com maior atividade de coleta recursos tróficos durante o período da manhã.</p>


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